Alexandre de Moraes prorroga prisão de blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, prorrogou por cinco dias a prisão temporária do blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio, investigado no inquérito que apura o financiamento de atos antidemocráticos, informa o Estadão. A continuidade da detenção foi um pedido da Polícia Federal, que quer mais tempo para analisar materiais apreendidos sem correr risco de obstrução nas investigações.

Na decisão, Moraes diz que a medida é ‘imprescindível’ para que os policiais avancem no inquérito e também para resguardar as diligências.

“Entendo, portanto, a pertinência da medida, imprescindível para que a autoridade policial avance na análise do material apreendido e na elucidação das infrações penais atribuídas à associação criminosa em toda a sua extensão; bem como analise se há nas informações contidas nos bens e documentos recolhidos elementos que possam ensejar a realização de novas atividades investigativas, além de mitigar as oportunidade de reações indevidas e impedir a articulação com eventuais outros integrantes da associação, que obstruam ou prejudiquem a investigação”, escreveu o ministro.

Novas revelações reforçam elo de família Bolsonaro, Queiroz e milícias

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A operação Anjo, deflagrada em 18 de junho, avançou alguns passos na elucidação dos laços de Fabrício Queiroz e da família Bolsonaro com as milícias do Rio de Janeiro.

A profundidade dessa relação ainda não está clara, mas o Ministério Público revelou fatos importantes na peça em que pediu a prisão do ex-assessor de Flávio Bolsonaro.

Entre eles, um encontro suspeito entre o advogado do senador, Luis Gustavo Botto, e familiares do ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, apontado como chefe de uma milícia.

Também participou dessa reunião a mulher de Queiroz, Márcia Aguiar, que segue foragida. O objetivo, segundo a Promotoria, seria elaborar um plano de fuga para a família do ex-assessor com a ajuda de Adriano, seu amigo.

Outro ponto levantado pela Promotoria é a relação de Queiroz com milicianos da zona oeste do Rio. Mensagens trocadas entre Márcia e o marido indicam que ele mantém influência sobre um grupo paramilitar de Rio das Pedras.

Em dezembro de 2019, Márcia encaminhou ao PM aposentado o áudio de um homem que queria pedir ajuda a Queiroz depois de ter sido ameaçado pelo grupo paramilitar que domina a região.

“Eu queria que, se desse para ele ligar, se conhecer alguém daqui, Tijuquinha, Rio das Pedras, os ‘meninos’ que cuidam daqui”, afirmou o interlocutor à mulher de Queiroz.

Em resposta a Márcia, o ex-assessor disse que poderia interceder com os milicianos pessoalmente, mas que não faria o contato pelo telefone porque tinha receio de estar grampeado.

Queiroz se tornou assessor de Flávio Bolsonaro em 2007 e foi exonerado em outubro de 2018, quando já era alvo de investigação do Ministério Público do Rio. Segundo o empresário Paulo Marinho, o senador foi informado à época sobre o procedimento por um delegado da PF.

A Promotoria afirma que o ex-servidor atuou como operador financeiro de um esquema de rachadinha (devolução de salários) no gabinete do filho do presidente.

De acordo com o MP-RJ, 11 assessores vinculados a Flávio repassaram pelo menos R$ 2 milhões a Queiroz, sendo a maior parte por meio de depósitos em espécie.

A Promotoria identificou que o ex-assessor pagou mensalidades escolares e planos de saúde da família do chefe. Essa teria sido uma forma de lavar o dinheiro obtido com a suposta rachadinha.

A proximidade de Queiroz com os Bolsonaros vai além da relação profissional. Ele entrou no gabinete de Flávio por meio do presidente Jair Bolsonaro, de quem é amigo há mais de 30 anos. Os dois se conheceram no Exército.

A filha de Queiroz, Nathalia, também se tornou funcionária fantasma no gabinete de Jair na Câmara dos Deputados.

Outro ponto que liga o presidente ao ex-assessor é um cheque de R$ 24 mil recebido de Queiroz por Michelle Bolsonaro. Jair afirma que o valor corresponde a um empréstimo que havia concedido ao amigo. Nunca apresentou, no entanto, comprovante dessa transação.

