Homem pergunta se “mulher é sapatão” e leva um nocaute; veja vídeo

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Uma discussão, flagrada por câmeras de segurança, mostra o momento em que um homem leva um soco de uma mulher e vai a nocaute no meio da rua. O episódio teria ocorrido em uma cidade no Mato Grosso.

As imagens estão circulando no twitter nesta segunda-feira. De acordo com a postagem, o homem teria dado em cima da irmã da nocauteadora, com a recusa, ele passou a assediar a jovem. A irmã interviu e ele perguntou se ela “também era sapatão”.

No momento que ela vira para ir embora, ele diz, “tudo biscate da mesma laia”. Ela então vira e aplica um direto, e ele cai desmaiado. Veja a cena:

“Cidadão não, engenheiro civil, formado, melhor do que você”, diz mulher a fiscal no Rio

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Uma reportagem do Fantástico exibida no último domingo mostrou as provocações e agressões que estão sendo submetidos os fiscais da vigilância sanitária no Rio de Janeiro, enquanto cumprem o difícil trabalho de fiscalizar os bares e restaurantes que estão funcionando durante a pandemia.

Em uma das cenas, uma mulher, ao lado de um homem que disse ser cliente do bar, e que tenta intimidar os fiscais, responde “Cidadão não, engenheiro civil, formado, melhor do que você”, quando o agente de fiscalização se dirige ao homem chamando-o de cidadão.

A frase é um dos assuntos mais comentados na manhã desta segunda-feira no Twitter:

Violência doméstica: ‘Fui estuprado pela minha mulher por 10 anos’

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Ela tinha essa mania, que tinha de haver esperma no final. Eu seria esfregado até que conseguisse. Em média, durava de uma a duas horas

A maioria dos relatos de violência doméstica são contra mulheres. Um terço de todas as mulheres e meninas sofrem violência física ou sexual durante a vida, de acordo com a ONU.

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Muito menos comuns, e menos comentados, são os ataques a parceiros ou parentes homens.

A violência doméstica contra os homens é um tabu em muitas sociedades, e as vítimas muitas vezes precisam enfrentar suas dificuldades sozinhas.

Um jovem ucraniano compartilhou sua história com a BBC, sob condição de anonimato. Leia, a seguir, o que ele relatou e conselhos de especialistas sobre como reconhecer os sinais de abuso e o que fazer a respeito disso.

Minha primeira mulher

Não sei se meus amigos suspeitaram de algo. Tudo parecia ótimo nas aparências: rostos sorridentes, amigos, muito dinheiro, felicidade e confiança. Nós viajamos metade do mundo juntos.

Eu não sentia medo dela quando estávamos viajando: ela não me machucaria na frente de outras pessoas. O mais importante era evitar ficar sozinho com ela.

Uma mão segura um telefone celular, mostrando uma imagem de um casal.
Uma mão segura um telefone celular, mostrando uma imagem de um casal.

Só recentemente eu me dei conta de que fui estuprado pela minha ex-mulher por 10 anos.

Ira foi minha primeira mulher. A gente se conheceu aos vinte e poucos anos e ela me convidou para sair.

Meus pais me disseram que eu tinha de sair da casa deles imediatamente depois que comecei a namorar alguém. Em outras palavras, iniciar um relacionamento significava abrir mão da família e de um teto: em um dia, tive de abrir mão de tudo. Foi assustador.

Baixa autoestima

Além disso, minha mãe tinha vergonha de mim e de como eu era. Eu tinha autoestima muito baixa.

Minhas primeiras tentativas de sexo foram com Ira e, naquela época, eu queria isso. No entanto, não era completamente normal: era doloroso e agressivo. Nosso primeiro sexo durou cerca de cinco horas, e eu ficava sentindo dor depois.

Ela tinha essa mania, que tinha de haver esperma no final. Eu seria esfregado até que conseguisse. Em média, durava de uma a duas horas.

Sexo é para ser agradável, mas nunca foi agradável para mim. Eu não tinha experiência e costumava pensar que era assim, e por isso costumava dar consentimento. Mas logo eu disse “não”, porém isso não a impediu de continuar. Foi quando se transformou em estupro.

Uma ilustração de uma figura em posição fetal
Uma ilustração de uma figura em posição fetal

Encurralado

Eu tive que viajar para o exterior em uma longa viagem de negócios. Eu tinha medo de perder Ira, então pedi que ela viajasse comigo. Eu até me ofereci para me casar primeiro. Ela recusou, mas se juntou a mim. Foi aí que tudo começou.

Eu estava sobrecarregado e queria descansar, mas ela começou a exigir sexo. Eu concordei uma vez, duas vezes… Ela dizia: “Quero, preciso, então você precisa, vamos lá, estou esperando há muito tempo”. Eu respondia: “Não, não quero, quero descansar, estou cansado”.

Então ela me batia e não havia nada que eu pudesse fazer. Ela costumava arranhar minha pele com as unhas até sangrar, ela costumava me dar soco. Ela nunca deixou marcas no meu rosto, ela só machucava o que ficava coberto: meu peito, costas, mãos.

Não enfrentei porque pensei que bater em uma mulher era agressivo e errado. Foi assim que meus pais me educaram.

Eu estava me sentindo pequeno, fraco e simplesmente não conseguia escapar. Ela conseguiria o que queria.

Tentei alugar um quarto separado para mim no hotel uma vez. Mas eu não falava o idioma local, então eles não me entenderam na recepção. Acabei encurralado.

Eu estava com medo de voltar do trabalho para o hotel, então eu costumava passear pelo shopping até a hora de fechar. Depois disso, eu andava pela cidade. Era outono, frio e úmido, e eu não tinha levado nenhuma roupa quente comigo.

Por fim, tive infecções do trato urinário, prostatite e febre. Isso não impediu Ira: eu tive de fazer o que ela queria.

Os fins de semana eram os piores momentos: acontecia no sábado pela manhã e no domingo à noite. Contei os dias antes de retornar à Ucrânia. Eu pensei que isso acabaria com o nosso relacionamento, mas eu estava errado.

