Morre o compositor italiano Ennio Morricone, autor das mais conhecidas trilhas de cinema

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O famoso compositor italiano Ennio Morricone, um dos músicos mais admirados e premiados do mundo do cinema, morreu em Roma aos 91 anos, segundo informou a imprensa italiana nesta segunda-feira, 6, citando parentes. Morricone foi hospitalizado em uma clínica na capital italiana após sofrer uma queda que fraturou seu fêmur, segundo as mesmas fontes.

Ennio Morricone morreu “em 6 de julho, consolado pela fé”, disse o advogado e amigo da família Giorgio Assuma em comunicado, citado pela imprensa. Ele permaneceu “totalmente lúcido e com grande dignidade até o último momento”, acrescentou o comunicado. 

O prolífico músico compôs quase 500 trilhas sonoras, incluindo temas inesquecíveis como o assovio de Três Homens em Conflito (1966), ou o magnífico solo de oboé de A Missão (1986). Tem o mérito de ser o autor de melodias que milhões de pessoas, cinéfilas ou não, conhecem ou sabem cantarolar.

Em 2016, venceu o Oscar pela trilha sonora do filme Os Oito Odiados, de Quentin Tarantino. Em 2007, já havia recebido um Oscar honorário por sua abundante e elogiada carreira musical. 

Há apenas alguns dias, Morricone foi anunciado o vencedor, ao lado do também compositor John Williams, com o prêmio Princesa das Astúrias das Artes na Espanha. 

“Sempre nos recordaremos, e com um reconhecimento infinito do gênio artístico, do maestro Ennio Morricone. Nos fez sonhar, nos emocionou e fez pensar, escrevendo notas inesquecíveis que ficarão para sempre na história da música e do cinema”, escreveu no Twitter o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte. 

“Adeus mestre e obrigado pelas emoções que nos presenteou”, escreveu, também no Twitter, ministro italiano da Saúde, Roberto Speranza. 

Morricone nasceu em 10 de dezembro de 1928 em Roma e começou a compor aos seis anos. Aos 10, foi matriculado em um curso de trompete da prestigiosa Academia Nacional Santa Cecília de Roma. 

Também estudou composição, orquestra e órgão. Em 1961, aos 33 anos, estreou no cinema com a música de O Fascista, de Luciano Salce. 

Morricone ganhou fama em meados dos anos 1960, com as trilhas sonoras de westerns como Por um Punhado de Dólares e Três Homens em Conflito

Sua versatilidade permitiu que trabalhasse na música de filmes premiados e muito diferentes, incluindo A Missão (1986), Cinema Paradiso (1988), ou Homem das Estrelas(1995). 

“A música de ‘A Missão’ nasceu de uma obrigação. Tinha que escrever um solo oboé, se passava na América do Sul no século XVI, e tinha a obrigação de respeitar o tipo de música do período. Ao mesmo tempo, eu tinha que compor uma música que também representasse os índios da região. Todas as obrigações me prendiam (…) Mas também fizeram com que saísse algo claro”, recordou o compositor em uma entrevista à AFP em 2017. 

Além das duas estatuetas do Oscar, Morricone também foi premiado com Globos de Ouro e Grammy, compôs óperas e canções para artistas pop, em uma prolongada carreira que encerrou de maneira brilhante em 2018 com uma turnê mundial de despedida. 

“O fato de eu ter conseguido compor músicas com total liberdade, e tão diversas, foi possível não apenas porque eu tinha técnica, mas também porque era necessário que eu mudasse a cada vez minha maneira de compor. O filme exigia. Acostumei, cada vez era diferente”, explicou “Il Maestro” à AFP.

Via Estadão

10 filmes que destruíram casamentos de celebridades

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Entre os casos mais famosos, estão o de Brad Pitt, que se separou de Jennifer Aniston para ficar com Angelina Jolie; e o de Tom Cruise

É fato que quando atores contracenam no mesmo filme, eles precisam ser profissionais e não se envolverem sentimentalmente. Porém, não é sempre que isso acontece e a verdade é que alguns relacionamentos começam nos sets e camarins, da mesma maneira que outros acabam.

Já aconteceu de casais famosos não suportaram a pressão de contracenarem juntos e acabarem terminando o relacionamento. Em outros casos, atores e atrizes casados acabaram se envolvendo com colegas de elenco. Entre os casos mais famosos, estão o de Brad Pitt, que se separou de Jennifer Aniston para ficar com Angelina Jolie; e o de Tom Cruise, que deixou a esposa Mimi Rogers para se casar com Nicole Kidman. Confira os 10 filmes que causaram estragos no casamento de celebridades:

Sr. e Sra. Smith : Quando protagonizou “Sr. e Sra. Smith” ao lado de Angelina Jolie, Brad Pitt estava casado com Jennifer Aniston há cinco anos. Embora Aniston tenha citado “diferenças irreconciliáveis” no pedido de divórcio, Pitt admitiu mais tarde que se apaixonou por Jolie enquanto eles gravavam o filme. Um mês após a separação, Brad Pitt assumiu o relacionamento com sua colega de elenco.

