Pesquisa mostra que 50% das gestantes com Covid-19 tiveram partos prematuros

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Estudo ainda aponta para a incidência da doença em 10% dos recém-nascidos

Um estudo realizado a partir dos nascimentos mais recentes na cidade de Wuhan, na China, primeiro epicentro do coronavírus , apresentou dados pessimistas para as gestantes durante a pandemia. Desde o início do surto, 33 mulheres que contraíram a doença durante a gestação deram à luz. Entre as crianças, 47% nasceram de partos prematuros. 

Além disso, cerca de 10% dos recém-nascidos foram diagnosticados com Covid-19 ao nascer. Em estado grave, um deles precisou de cuidados imediatos e respiração mecânica já nas primeiras horas de vida. 

O estudo, que foi publicado pela revista JAMA, especializada em pediatria, não conclui sobre a forma como o contágio acontece: se ainda durante a gestação ou no momento do parto. É importante pontuar, porém, que todas as crianças infectadas pelo vírus nasceram de cesarianas. 

Em todos os bebês, a doença manifestou sintomas de pneumonia – manifestação mais grave da doença. Apesar disso, os sintomas desapareceram após seis ou sete dias de cuidados intensos. 

Mandetta endurece com Bolsonaro e diz: “Estamos prontos para caminhões levando corpos?”

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Ministro da Saúde cobrou o presidente, disse que não se trata de uma gripezinha e defendeu isolamento

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, apresentou neste sábado (28) a ministros do governo e o presidente Jair Bolsonaro, cenários possíveis para a pandemia do novo coronavírus, que até então já causou 114 mortes e 3.904 casos confirmados  no Brasil.

Mandetta aproveitou a oportunidade para cobrar Bolsonaro por sua defesa ao isolamento vertical, cenário que geraria 12 vezes mais mortos do que o isolamento total , segundo estudo, e, de acordo com informações do jornal O Estado de S.Paulo , indagou: “Estamos prontos para caminhões levando corpos?”

O chefe do Ministério da Saúde do governo federal criticou ainda as manifestações feitas pelos apoiadores de Bolsonaro , dizendo que “Os mesmos que fazem carreatas vão ficar em casa daqui a duas semanas. Não é hora de carreatas”. Mandetta disse ainda que o novo coronavírus não é uma “gripezinha”, como já afirmou o presidente.

Isac Nóbrega/PR

O ministro traçou paralelo que conecta as mortes pelo novo coronavírus com quedas de aviões, e disse que a morte de 1.000 pessoas no País é equivalente a queda de quatro aviões comerciais de grande porte. Ele aproveitou para cobrar Bolsonaro: “Estamos preparados para o pior cenário, com caminhões do Exército transportando corpos pelas ruas? Com transmissão ao vivo pela internet?”, questionou.

Segundo o Estado , Mandetta cobrou que o presidente crie um “ambiente favorável” para pacto entre governo federal, estados, municípios e setor privado. O pedido teria como objetivo unificar medidas e colocar critérios científicos sempre como prioridade no controle do contágio da Covid-19 .

Citando fontes, o jornal diz que Mandetta não irá pedir demissão em meio à pandemia do coronavírus, mas que admite deixar o ministério após isso, se for o caso. Ele teria discutido com Bolsonaro e cobrado que o presidente não menospreze a gravidade da situação em manifestações públicas, chegando a ameaçar cobrança pública. Contrariado, o chefe do poder executivo teria ameaçado demitir o ministro nesse caso.

Mandetta endurece com Bolsonaro e diz: “Estamos prontos para caminhões levando corpos?”

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Ministro da Saúde cobrou o presidente, disse que não se trata de uma gripezinha e defendeu isolamento

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, apresentou neste sábado (28) a ministros do governo e o presidente Jair Bolsonaro, cenários possíveis para a pandemia do novo coronavírus, que até então já causou 114 mortes e 3.904 casos confirmados  no Brasil.