Em uma imagem por trás de um vidro, uma pessoa segura a cabeça
Em uma imagem por trás de um vidro, uma pessoa segura a cabeça

´Tentei sair, mas desisti´

Voltei a morar com meus pais e não pretendia manter contato com Ira, muito menos morar com ela. Mas minhas tentativas de me libertar se arrastaram por anos.

Nós brigávamos, eu desligava meu telefone e a bloqueava em todo lugar. Eu me escondia, mas ela vinha e sentava do outro lado da porta fechada. Ela me ligava e prometia que tudo ficaria bem.

E eu voltaria para ela todas as vezes. Eu estava com muito medo de ficar sozinho.

No começo, fiz muitas tentativas de deixá-la, depois menos e, finalmente, desisti. Ela insistiu que nos casássemos, e casamos, embora eu não quisesse mais isso.

Ira tinha ciúmes de todos: meus amigos, minha família. Onde quer que eu fosse, tinha que sempre ligar para ela. Eu tinha que estar com ela, ao seu alcance.

Ela não podia ir a lugar nenhum sem mim. Eu era uma espécie de brinquedo que tinha de entretê-la o tempo todo.

Ira não tinha emprego. Eu era o provedor, cozinhava e limpava. Alugamos um apartamento grande com dois banheiros. Fui proibido de usar o banheiro principal e tive de usar o de visitas. Todas as manhãs eu tinha de esperar até que ela acordasse às nove ou dez horas, caso contrário eu perturbaria o sono dela.

Ela decidiu que tínhamos que dormir em quartos diferentes e meu quarto não tinha fechadura. Eu nunca poderia estar sozinho.

Quando eu estava fazendo “algo errado”, ela gritava comigo e me batia. Isso costumava ocorrer uma vez por dia ou a cada dois dias.

Por qualquer coisa que acontecia, ela me culpava. Fiquei ouvindo sobre que tipo de homem ela precisava, o que e como ele deveria ser. Eu estava sem forças e fazia tudo o que ela exigia apenas para evitar sua raiva e a explosão que logo se seguiria.

Lembro-me de descer as escadas e sentar no carro, chorando. Ela passou por mim e me notou. Quando voltei para casa, ela disse que sentia muito por mim, mas que não conseguia parar.

Então, tudo recomeçaria no dia seguinte. Não importava o que eu fizesse e como me sentiria péssimo, nada mudou.

Também não sou perfeito. Para evitar tudo isso, eu trabalhava 10, 12, 14 horas por dia, nos finais de semana e feriados. É simples: algumas pessoas bebem e outras trabalham.

Por que as vítimas de violência não deixam seus agressores?

Uma ilustração de uma foto de uma mulher segurando a cabeça nas mãos
Uma ilustração de uma foto de uma mulher segurando a cabeça nas mãos

• Pessoas que cresceram em uma família onde houve violência reproduzem o comportamento de seus pais em suas famílias

• Medo de isolamento e estereótipos: “O que os vizinhos dirão?”, “Uma criança deve crescer com pai e mãe”

• Os primeiros estágios (abuso psicológico) são difíceis de reconhecer. Portanto, a pessoa abusada gradualmente se acostuma e perde a capacidade de avaliar a situação e agir.

• A pessoa que sofre a violência muitas vezes não tem para onde ir, depende financeiramente do agressor ou está em uma posição vulnerável (como gravidez ou com crianças pequenas)

• Ao pedir ajuda às autoridades, eles ouvem “Estes são problemas familiares” e desistem

Alyona Kryvuliak, chefe do La Strada-Ukraine National Hotline Department, e Olena Kochemyrovska, consultora da ONU na área de prevenção e combate à violência causada de gênero, mencionaram essas e outras razões.

‘Comecei a falar e não conseguia parar’

Quando você está em uma situação como essa, não percebe o que está acontecendo com você. Você não vê a saída e não ouve ninguém. Você nem pensa que tem chance de escapar, é total falta de esperança.

Fiz coisas que não queria fazer porque estava acostumado a isso. Eu sempre “devia” algo a todos e nunca me pertencia. Pertencia à minha avó, aos meus pais. Sempre achei que era preciso sacrificar tudo pelo bem de um relacionamento.

E então eu sacrifiquei meus interesses e a mim mesmo, o que parecia normal para mim naquela época. Então, tudo ficou ainda pior.

No começo, eu simplesmente não gostava, mas, durante os últimos três a quatro anos do relacionamento, o sexo desencadeava ataques de pânico constantes. Isso acontecia sempre que Ira conseguia me pegar e me forçar.

Quando eu entrava em pânico, eu a afastava, me escondia e corria. Fugia de casa, ou pelo menos da sala.

Uma ilustração de uma pessoa afundando em uma piscina distópica
Uma ilustração de uma pessoa afundando em uma piscina distópica

Ira pensou que estávamos tendo problemas sexuais por minha causa. Então, de tempos em tempos, ela me levava a um sexólogo.

Sempre que eu dizia que havia algo de que eu não gostava e que simplesmente não queria sexo, me diziam que eu era o problema. Fiquei calado sobre abuso e estupro.

Para Ira, essas visitas eram a prova de seu argumento. Eu falei sobre a violência pouco antes do divórcio. Comecei a falar e não conseguia parar.

‘Como eu encontrei apoio e uma saída’

Era outono, eu estava na cama com bronquite e febre de 39 a 40 graus por cerca de duas semanas. Ninguém tinha falado comigo durante todo esse tempo. Foi quando percebi que minha vida não tinha valor e ninguém notaria se eu morresse ali.

Foi um momento de horror, nojo e incrível autopiedade. Eu queria contar a alguém, mas não sabia quem ou como.

Uma vez fui à casa dos meus pais quando eles não estavam lá, só para ficar sozinho.

Eu estava na internet e entrei em um bate-papo que apareceu em uma janela de anúncio. Tudo era anônimo lá, como se você não existisse.