À Beira-Mar : Em “À Beira-Mar”, Angelina Jolie e Brad Pitt interpretaram um casal que passava por dificuldades no relacionamento. Na época do lançamento, Jolie disse à imprensa que o filme era um teste para seu próprio casamento, com Brad Pitt. Por fim, os dois não passaram no teste, pois se divorciaram no ano seguinte. Juntos, eles tiveram dois filhos biológicos e adotaram outros quatro.

Demolidor : Ben Affleck e Jennifer Garner se conheceram em “Pearl Harbor” , mas se apaixonaram mesmo nos sets de “Demolidor – O Homem Sem Medo”. Na época, ele estava noivo da cantora Jennifer Lopez, e Garner era casada com Scott Foley. Um ano após o lançamento do filme, os dois se separaram de seus respectivos cônjuges e assumiram o relacionamento. Eles se casaram em 2005, ficando juntos até 2017.

Cleópatra : Quando Elizabeth Taylor e Richard Burton começaram a filmar “Cleópatra”, eles se odiavam. Taylor chegou a chamar seu companheiro de set de “bruto e grosseiro”. Mas, no primeiro beijo, tudo mudou. Apesar dos gritos do diretor para cortar a cena, eles continuaram se beijando. Ambos eram casados na época, mas assim que a notícia do beijo escandaloso saiu, seus relacionamentos terminaram. Taylor e Burton acabaram se casando em 1964.

Titanic : James Cameron, diretor de “Titanic”, estava casado com Linda Hamilton na época das gravações do filme, quando conheceu e se apaixonou pela atriz Suzy Amis. Hamilton já estava estressada com a fama repentina do marido, mas a traição colocou um ponto final no casamento. Logo após o divórcio, Cameron se casou com Amis.

Os Desajustados : Marilyn Monroe e o roteirista Arthur Miller estavam casados há quatro anos, quando se uniram profissionalmente pela primeira vez no set de “Os Desajustados”. Mas, as pressões do filme evidenciaram a incompatibilidade do casal. Segundo Miller, o roteiro era um presente para Monroe, mas ela se irritou com a personalidade frágil de sua personagem. Logo após o lançamento do filme, eles se divorciaram.

Prova de Vida : Enquanto filmavam o suspense “Prova de Vida”, Meg Ryan e Russel Crowe foram fotografados em momentos carinhosos no set. Consequentemente, o flagra pôs fim ao relacionamento de Ryan com o ator Dennis Quaid, com quem estava casada há dez anos. O filme foi um fracasso nas bilheterias e o diretor, Taylor Hackford, colocou a culpa nos amantes: “A história ganhou mais destaque na vida real do que na ficção”, disse.

Casa dos Sonhos : Rachel Weisz namorava o diretor de cinema Darren Aronofsky há dez anos, quando se apaixonou por Daniel Craig nas filmagens de “Casa dos Sonhos”. Craig também era comprometido, mas correspondeu à paixão de Weisz. Nenhuma das partes afirma que o filme foi a razão do término de seus relacionamentos, mas os atores se casaram apenas sete meses depois do lançamento.

Lanterna Verde : Ryan Reynolds conheceu Blake Lively nos sets de “Lanterna Verde”. Ela namorava o ator Penn Badgley e ele era casado com Scarlett Johansson. Logo após o lançamento do filme, eles terminaram seus relacionamentos. Reynolds diz que só se aproximou de Lively após o divórcio, mas aparentemente os dois já eram bem próximos na época das gravações. Reynolds e Lively se casaram em 2012.

Dias de Trovão : Tom Cruise começou a gravar “Dias de Trovão” no início de 1990 e nessa época já estava vivendo uma fase ruim em seu casamento com a atriz Mimi Rogers. Mas, seu romance com a atriz Nicole Kidman, com quem contracenava, foi a razão definitiva para o divórcio. Naquele mesmo ano, Cruise se casou com Kidman, com quem permaneceu até 2001.

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Viúva Negra reencontra sua família em primeiro trailer do filme da Marvel; confira

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Heroína de “Vingadores” finalmente ganha filme solo em 2020, mas primeiro trailer já saiu e mostra a personagem reencontrando sua família

O futuro da Viúva Negra ( Scarlett Johansson ) ficou conhecido no fim de “Vingadores: Ultimato”, mas longe dos heróis da saga, a personagem enfrentou seu passado. Agora, essa história será revelado no filme solo da personagem, que estreia em abril de 2020.

Aproveitando o momento de alta de Scarlett Johansson, que pode ser indicada ao Oscar pelo filme “História de Um Casamento”, a Marvel decidiu lançar o primeiro trailer de ” Viúva Negra “. As imagens mostram a personagem retornando para a Rússia e encontrando seus familiares, como a irmã vivida por Florence Pugh.

