Cai o endividamento de Porto Velho em setembro

SOBE MUITO O NÚMERO DE FAMÍLIAS INSOLVENTES- O número das famílias de Porto Velho que dizem não poder pagar suas contas subiu 165% ainda que representem apenas 3,3% do universo atinge, em especial, as famílias de menor renda e menor acesso ao crédito.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), de Porto Velho, feita em conjunto pela Fecomércio Rondônia e a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revela que, depois de ter subido em agosto, o endividamento voltou a cair levemente -0,40% com o índice passando de 74% das famílias, em agosto, para 73,7% em setembro. Em compensação as famílias com dívidas ou contas em atraso subiram 27%, de 20,4 para 25,9% das famílias. No entanto, a grande alteração foi verificada nas famílias que não terão capacidade de pagar suas contas que, desde fevereiro (4%), não alcançava um nível tão alto como os 3,3 % das famílias em setembro. O levantamento também mostra que são as famílias com renda abaixo de 10 salários mínimos as que se encontram nesta situação. Embora relativamente seja um patamar muito baixo a insolvência se verifica, justamente, nas camadas que possuem menos acesso ao crédito.

Endividamento e Inadimplência de Porto Velho

Síntese dos resultados Julho/Agosto/Setembro 2014 (Em %)

Julho Agosto Setembro Variação %

Agosto/Setembro

Total de Endividados        73,4      74,0      73,7        -0,40
Dívidas ou Contas em Atrasos        13,5      20,4      25,9         27,0
Não Terão Condições de Pagar         0,7        2,0        3,3      165,0

Entre as famílias em atraso predominam as contas atrasadas com tempo de atraso 30 e 90 dias, que representavam 39,3 %, em agosto, e, agora, representam 47,4% seguida das contas com atraso até 30 dias que permaneceram no mesmo nível anterior de 31% e as acima de 90 dias representaram 18% e o restante das famílias não soube ou não respondeu. O nível de comprometimento das rendas das famílias, em setembro, teve a predominância das famílias com as rendas comprometidas por mais de um ano com 29,6%, uma queda em relação aos 33,7% do mês anterior.

As com as rendas comprometidas entre 3 e 6 meses foram 24,9%, depois os com a renda comprometida até 3 meses com 23,1% e, finalmente, os com a renda comprometida entre 6 meses e um ano são 22% das famílias. O tempo médio de comprometimento da renda, porém, diminuiu dos 7,2 meses, de agosto, para os 7,0% de setembro. Os cartões de crédito cresceram como fonte de endividamento dos 52,8%, de agosto, para 54,6%, mas,  dos seguido muito de perto pelos carnês que aumentaram muito, em setembro, como participação nas dívidas, aparecendo com 52,1%, certamente, como reflexo dos problemas de acesso ao crédito.

O destaque, depois, é para o financiamento de veículos, 13,6%, e crédito pessoal com 9,6% e consignado, 7,8%. Como sempre é preciso  salientar que uma mesma família pode ter mais de um tipo de dívida. Para o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia, Raniery Araujo Coelho, “O resultado mostra que os problemas dos prejuízos da cheia do Madeira ainda se refletem na economia estadual e as incertezas econômicas levam os consumidores a ter uma postura mais cuidadosa em relação ao endividamento, principalmente, com os juros altos”.

Nesta linha de análise o Departamento Econômico da Fecomércio detecta que está havendo uma maior preocupação com as contas das famílias que passam  a gastar menos e controlar melhor suas despesas. Também apontam que raramente as famílias ficam sem condições de pagar apenas por causa das compras. Em geral acontece alguma coisa inesperada, como a doença, perda de emprego, ou um gasto urgente com a casa. É, por isto também, que recomendam, como forma de evitar esta situação, que as famílias planejem para que seus orçamentos não se aproximem tanto do limite de suas rendas e, se possível, se acumule alguma reserva.

Fonte: CNC/FECOMÉRCIO/RO

 

 

 

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