Casal que pediu doações para tratar filho se contradiz sobre recursos

Os pais do menino Jonatas, que arrecadaram R$ 4 milhões por meio de doações para tratamento do filho, que sofre de atrofia muscular espinhal (AME), estão sendo investigados pelo Ministério Público sobre a forma que estão utilizando os recursos.

Renato e Aline Openkoski levantaram suspeita nos doadores quando aumentaram o padrão de vida da família, adquirindo bens de alto valor, como um carro de luxo avaliado em R$ 140 mil, mudando de casa para outra muito maior e passando o Réveillon em Fernando de Noronha. Além disso, meses depois do dinheiro ser arrecadado, o bebê ainda não tinha recebido a medicação.

Em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, exibido na noite deste domingo (18), Renato afirmou que o casal comprou as passagens para o destino paradisíaco com dinheiro dele e da esposa. No entanto, ele havia dito à revista Veja no início de fevereiro que toda a viagem foi presente de um amigo, o médico Danny César de Oliveira Jumes, que não quis se pronunciar.

O Ministério Público de Santa Catarina entrou com uma ação civil pública solicitando uma medida de proteção à criança.

O caso

No início do ano passado, ao saber da grave condição de saúde do filho, Renato e Aline descobriram que existia uma nova medicação nos EUA, o Spinraza, que promete estabilizar a doença e, em alguns casos, recuperar movimentos perdidos. A medicação custa R$ 350 mil por ampola e são necessárias pelo menos seis aplicações nos dois primeiros meses de tratamento e, posteriormente, uma a cada quatro meses. Foi então que a família iniciou a campanha para arrecadas R$ 3 milhões.

Diversas pessoas em todo o Brasil e EUA, incluindo celebridades e até um time de futebol, fizeram doações. Jonatas ficou nacionalmente conhecido. Em pouco mais de dois meses, a meta foi atingida. Menos de um mês depois, em maio do ano passado, a campanha já tinha arrecadado mais de R$ 4 milhões.

Renato disse na entrevista que importou no ano passado quatro ampolas do remédio Spinraza, ao custo de R$ 1,67 milhão. A droga chegou em novembro e Jonatas está tomando a medicação.

No entanto, após denúncia de doadores, em 16 de janeiro, a Justiça determinou o bloqueio das três contas do casal. Desde então, a liberação da verba só acontece mediante apresentação de notas e prestação de contas.

O pai nega que esteja levando uma vida de luxo. “Luxo seria eu ter meu filho correndo, brincando. Mas não. Ele está preso num quarto. Dinheiro para o Jonatas não é luxo, é questão de sobrevivência”, afirmou.

Fonte: noticiasaominuto

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