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'Bruxo Paulo Padilha', fundador da Igreja de Lúcifer no CE, é executado

Luciano Victor Melo de Sousa foi morto a tiros após furar um pneu. Polícia já prendeu um suspeito do duplo homicídio em oficina de Fortaleza

'Bruxo Paulo Padilha', fundador da Igreja de Lúcifer no CE, é executado
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📋 Em resumo
  • Luciano Victor Melo de Sousa, fundador da primeira Igreja de Lúcifer do Ceará, foi executado a tiros em Fortaleza.
  • O crime ocorreu quando a vítima e um amigo pararam em uma oficina para trocar um pneu furado no bairro de Fátima.
  • A Polícia Civil prendeu um homem de 25 anos em flagrante, apreendendo armas e a motocicleta usada no ataque.
  • A vítima usava tornozeleira eletrônica e tinha passagens pela polícia, incluindo prisão em 2025 por ameaça e desacato.
  • Por que isso importa: O assassinato de uma figura pública controversa expõe a violência urbana e levanta questionamentos sobre possíveis disputas ligadas ao seu perfil
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O fundador da primeira Igreja de Lúcifer do Ceará, Luciano Victor Melo de Sousa, de 38 anos, foi executado a tiros na manhã desta quinta-feira em Fortaleza. Conhecido nas redes sociais como "Bruxo Paulo Padilha", ele e um amigo de 21 anos foram alvejados por um motociclista após pararem em uma oficina para trocar um pneu furado.

A dinâmica da execução no Bairro de Fátima

O ataque aconteceu no cruzamento da Avenida 13 de Maio com a Rua Barão do Rio Branco, no bairro de Fátima. Segundo relatos, Luciano e o amigo aguardavam a troca do pneu quando um homem em uma motocicleta se aproximou e disparou contra os ocupantes do veículo.

Luciano foi atingido na cabeça e no abdômen, morrendo ainda no local. O amigo, baleado na cabeça, foi socorrido pelo Samu em estado grave, mas não resistiu e morreu posteriormente no hospital. Informações preliminares indicam que a vítima usava tornozeleira eletrônica à época do crime.

Prisão em flagrante e apreensão de material bélico

Horas depois do crime, a Polícia Civil do Ceará prendeu um homem de 25 anos no bairro Farias Brito, suspeito de participar dos dois homicídios. Durante a operação, foram apreendidos uma pistola, um revólver, munições, a motocicleta utilizada no ataque e roupas que teriam sido usadas pelo suspeito.

O indivíduo foi levado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e autuado em flagrante por homicídio e posse ilegal de arma de fogo. A identidade dele não foi divulgada e a imagem da prisão teve o rosto desfocado. A polícia informou que "segue realizando diligências e oitivas para identificar e capturar outros envolvidos, bem como esclarecer a motivação do crime".

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O perfil público do 'Bruxo Paulo Padilha'

Luciano era uma figura de destaque em nichos específicos da capital cearense. Ele fundou a primeira Igreja de Lúcifer do Ceará, cujo templo funciona desde setembro de 2023 na Rua Instituto do Ceará, no bairro Benfica.

"Ele era ainda um 'tata', termo de origem congo-angolesa usado para designar um mestre ou dirigente ritualista na prática da quimbanda."

Fora da atuação religiosa, ele era proprietário de pelo menos dois bares no bairro Benfica, tendo frequentado um dos estabelecimentos na madrugada anterior ao assassinato.

Antecedentes criminais e medidas protetivas

O histórico de Luciano com a lei era conhecido. Em março de 2025, ele havia sido preso em flagrante em um de seus bares. Na ocasião, foi acusado de ameaça, desacato, corrupção ativa e injúria homofóbica, em um caso envolvendo duas mulheres e policiais que atenderam a uma ocorrência.

De acordo com documentos da audiência de custódia, policiais foram chamados para apoiar um socorrista do Samu que estaria sendo ameaçado. Ao chegarem e pedirem a redução do volume do som, o suspeito teria se exaltado, xingado as vítimas e os agentes, e oferecido dinheiro para não ser preso. Ele foi liberado mediante fiança e ficou sujeito a medidas protetivas, incluindo a proibição de se aproximar das vítimas.

O silêncio das motivações e o rastro da violência

A prisão do suspeito de 25 anos representa apenas o primeiro elo de uma investigação que ainda carece de um móvel claro. O fato de a vítima usar tornozeleira eletrônica e ter um histórico de conflitos com a lei e com figuras de autoridade adiciona camadas de complexidade ao caso.

Foi o assassinato um acerto de contas relacionado aos seus negócios na noite do Benfica, uma retaliação ligada à sua controversa liderança religiosa ou um desdobramento de seus antecedentes criminais recentes? A resposta dependerá da capacidade da Polícia Civil em conectar o testemunho do preso às evidências balísticas e digitais. Enquanto a motivação não for esclarecida, o caso permanece como um sintoma cru da violência urbana, onde até as figuras públicas mais polarizadoras estão sujeitas à lógica implacável do gatilho.


Versão em áudio disponível no topo do post.

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