Foi a primeira vez que eu disse algo sobre o que estava acontecendo comigo. Eu ainda não reconhecia como abuso, mas a partir desse momento, comecei a dizer “não” mais e mais.

Primeiro, era sobre pequenas coisas, era importante para mim dizer “não” em vez de ficar quieto. Sempre que eu precisava de força, eu me lembrava daquelas semanas em que fiquei doente.

Acabei encontrando um terapeuta familiar, que me deu apoio. Ira e eu tínhamos tempo para conversar durante as sessões, e ela foi proibida de me interromper. Foi quando eu falei pela primeira vez sobre o abuso.

Ela ficou tão furiosa que gritou comigo e disse que não era verdade.

No entanto, ela propôs um divórcio logo depois disso. Eu não acho que ela queria isso, acredito que foi sua tentativa de me silenciar. Eu sabia que não teria outra chance e concordei.

Havia uma fila em um escritório, então fomos para outro. Eu estava pensando comigo mesmo: eu tenho que fazer isso enquanto ainda tenho a chance.

E fizemos isso.

Uma ilustração de uma ponte com um homem caminhando para longe
Uma ilustração de uma ponte com um homem caminhando para longe

Quando peguei os documentos do divórcio, um mês depois, foi o dia mais feliz da minha vida.

Um dia após o divórcio, gritei para ela: “Você estava me estuprando!”

“Eu estava te estuprando?”, ela respondeu. “E daí?”

Eu não sabia o que responder e ainda não sei. De certa forma, ela admitiu o que tinha feito, mas principalmente deu risada disso.

Voltei a morar com meus pais, larguei o emprego e fiquei em casa por algumas semanas. Eu tinha medo que ela estivesse em algum lugar lá fora, me procurando.

Um dia ela voltou e começou a bater na porta, chutando e gritando. Minha mãe disse que estava assustada. Eu sorri para mim mesmo: “Mãe, você nem imagina …”

É importante entender: isso mata

Não coletei provas e não contei a ninguém.

Eu provavelmente poderia ter contado aos meus pais, mas desde a minha infância eu sabia que eles não eram capazes de guardar segredos. Eu também não sabia como conversar com meus amigos sobre as coisas que estavam acontecendo comigo.

Eu estava procurando grupos de apoio, mas na Ucrânia eles são apenas para mulheres. Por fim, encontrei uma comunidade online de apoio mútuo para homens de São Francisco.

O primeiro psicoterapeuta a que fui na Ucrânia me ridicularizou: “Isso não acontece assim. Ela é uma menina e você é um menino”. Então mudei seis vezes de especialista e finalmente estou recebendo ajuda. Levou oito meses para eu deixar alguém segurar minha mão.

Como os homens podem obter ajuda psicológica?

Ilustração de uma foto de um homem sentado no canto de uma sala segurando seu rosto
Ilustração de uma foto de um homem sentado no canto de uma sala segurando seu rosto

Grupos de apoio psicológico foram criados na comunidade do Clube dos Pais na Ucrânia, mas a iniciativa não durou muito, segundo o ativista Max Levin. Ele diz que os homens não estavam prontos para ir a um psicólogo.

Alyona Kryvuliak, da La Strada-Ucrânia, diz que os homens começaram a pedir ajuda somente quando a linha direta de La Strada começou a trabalhar 24 horas por dia. Os homens não eram capazes de fazer ligações durante o horário comercial tradicional.

Mas, mesmo agora, os homens estão preocupados principalmente com o anonimato e não estão prontos para defender seus direitos em instituições públicas, como tribunais ou policiais.

Para as vítimas do sexo masculino, a retirada psicológica do abuso pode ser um processo demorado, explica a psicóloga, psicoterapeuta e sexóloga Yulia Klymenko. Afinal, a sociedade não ajuda com frases como “meninos não choram” ou “homens são fisicamente mais fortes”.

Uma pessoa com um trauma de abuso sexual, psicológico ou físico pode parecer incomum para a comunidade. Segundo Klymenko, os clientes com traumas complexos que envolvem vários tipos de abuso precisam ser “ressuscitados” por um longo tempo, independentemente de gênero ou idade.

Eu cogitei processá-la. Os advogados disseram que havia uma chance de obter uma ordem de restrição. Mas não preciso disso agora. Por um longo tempo, eu só queria que ela admitisse o que tinha feito e pedisse desculpas.

Ainda não vou trabalhar e é muito difícil sair da cama todas as manhãs. Não tenho nada para viver. Eu nem sei o que tenho feito o ano todo.

Eu sei que nunca terei um relacionamento e nunca terei filhos. Eu desisti de mim mesmo.

Mas, caramba, fiquei em silêncio por tanto tempo, e isso bagunçou a minha vida. Talvez haja um cara em uma situação semelhante no momento e ele leia minha história.

É importante que ele entenda: não vai acabar, nada será consertado, é uma verdadeira bagunça que nunca desaparecerá e vai te matar. Se você entende isso, pelo menos tem uma chance.

No Brasil, para onde ligar em caso de violência?

No Brasil, o 190 é número de telefone da Polícia Militar, que deve ser acionado em casos gerais de necessidade imediata ou socorro rápido. A ligação é gratuita. Outros números são o 192, do serviço de atendimento médico de emergência, e o 193, do Corpo de Bombeiros.

Pelo Disque 100, que também é uma ligação gratuita e funciona 24 horas, é possível fazer denúncias de violações de direitos humanos. Além de denunciar por telefone, também é possível fazer a denúncia pelo aplicativo Proteja Brasil, disponível para iOs e Android.

Segundo o governo, o serviço “pode ser considerado como ‘pronto-socorro’ dos direitos humanos pois atende também a graves situações de violações que acabaram de ocorrer ou que ainda estão em curso, acionando os órgãos competentes, possibilitando o flagrante”.

Via BBC Brasil

“Tive minha intimidade invadida pelo TI da empresa durante home office”; o que fazer?