David Harbour, também em alta por conta do papel como Detetive Hopper em “Stranger Things”, vive Alexei Shostakov, personagem que nos quadrinhos vira o Guardião Vermelho. No longa, sua fase de herói já passou, mas ele volta a vestir o uniforme com a chegada de Natasha, a Viúva Negra . Rachel Weisz, William Hurt e O-T Fagbenle completam o elenco. Já Robert Downey Jr.  pode retornar  com uma ponta como Homem de Ferro. 

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James Dean volta às telas 64 anos após sua morte estrelando filme de ação

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James Dean estrelando em novo filme 64 anos após sua morte graças ao CGI

O ícone da tela James Dean está prestes a aparecer em seu primeiro filme desde a sua morte em 1955, e tudo se deve à magia do CGI.

O site Hollywood Reporter está relatando que a estrela de “Rebelde Sem Causa” foi lançada postumamente no drama de ação da época do Vietnã “Finding Jack”, um filme que se passa uma década após a morte do ator.

O filme é baseado em um romance de cerca de 10.000 cães militares que foram abandonados no final da guerra.

O co-diretor Anton Ernst disse que o ator foi escolhido depois que Ernst e seu parceiro Tati Golykh “procuraram alto e baixo o personagem perfeito para interpretar o papel de Rogan, que tem alguns arcos de personagens extremamente complexos”, segundo o THR.

Se Dean foi realmente “escalado” pode ser uma questão de semântica: ele será reconstruído via CGI usando imagens e fotos reais, mas outro ator falará suas falas.

James Dean

Na verdade, isso é uma continuação de uma tendência que começou há 20 anos, quando os números de dança de Fred Astaire foram adaptados para uso em comerciais de aspiradores de pó Dirt Devil.

Tecnologia semelhante tem sido usada em filmes recentes como “Gemini Man”, com Will Smith, e “The Irishman”, com Robert DeNiro, para “descongelar” os atores.

A empresa que licenciou a imagem de Dean para o filme espera usar a tecnologia para trazer outras estrelas como Burt Reynolds, Christopher Reeve e Bette Davis dos mortos.

James Dean, símbolo de uma geração

James Dean morreu em 1955

James Byron Dean nasceu em Fairmont, no estado americano de Indiana, em 8 de fevereiro de 1931. Mudou-se com sua família para Los Angeles quando tinha cinco anos de idade. Aos oito, após a morte da mãe, retornou ao Meio-Oeste, onde cresceu na fazenda de um parente. Retornou para a Califórnia, matriculando-se no Santa Monica Junior College e, mais tarde, na universidade UCLA.

Dean estreou no meio artístico com um pequeno grupo teatral dirigido por James Whitmore, também em comerciais de TV e representando pequenos papéis em diversos filmes. Em 1952, foi para Nova York, onde trabalhou como motorista de ônibus até conseguir uma ponta na peça See the Jaguar, na Broadway. Depois, frequentou aulas no Actors Studio, atuou na televisão e retornou para a Broadway no The Immoralist (1954).

Essa última aparição foi um teste para a companhia Warner Bros e o início de uma das mais espetaculares carreiras no cinema.

O Porsche 356 Spider de Dean, destruído após o acidente fatal

Data da morte virou nome de filme

Um ano e três filmes mais tarde, James Dean já era conhecido e admirado como personificação da inquieta juventude americana dos anos 50 e uma encarnação do título de seu filme Juventude Transviada (1955). Dean morreu num acidente de automóvel quando se dirigia a Salinas para competir numa corrida de carros esportivos de luxo. Muitos de seus fãs recusaram-se a acreditar na morte do ator. A data virou título de um filme – 30 de Setembro, 1955 (rodado em 1978).

James Dean, indicado duas vezes postumamente para o Oscar de Melhor Ator – em Vidas Amargas (1955) e Assim Caminha a Humanidade (1956) –, recebeu uma homenagem póstuma do Correio dos Estados Unidos. Em 1996, entrou como “segundo selo” para a série Lendas de Hollywood. Marilyn Monroe fora a primeira estrela da série, impressa em 1995.

O mito do ator americano também rendeu muitos livros. Um dos mais lidos é James Dean – a biografia, do jornalista e poeta francês Yves Salgues. Escrito por um autor de 19 anos e publicado 15 meses após a morte do ator, o livro tornou-se um sucesso mundial, no rastro do vácuo deixado pela morte de Dean em milhares de fanáticos admiradores.

De temperamento ao mesmo tempo frágil e selvagem, Dean representou o ceticismo do pós-guerra e a rebeldia que caracterizou a juventude do século 20. Na opinião de Salgues, o “ídolo sem ideologia nem causa consolidou, com sua morte prematura, a figura do jovem urbano carente e selvagem ao mesmo tempo. Foi um monstro de repercussão inimaginável produzido nos milionários estúdios de Hollywood, no tempo em que estes estúdios realmente faziam história, fornecendo à opinião pública mundial o cardápio açucarado do sonho americano e de um mundo livre, fortalecido pela derrota do nazismo e o temor do perigo comunista”.