A operação que prendeu Queiroz aprofundou também os laços da família com o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega.

Adriano foi acusado de liderar o Escritório do Crime, milícia formada por matadores de aluguel. O grupo é suspeito de ter participado do assassinato da vereadora Marielle Franco, que ainda não foi elucidado.

O ex-capitão morreu em fevereiro deste ano, em uma operação policial na Bahia. As circunstâncias de sua morte levantaram a hipótese de queima de arquivo.

Queiroz e Adriano eram amigos e trabalharam juntos no 18° Batalhão da Polícia Militar. Teria sido Queiroz o responsável pela indicação para o gabinete de Flávio da mãe e da ex-mulher do capitão.

Durante o período em que permaneceram no gabinete, Danielle Mendonça da Silva e Raimunda Veras Magalhães obtiveram remuneração de R$ 1 milhão. Desse valor, R$ 400 mil retornaram para Queiroz.

O Ministério Público não esclareceu o destino dos R$ 600 mil que ficaram com a família de Adriano.

Em mensagens trocadas com a ex-mulher após sua exoneração, ao final de 2018, ele indica que também se beneficiava do esquema. “Contava com o que vinha do seu também”, escreveu.

Na peça que pediu a prisão de Queiroz, a Promotoria revela que a amizade entre Queiroz e Adriano se manteve forte ao longo das investigações e que pode ter envolvido atos ilícitos.

As mensagens coletadas pela Promotoria também indicam que o advogado de Flávio Bolsonaro, Luis Gustavo Botto, orientou a mãe de Adriano, Raimunda, a se manter longe do Rio durante as investigações da rachadinha. Ela se abrigou em uma casa em Astolfo Dutra, em Minas Gerais.

“Gustavo falou que ela pode voltar. Mas como abriram as investigações agora eu acho melhor ela esperar mais um pouco”, escreveu Queiroz à mulher em dezembro de 2019.

No mesmo mês, segundo as mensagens apreendidas pelo Ministério Público, se reuniram na cidade mineira a mãe e a mulher de Adriano, Márcia e Botto.

O objetivo, segundo o Ministério Público, era que a mulher do ex-capitão, então foragido, levasse a ele um recado de Queiroz.

“Vai falar com o amigo sobre o recado”, escreveu Márcia Aguiar ao marido. “Depois que ela falar com o amigo ela vai entrar em contato comigo”, completou.

A promotoria acredita que Adriano iria elaborar um plano de fuga para a família de Queiroz, mas não apresentou na peça os indícios dessa teoria.

Antes de ir a Minas, segundo o MP-RJ, Botto teria se encontrado com Queiroz e Frederick Wassef, advogado que era próximo e atuava para a família Bolsonaro.

Mesmo sem mandado de prisão aberto contra ele à época, Queiroz se escondeu em um sítio em Atibaia (SP) de propriedade de Wassef. Durante as investigações, o advogado abrigou o ex-assessor, monitorou seus passos e restringiu sua movimentação.

A benevolência da família Bolsonaro com as milícias é anterior ao episódio da rachadinha. Ao longo dos anos, uma série de discursos do atual presidente e de seus filhos minimizou a gravidade das ações desses grupos -além de ter defendido e exaltado policiais suspeitos de atuação criminosa.

Adriano da Nóbrega, por exemplo, estava preso quando foi homenageado por Flávio com a Medalha Tiradentes, mais alta honraria da Assembleia Legislativa.

Nóbrega também foi destaque de um discurso de Jair Bolsonaro. No plenário da Câmara dos Deputados, em 2005, o então deputado federal afirmou que o ex-capitão era um “brilhante oficial”.

Outro ponto que aproxima Flávio Bolsonaro das milícias é sua relação com Valdenice Meliga, tesoureira de sua campanha ao Senado.

Val, como é conhecida, recebeu procuração para assinar cheques da campanha. Ela também foi tesoureira do diretório estadual do PSL, antigo partido do senador.

Dois irmãos de Valdenice, os PMs Alan e Alex Rodrigues de Oliveira, foram presos em agosto de 2018 pela Operação Quarto Elemento, que mirou uma quadrilha de policiais especializados em extorsões.