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Técnico acessou fotos íntimas de funcionária por acesso remoto

A auxiliar de departamento pessoal Vanessa*, 27, está trabalhando de home office há 15 dias, desde que a quarentena foi decretada no estado de São Paulo pelo governador João Dória (PSDB). Mas o período, já bastante tenso por conta da pandemia de covid-19, ficou ainda mais difícil na última terça-feira (31), quando um funcionário terceirizado do departamento de TI (Tecnologia da Informação) da empresa em que ela trabalha invadiu a intimidade dela e de seu marido. “Estamos revoltados”, diz ela em entrevista.

Leia o relato dela a seguir:

“A minha empresa é de micro a médio porte e não tinha notebooks para todos os funcionários fazerem home office, então ficou definido que, quem já tivesse um computador pessoal em casa, emprestaria o dispositivo neste período. Este foi o meu caso. 

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Como trabalho com departamento pessoal, percebi que um sistema bancário que uso precisava ser atualizado. Eu e minha analista entramos em contato com o pessoal de TI. Liberei o acesso remoto à minha máquina por volta das 17 horas. Ele pediu para que eu não ficasse no computador durante o procedimento. Porém, é o tipo de atualização que é feita em 15 minutos e, por volta das 17h45, o funcionário ainda não tinha liberado o dispositivo, o que estranhei. 

Fiquei impaciente e voltei para a minha máquina, para ver se ele já não tinha feito a instalação e tinha esquecido de me avisar. Foi quando abri o meu computador e vi que o funcionário, que eu não conhecia, estava com o meu Google Fotos aberto, com um vídeo íntimo meu e do meu esposo em exibição. Como era a minha máquina pessoal, estava com a minha conta do Google logada e ele teve acesso a materiais íntimos meus. Minha primeira ação foi tentar fechar a página, mas, nisso, ele derrubou o meu acesso. Pedi o contato do funcionário para meus colegas e liguei para ele, perguntando o que estava fazendo no meu Google Fotos. Ele disse que não sabia do que eu estava falando. 

Falei com a minha analista, ela pediu para que eu tivesse calma e o deixasse terminar de fazer a atualização. Avisei que não ia esperar coisa nenhuma, que ele estava acessando meus vídeos íntimos. Foi quando fui atrás do histórico do que ele tinha feito na minha máquina e vi, no Google, que ele havia acessado as fotos que estavam na nuvem. 

Liguei para a coordenadora do meu departamento, que disse que o RH entraria em contato. A responsável do recursos humanos disse, por sua vez, que o coordenador de TI ia conversar comigo. Teria que me expor mais uma vez, para mais um homem. 

O chefe de TI pediu para acessar minha máquina enquanto eu o acompanhava remotamente. Ele ficou perguntando diversas vezes se eu tinha certeza, já que não tinha nenhum registro de que o funcionário tivesse baixado algum vídeo ou foto minha. Ainda argumentei que isso não impede que o invasor pudesse ter filmado a tela enquanto reproduzia o vídeo ou que tivesse mostrado para alguém. Depois disso, o histórico de acessos no meu Google Fotos sumiu. 

No fim das contas, a coordenadora do meu departamento pediu para que eu escrevesse uma carta denúncia. A chefe de RH me ligou e disse que o funcionário tinha sido afastado porque a empresa não compactua com esse tipo de situação. Porém, eles negaram passar para mim os dados dele para que eu pudesse fazer um boletim de ocorrência. 

Estou em contato com uma advogada e pretendo fazer uma denuncia na Delegacia da Mulher. Me senti pouco acolhida pelos meus superiores que disseram, ainda, que não tenho nenhuma prova concreta do que o funcionário fez. Porém, tenho o registro de que ele logou na minha máquina por volta das 17 horas, mas começou a fazer a instalação do programa que ele deveria fazer apenas por volta das 17h53. O processo acabou depois de 15 minutos. Se era algo tão rápido, o que ele ficou fazendo durante 50 minutos na minha máquina pessoal?”

O que a vítima deve fazer neste tipo de situação?

Diante da atual situação, em que a maior parte da população mundial está em quarentena, este tipo de situação pode se tornar mais comum do que pensamos. 

A advogada Mariana Valente, diretora do Internet Labs, grupo de pesquisa de direito digital, explica que Vanessa pode entrar com uma ação trabalhista. “Como isso aconteceu no âmbito de uma relação de trabalho, a empresa tem responsabilidade objetiva por danos causados por prepostos e por pessoas que ela tenha contratado”. Isso vale, inclusive, para funcionários terceirizados. “A vítima também pode pedir uma indenização por danos morais e materiais.”

Porém, o funcionário do TI está em uma lacuna na esfera penal. “No artigo da Lei da Carolina Dieckmann prevê uma pena mediante quebra de mecanismo de segurança, ou seja, ao violar uma barreira tecnológica. No caso de Vanessa, esse artigo não se aplica. Esta é uma lei bem restritiva em relação ao direito da mulher, porque mesmo o acesso indevido ao e-mail ou a uma rede social não se enquadra nessa lei”, diz Mariana Valente. 

Se a vítima tiver provas de que o funcionário gravou a tela com a exibição dos vídeos íntimos, ela pode enquadrar a situação no artigo 216-B, da lei de número 13.772, de 2018, do Código Penal, que pune com seis meses a um ano de reclusão ou multa, a pessoa que “produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado sem autorização dos participantes.”

Caso ele tenha mostrado o conteúdo para alguém, o funcionário pode ser punido de um a cinco anos de reclusão baseado no artigo 218-C, da lei de número 13.718, de 2018, que considera crime “distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outro registro audiovisual que contenha, sem o consentimento da vítima, cena de sexo, nudez ou pornografia.”

Vanessa pode, então, registrar um boletim de ocorrência preferencialmente em uma Delegacia da Mulher. “O fato de ele ter ficado mais tempo do que deveria conectado à máquina pode entrar como prova. Não para condená-lo, mas pode ser um indício que, junto com outros fatores, leve a mais investigações”, diz a advogada. 