A imagem do ator que ficou no coração dos jovens foi a do James Dean de Juventude Transviada. Imortalizado no seu sorriso triste, a morte acabou por eternizar sua juventude. No fim do século 20, “sem heróis de carne e osso”, muitos jovens voltaram a cultuar “anjos” do passado, como Dean, cujo rosto – segundo Yves Salgues – “para sempre será irônico e triste e terá para sempre 24 anos”. A conturbada e misteriosa vida do ator também está documentada no filme James Dean – Um Ídolo e Suas Paixões, dirigido por Mardi Rustam.

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Coringa, um tratado sobre as relações humanas em uma sociedade doente

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Ambiente tenso, sociedade doente e o abandono de quem sofre doenças mentais, essa é a temática do filme com Joaquim Phoenix

Fui assistir ao filme Coringa no último domingo. Confesso que não era minha primeira opção, meio saturado de filmes de heróis e vilões, mas Ad Astra, com Brad Pitt só estaria em cartaz às 21 horas, então fui de Coringa.

Impossível não comparar a atuação de Phoenix com Heath Ledger, que de longe foi quem melhor incorporou a insanidade e intensidade que o personagem requer, em se tratando de vilão de HQ. Porém, Phoenix é intenso, e o pior, aproxima-se perigosamente da realidade contemporânea. 

Uma Gothan City que sofre com uma greve dos garis, com lixo acumulando nas ruas, pessoas deprimidas, cortes em programas sociais, uma vida infeliz e ricos tratando pessoas menos favorecidas, são o laboratório perfeito para o desenvolvimento da personalidade do vilão, cuja marca registrada é um sorriso nervoso.

Em meio a esse caos, ele sofre com questões básicas que perseguem a psique humana, tais como “que eu sou, de onde vim”. Além disso, Coringa mostra o descaso do poder público com pessoas que sofrem de problemas mentais e claro, a forma quase sádica como a sociedade trata os diferentes.

Não é um filme que recomendo para adolescentes ou pessoas com algum tipo de problema como depressão ou tendências à violência. Mas é uma obra que merece ser vista e principalmente, deve ser levada em consideração quando vivemos um período onde a sociedade sofre de um perigoso mal, a da falta de empatia e civilidade.

Não espere “tiro, porrada e bomba”. Não espere perseguições alucinadas pelas ruas ou acrobacias de fuga. A principal importância do filme é a discussão de temas tão atuais, que nos fazem refletir sobre a necessidade de compreendermos a necessidade de respeitar os outros, o cuidado com as palavras e forma como nos portamos diante de estranhos que podem estar sofrendo com problemas graves e em alguns momentos, nos damos o direito de”zuar”  com elas simplesmente por serem diferentes. 

Não é um filme de herói ou vilão. É um tratado sobre as relações humanas.

Quem foi Mariguella e por que ele incomoda tanto o clã Bolsonaro

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Comunista que lutou contra as ditaduras brasileiras, Mariguella é combatido 50 anos após sua morte

O  filme sobre a vida de Carlos Mariguella, militante comunista morto pela ditadura em 1969, tem dificuldades imensas para estrear no Brasil. Dirigido por Wagner Moura, o longa conta a história do homem negro que lutou contra Getúlio Vargas, os militares e acabou se tornando símbolo da luta do proletariado.

O filme, que já foi exibido em alguns festivais internacionais como o de Berlim, chegou a ser aplaudido em pé. O sucesso e a repercussão da história de Mariguella irritaram membros da família Bolsonaro e seus seguidores. Em abril deste ano, o presidente postou em suas redes um vídeo chamando o ativista de criminoso, terrorista e que ele seria um apoiador de “ditaduras comunistas”.

Em entrevista coletiva em Berlim, Wagner Moura garantiu que a obra não era direcionada a Bolsonaro, mas que “o filme está em contraste com o grupo que está no poder”, referindo-se ao presidente e aos integrantes de seu governo.

O fato é que o filme agitou o debate em torno de Mariguella e as paixões ideológicas, a favor ou contra, mostram que a estreia do filme no Brasil pode até demorar, mas terá impacto. Mas quem de fato foi Carlos Mariguella e por que ele, morto há 50 anos, incomoda tanto o clã Bolsonaro?

Baiano que conheceu o ativismo na universidade

Carlos Marighella nasceu em Salvador, em 1911, e tinha outros sete irmãos. Filho de uma mãe negra, descendente de escravos, com um pai imigrante italiano, o baiano conseguiu romper as dificuldades de uma vida simples e ingressou, em 1929, na Escola Politécnica da Bahia para cursar engenharia civil.

Foi na universidade que Mariguella conheceu o movimento estudantil. Aos 23 anos, se tornou o líder da luta comunista e conheceu aquilo que o acompanharia para o resto de sua vida: a repressão.

