Academia de Letras de Rondônia passa a ser sediada na Francisco Meireles

Por meio de uma parceria firmada entre a Prefeitura e a Academia de Letras de Rondônia (Acler), a Biblioteca Municipal Francisco Meireles passa a tornar-se um espaço privilegiado para o contato da população com os escritores de importantes obras sobre a formação e o desenvolvimento da cidade de Porto Velho. O acordo foi anunciado esta semana pelo diretor da Biblioteca, Adson Kleber, estando presentes os acadêmicos Dante Ribeiro (presidente), William Martins (vice-presidente), Yêeda Borzacov, Lúcio de Albuquerque, Samuel Castiel Júnior e Abnael Machado de Lima.

De acordo com Willian Martins, a antiga sede da Academia, na Biblioteca Pontes Pinto, foi destinada para uso da Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan), dessa forma, as reuniões passaram a ser realizadas nas residências dos acadêmicos. “Quando soubemos que a Francisco Meireles havia sido restaurada, resolvemos procurar o Adson com a proposta de que a Acler pudesse ter aqui um lugar permanente. A proposta foi bem acolhida e agora aguardamos somente a elaboração dos termos do convênio com a Secretaria Municipal de Educação (Semed) para sabermos se a sala nos será consignada apenas durante o mandato da atual Gestão Municipal ou por tempo indeterminado”, explicou.

Dante Ribeiro declarou perceber melhor acolhida à Acler por parte das instâncias de governo. “Pela primeira vez a Academia se sente realmente prestigiada pela Prefeitura com a destinação desta sala. O Governo do Estado de Rondônia, também neste ano, surpreendeu ao apoiar nossa presença na Bienal do Livro, na cidade do Rio de Janeiro. Foi alugado um stand e cedidos servidores para o atendimento. Agora, a Prefeitura possibilita voltarmos a ter nosso espaço próprio. Creio que esses gestos sinalizem uma melhor atenção para uma instituição que trabalha pela intelectualidade no estado há mais de vinte anos”, ressaltou.

Doações de ar refrigerado e de outros equipamentos foram conseguidos e a 17ª Brigada de Infantaria de Selva, por meio do comandante General Ubiratan Poty, assumiu o compromisso de cooperar com os trabalhos de reforma. Assim, a sala poderá acolher todo o acervo da Acler e, diariamente, quem quiser consultar algum acadêmico  sobre assunto referente à sua produção literária ou sobre outros pontos concernentes às atividades da Academia poderá ser atendido. As reuniões ordinárias acontecerão mensalmente no espaço do auditório. Outras atividades estão sendo pensadas, incluindo a que está em fase de conversação com a presidente da Fundação Cultural (Funcultural), Jória Lima, que propõe a realização de um Café Literário Mensal.

A Academia, segundo explicou Dante Ribeiro, tem realizado muitos eventos culturais e lançado diversos livros ao longo dos últimos cinco anos, embora lute contra a falta de recursos. “Temos tido grandes dificuldades com espaço para a realização de eventos. Anualmente, tem acontecido uns quatro ou cinco lançamentos de livros. No dia 1º de novembro próximo, será lançada uma nova obra da professora Sandra Castiel, que também é acadêmica.

O lançamento está marcado para acontecer na Ivan Marrocos, porque não tínhamos ainda este espaço. A partir de agora, todos os nossos livros serão lançados aqui. É possível também que implementemos um novo serviço, o de submissão de trabalhos para que novos livros sejam lançados com a chancela da Academia. Talvez possamos fazer isso por meio de um edital anual para escritores interessados em terem seus trabalhos analisados pelos acadêmicos. Podemos pensar num sistema pelo qual a obra seja identificada não por nome, mas por numeração, de forma que não exista possibilidades de preferências, simpatias ou antipatias influírem nesse trabalho”, destacou Ribeiro.

Entre as atividades pensadas para tornar a presença da Acler bastante dinâmica na Biblioteca, Yêda Borzacov propõe a realização de uma atividade sobre a vida e a obra de Francisco Meireles, que é também patrono da Academia. “Há também outros nomes que podem ser homenageados. Nomes que ficaram pouco conhecidos do grande público, mas que realizaram trabalhos interessantes pelo estado e pela cidade de Porto Velho” afirmou.