E qual deveria ser o protocolo da empresa?

O consultor de compliance, gerenciamento de riscos e proteção de dados Aphonso Mehl Rocha diz que, idealmente, as empresas deveriam investir em gestão preventiva de riscos para casos em que o acesso físico de colaboradores à empresa não seja possível. “É comum em companhias baseadas em locais com histórico de desastres naturais, mas podemos dizer que boa parte das empresas brasileiras nunca planejou suficientemente como se daria o regime de trabalho remoto”. 

Isto posto, é importante as corporações entenderem seu papel no caso específico em que há a necessidade do suporte de TI entrar no computador pessoal do funcionário. “Todos os riscos associados, incluindo vazamento de dados pessoais, são de responsabilidade da empresa”, fala o consultor. “No caso em questão, o autor do vazamento teria intencionalmente acessado informações privativas pessoais, desautorizadamente, no exercício de suas atividades profissionais em nome da companhia”. 

Este é, segundo Aphonso, uma situação difícil de prever, mas que deve estar no radar dos líderes. “A companhia poderia ter penalizado o funcionário imediatamente e atuado no sentido de impedir a divulgação, além de modificar políticas de segurança para prevenir futuros casos.” Do Yahoo

‘Quarankinis’: Influencers provocam fúria ao usar máscaras protetoras como biquíni

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A reação dos seguidores foi dura. Muitos classificaram a brincadeira como “revoltante”“insensível” e “desrespeitosa”

Influencers que aderiram a uma brincadeira no Instagram estão provocando a fúria de seguidores. Tudo porque elas estão transformando máscaras protetoras, que poderiam ser usadas contra o coronavírus, em biquínis: os “quarankinis”.

Mais de 1 milhão de pessoas já foram infectadas no mundo, com mais de 50 mil mortes decorrentes da Covid-19. Muitas pessoas mundo afora estão tendo dificuldade para encontrar máscaras à venda.

Uma das influencers criticadas é a modelo russa Yulia Ushakova, que escreveu no Instagram:

“Encomendei uma nova tendência para o verão de 2020. Só preciso trocar a cada duas horas”.

A modelo Jade Marie, da Austrália, postou uma selfie na qual aparece usando máscara da forma apropriada, mas transformando outras em roupa de banho.

Jade Marie se exibe com 'quarankini'
Jade Marie se exibe com ‘quarankini’ Foto: Reprodução/Instagram
Influencer usa quatro máscaras para criar biquíni durante a quarentena
Influencer usa quatro máscaras para criar biquíni durante a quarentena Foto: Reprodução/Instagram

Muitas das influencers chegam a usar quatro máscaras para cada foto postada na rede social.

A reação dos seguidores foi dura. Muitos classificaram a brincadeira como “revoltante”“insensível” e “desrespeitosa”.

Mulher de origem oriental usa o 'quarankini'

Trisal: Homem de 41 anos é casado com mulher de 31 e namora garota de 18

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Trisal quer investir cada vez mais no amor e nos sentimentos

Rodrigo Diaz, 41 anos, e Melin Reyes, 31, do México, têm um casamento pouco tradicional. Juntos desde 2012, os dois vivem um triângulo amoroso com Lucy, uma jovem de 18 anos, há alguns meses.

Ao site The Sun, Rodrigo e Melin contam como é essa relação. O homem relata que desde o início ele sabia que não queria um relacionamento monogâmico tradicional, pois vive de forma alternativa e “não acredita na monogamia como estilo de vida”. Felizmente, Melin compreende e aceita o fato.

Após quatro anos focando no relacionamento a dois, o casal resolveu que era hora de mudar algumas coisas e decidiu chamar a outra mulher para se juntar a eles nessa união. Eles contam que buscaram informação sobre poliamor, swing e outras formas de se relacionar, e entenderam que eles precisavam mesmo de “conexões emocionais”.

Os três garantem que vivem em total harmonia – Reprodução/Instagram

Sem encontrar alguém no perfil que desejavam, o casal já estava ficando desanimado. Até que em uma noite em um bar, Rodrigo e Melin conheceram Lucy, garçonete do local, e se interessaram pela garota.

Eles contam que o flerte começou aos poucos e inicialmente Lucy ficou chocada, mas depois de algumas horas eles se aproximaram. Após alguns encontros, os três firmaram um relacionamento, onde Melin é a esposa e Lucy a namorada.

Hoje, eles planejam se casar e até cogitam ter filhos, mas antes querem curtir a vida juntos. “Somos viajantes e queremos conhecer pelo menos cinquenta países juntos antes de pensar em filhos”, fala Rodrigo.

Eles também explicam que Melin e Lucy são heterossexuais e não se relacionam sexualmente, mas isso não é um problema para o trisal, que quer investir cada vez mais no amor e nos sentimentos.

“Nosso relacionamento é como qualquer outro. Nós nos apoiamos, nos entendemos e nos amamos, com a simples diferença que a minha esposa aprova a outra relação. Da mesma forma que elas também se entendem e se respeitam”. Via Delas – IG

Mulher gasta R$ 75 mil por ano com seus cães: ‘Eles merecem o mundo’

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Gerente de banco conta que deixou de ir ao cabeleireiro para arcar com os roupas, brinquedos e até um guarda-roupa extra para os bichinhos

A gerente de banco britânica Claire Kelly Johnston não poupa esforços quando o assunto é mimar seus “bebês”. Em um ano, ela gastou o equivalente a R$ 75 mil em roupas, comida e higiene com seus animais de estimação, os cachorros Cupcake, Teddy e Popcorn.

“As pessoas podem pensar que eu sou louca por gastar tanto com meus cães, mas eu não me importo. Eles são meus preciosos bebês e eles merecem o mundo”.

Claire, que é casada com o chef Stuart Johnston, de 36 anos, conta que passa mais tempo com seus animais de estimação do que com os amigos. “Stuart me chama de louca e ri sempre que corro para casa com mais sacolas de compras. Mas ele também adora nossos cães”.

