Cármen Lúcia diz que ministros são mais conhecidos que jogadores da Copa

A ministra participou na manhã desta sexta (15/6), no TJ-MG, na capital mineira, de seminário sobre os 30 anos da Constituição

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, disse nesta sexta-feira (15/6) que, atualmente, o Poder Judiciário está mais próximo da sociedade, mesmo se comparado à seleção do técnico Tite. “Tenho visto com muita frequência que os brasileiros conhecem muito mais os juízes do Supremo Tribunal Federal às vezes do que os jogadores que foram para a Copa nesta ocasião”.

Para a ministra, isso não acontece apenas com integrantes do STF.”Tive a oportunidade de ver isso acontecer no Mercado Central (tradicional centro de compras da capital mineira). Uma pessoa fez referência: ‘o desembargador tá ali, comprando abacaxi’. Eu disse assim: no Judiciário já temos tantos, não sei por que comprar mais um”.

Cármen participou na manhã desta sexta-feira (15/6), no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), na capital mineira, de seminário sobre os 30 anos da Constituição, promulgada em 5 de outubro de 1988.

Segundo a ministra, a Carta Magna restabeleceu a democracia nas instituições do país. “Nesses 30 anos de vigência da Constituição brasileira, o Poder Judiciário adquiriu um papel muito particular, muito especial para a sociedade brasileira”, afirmou. Ela disse, também, que o Poder Judiciário do país tem muitos abacaxis e que os juízes dormem mal pelo elevado número de processos que tem para julgar.

A presidente do STF comentou também o elevado o número de processos no STF. “Em abril do ano passado em conversa com Sonia Sotomayor, da Suprema Corte norte-americana, eu disse que tínhamos chegado a número mais baixo de processo que nos últimos anos. Tínhamos chegado a 70 mil processos. Agora estamos com 49 mil. E quando discutíamos 70 mil processos ela disse: ‘a senhora errou. São 70 processos’. Não senhora, 70 mil”.

A ministra dos EUA então disse à colega brasileira que, no seu país, a Corte julgou 73 processos no ano anterior, e perguntou: “mas juiz brasileiro dorme?”. “Dorme mal sempre. Porque não é possível dormir com essa responsabilidade, que é a vida do outro entregue em nossas mãos e uma grande espera por direitos fundamentais”, respondeu Cármen, conforme seu relato.

Fonte: metropoles
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