Foi preso por divulgar um poema em que criticava o interventor da Bahia, Juracy Magalhães, nomeado por Getúlio Vargas.

Logo após ser solto, em 1934, Mariguella desistiu do curso de engenharia e se mudou para o Rio de Janeiro para ser um militante profissional do Partido Comunista Brasileiro. Ele era responsável pela imprensa e divulgação do partido.

Nesse momento, o comunista deixava o ambiente universitário e partia para a militância partidária contra a ditadura de Getúlio Vargas.

Oposição a Getúlio Vargas

Em 1937, Getúlio instalou o Estado Novo, nascionalista, centralizador e absolutamente antagônico ao comunista. Mariguella já era um opositor ao regime de Vargas e chegou a ser preso e torturado, mas acabou solto.

Depois de um ano na clandestinidade, Marighella foi preso (e novamente torturado) em 1939, permanecendo, dessa vez, seis anos na prisão. Em 1945, com o fim do Estado Novo, foi beneficiado com a anistia.

A militância, porém, não parou.

MARIGUELLA, PRESO EM 1939

O deputado cassado

Com o início do período democrático em 1945, Marighella foi eleito deputado federal pelo PCB da Bahia. Mas o sonho de integrar o Congresso, que ainda ficava no Rio de Janeiro durou pouco.

Com o clima nascente da Guerra Fria, o Partido Comunista foi colocado na ilegalidade pelo governo de Eurico Gaspar Dutra, e Marighella, após um ano que tinha sido eleito,  perdeu seu mandato. O ativista voltou para a militância e novamente passou a atuar na clandestinidade.

Na ilegitimidade, de 1949 a 1954, Marighella atuou na área sindical do partido, mas incomodava a direção, pois era considerado excessivamente esquerdista. Sua atuação aproximou o partido da classe operária e juntos promoveram uma greve geral, conhecida como a “Greve dos Cem Mil”, em 1953. Também participou da campanha “O petróleo é nosso”.

Nesse período,  Mariguella recebeu um convite do governo chinês para conhecer de perto a Revolução Comunista e aproveitou para passar por Cuba e União Soviética, sempre em busca de apoia para a revolução. Toda essa movimentação foi feita sem o aval do partido, que já demonstrava insatisfação com a atuação de Mariguella.

De volta ao Brasil, ele rodou os estados buscando apoio para lutar contra o golpe que estava por vir.

O inimigo número 1 dos militares

Quando os militares deram o golpe, em 1964, Mariguella rompeu com o PCB. Isso porque o partido defendia uma oposição aos militares sem armas, já Mariguella seguiu aquilo que havia aprendido em suas viagens e queria uma luta armada.

Sem um partido, o comunista fundou a Ação Libertadora Nacional (ALN). A organização se tornou a maior promotora de ações de guerrilha urbana no Brasil, como assaltos, emboscadas e sequestros. Por esse motivo,  Mariguella se tornava naquele momento o inimigo número 1 dos militares.

O grupo de Mariguella, inclusive, foi um dos responsáveis pelo sequestro do embaixador americano no Brasil, Charles Elbrick. Um caso que ficou conhecido mundialmente.

Com o endurecimento do regime militar na época, os esforços em torno da captura de Mariguella se intensificaram. Até que em 4 de novembro de 1969, ele foi morto a tiros por agentes do Dops, em São Paulo.

Seu legado continuou e a ALN manteve suas atividades até 1974, sempre lutando contra a ditadura.

Uma inspiração

CENAS DO DOCUMENTÁRIO “MARIGHELLA”, DE ISA GRINSPUM FERRAZ

Em 2012, por meio da Portaria 2.780, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, oficializou a anistia post mortem de Carlos Marighella no Diário Oficial da União, anistiando assim o militante comunista.

Essa será a primeira vez que sua história será contada nos cinemas. Seu Jorge foi o escolhido para interpretar o militante e trazer para as telas a vida de Mariguella. Talvez o medo dos bolsonaristas seja que o filme se torne uma inspiração para a luta.

Assista ao trailer:

Alexandre Putti para Carta Capital

Filme de Breaking Bad foi filmado em segredo e já está pronto

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Arron Paul deve interpretar novamente Jessie Pinkman, e o filme deve ser lançado em 2020

No final do ano passado, o filme Breaking Bad foi anunciado pelo diretor da série, Vince Gilligan. Desde então, não ouvíamos a equipe de produção falar muito sobre o longa, o que forçou o público a se contentar com Better Call Saul, o spin-off centrado no personagem Jimmy – também conhecido como Saul Goodman.

Mas hoje, o projeto voltou à tona: o filme não só estaria programado, como também estaria terminado! Foi em uma entrevista com Bob Odenkirk para o Hollywood Reporter que a informação vazou.

Não sei o que as pessoas sabem ou não sabem. Achei difícil de acreditar que vocês não sabem que foi filmado. Eles fizeram isso, entende? Como pode ser um segredo? Mas é! Eles fizeram um trabalho incrível mantendo em segredo.