Mandetta aproveitou a oportunidade para cobrar Bolsonaro por sua defesa ao isolamento vertical, cenário que geraria 12 vezes mais mortos do que o isolamento total , segundo estudo, e, de acordo com informações do jornal O Estado de S.Paulo , indagou: “Estamos prontos para caminhões levando corpos?”

O chefe do Ministério da Saúde do governo federal criticou ainda as manifestações feitas pelos apoiadores de Bolsonaro , dizendo que “Os mesmos que fazem carreatas vão ficar em casa daqui a duas semanas. Não é hora de carreatas”. Mandetta disse ainda que o novo coronavírus não é uma “gripezinha”, como já afirmou o presidente.

Isac Nóbrega/PR

O ministro traçou paralelo que conecta as mortes pelo novo coronavírus com quedas de aviões, e disse que a morte de 1.000 pessoas no País é equivalente a queda de quatro aviões comerciais de grande porte. Ele aproveitou para cobrar Bolsonaro: “Estamos preparados para o pior cenário, com caminhões do Exército transportando corpos pelas ruas? Com transmissão ao vivo pela internet?”, questionou.

Segundo o Estado , Mandetta cobrou que o presidente crie um “ambiente favorável” para pacto entre governo federal, estados, municípios e setor privado. O pedido teria como objetivo unificar medidas e colocar critérios científicos sempre como prioridade no controle do contágio da Covid-19 .

Citando fontes, o jornal diz que Mandetta não irá pedir demissão em meio à pandemia do coronavírus, mas que admite deixar o ministério após isso, se for o caso. Ele teria discutido com Bolsonaro e cobrado que o presidente não menospreze a gravidade da situação em manifestações públicas, chegando a ameaçar cobrança pública. Contrariado, o chefe do poder executivo teria ameaçado demitir o ministro nesse caso.

Justiça do Rio proíbe carreatas contra isolamento previstas para este sábado

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A decisão da juíza na capital foi emitida em caráter de urgência na noite desta sexta-feira e considerou que as carreatas afrontariam decretos estaduais e municipais

Após ação ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, a Justiça proibiu a realização de uma carreata contra o isolamento para conter o avanço do coronavírus, prevista para acontecer ‘as 10h deste sábado. A concetração do evento, que faz parte da campanha “O Brasil não pode parar”, do Governo Federal, foi no estacionamento de um supermercado na Barra da Tijuca, e os carros partiriam em direção ao Palácio Guanabara. A decisão, da juíza Lívia Bechara de Castro, prevê multa por descumprimento de R$ 50 mil.

Manifestantes tentaram fazer carreata neste sábado Foto: Pedro Teixeira / Agência O Globo

Após uma hora de conversa com os cerca de 30 presentes na concentração, policiais do 31o batalhão de Polícia Militar (Barra da Tijuca) conseguiram conter o movimento. Segundo um dos organizadores, que não quis se identificar, a carreata passaria a ser virtual, com cada manifestante dentro do seu carro, seguindo em direções distintas e fazendo postagens em suas redes sociais.

– A mobilização foi feita pela internet, não nos conhecíamos. Todo brasileiro tem direito de se manifestar e ninguém pode impedir nosso direito de ir e vir – afirma Rommel Cardoso – comerciante de 55 anos.

Até agora, a Justiça estadual deferiu liminares que proíbem a realização da carreata também em Barra Mansa e Angra dos Reis. Nos municípios de Cabo Frio, Arraial do Cabo, Macaé e Teresópolis foram expedidas recomendações para a suspensão dos eventos.

A decisão da juíza na capital foi emitida em caráter de urgência na noite desta sexta-feira e considerou que as carreatas afrontariam decretos estaduais e municipais editados a fim de evitar a proliferação de pessoas infectadas com o Covid-19, o consequente colapso do sistema de saúde e a morte de um grande número de pessoas. As informações são do Extra/RJ

Advogada de 37 anos é internada em UTI com coronavírus, no Acre

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Isabella da Silva segue em coma induzido e entubada. Informação foi confirmada pelo diretor do pronto-socorro de Rio Branco

A advogada Isabella da Silva, de 37 anos, um dos primeiros casos confirmados de Covid-19 no estado do Acre, foi transferida da Unimed para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do pronto-socorro de Rio Branco. A transferência ocorreu na noite dessa sexta-feira (27).