Via Folhapress

Polícia cumpre mandados do caso Marielle; 20 mandados de busca e apreensão e 4 de prisão

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Equipes da Polícia Civil do Rio de Janeiro e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Rio de Janeiro (Gaeco), do Ministério Público do Rio (MPRJ), deflagaram, na manhã desta terça-feira (30), a Operação Tânatos. Os agentes cumprem 20 mandados de busca e apreensão e 4 de prisão relacionados à investigação sobre o assassinato da veredora Marielle Franco e do motorista dela Anderson Gomes.

Até o momento, duas pessoas foram presas: Leonardo Gouvêa da Silva (conhecido como “MAD”), na Vila Valqueire, na Zona Oeste da cidade, e Leandro Gouvêa da Silva (“Tonhão”), no bairro de Quintino, Zona Norte. Os policiais estão nos bairros do Leblon e Barra da Tijuca e na favela Jorge Tuco, na Zona Norte da capital fluminense. 

Operação mira chefes do “Escritório do Crime”, uma milícia formada por assassinos de aluguel que atua na Zona Oeste da cidade e que teria envolvimento com o assassinato de Marielle e Anderson, executados em março de 2018.

Ação conta com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), da Corregedoria-Geral da Polícia Militar (PMRJ) e da Coordenação-Geral de Combate ao Crime Organizado da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (SEOPI/MJSP). 

Operação Submersus 2

No dia 10 de junho, a polícia do RJ prendeu mais um suspeito de participação no crime durante a Operação Submersus 2, que cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em diversos endereços da capital fluminense. 

O sargento do Corpo de Bombeiros Maxwell Simões Corrêa, mais conhecido como Suel, foi preso num condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, onde a polícia também apreendeu uma BMW X6 avaliada em mais de R$ 170 mil. Seu salário na corporação é de cerca de R$ 6 mil por mês.

Ele é suspeito de ter ajudado a esconder armas dos acusados, entre elas, a que foi usada na emboscada contra a vereadora e o motorista dela. O militar já era investigado por agentes da Divisão de Homicídios da Capital e do Gaeco.

O nome de Maxwell apareceu nas investigações após a prisão de Ronnie Lessa e do ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, em março do ano passado.

Ronnie Lessa foi preso em março de 2019 suspeito de ser o homem que atirou na vereadora e no motorista Anderson Gomes, segundo denúncia do Ministério Público. Já o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz, preso na mesma época, é suspeito de ter dirigido o Cobalt prata usado na emboscada contra Marielle. 

Com CNN

Flávio Bolsonaro agora quer anular investigação eleitoral

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Depois de ganhar foro privilegiado na investigação sobre a rachadinha, Flávio Bolsonaro agora quer anular uma investigação eleitoral em que é suspeito de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica na declaração de bens nas eleições de 2014, 2016 e 2018, informa Renan Ramalho no Antagonista.

A defesa do senador pediu hoje ao juiz Flávio Itabaiana que se afaste do caso.

Apontou suspeição e impedimento pelo fato de que ele já teve como defensor Rodrigo Rocca, o mesmo advogado de Flávio; de ter uma filha com cargo no governo de Wilson Witzel; e ser também o responsável pela investigação da rachadinha.

“A questão que se planta com esse quadro é que, por se cuidar de magistrado absolutamente impedido de funcionar em feito de outra instância sob a mesma matéria de fato, todos os atos praticados por V.Exa. estão contaminados ab ovo e devem ser assim declarados tão logo V.Exa. – ou o Tribunal – acolha esta Exceção e se afaste do caso definitivamente”, diz o pedido, em referência à decisão da semana passada do TJ-RJ que levou o caso da rachadinha para a segunda instância.

A investigação atualmente está com o Ministério Público Eleitoral do Rio de Janeiro. No início deste ano, a Polícia Federal pediu o arquivamento do caso, mas não chegou a pedir quebras de sigilo fiscal e bancário dentro da investigação.

O inquérito foi aberto a partir de valores diferentes declarados pelo senador sobre um imóvel no bairro de Laranjeiras. Em 2014, ele informou que o imóvel valia R$ 565 mil; em 2016, declarou R$ 423 mil.