Um filme, mas com quem?

Enfim, teremos uma sequência de Breaking Bad. Será uma extensão da história original, da qual sabemos apenas duas coisas no momento: Arron Paul deve interpretar novamente Jessie Pinkman, e o filme deve ser lançado em 2020. A declaração de Odenkirk é um pouco ambígua.

Quanto a Bryan Cranston (Walter White), o ator disse que poderia participar do projeto, segundo a Premiere. Mas ele também disse que nada ainda havia sido tratado com a equipe até aquele momento. Não sabemos se a equipe planejou incorporar o ator, apesar dos eventos do último episódio, ou se o filme se concentrará no jovem Pinkman em particular.

As informações são do TriboGamer

Chuck Norris, o herói que derrotou tudo enfrenta sua última batalha por amor

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Ídolo de várias gerações e resgatado com ironia pela geração do milênio, o mítico ator de ação e ativista conservador reaparece para encarar, desta vez, um inimigo muito mais duro

Ao longo de sua carreira, Chuck Norris enfrentou os soviéticos, os vietcongues, a máfia, os nazistas, a corrupção policial, assassinos em série, mercenários, terroristas de diferentes nacionalidades e todos os criminosos que se atreveram a pisar no Texas. Mas desde 2013 tem apenas um inimigo: o gadolínio.

Esse elemento químico, comum nos materiais de contraste usados nas ressonâncias magnéticas, é, segundo Norris, o responsável pela doença de sua mulher, a atriz e modelo Gena O’Kelley (Califórnia, 1963), com quem tem dois filhos − o ator tem outros três de seu primeiro casamento, com Dianne Holecheck (Califórnia, 1941). Para cuidar dela e combater os responsáveis pelo que ele considera uma negligência médica, anunciou há dois anos o fim de uma carreira cinematográfica que começou há mais de quatro décadas. “Abandonei minha carreira cinematográfica para dedicar minha vida inteira a manter Gena viva. Isso é o mais importante, que ela continue conosco e que aquilo que aconteceu com ela não seja sofrido por mais ninguém”, disse o ator, que se aproxima dos 80 anos (nasceu em março de 1940 em Oklahoma) e é um elemento imprescindível da cultura pop das últimas décadas.

O astro de Hollywood Steve McQueen teve duas grandes ideias em sua vida. A primeira, cancelar de última hora seu jantar na casa de Sharon Tate em 9 de agosto de 1969. Isso o livrou da morte na mão dos fanáticos que seguiam Charles Manson. A segunda, recomendar ao seu professor de artes marciais um tal de Chuck Norris, que se dedicasse à interpretação.

Porque aquele ruivo carrancudo que ensinava os rudimentos do taekwondo a estrelas de Hollywood como McQueen, Michael Landon e Priscilla Presley não estava destinado a ver seu nome nas páginas douradas da Academia das Artes e Ciências de Hollywood, mas sim a conquistar o coração dos fãs do cinema de ação. Graças a um punhado de personagens memoráveis − J.J. McQuade (do filme McQuade, o Lobo Solitário, 1983), coronel James Braddock (de Braddock: O Super Comando, 1984), Matt Hunter (de Invasão U.S.A., 1985) e, principalmente, o imbatível ranger texano Cordell Walker (da série Chuck Norris: O Homem da Lei, 1993-2001) −, seu nome ficou gravado a fogo nos cabeçotes de milhares de fitas VHS.

Perto de completar oito décadas, Chuck teve muitas vidas. Na primeira, recebeu o nome de Carlos Ray Norris e foi um chefe de família dedicado que cuidou de sua mãe e de seus irmãos até se alistar na Força Aérea. Porque Norris não é um patriota apenas no Instagram, ele sabe o que é defender seu país como policial militar na Coreia, o lugar onde descobriu a arte que mudaria sua vida, o tangsudo, uma versão coreana do taekwondo. Voltou de lá com o apelido de Chuck e um futuro como instrutor de artes marciais.

Mas como Chuck não é um daqueles que se limitam a seguir um caminho, e sim dos que constroem uma nova estrada, uniu seus conhecimentos de taekwondo, jiu-jitsu brasileiro, luta livre, muay tai e shotokan, e o resultado foi uma mistura mais letal que o chá Long Island: o chun kuk do, uma arte marcial made in Norris que não foi sua única invenção. Cansado das costuras que se rasgavam no primeiro chute voador − quem nunca teve esse problema? −, criou umas calças, as Chuck Norris Action Pants, que, vistas hoje, parecem um simples jeans elástico sem muito estilo, mas quem se atreveria a discutir moda com o homem que ensinou a Pai Mei os cinco pontos de pressão para fazer um coração explodir.

Um de seus papéis mais celebrados, em ‘McQuade, o Lobo Solitário’ (1983).
Um de seus papéis mais celebrados, em ‘McQuade, o Lobo Solitário’ (1983).