A informação foi confirmada pelo diretor do pronto-socorro, Areski Peniche. Segundo ele, a advogada está estável, mas segue entubada e em coma induzido.

“Ela está na UTI da Covid-19 que a gente criou na unidade. Foi transferida em estado estável, do ponto de vista hemodinâmico. Continua entubada, evoluindo bem do quadro dela e hoje está no 14º dia da infecção”, afirmou o diretor.

Advogada Isabella da Silva foi um dos primeiros casos de Covid-19 no AC; advogada está em coma induzido — Foto: Arquivo pessoal

Isabella foi internada na segunda-feira (23) na Unimed. A unidade de saúde chegou a divulgar um boletim médico sobre a situação da paciente após diversas fake news invadirem as redes sociais.

Ela contraiu a doença em Fortaleza, onde participou da conferência OAB Mulher, que reuniu 3 mil pessoas. Desde o diagnóstico, a advogada estava em isolamento domiciliar, mas o agravamento do quadro fez com que ela fosse internada e, segundo a Unimed, ela estava com pneumonia viral.

Até essa sexta-feira (27), a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) confirmou 25 casos do novo coronavírus no estado. Outros 95 exames seguem em análise. Todos os pacientes confirmados estão em Rio Branco.

Prefeito de cidade do Piauí é a primeira vítima de coronavírus no Estado

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O prefeito de São José do Divino, Antônio Nonato Lima Gomes, mais conhecido como Antônio Felícia, foi a primeira vítima da Covid-19 no Piauí. Ele tinha 57 anos

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) confirmou neste sábado (28) a primeira morte pelo novo coronavírus no Piauí. O paciente que morreu por conta da Covid-19, doença causada pelo vírus, foi o prefeito de São José do Divino, Antônio Nonato Lima Gomes. Ele morreu na madrugada dessa sexta-feira (27) no Hospital Municipal Dr. José de Brito Magalhães, em Piracuruca.

De acordo com o a Sesapi, o Lacen liberou hoje os exames do prefeito que testaram positivo para o novo coronavírus, Antônio tinha 57 anos e chegou a ser atendido no hospital, mas não resistiu. Ele tinha histórico de diabetes e teve uma evolução rápida da doença

“Isolamento social poderia ter evitado contaminação”

O secretário de comunicação do estado, Allisson Bacelar, reforçou mais uma vez a importância do isolamento social.

“O vírus já circula com pessoas que não manifestam os sintomas, por isso a necessidade do isolamento social. As medidas de isolamento social poderiam ter evitado que o vírus chegasse ao prefeito”, destacou.

Vice-prefeito pede quarentena

O vice-prefeito da cidade, Assis Carvalho, disse que está muito abalado com a situação e pede que as pessoas mantem a quarentena.

Ele informou que está em contato com as pessoas da prefeitura e que a recomendação é que a cidade continue em isolamento social, mas que ninguém mais apresenta sintomas da doença na cidade.

Governador lamenta morte

O Governador do Piauí, Wellington Dias (PT), lamentou a morte e disse que Antônio Nonato, que também integrava do Partido dos Trabalhadores, era seu amigo pessoal. Ele informou que a equipe de vigilância epidemiológica se dirigiu ao local para fazer o mapeamento de todas as pessoas com quem o prefeito teve contato. Segundo o gestor, o objetivo é seguir os protocolos estabelecidos, testes rápidos também vão ser mandados para o interior do estado.

Leia a nota da Sesapi na íntegra:

A Secretaria de Estado da Saúde informa que foi registrada no Piauí a primeira morte por covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

O Lacen liberou na manhã deste sábado, 28 de março, os exames do prefeito de São José do Divino, Antônio Nonato Lima Gomes, conhecido como Antonio Felicia (PT), que testaram positivo para o novo coronavírus.