Para o diretor, Adison Kleber, todos tem muito a ganhar com a presença da Acler na Biblioteca Francisco Meireles. “É uma honra receber aqui esses escritores tão importantes para a cultura do estado e do município. A Biblioteca tem muito a ganhar com o trabalho deles. Valorizar os escritores é uma das funções de uma biblioteca, mas neste caso específico, significa para nós também a realização de uma grande satisfação, porque esses escritores têm influência muito positiva na nossa própria formação como leitores da literatura local, assim, é muito grande a nossa satisfação com este momento”, finalizou.

Prefeitura recupera Linha Transpurus

Com apenas 20 dias de trabalho, a prefeitura de Porto Velho, através da Coordenadoria Municipal de Estradas Rurais, já recuperou quase a metade dos 80 quilômetros a serem beneficiados no Vale do Igarapé do Índio, na margem esquerda do Rio Madeira. O trabalho foi concluído nos ramais São Bernardo, Quatro Olhos e Imigrantes, totalizando 33 quilômetros. Nos próximos dias a prefeitura finalizará as obras nos ramais do Índio, Guerreiro e Receba.

O coordenador municipal de Estradas Rurais, Dione Barros, disse que as equipes estão trabalhando mesmo debaixo de chuva. Foi assim que conseguiram a recuperação de 19 quilômetros do Ramal São Bernardo, 7 quilômetros no Quatro Olhos e outros 7 quilômetros no Ramal Imigrantes. “Fizemos uma pausa nas obras da região para atendermos uma situação de emergência na Linha Transpurus”, explicou.

Barroso informou que a recuperação dos trechos críticos da Linha Transpurus começou no último sábado (26), e segue até o final desta semana. Segundo o coordenador, a estrada tem mais de 20 quilômetros de extensão e está com vários pontos críticos, ao ponto de impedir a circulação do transporte escolar. “Além da drenagem das águas pluviais, temos que encascalhar, mas o transporte escolar já está normalizado”, declarou.

Após concluir os trabalhos na Transpurus, as equipes retornam ao Vale do Igarapé do Índio para terminar os serviços nos ramais Receba, Guerreiro e Índio. Somente neste último, 15 quilômetros de pontos críticos serão recuperados. Além da reabertura de estradas, a prefeitura executa obras de drenagem e recuperação de pontes e bueiros.

Outras Obras

Tão logo a prefeitura termine as obras no Vale do Igarapé do Índio, as máquinas seguirão para as Linhas C-10 e C-30, ainda na margem esquerda do Rio Madeira. Na primeira, serão recuperados 8 quilômetros de estrada e na segunda, mais 10 quilômetros. Ao todo, o município de Porto Velho possui 4.840 quilômetros de estradas rurais, localizadas no entorno da Capital e nos distritos.

Nesse primeiro momento, segundo Dione Barroso, a meta é recuperar os pontos críticos para facilitar o transporte escolar e o escoamento da produção. No período de estiagem, a prefeitura vai executar obras de terraplanagem que irão atingir os demais pontos que não receberão obras no período de chuvas.

Sancionada lei que permite venda de bebidas em postos de combustíveis

Os postos de combustíveis de Porto Velho vão poder comercializar novamente bebidas alcoólicas. A medida passa a valer depois que a lei sancionada pelo prefeito Mauro Nazif entrar em vigor com a publicação no Diário Oficial do Município. A lei, proposta pelo vereador Everaldo Fogaça (PTB), altera os artigos 1º e 3º da Lei Municipal nº 1.949/2011, de autoria do ex-vereador Elizeu da Silva (PT), que proibia a venda de bebidas alcoólicas nos postos de combustíveis. Com a alteração dos dispositivos, a venda fica liberada, mas o consumo e exposição de bebida alcoólicas, previstos na lei anterior, continuam proibidos. Os dizeres da placa que deve ser afixada nesses estabelecimentos também foi alterada passando a ser “Proibido o consumo de bebidas alcoólicas neste local”. Com a permissão da venda, o artigo 2º, onde constavam as penalidades a quem infringisse a determinação anterior, deixa de existir.