Chuck tinha corpo para a arte (marcial), mas não cabeça para os negócios: a rede de academias que ele havia fundado em Los Angeles estava à beira da falência quando um de seus alunos, Steve McQueen, o homem mais cool da Hollywood dos anos 1970, disse-lhe a frase que mudaria seu destino: “Se você não puder fazer mais nada na vida, sempre resta a atuação”. Teria sido um bom lema para o Instituto de Cinema e Teatro Lee Strasberg.

Quem lhe deu o segundo empurrão foi outro luminar da época. Em 1972, o mítico Bruce Lee lhe ofereceu o papel de antagonista em O Voo do Dragão. Ambos se enfrentariam em uma luta de mais de dez minutos no Coliseu de Roma. “E quem vai ganhar?”, perguntou Chuck, embora soubesse perfeitamente qual era a resposta. Bruce Lee era diretor, roteirista, protagonista e o grande astro do cinema de artes marciais. A luta ainda está no altar dos fãs do gênero. Pela primeira e última vez, Chuck seria o vilão, e pela primeira e última vez, comeria poeira. Ele não se importou com isso, estava ciente da aura daquele rival que também era um de seus melhores amigos. Poucos meses depois, ele e Steve McQueen seriam os encarregados de carregar o caixão de Bruce Lee em uma igreja de Seattle.

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Bruna Marquezine surge nua e fumando maconha em sua primeira protagonista no cinema

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Atriz disse que as cenas foram parte da história e não houve incômodo durante as gravações

Bruna Marquezine se emocionou durante a exibição do seu primeiro filme como protagonista, no 47º festival de cinema de Gramado, nesta segunda-feira. Em “Vou Nadar Até Você”, a atriz interpreta a jovem fotógrafa Ophelia, de 20 anos, que decide nadar de Santos à Ubatuba, em São Paulo, quando descobre que o pai, um alemão que a abandonou antes dela nascer, está de volta ao Brasil.

Bruna comentou as cenas de nudez e disse que não houve motivo para ficar incomodada durante as gravações: Não são cenas gratuitas, fazem parte da história. Não foi uma preocupação. O foco era fazer arte, e o ambiente no set era de parceria e liberdade’, avaliou a jovem de 24 anos.

Alguns espectadores, no entanto, consideraram o cenário em que a atriz aparece nua, problemático. Durante o encontro da equipe com a imprensa, nesta terça, o diretor foi questionado sobre “fetichizar” e “objetificar” o corpo de Bruna (algo que não faz com os atores masculinos), em especial quando ela aparece sem roupa numa banheira e numa cama de hotel. O questionamento foi aplaudido.

Ophelia é uma fotógrafa de 20 anos que vai em busca do pai que a abandonou – Divulgação /

“Talvez você não tenha entendido algumas coisas. São cenas naturais. A parte da banheira tem ligação com trabalhos que fiz nos anos 1990. Sempre trabalhei com a plasticidade dos corpos, inclusive de mulheres, e isso ficou bem representado pela Bruna”, rebateu o diretor Klaus Mitteldorf, que também é fotógrafo. ele destacou que os detalhes fazem parte de sua arte.

Bruna comentou que a aventura pela qual passa sua personagem como uma jornada de autoconhecimento: “Sempre tive necessidade artística de fazer cinema, mas sempre emendei trabalhos na TV, não tinha tempo para me dedicar a um projeto com o qual me identificasse “, explica Bruna, cujo último trabalho foi na novela “Deus salve o rei”, da TV Globo . “Eu me encantei com a Ophelia. Não acho que escolhi fazer ela. Ela que me escolheu”. A atriz fez aulas de natação para o filme.

Com O Dia

Há 50 anos, Sharon Tate morria esfaqueada por seguidores de Manson

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Retratados no novo filme de Tarantino, “Era uma vez em…Holywood”, assassinatos da atriz e de mais cinco pessoas ainda geram fascínio e repulsa

“Sou o diabo e vim fazer o trabalho do diabo”, foi o que escutou Sharon Tate, atriz e esposa do diretor Roman Polanski, antes de ser esfaqueada 16 vezes. Tate, de 26 anos, estava grávida de oito meses e meio quando foi assassinada em sua residência em Los Angeles (Califórnia) em 8 de agosto de 1969. A atriz não morreu sozinha: o cabeleireiro Jay Sebring, o roteirista Wojciech Frykowski, a milionária Abigail Folger e o vigia da casa Steven Parent também perderam a vida naquela noite, espancados, esfaqueados e baleados. Nenhum viu o rosto da mente criminosa que ordenou sua morte, porque naquela noite ela não estava lá. As vítimas foram assassinadas por quatro pessoas sob as ordens do líder de uma seita, Charles Manson. No número 10.050 da Cielo Drive, naquele quente fim de semana, morria esfaqueado o verão do amor.

