Carlos Marun confirma pedido indiciamento de Janot na CPMI da JBS

Com quase uma hora de atraso, o agora ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (PMDB-MS), chegou para apresentar seu relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS. Como esperado, antes mesmo de iniciar a sessão, o peemedebista confirmou que pedirá o indiciamento do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot; seu ex-chefe de gabinete, Eduardo Pelella, e o ex-procurador Marcelo Miller.

Para o relator, Janot trabalhou pela saída de Temer da Presidência. “Realmente houve uma conspiração com o objetivo de afastar o presidente da República, o objetivo era ainda interferir na sucessão da PGR”, disse.

Dessa maneira, os dois serão alvos de pedido de indiciamento pelo item I do artigo 23, que trata da incitação “à subversão da ordem política ou social”. Além dos procurados, serão alvos de pedido de indiciamento os executivos da JBS Joesley e Wesley Batista e Ricardo Saud, que já estão presos.

A sessão na Casa promete ser longa,já que os sub-relatores da CPMI, os deputados Fernando Francischini (SD-PR) e Hugo Leal (PSB-RJ) pretendem apresentar um relatório paralelo. Além disso, pode haver pedido de vista.

Janot recusa convite
No dia 4 deste mês, o ex-PGR recusou o convite da CPMI para falar sobre o acordo de delação premiada firmado pelo Ministério Público Federal com os irmãos Batista. Em ofício encaminhado ao presidente da comissão, o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), Janot alegou “sigilo profissional” para não comparecer à audiência, que aconteceu na última quarta-feira (6/12).

O relator enfatizou que o envolvimento do ex-procurador Marcello Miller nos acordos de delação firmados pelos executivos da JBS ficou “claro”. “É evidente a participação do procurador Marcello Miller neste processo. Um procurador da República orientando ativamente os delatores na promulgação do acordo”, disse o deputado.

O presidente da CPMI prometeu protocolar representação à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para que ela peça a prisão de Miller ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em depoimento à comissão, o ex-procurador negou as acusações, mas afirmou que “fez uma lambança” ao sair da PGR e, dias depois, se tornar sócio de um escritório de advocacia que atende a JBS.

Pelella é mencionado em diálogos de delatores da JBS como um interlocutor da PGR. O ex-chefe de gabinete foi convocado para depor na comissão, mas teve o convite suspenso por decisão do ministro do STF Dias Toffoli, em 20 de novembro. A liminar atendia a pedido da procuradora-geral da República.

A CPMI da JBS busca investigar possíveis irregularidades envolvendo a empresa, além das delações dos irmãos Batista e dos executivos da companhia. A comissão, entretanto, focou os trabalhos nas investigações dos membros do Ministério Público Federal.

Aliado
Marun integrava a tropa de choque do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Hoje, o parlamentar é um dos principais defensores de Michel Temer na Câmara dos Deputados e o mais indicado pelo Planalto para assumir a Secretaria de Governo nesta quinta-feira (14/12) no lugar do tucano Antonio Imbassahy, que pediu exoneração na sexta-feira passada (8/12).

O peemedebista foi um dos principais articuladores do arquivamento das duas denúncias enviadas pela PGR contra Temer. Na votação da última acusação, chegou a fazer uma dancinha no plenário da Câmara comemorando o resultado favorável ao presidente.

Fonte: metropoles

Anúncios
Painel Político, é um blog de notícias de Rondônia, com informações sobre política regional, nacional, economia, jurídico e variedades. Siga-nos nas redes sociais, visite-nos diariamente e fique sempre bem informado.

Participe do debate. Deixe seu comentário