MP vai recorrer no Supremo sobre decisão do TJRJ que favoreceu Flávio Bolsonaro

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O Ministério Público do Rio decidiu entrar com uma reclamação no Supremo Tribunal Federal contra a decisão da 3a. Câmara Criminal do Tribunal de Justiça fluminense que, na semana passada, decidiu que o senador e ex-deputado Flávio Bolsonaro (Republicanos) não pode ser processado na primeira instância da Justiça, informa a CNN.

Na avaliação do MP, a decisão contraria jurisprudência do STF sobre prerrogativa de foro e o resultado de uma reclamação feita pelo próprio Flávio Bolsonaro ao STF, quando ele tentou suspender investigações do MPRJ também em relação ao caso das supostas “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio. Em fevereiro do ano passado, o ministro Marco Aurélio negou o pedido feito pelo senador.

O MPRJ também ingressará com um recurso no Tribunal de Justiça estadual.

Governo adia posse do novo ministro da Educação, Carlos Decotelli

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A posse do novo ministro da Educação, Carlos Decotelli, inicialmente marcada para esta terça-feira (30), foi adiada pelo governo. Não foi marcada uma nova data.

O blog de Valdo Cruz, no G1 informa que o governo decidiu fazer uma “checagem completa” do currículo de Decotelli. 

Na semana passada, o reitor da Universidade Nacional de Rosário, na Argentina, Franco Bartolacci desmentiu o currículo de Decotelli. No currículo, disponível na plataforma Lattes, constava que o novo ministro tinha diploma de doutor pela instituição. O reitor negou. Nesta segunda, a Universidade da Alemanha também desmentiu o pós doutorado do ministro.

À TV Globo, Bartolacci disse que o novo ministro até iniciou o doutorado na universidade argentina, mas não concluiu o curso. 

Em nota, a Secretaria de Comunicação da Presidência disse que não havia confirmado a data da posse para a imprensa e que a cerimônia continua sem dia marcado. 

“Em nenhum momento a Secom confirmou o evento à imprensa e, até agora, não há previsão para essa cerimônia”, afirmou a nota.

Ministro da Educação também não tem pós-doutorado, diz Universidade alemã

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O novo ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro, Carlos Alberto Decotelli, também não tem pós-doutorado na Alemanha, conforma consta em seu currículo no MEC, que informa “tem pós-doutorado pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha”.

A própria professora do ministro, em nota encaminhada ao jornal O Globo que fez a reportagem sobre o caso negou o título.

A reportagem acrescentou:

“Na Alemanha, um pós-doutorado dura, em média, de dois a quatro anos e só pode ser feito por candidatos que possuam um título de doutor – o que não é o caso do novo ministro. Mentir no currículo na Alemanha pode levar a uma pena de prisão de até cinco anos por falsificação de documentos, caso o currículo possua a assinatura do candidato.”

 A assessoria de imprensa da universidade esclareceu que o ministro conduziu pesquisas por um período de três meses em 2016, mas não concluiu nenhum programa de pós-doutoramento.

“Carlos Decotelli não obteve nenhum título na nossa universidade.”

Pelo jeito, mentir no currículo é uma mania que persegue vários membros do atual governo.

Militares terão reajuste salarial de até R$ 1.600

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Com salários brutos que podem chegar aos R$ 50 mil, um grupo de militares terá a partir do mês que vem um aumento de até R$ 1.600 nos rendimentos. O reajuste ocorrerá em um dos penduricalhos que elevam o soldo e beneficiará, principalmente, o oficialato das Forças Armadas. 

A medida ocorre no momento em que a economia sofre com o impacto do novo coronavírus. Milhões de trabalhadores da iniciativa privada perdem empregos ou são atingidos por suspensão e corte de salários e o governo enfrenta dificuldades para manter um auxílio emergencial de R$ 600 aos informais. Ao mesmo tempo, o presidente Jair Bolsonaro está envolto em crises e busca reforçar sua base de apoio, composta por militares, policiais, evangélicos, ruralistas e, agora, políticos do Centrão.