E não para por aí! Além de priorizar seus bichinhos em vez dos amigos, ela também conta que deixa de ir ao cabeleireiro para poder arcar com os custo dos pets. “Raramente vejo meus amigos e familiares nos fins de semana porque priorizo ​​os filhotes”

“Meu dinheiro continua estragando os cães. Todo mês, gasto 730 libras em roupas, guloseimas, brinquedos, sessões de mimos, babás de cães e passeadores. Eu tive de pedir um guarda-roupa extra por 150 libras, pois eles têm roupas demais”, finaliza.

Via R7

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Conheça quatro apps de relacionamento exclusivos para pessoas ricas

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Ferramentas podem cobrar mensalidades astronômicas e até mesmo exigir “comprovação de beleza”

Raya, Luxy, MillionaireMatch e The League são aplicativos de relacionamento voltados para pessoas com alto poder aquisitivo. Com diferentes graus de exclusividade, esses apps podem cobrar mensalidades astronômicas e até mesmo exigir “comprovação de beleza”. Ainda assim, nenhum desses pré-requisitos parece ser um problema para celebridades de Hollywood e executivos com contas bancárias de mais de seis dígitos, já que as ferramentas têm ganhado cada vez mais adeptos.

TechTudo preparou uma lista com detalhes sobre os quatro aplicativos. Entenda como eles funcionam, quais recursos oferecem e os critérios necessários para participar da comunidade de membros.

Quatro apps de relacionamento exclusivos para pessoas ricas — Foto: Luciana Maline/TechTudo
Quatro apps de relacionamento exclusivos para pessoas ricas — Foto: Luciana Maline/TechTudo

1. Raya

"Tinder dos famosos"? Raya é moda entre celebridades, executivos milionários e pessoas com profissões criativas — Foto: Divulgação/Raya
“Tinder dos famosos”? Raya é moda entre celebridades, executivos milionários e pessoas com profissões criativas — Foto: Divulgação/Raya

Conhecido como “Tinder dos famosos”, o Raya é um aplicativo de relacionamento mais exclusivo, voltado para celebridades, executivos milionários e pessoas com profissões criativas. Ben Affleck, Channing Tatum, e Bruna Marquezine estão entre as personalidades que já foram flagradas por lá.

O funcionamento da plataforma, disponível apenas para iPhone (iOS), é parecido com o de seus concorrentes mais populares: para iniciar uma conversa, é preciso que o like seja mútuo. Por outro lado, entrar na comunidade do Raya não é tão simples assim. Os usuários devem cumprir uma série de critérios, como ter influência no Instagram e passar pela aprovação de um comitê secreto que mede o seu “grau de beleza”.

Quem passar por essas etapas precisará, ainda, contratar um plano de assinatura — o Raya não divulgou os valores dos pacotes. E tem mais: quem tirar print da tela e publicar a imagem na Internet poderá ser expulso do aplicativo. Além de preservar a privacidade dos membros, a medida ajuda o Raya a manter essa “aura de mistério”.

2. Luxy

Luxy, o tinder para milionários, pode custar até U$ 239 — Foto: Reprodução/Luxy
Luxy, o tinder para milionários, pode custar até U$ 239 — Foto: Reprodução/Luxy

Disponível para celulares Android e iPhone (iOS), o aplicativo de encontros Luxy promete conectar usuários considerados atraentes e bem sucedidos. Diferente do Raya, a plataforma é aberta a qualquer um que queira se inscrever. O app afirma, no entanto, que verifica a autenticidade das contas para “garantir a qualidade dos usuários”.

Além das informações tradicionais, como hobbies, gostos pessoais e interesses, o Luxy permite que você escolha o par ideal pelas marcas de luxo favoritas e pelo valor do salário, dados que ficam visíveis no perfil. Assim como no Tinder, é possível recusar ou aceitar usuários tocando em “pass” ou “like”, respectivamente.

Segundo dados divulgados pelo Luxy, 15,3% dos usuários ganham mais de US$ 350 mil (cerca de R$ 1,5 bilhão, em conversão direta) e 17,6% têm uma renda que ultrapassa US$ 250 mil (cerca de R$ 1,1 bilhão, em conversão direta). Uma parcela menor (3,3%) seria dona de salários superiores a US$ 750 mil (cerca de R$ 3,2 bilhões, em conversão direta).

3. MillionaireMatch

MillionaireMatch: aplicativo de relacionamento une casais milionários — Foto: Divulgação/MillionaireMatch
MillionaireMatch: aplicativo de relacionamento une casais milionários — Foto: Divulgação/MillionaireMatch

Como o próprio nome sugere, o MillionaireMatch é um aplicativo de relacionamento feito para unir casais milionários. Segundo os desenvolvedores, a comunidade de membros inclui CEOs, atletas, médicos, investidores, empresários e celebridades de Hollywood.

A dinâmica de funcionamento do MillionaireMatch se assemelha bastante à do Tinder: para demonstrar interesse, basta deslizar para a direita. Por outro lado, se a pessoa não for atraente, é só arrastar para a esquerda. Entre os recursos que se destacam dos concorrentes mais populares estão um “conselheiro amoroso” e a seção “Connections”, que permite verificar os visitantes do perfil.

Versão para celulares do site de mesmo nome, o MillionaireMatch está disponível para dispositivos Android e iPhone (iOS), mas não funciona no Brasil. Apesar de ser gratuito, o app oferece conteúdos premium. Para ter acesso aos recursos especiais, é preciso contratar um plano de assinatura. Os valores vão de US$ 70.99 a impressionantes US$ 300.99 (cerca de R$ 312 a R$ 1.322, em conversão direta).

4. The League

The League é aplicativo de relacionamento para pessoas ricas e inteligentes — Foto: Divulgação/The League
The League é aplicativo de relacionamento para pessoas ricas e inteligentes — Foto: Divulgação/The League

The League é um aplicativo de namoro criado especialmente para pessoas de sucesso que valorizam características como ambição e inteligência. Grande parte dos usuários são profissionais dos mercados financeiro e de tecnologia. Seja em qual área for, o segredo para fazer parte dessa liga premium é ser bem-sucedido no que faz.