O prefeito, de 57 anos, chegou a ser atendido no Hospital Dr. José Brito Magalhães, no município de Piracuruca, mas não resistiu. Ele tinha histórico de diabetes e teve uma evolução rápida da doença.

Com G1

Estudo prevê 1 milhão de mortes no Brasil com fim de isolamento social

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Pesquisa foi a mesma que fez o premier britânico, Boris Johnson, a adotar medidas mais restritivas de isolamento

É inevitável que a próxima onda da pandemia atinja em cheio a América Latina, alertou ontem em editorial a revista médica Lancet. O Brasil será o país mais afetado e poderá ter até 1,15 milhão de mortos, de acordo com a projeção de outro estudo.

Um dos principais eixos globais de informação científica sobre a Covid-19 , a Lancet destaca que alguns governos ainda não encaram a doença com seriedade e cita especificamente o presidente Jair Bolsonaro, o único governante a ter o nome mencionado – e criticado.

Já o estudo “O impacto global da Covid-19 e as estratégias de mitigação e supressão”, do grupo de Resposta à Covid-19 do Imperial College, de Londres, previu em 1.152.283 o número de mortes no Brasil , caso medidas de contenção não sejam tomadas. No outro extremo, com as medidas mais radicais e precoces, esse número despencaria para 44 mil brasileiros mortos.

“Muitos governos têm respondido rapidamente, mas muitos ainda não encaram a ameaça da Covid-19 com seriedade – por exemplo, ignorando a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de evitar aglomerações. O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro , tem sido fortemente criticado por especialistas em saúde e enfrenta uma reação negativa cada vez maior por sua fraca resposta”, diz o editorial.

Foi uma análise desse mesmo grupo do Imperial College que fez o premier britânico, Boris Johnson , ele próprio agora infectado, mudar a política do país e adotar o distanciamento social radical, com uma série de medidas mais restritivas.

O grupo traçou quatro cenários.

No primeiro, nenhuma medida de isolamento social é tomada. Nele, num período de 250 dias após o primeiro caso, 187 milhões de brasileiros seriam infectados, dos quais 6,2 milhões seriam internados e 1,5 milhão iriam para a UTI. Destes, a maioria morreria: 1.152.283, segundo a projeção.

No segundo, são tomadas apenas medidas brandas, proibição de grandes eventos e aglomerações. Por ele, morreriam 627 mil dos 122 milhões de brasileiros infectados.  O terceiro cenário é de isolamento de idosos e pessoas com doenças associadas ao aumento do risco da Covid-19.  De acordo com o Imperial College, seriam 121 milhões os infectados e 530 mil os mortos, com 3,2 milhões de hospitalizados.

O quarto cenário, aquele que é defendido pela OMS , médicos e cientistas, prevê medidas mais radicais: testes em massa, quarentena de casos, rastreamento de contatos e distanciamento social . Os pesquisadores dividiram esse cenário em dois.  Se as medidas são tomadas quando a epidemia causa 1,6 caso por 100.000 habitantes, situação da Coreia do Sul, o Sars-CoV-2 infectaria  49.599.016 pessoas, das quais mataria 206.087.

Porém, se as medidas são tomadas precocemente, com 0,2 caso por 100.000 habitante, seriam 11.457.197 milhões de brasileiros infectados e 44.212 morreriam. Esse é o melhor cenário possível, ainda assim com imensa mortalidade.

Lancet frisa a especial vulnerabilidade de países com sistemas de saúde frágeis, áreas urbanas pobres e densamente povoadas, com uma vasta população sem saneamento básico ou condições de fazer autoisolamento.

Tanto a Lancet quanto os pesquisadores do Imperial College salientam a necessidade de urgentes medidas de contenção severas, como as quarentenas em massa e ampla restrição de mobilidade.

 A revista critica duramente os países que optaram pelo chamado isolamento vertical , tentando evitar as mortes apenas com medidas de quarentena para os idosos e pessoas com doenças associadas ao aumento do risco da Covid-19.