Chamada de “adicional de habilitação”, a benesse foi criada ainda na gestão de Fernando Henrique Cardoso e é dada para quem fez cursos ao longo da carreira. O valor era o mesmo desde 2001. No ano passado, Bolsonaro autorizou o reajuste para até 73% sobre o soldo, em quatro etapas. Na primeira delas, o penduricalho para quem fez “curso de altos estudos”, por exemplo, subirá a partir de julho de 30% para até 42% sobre o valor do soldo. O aumento vale para militares da ativa e da reserva. 

Com isso, um general de quatro estrelas, topo hierárquico das três Forças, passará a somar R$ 5.600 por mês ao soldo de R$ 13.400. Até então, o adicional era de cerca de R$ 4.000 mensais. Eles ainda acumulam outros adicionais que elevam o salário para, pelo menos, R$ 29.700 – a remuneração pode subir, a depender da formação, permanência em serviço, atividades e local de trabalho. 

Atualmente, recebem o adicional basicamente oficiais e, no caso do Exército, alguns praças. Militares de baixa patente da Aeronáutica e da Marinha também pressionam para receber. Questionado pelo Estadão, o Ministério da Defesa não informou quantos militares recebem o benefício e qual será o impacto total na folha de pagamento da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. 

Os penduricalhos acabam camuflando reajustes salariais, vetados pelo governo por causa da crise econômica. Desde que assumiu, em janeiro de 2019, Bolsonaro já fez outros agrados aos militares. Empregou 2.900 no seu governo e promoveu uma reforma previdenciária mais amena.  

‘Ajuda de custo’

Com a passagem para a reserva a partir de 2020, eles ainda fazem jus a outro benefício ampliado na reforma, a chamada “ajuda de custo” na passagem para a inatividade. O pagamento dobrou e passou a ser oito vezes a remuneração – o almirante Bento Albuquerque, ministro das Minas e Energia, teve direito a cerca de R$ 300 mil de uma só vez em maio. 

Hoje, os maiores salários brutos entre os 381 mil militares em geral são do general Luiz Eduardo Ramos (ministro-chefe da Secretaria de Governo) e de Bento Albuquerque. Em março, pagamento mais recente publicado pelo governo, eles receberam, respectivamente, R$ 51.026,06 e R$ 50.756,51, conforme o Portal da Transparência. Os valores, contudo, caíram para R$ 24.861,18 e R$ 28.140,46, pela regra do abate-teto. O redutor é aplicado porque servidores não podem acumular vencimentos além de R$ 39,2 mil, valor do salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O que pode mudar em breve também por uma medida do governo Bolsonaro.

Leia a reportagem completa no Estadão

No Brasil, 620 mil receberam auxílio emergencial sem ter direito ou necessidade

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Uma reportagem do Fantástico, exibida na noite do último domingo mostrou que 620 mil pessoas receberam o auxílno-emergemncial, destinado a ajudar famílias, micro-empresários e desempregados a superar a crise provocada pelo coronavírus, receberam o auxílio-emergencial sem ter direito ou necessidade.

O programa mostrou o caso de Ana Paula Brocco, da cidade gaúcha de Espumoso que está de casamento marcado no Caribe, mas recebeu as parcelas. Ao ser descoberta, ela entrou na justiça e conseguiu impedir, por duas semanas, que a RBS, afiliada da Globo no Rio Grande do Sul exibisse a reportagem sobre o caso.

Além dela, a RBS também revelou que uma empresária, que mora em uma das casas mais luxuosas de Espumoso, também recebeu o recurso e ainda desdenhou, “vou comprar uma moto’. A filha dela também recebeu.

Rosângela de Freire Melo, também de Espumoso. Ela mora numa casa confortável, dirige um carro de luxo e nas redes sociais mostra que tem visitado vários destinos internacionais, frequentando hotéis com diárias que podem passar de R$ 1,2 mil – valor que ela recebeu do auxílio emergencial.

O que se sabe sobre a vacina de Oxford, esperança contra a Covid-19, que será produzida no Brasil

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Neste sábado, o Ministério da Saúde anunciou que o Brasil vai produzir até 100 milhões de doses da vacina contra Covid-19 em parceria com a Universidade de Oxford, com investimento de US$ 127 milhões (cerca de R$ 693,4 milhões).