Ao se cadastrar no League, os usuários precisam informar o perfil do LinkedIn. Isso porque é a partir da rede social corporativa que o comitê de avaliadores do app examinará fatores como formação, competências e experiência profissional, além de extrair dados pessoais. Quem passar por essa triagem já pode se considerar um membro do League.

Em termos de recursos, a plataforma é a que mais se destaca. Os usuários podem criar grupos de discussão, buscar por eventos exclusivos e contar com a ajuda de um conselheiro particular, que oferece recomendações de lugares para jantar, por exemplo.

É possível baixar o The League gratuitamente nas lojas Google Play e App Store. No entanto, usuários da modalidade gratuita têm direito apenas a três sugestões de potenciais matches por dia. Para ter acesso a mais perfis e expandir as possibilidades de encontros, é preciso assinar um plano premium. Segundo o site Vida Select, os valores vão de US$ 29 a astronômicos US$ 999 (cerca de R$ 127 a R$ 4.385, em conversão direta). O app não está disponível no Brasil.

Via Techtudo, LuxyMillionaire Match Reviews e Vida Select

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Bebê nasce com cara de ‘brava’ e imagem viraliza na internet

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“Ela abriu bem os olhos e não chorou, fez uma carinha ‘emburrada’, a mãe deu um beijo e só depois que cortaram o cordão umbilical que ela começou a chorar”

Geralmente a primeira reação de uma bebê ao nascer é o choro, não no caso da pequena Isabela, que nasceu no último dia 13 de fevereiro. O registro do fotógrafo Rodrigo Kunstmann revelou uma expressão que não vai sair da memória dos pais da menina.

“Ela abriu bem os olhos e não chorou, fez uma carinha ‘emburrada’, a mãe deu um beijo e só depois que cortaram o cordão umbilical que ela começou a chorar”, diz o profissional ao portal Crescer.

A reação da menina durou apenas alguns segundos e a mãe Daiane de Jesus Barbosa disse que só percebeu depois de olhar o registro do fotógrafo.

“Eu pensei: que cara é essa que ela fez? Minha filha nasceu um meme pronto”, disse.

A gravidez veio de surpresa para Daiane e Renato Pereira da Rocha. Durante a gestação, a mãe chegou a ter um problema e ficar de repouso. Mas, nada que atrapalhasse a vinda de Isabela ao mundo.

Os pais tiveram a ideia de registrar o nascimento com um ensaio fotográfico. Foi então que, Rodrigo entrou em cena e captou a imagem da cara “emburrada” de Isabela.

Além de Daiane, o fotógrafo disse que também não percebeu a expressão da menina, mas depois da cirurgia mostrou a imagem aos familiares, os quais falaram que a foto faria sucesso nas redes sociais. “Quando postei, achei que teria potencial para virar meme sim, mas é sempre uma questão de sorte”, explica o profissional que registra nascimento há quatro anos.

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Fé, casamento e dinheiro são razões para prostitutas deixarem profissão

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Três ex-garotas de programa contaram suas histórias de vida. Em comum, elas são mães que batalharam pelo sustento dos filhos

“Para cada lágrima derramada, um diamante. Quanto mais bate, mais forte você fica. Tudo que sou hoje é baseado na mulher que fui no passado.” As palavras são da gaúcha Vanessa de Oliveira, de 44 anos, que por 15 anos foi garota de programa. Hoje ela tem 10 livros publicados sobre conquista e empoderamento feminino e mais de 10 milhões em vendas de produtos online.

Se engana quem acha que a história dela é uma exceção. “Minha história é um clichê. Estava grávida com 19 anos, não quis transferir meus problemas para a família e saí de casa para criar minha filha Ísis Gabriela, que tem hoje 25 anos. Eu não tinha pensão, então fui parar na prostituição por questão financeira mesmo. Não tinha estudo e não enxergava outra forma”, revelou Vanessa.

Os cabelos longos e ruivos de Vanessa lembram a personagem Angélica Silva, a Poderosa, da novela “Amor sem Igual” da Record TV, interpretada por Day Mesquita. O passado da garota de programa ainda é um mistério, mas ela foi rejeitada pelo pai, que era amante da mãe dela e não queria abandonar a família já constituída. Viveu uma infância difícil, foi abusada por um homem e,desde então, não acredita ser digna de amor e respeito.

“Quero empoderar a mulher para ser dona do próprio dinheiro. O homem não será a solução para os problemas”Vanessa de Oliveira, empresária

A vida de Vanessa também não foi fácil, mas o que a diferenciava de outras colegas de profissão era a forma como lidava com o dinheiro: “Eu via todos se arrebentarem à minha volta. Não usei o que ganhava com roupas, maquiagem, não destinava meu tempo para namorado. Eu fiz cursos, me tornei sexóloga, fiz faculdade de enfermagem e, mesmo ainda garota de programa, eu já era empreendedora”. Com a prostituição, conseguiu dinheiro para comprar a casa, ter carro e adquirir conhecimento.

A empresária relata que parou de contar com quantos homens saiu ao atingir a marca de 5 mil, mas diz que nunca “teve auto culpa por ser um trabalho”. Ela define a profissão “como de coragem porque você não sabe quem está atrás da porta”. Ela atuou em saunas e boates, mas foram os anúncios em jornais que atraíram mais clientes: “era mais rentável”.

Vanessa tem 10 livros publicados, que tratam de conquista
Vanessa tem 10 livros publicados, que tratam de conquista – Divulgação / Vanessa de Oliveira

Vanessa decidiu deixar de ser prostituta em 2015 quando concluiu que os trabalhos com marketing online começaram a dar mais dinheiro do que os programas. Ela garante que toda a vivência foi transformada em aprendizado. Os temas viraram 15 cursos online, livros (o mais novo ´Xeque-mate: a virada da rainha’ será lançado em breve em Las Vegas – EUA) e palestras. “Hoje tenho 3.000 alunas online por mês. Quero empoderar essa mulher para ser dona do dinheiro dela, assim ela pode escolher o relacionamento que quer ter. Ela não vai mais olhar o homem como solução para os problemas”, explica Vanessa.