Ela lembra como os governantes que seguiram inicialmente por essa linha, como os dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Suécia, e agora correm em desespero para comprar testes de diagnóstico, equipamentos de proteção, ventiladores. Veem seus hospitais colapsarem, e enfrentam um aumento crescente da raiva da população.

“Globalmente muitas pessoas estão com medo, raiva, incerteza e sem confiança em suas lideranças nacionais”, afirmou a Lancet. Ele destaca ainda que não falta uma liderança global e que a OMS tem exercido um papel central em coordenar a resposta global.

Especialistas explicam que achatar a curva é possível, mas não é fácil nem tem resultados visíveis em poucos dias, pois o vírus se propaga mais depressa do que nossa capacidade de reação.

O especialista em modelagem computacional Domingos Alves, líder do Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP), que trabalha com vários pesquisadores de universidades no Brasil, e tem desenvolvido modelos para acompanhar a evolução da doença diz que é impossível saber agora, com rigor científico, se as medidas tomadas por Rio de Janeiro e São Paulo já dão resultados:

“Teremos que esperar porque esses resultados não são instantâneos. Há quem faça contas rasteiras, sem embasamento científico e vejam curvas de melhora ou de piora agora, mas são flutuações normais esperadas e nada dizem de conclusivo”, alerta ele.

Agência O Globo

Preocupada com reação de Bolsonaro ao coronavírus, cúpula militar acende alerta e sinaliza apoio a Mourão

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Representantes das Forças Armadas têm realizado encontros em Brasília para discutir cenários de médio e longo prazo sobre afastamento do presidente. Possibilidade de saída imediata é remota

A cúpula das Forças Armadas acendeu um sinal de alerta nos últimos dias diante das reações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à crise do novo coronavírus. Nesta semana, representantes da Aeronáutica, Exército e Marinha sinalizaram ao até então nem tão bem-quisto vice-presidente, general Hamilton Mourão (PRTB), que poderiam contar com o apoio deles, caso o ocupante do Palácio do Planalto deixasse o cargo por meio de um impeachment ou renúncia. A reportagem é de Afonso Benitez, na edição em português do jornal espanhol El País.

Apesar de o debate ter se intensificado desde que a crise sanitária se agravou, as chances de que Bolsonaro saia da presidência são remotíssimas. Em mais de uma ocasião ele disse indiretamente que não deixaria o cargo. “Nunca abandonarei o povo brasileiro, para o qual devo lealdade absoluta!”, afirmou em seu Twitter.

E o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), responsável por dar o ponta pé inicial a um eventual processo de impeachment, declarou nesta semana que o assunto não está na pauta do Congresso, por ora.

Ainda assim, os militares têm feito seguidas reuniões em Brasília, inclusive com aliados de Bolsonaro e membros civis de seu primeiro escalão. Nesta semana, ao menos dois encontros ocorreram. Neles foram debatidos cenários hipotéticos para o médio e longo prazo.

Reuters / Adriano Machado – 07.05.2019

Dois participantes dessas reuniões relataram ao EL PAÍS que o grupo está preocupado com um possível aumento repentino de registros e mortes provocadas pela doença e que isso seja vinculado ao discurso negacionista feito por Bolsonaro sobre a gravidade da Covid-19. Ressaltaram que, quando o mandatário sugere o fim das quarentenas e dos isolamentos sociais decretados por governadores e prefeitos, pode soar insensível.

Nesse cenário, avaliam que a popularidade do presidente poderia despencar e que fosse colada nele a pecha de um fracassado líder que prefere alavancar a economia do que salvar vidas. “É um discurso de que estamos em guerra. Mas quem está na linha de frente da guerra é um soldado que sabe que pode morrer. Em uma pandemia, não podemos colocar todos na mesma situação que os soldados”, afirmou, em caráter reservado, um dos membros do grupo. Responsável por atrair a maçonaria à campanha de Bolsonaro, o vice-presidente já garantiu o apoio dela caso tenha de assumir o Planalto.

