Câmeras flagram juiz aposentado tentando matar irmão pela segunda vez; veja

No último domingo, 17, câmeras de segurança do Iate Clube de Imperatriz, em São Luiz (MA) registraram o juiz aposentado Erivelton Cabral Silva atirando contra o irmão, o oftalmologista Elton Cabral Silva que ficou ferido com um tiro no abdome. A namorada de Elton, Késia Carmo também foi baleada na perna.

De acordo com informações da polícia, essa foi a segunda vez que Erivelton atentou contra a vida do irmão. Em fevereiro deste ano, o juiz foi detido no município de Balsas (MA) em um táxi, portando uma pistola 380 e um revólver Rossi, calibre 38. Ao ser abordado, o ex-magistrado afirmou que “tinha ido a cidade acertar umas desavenças com o irmão”.

Após o episódio no Iate Clube ele foi preso, mas antes enviou áudios de Whatsapp com várias ameaças, entre elas, ao presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Cleones Cunha.

“Quiser mandar o áudio para o presidente do tribunal pode mandar também. Tenho medo de ninguém não, rapaz. Presidente do Tribunal eu já fiz foi derrubar uma já e sendo homem eu não tenho nem receio de meter um tiro na cara também, ainda mais se for ladrão e vagabundo”, disse.

Elton Cabral (irmão do juiz aposentado) e a namorada que foi baleada na perna

Além de ameaçar o desembargador, ele debocha do irmão que ele tentou matar, diz ter pena dele e afirma ainda que “esse foi apenas o primeiro capítulo da novela”.

Erivelton teve a prisão preventiva decretada pela juíza Ana Lucrécia, titular da Primeira Vara Criminal de Imperatriz. Segundo o delegado Eduardo Galvão, o juiz aposentado estava preso no 3° BPM de Imperatriz, mas passou mal nesta madrugada e foi encaminhado a uma clínica da cidade, onde segue custodiado por uma equipe da Força Tática.

Juiz aposentado Erivelton Cabral

Perfil agressivo

Em 2014 Erivelton sacou uma arma após confusão no trânsito e ameaçou de morte um funcionario Publico dentro do Fórum Desembargador Sarney Costa, em São Luís.

O magistrado estava proibido de entrar no fórum pelo presidente da Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA), Gervásio Protásio dos Santos Júnior. Na época, a polícia descobriu que o juiz estava proibido de usar arma de fogo e estava portando uma ilegalmente.

Em 2013 o então juiz se envolveu em uma confusão com um defensor público, durante um júri popular em Tocantinópolis.

O defensor público, Rubismark Saraiva Martins, disse que foi ofendido e ameaçado pelo juiz Erivelton Cabral Silva, após questionar o comportamento do promotor de justiça durante o julgamento. “Ele disse que quando um burro fala o outro baixa a orelha, daí eu disse, tá pedindo para eu calar a boca? ele disse: sim, estou pedindo”, explicou Martins. Após a discussão o defensor afirmou que foi ameaçado com “um tiro na cara”.

Briga familiar

As confusões e desentendimentos por divisão de uma grande herança começou depois do falecimento da matriarca da família Cabral. Os pais, o empresário Edmar Cabral e Neusa Cabral eram proprietários da filial da Ótica Real em Imperatriz. Ao longo do tempo o casal acumulou uma grande fortuna que hoje está sendo disputada pelos filhos e teria causado as sucessivas tentativas de homicídio.

Áudio (blog do Pablo), vídeo (Novo Notícias)

Anúncios
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

Participe do debate. Deixe seu comentário