A filha sempre foi sua prioridade. “No início, tudo que eu pegava para comprar, eu contava quantos sacos de leite daria, esse era meu parâmetro. Hoje eu não olho mais o preço das coisas”. Já foi casada, traída, está agora namorando e diz não ter medo de homem. “O cara que se aproxima de mim já tá sabendo de tudo. Ele tem que ter culhão porque sabe o tamanho dessa mulher”, brinca. Vanessa de Oliveira tem 24 funcionários na empresa, mora em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, e se define como “empreendedora e dona da porra toda”.

Passado ficou para trás

Nem todas as ex-garotas de programa lidam muito bem com o passado. Patrícia, de 37 anos, usava o codinome Natasha e afirma que até hoje a maioria da família não sabe dessa fase. “Achavam que eu trabalhava em São Paulo. Eu escondia, só quem sabia na época era quem morava comigo”, conta.

Patrícia estava em um relacionamento que não deu certo e conheceu a boate em um anúncio: “Fui por causa de dinheiro. Por ser nova (tinha 20 anos) e ter o corpo bonito, queria dançar”. Ela passou a morar no trabalho. A necessidade de se sustentar a levou a fazer programas. “Já estava lá, tinha fama. Não era absurdo. Minha vida era bagunçada e não tinha a intenção de ter uma vida tradicional”, justifica.

Foi garota de programa por 7 anos, costumava sair com até 13 homens em uma só noite. Nesse período, comprou casa, carro, mas também conheceu as drogas. “Quando você vive na noite, não tem muito objetivo. Algumas trabalham para manter o status, colocar silicone, boas roupas. Eu era contra drogas e me viciei em cocaína e álcool. Me envolvi até com traficante”, explica.“Me viciei em cocaína e álcool. Quando a gente se converte, enxerga as consequências das escolhas”Patrícia, comerciante

A mudança aconteceu quando Patrícia engravidou. O plano era voltar para a boate depois que o filho nascesse, mas o pai da criança, que até então era um cliente, assumiu o relacionamento. “A cocaína eu parei por causa da gestação. O álcool foi por causa da minha fé. Tive uma crise, síndrome do pânico e, assistindo TV, vi o testemunho da Igreja Universal. Pedi pro meu esposo e ele me levou”, lembra.

Depois que Patrícia se converteu, não voltou mais à boate. Quando o filho, hoje com 11 anos, completou 9 meses de vida, ela começou a trabalhar com o marido. “Eu não tenho vergonha, mas quando a gente se converte, vê as consequências das escolhas que fez quando era rebelde. Criei uma situação e não segui o que meu pai ensinou”, conclui.

Após deixar a prostituição, Patrícia já teve um escritório e hoje é proprietária de um restaurante e de uma esmalteria e afirma que nunca mais abandonou a igreja.

Leninha é voluntária na associação de prostitutas na Paraíba
Leninha é voluntária na associação de prostitutas na Paraíba – Divulgação / APROS

Das boates ao voluntariado

Ao que tudo indica, a personagem Poderosa da novela deve deixar as ruas e os programas para ficar com o agricultor Miguel, interpretado por Rafael Sardão. Ele já a salvou após ser agredida e a trata com carinho. Na vida real, Joseane Margarida Silva Félix, conhecida por todos como Leninha, largou a profissão depois de 10 anos como prostituta porque se casou com um cliente. “Meu marido trabalhava, daí eu não precisava mais. A gente se ajudava. Comecei a trabalhar como camareira na pousada onde eu costumava fazer programas”, revela.

Leninha, hoje com 50 anos, já tinha dois filhos quando começou se prostituir: “Foi por necessidade. Era nova, não tinha marido. Não tenho vergonha, era meu ganha-pão. Mantive minhas duas crianças e tive mais seis. Criei com o dinheiro da prostituição. Eu batalhava. Minha vida era boa, quem não gosta de dinheiro?”, destaca.

Os clientes a encontravam num bar ou em uma praça de João Pessoa, na Paraíba. Em nenhum momento se coloca como vítima: “Quem está na zona não é coitadinha. Está lá porque quer ou porque gosta. Nunca escondi da minha família, mas eu dispensava clientes mais próximos de parentes”.

Ela lembra que alguns clientes se recusavam a usar camisinha. Uma das filhas, hoje com 27 anos, não sabe quem é o pai. “Eu tenho certeza que sou a mãe”, sorri. Os filhos mais novos, com 15, 16, e 19 anos, são do relacionamento com o marido. “Ele era meu cliente e enfrentou a família para que aceitassem uma mulher de cabaré, cheia de filhos”, ressalta. “Meu marido era meu cliente e enfrentou a família para que aceitassem uma mulher de cabaré, cheia de filhos”Leninha, voluntária na APROS

Há 18 anos, Leninha deixou a prostituição. Há seis, é voluntária na APROS (Associação de Prostitutas da Paraíba), onde oferece a garotas de programa um tipo de apoio e acolhida que não recebeu quando exercia a profissão. “Levo para fazer exames médicos, damos camisinha e gel lubrificante. Na associação, tem palestras educativas e cursos”.

Ela acredita que ser prostituta atualmente é mais difícil: “Hoje tem as drogas. Isso é uma febre. Na minha época, não. As mulheres queriam ganhar dinheiro para levar para a família, para casa. Hoje elas são mais novas e têm outros interesses”.
Leninha mora em Bayeux, na região metropolitana de João Pessoa. Não tem casa própria, mas se orgulha em dizer que “não precisou pedir nada pra ninguém”. É mãe de oito filhos, seis deles casados, e avó de seis crianças. Via R7

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