Caça a terroristas tem dois mortos e ao menos sete presos em Paris

Duas pessoas morreram em uma grande ação policial realizada no município de Saint Denis, na Grande Paris, capital da França, na manhã desta quarta-feira (18). Iniciada por volta das 4h, a operação que buscou terroristas envolvidos no massacre da semana passada prendeu ao menos sete pessoas, segundo a Procuradoria da cidade.

O principal alvo dos agentes é o terrorista belga Abdelhamid Abaaoud, apontado pela investigação como mentor dos ataques que deixaram ao menos 129 mortos em Paris na última sexta-feira (13), suspeito de ter se escondido em um apartamento no bairro. Policiais também buscaram terroristas em uma igreja de Saint Denis.

Entre os mortos está uma mulher que portava um cinto com explosivos e se explodiu no momento em que seria capturada. A outra vítima, um homem, morreu atingida por estilhaços de granadas e balas, possivelmente atiradas por snipers envolvidos na ação.

Até às 10h10 desta quarta-feira, autoridades e emissoras francesas não confirmavam se Abaaoud estaria entre os sete detidos. Há suspeita de que a mulher que se auto-detonou, no entanto, seria parente do terrorista, um dos mais procurados extremistas do mundo.

A ação também foi encerrada com saldo de cinco policiais levemente feridos. Um cachorro policial chamado Diesel, um pastor-alemão, foi morto após ser baleado.

Parte da Grande Paris, Saint-Denis é o município onde está localizado o Stade de France, um dos alvos dos ataques terroristas da última sexta-feira, ao lado do qual três terroristas suicidas se explodiram antes do massacre ocorrido na cidade.

Ao longo de toda a manhã desta quarta-feira, o comércio ficou fechado na região, com as ruas vazias, tomadas somente por policiais e jornalistas que acompanhavam a longa operação.

De acordo com informações preliminares, a ação ocorreu após a polícia ter recebido uma denúncia de que haveria, ainda nesta quarta-feira, um novo ataque terrorista na cidade, desta vez em La Défense, área bastante movimentada na parte central de Paris, onde existe grande concentração de escritórios. A orientação do governo parisiense foi para que os cidadãos do bairro não saíssem de suas casas.

“Parabenizo os policiais por esta operação, pois eles sabiam do perigo em que estavam sendo envolvidos. Lembro daqueles que agiram no Bataclan para neutralizar esses terroristas, e a França tem orgulho de ter agentes desta qualidade para combater essas organizações”, elogiou o presidente francês, François Hollande, após a operação. “Essas ações só confirmam que estamos realmente em guerra, contra um exército com recursos financeiros vindos do petróleo e com vários cúmplices em nossa Europa.”

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