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Brasil desbanca EUA como maior fornecedor de soja para China em meio à escalada da guerra comercial

Recordes de exportações brasileiras impulsionam o agro nacional, enquanto produtores americanos enfrentam crise e aguardam socorro de Trump – uma oportunidade de ouro para o Brasil no mercado global

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white and brown beans on silver steel rack
Photo by engin akyurt on Unsplash

Em um movimento que reflete as tensões crescentes entre Pequim e Washington, a China suspendeu as compras de soja dos Estados Unidos entre junho e agosto de 2025, optando por diversificar fornecedores e priorizando o Brasil como principal parceiro. Essa reviravolta, impulsionada pela guerra comercial iniciada pelo presidente Donald Trump (Republicano), posicionou o país sul-americano como o maior exportador de soja para o gigante asiático, segundo dados divulgados pela American Farm Bureau Federation (Federação Americana de Escritórios Agrícolas), principal entidade representativa dos produtores norte-americanos.

De janeiro a agosto deste ano, a China importou apenas 5,8 milhões de toneladas de soja dos EUA, uma queda de 80% em relação às 26,5 milhões de toneladas adquiridas no mesmo período de 2024. Desde junho, não houve mais compras do produto americano, e projeções indicam ausência de negociações para 2026. Em contraste, o Brasil exportou mais de 77 milhões de toneladas para o mercado chinês no período, consolidando sua liderança graças à estratégia de diversificação adotada por Pequim nos últimos anos. Essa mudança não é isolada: analistas apontam que a China, maior importadora mundial de soja, vem reduzindo a dependência dos EUA desde o início das tarifas impostas por Trump em 2018, acelerando o processo em 2025 com retaliações que incluem alíquotas de até 20% sobre produtos americanos.

O impacto nos Estados Unidos é devastador para o setor agrícola, com exportações totais para a China projetadas para cair 30% em 2025, atingindo o menor volume desde 2018. Culturas como soja, milho, trigo, sorgo e algodão são as mais afetadas, agravadas por políticas migratórias que resultaram na deportação de trabalhadores imigrantes essenciais para a colheita. Dados da CNN revelam que as falências rurais nos EUA alcançaram o pico mais alto desde 2021, simbolizando a fragilidade econômica do agro americano. A secretária da Agricultura, Brooke Rollins, reconheceu publicamente os desafios em entrevista à mídia norte-americana, afirmando: “Estamos enfrentando uma crise generalizada e há urgência para medidas de apoio aos produtores”.

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