Segundo o governo, as doses só serão ministradas após a finalização dos estudos clínicos e a comprovação de sua eficácia.

Abaixo, leia perguntas e respostas com o que se sabe sobre a vacina.

As informações são de Sue Ann Costa Clemens, diretora do Instituto para a Saúde Global da Universidade de Siena e pesquisadora brasileira especialista em doenças infecciosas e prevenção por vacinas e responsável pela articulação para trazer os testes ao Brasil, e de Claudio Ferraz, do médico diretor de comunicação do Instituto D’or de Pesquisa e Ensino (Idor) e do Ministério da Saúde e foi produzida pelo jornal O Globo.

A pesquisa para a vacina está em qual estágio?

Na fase de testes clínicos, que é a última etapa. Antes disso, ela já foi testada em animais e em pequenos grupos de humanos. Até agora, nove mil pessoas já receberam doses e a pesquisa já indica que ela é segura. Só falta constatar sua eficiência, que será testada em 50 mil pessoas em diferentes países, entre eles o Brasil.

Ela é composta com o próprio vírus da Covid-19?

Não. A vacina é feita por um fragmento de proteína do vírus, o Sars-CoV-2, junto de um outro vírus (adenovírus) que, além de ser inócuo ao humano, é inativado. O RNA do coronavírus – que é capaz de se reproduzir no corpo humano e, assim, causar a doença – não é injetado no corpo humano.

Como funciona?

O adenovírus é “equipado” com uma proteína do coronavírus e injetado no humano. O sistema imunológico, então, produzirá anticorpos para combater essa proteína do coronavírus. Assim, quando o causador da Covid-19 infectar a pessoa, o corpo dela já vai reconhecer a proteína e ter as defesas necessárias.

Como Oxford chegou a essa fórmula?

Ela já utilizava essa tática para buscar vacinas contra a Mers, doença respiratória causada por outro coronavírus, e o ebola. Essas vacinas ainda estão em fase de desenvolvimento. Por conta da urgência da pandemia de Covid-19, ficaram em segundo plano.

Quando ficará pronta?

Os estudos clínicos, que podem levar pelo menos um ano, estão começando no Brasil. No Reino Unido, já acontecem há um mês e meio. A expectativa dos pesquisadores é ter o resultado da sua eficiência entre outubro e novembro. Com essa confirmação, seus primeiros lotes seriam disponibilizados em dezembro e janeiro.

O Brasil terá doses para todo mundo?

O primeiro plano do Ministério da Saúde é imunizar100 milhões de pessoas. Elas serão destinadas para idosos, pessoas com comorbidades, profissionais de saúde, professores, indígenas, pessoas em privação de liberdade, adultos e adolescentes em medida socioeducativa, profissionais de segurança pública e motoristas de transporte público.

A vacina custará caro ao governo brasileiro?

Ela custa US$ 2,30 por dose. Outras vacinas, como a da influenza, chegam a custar US$ 10.

Há contra-indicações ou efeitos colaterais?

10% das pessoas poderão apresentar um quadro gripal, com febre de leve a moderada, por no máximo dois dias.PUBLICIDADE

Qual o tempo de imunização?

Baseado em vacinas similares, como a que está sendo desenvolvida para Mers, o tempo de imunização é de aproximadamente um ano.

Há outras vacinas em testes?

Ha mais de 200 tentativas. A Organização Mundial da Saúde declarou nesta semana que a mais avançada é a da Universidade de Oxford que será produzida no Brasil. Não muito atrás estão as pesquisas da farmacêutica Moderna e da chinesa Sinovac, que também deverá começar a ser testada no Brasil em julho, depois de a companhia fechar acordo com o Instituto Butantan, ligado ao governo do Estado de São Paulo.

Quem está desenvolvendo a vacina?

A Universidade de Oxford, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. No Brasil, os testes clínicos estão sendo conduzidos pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), pelo Instituto D’or de Pesquisa e Ensino (Idor) e pelo Grupo Fleury.