Brasil tem perda recorde de quase R$ 90 bi com política cambial em 2015

A cifra representa 419% a mais que os gastos do ano anterior e o maior custo da história

A política de intervenção do Banco Central para tentar conter a escalada do dólar custou nada menos que R$ 89,7 bilhões em 2015: 419% a mais que os gastos do ano anterior. Conforme os dados divulgados nesta quarta-feira pela instituição, foi o maior custo da política cambial do BC da História. Isso aumenta a crise das contas públicas brasileiras, um dos principais problemas que levaram o país a amargar a atual recessão econômica.

Esse custo recorde é resultado da estratégia do BC de colocar no mercado financeiro os chamados contratos de swap cambiais. É um instrumento para proteger as empresas que têm dívidas em dólares. Funciona basicamente assim: quando a moeda americana sobe, o Banco Central paga a diferença. Já quando ela cai, a autarquia recebe esse dinheiro.

Ele é usado para evitar altas ou quedas bruscas da cotação da moeda americana. Como a pessoa que compra o contrato consegue uma segurança de que não terá prejuízo se o dólar subir, a operação do BC funciona uma como venda de moeda americana no mercado futuro.

Desde 2002, o BC começou a política de irrigação do mercado, apelidada de “ração diária”. No entanto, isso não significa necessariamente um prejuízo em todos esses anos. Em 2008, por exemplo, o BC teve de começar a socorrer as empresas por causa dos efeitos da crise. A política de swap deu lucro de R$ 4,8 bilhões. No ano seguinte, no auge da turbulência financeira mundial, os ganhos foram de R$ 3,2 bilhões.

Na contramão das perdas com swap por causa da estilingada do dólar em 2015, a valorização da moeda americana fez com que a rentabilidade das reservas aumentasse nada menos que R$ 260 bilhões. Por isso, o balanço da autarquia ficará positivo.

 

Com informações do site O Globo

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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