Na terça-feira, o comandante do Exército, o general Edson Leal Pujol, tratou de vacinar as forças de qualquer responsabilidade sobre a crise. Na contramão do defendido pelo presidente, declarou que os militares devem, sim, se preocupar com a Covid-19 e disse que o combate à disseminação da doença “talvez seja a missão mais importante de nossa geração”.

Tem circulado em Brasília também a tese de que o presidente poderia dar uma cartada extrema e decretar um estado de sítio ou de defesa – ambos dependem de aprovação do Congresso Nacional, onde ele não tem maioria – e criam uma série de restrições de liberdade, de comunicação e a suspensão de garantias constitucionais. São atos radicais, mas que podem ser usados politicamente com base no discurso voltado para os seus, de que ele tenta “salvar o Brasil”, mas a velha política não o ajuda.

Oficialmente, o presidente nega que decretará estado de sítio ou de defesa sob a justificativa de que causaria uma sensação de pânico no país. “Acho que estaríamos avançando, dando uma sinalização de pânico para a população”, disse em entrevista coletiva na semana passada. Nas entrelinhas, porém, manda recados. Nesta sexta-feira, em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, da TV Band, ele foi indagado se pretendia dar um golpe e fechar o país. A resposta: “Quem quer dar o golpe jamais vai falar que quer dar”.

Leia a reportagem completa no El País

Justiça Federal proíbe propaganda do governo contra isolamento

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A campanha do governo “O Brasil não pode parar” começou a ser distribuída pelas redes sociais

A Justiça Federal no Rio de Janeiro acatou o pedido do MPF e proibiu o governo de veicular a propaganda institucional que defende o isolamento vertical, informa Lauro Jardim, na sua coluna no jornal O Globo.

A juíza Laura Carvalho determinou em sua sentença, que: 

— União se abstenha de veicular, por rádio, televisão, jornais, revistas, sites ou qualquer outro meio, físico ou digital, peças publicitárias relativas à campanha “O Brasil não pode parar”, ou qualquer outra que sugira à população brasileira comportamentos que não estejam estritamente embasados em diretrizes técnicas, emitidas pelo Ministério da Saúde, com fundamento em documentos públicos, de entidades científicas de notório reconhecimento no campo da epidemiologia e da saúde pública. 

Ela também determinou multa de R$ 100 mil por infração.

A campanha do governo “O Brasil não pode parar” começou a ser distribuída pelas redes sociais.

Um vereador paulista também impetrou uma ação popular contra a campanha, na justiça federal em Brasília.

campanha ‘O Brasil não pode parar’, contratada sem licitação, por R$ 4,9 milhões, pelo governo Jair Bolsonaro, para defender a flexibilização do isolamento social.

Justiça Federal proíbe propaganda do governo contra isolamento

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A campanha do governo “O Brasil não pode parar” começou a ser distribuída pelas redes sociais

A Justiça Federal no Rio de Janeiro acatou o pedido do MPF e proibiu o governo de veicular a propaganda institucional que defende o isolamento vertical, informa Lauro Jardim, na sua coluna no jornal O Globo.

A juíza Laura Carvalho determinou em sua sentença, que: 

— União se abstenha de veicular, por rádio, televisão, jornais, revistas, sites ou qualquer outro meio, físico ou digital, peças publicitárias relativas à campanha “O Brasil não pode parar”, ou qualquer outra que sugira à população brasileira comportamentos que não estejam estritamente embasados em diretrizes técnicas, emitidas pelo Ministério da Saúde, com fundamento em documentos públicos, de entidades científicas de notório reconhecimento no campo da epidemiologia e da saúde pública. 

Ela também determinou multa de R$ 100 mil por infração.

A campanha do governo “O Brasil não pode parar” começou a ser distribuída pelas redes sociais.

Um vereador paulista também impetrou uma ação popular contra a campanha, na justiça federal em Brasília.

campanha ‘O Brasil não pode parar’, contratada sem licitação, por R$ 4,9 milhões, pelo governo Jair Bolsonaro, para defender a flexibilização do isolamento social.