Cinquenta anos depois daquele massacre, a figura de Manson continua despertando fascínio e repulsa na mesma medida. E a Netflix não deixou que isso passasse em branco. A série Mindhunter estreou nesta sexta-feira uma segunda temporada centrada nesse assassino em série. Com isso, soma-se a outras produções que aproveitaram a curiosidade que ele desperta, como é o caso de Aquarius, da rede NBC, também disponível na plataforma digital. Além do nono filme de Quentin Tarantino, Era uma vez em… Hollywood, que estreou quinta-feira no Brasil.

Tex Watson, Susan Atkins, Linda Kasabian e Patricia Krenwinkel foram os executores das macabras ordens de Manson. Quatro jovens convencidos de que esse homem de 35 anos era a reencarnação de Jesus Cristo. Nas paredes da casa da Cielo Drive, o quarteto escreveu com sangue das vítimas as palavras “Pig” (“porco”, um apelido usado pelos negros para se referirem à polícia) e “Helter Skelter” (algo como “caótico”), uma expressão que posteriormente delataria Manson como a mente criminosa.

Charles Manson

Mas sua sangrenta cruzada não acabou na residência de Tate e Polanski: no dia seguinte, Leno e Rosemary LaBianca também foram mortos. Os dois receberam 41 facadas. Nesse episódio, o próprio Manson amarrou o casal, mas deixou que seus seguidores fizessem o trabalho sujo.

Família Manson

O criminoso matou sete pessoas sem atirar ou dar uma única facada. O modus operandi foi similar ao da noite anterior. Manson pretendia desencadear o que ele chamava de Helter Skelter: fazer as autoridades acreditarem que os assassinatos tinham sido cometidos por membros da comunidade afro-americana e provocar uma guerra racial entre negros e brancos. O confronto era uma suposta profecia contida na música homônima dos Beatles.

Polanski e Sharon Tate

Manson, que tinha interpretado a letra segundo sua própria conveniência, convenceu seus seguidores de que ele os ajudaria a sobreviver a uma aliança entre raças. Os quatro membros de sua família tinham assassinado inocentes convencidos do poder profético de Manson e fascinados com a ideia de serem os escolhidos pelo Messias. O grupo era uma pequena parte de uma seita que chegou a ter 100 seguidores vivendo em um rancho nos arredores de Los Angeles. O lugar tinha sido cenário de filmes de faroeste nos anos cinquenta e seu dono era um homem cego chamado George Spahn. Spahn tinha 80 anos quando permitiu que a comunidade de hippies morasse em sua propriedade em troca de receber os cuidados das garotas que integravam o culto. A seita consumia drogas como LSD de forma regular e organizava orgias das quais chegou a participar Dennis Wilson, baterista dos Beach Boys.

Sharon Tate

Antes de ser julgado, Manson concedeu uma única entrevista à edição americana da revista Rolling Stone. “Só existe um. Sou o único. Não me importo com o que outras pessoas pensem, só faço o que minha alma me diz”, respondeu quando lhe perguntaram se se considerava um líder. E quando os jornalistas quiseram saber o que significava para ele a submissão, não hesitou: “Consigo me dar bem com as garotas, elas se entregam mais fácil. Consigo fazer amor com elas. O homem tem essa coisa do ego pendurada no pinto. Não consigo fazer amor com isso. As garotas cedem mais fácil. Suas defesas se derrubam com mais facilidade. Quando você supera a questão do ego, tudo que resta é você, você faz amor consigo mesmo”.

O procurador encarregado de culpar Manson, Vincent Bugliosi, publicou depois do julgamento um livro —intitulado, precisamente, Helter Skelter— expondo todos os detalhes dos assassinatos, a ideologia e o que ocorreu nos bastidores de um dos julgamentos mais midiáticos dos Estados Unidos. Bugliosi conseguiu que pela primeira vez um júri condenasse um homicida que fisicamente não matou ninguém e cujo motivo não estava completamente claro.

Manson quando foi preso e pouco antes de sua morte

Uma das hipóteses de Bugliosi sobre os verdadeiros motivos dos assassinatos foi que Manson, um músico frustrado, ordenou que Watson matasse todos que estavam no número 10050 da Cielo Drive porque essa era a antiga residência do produtor musical Terry Melcher, filho da atriz Doris Day. O executivo não vivia mais lá, mas anos antes tinha brincado com a ideia de gravar e lançar a música de Manson. O assassinato do casal LaBianca era, argumentou, apenas uma encenação para reforçar seus supostos motivos diante de seus seguidores.

Charles Manson e os quatro assassinos foram condenados à morte, sentença que depois foi reduzida para prisão perpétua quando foi anulada a execução de criminosos no Estado da Califórnia. Em 19 de novembro de 2017, Charles Manson morreu de causas naturais no hospital Mercy de Bakersfield (Califórnia). Tinha 83 anos e estava havia quase meio século na prisão.

FERNANDA CABALLERO|ANA TERESA ROCA/EL PAÍS