O ato de sanção da lei foi acompanhado pelos vereadores Chico Lata (PP), Edemilson Lemos (PSDB), Cláudio da Padaria (PC do B) e Everaldo Fogaça, além de empresários do setor e representantes do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Rondônia (Sindpetro/RO). “Essa discussão iniciou em Brasília, no Congresso, e eu participei dela como deputado federal. E já naquela época me posicionei favorável por entender que era uma proibição injusta, pois no perímetro urbano, existem inúmeros supermercados que também comercializam bebidas alcoólicas”, lembrou.

O autor do projeto de lei, vereador Everaldo Fogaça, afirmou que tomou a iniciativa de apresentar a proposta, depois que foi procurado por um grupo de empresários do setor. “Na ocasião eles relataram as dificuldades que estavam enfrentando por causa da proibição. Até demissões estavam ocorrendo. A nossa iniciativa de autorizar a venda de bebidas alcoólicas nos postos de combustíveis foi para garantir os postos de trabalho das pessoas ameaçadas de perder o emprego”, disse.

Eduardo Valente, secretário executivo do Sindpetro/RO, questionou a autoria da lei que proibia a venda, ao afirmar que não sabia de onde a ideia havia surgido. “Essa medida atingiu não só os empresários, mas principalmente aquelas pessoas que trabalhavam nas lojas de conveniência. Quando a lei entrou em vigor tivemos que demitir de imediato 53 trabalhadores. E se a proibição fosse mantida, corríamos o risco de perder mais 240 postos de trabalho”, adiantou.

Eduardo Valente afirmou ainda que a venda de bebidas alcoólicas ajuda na composição dos custos dos postos de combustíveis, o que contribui para a redução do preço dos combustíveis na bomba. “Isso acontece porque, quando há um aumento, essa majoração permanece apenas nos primeiros meses. Depois o preço vai baixando gradativamente por causa da recomposição dos custos e nessa composição entra a bebida, que ajuda a reduzir o preço dos combustíveis”, explicou.

Porto Velho vai na contramão do restante do Brasil, diz MP

A Promotora de Justiça do Meio Ambiente, Aidee Maria Moser Torquato Luiz, afirmou nesta sexta-feira, dia 25 de outubro, que o município de Porto Velho está indo na contramão de tudo o que está sendo feito no restante do país para reduzir os números de acidentes de trânsito, ao aprovar lei que permite a venda de bebidas alcoólicas em postos de combustíveis.

Para a Promotora do Meio Ambiente, a lei vai contra o Código Brasileiro de Trânsito e beneficia apenas um setor da sociedade, os postos de combustíveis, cuja atribuição é a venda de combustíveis e não de bebidas alcoólicas. Aidee alerta ainda para os riscos da comercialização de bebidas, com a consequente aglomeração de pessoas nos postos de combustíveis, cujo subterrâneo abriga tanques de combustíveis altamente inflamáveis. “Além disso, o estímulo ao consumo de bebidas alcoólicas sobrecarrega os serviços públicos, porque a polícia tem que reforçar o trabalho repressivo; superlota também as delegacias de polícia e unidades de saúde e o próprio sistema da Previdência, que tem que arcar com pagamento de benefícios para pessoas que ficam debilitadas por causa dos acidentes de trânsito”.

Em setembro, o Ministério Público de Rondônia, por meio das Promotorias de Justiça da Saúde e do Meio Ambiente, recomendou aos vereadores da Câmara Municipal de Porto Velho que não aprovassem o projeto de alteração da Lei Municipal 1.949, de 5 de agosto de 2011, que proíbe a comercialização e consumo de bebidas alcoólicas nos postos de revenda de combustíveis e derivados.

Além de considerar a flagrante inconstitucionalidade da proposta, por ferir os artigos 5º, 6º e 37º da constituição Federal e contrariar artigo 2º da Lei Federal nº 8.080/90 (que dispõe sobre as condições de promoção, proteção e recuperação da saúde), o principal argumento do Ministério Público para que a lei não fosse alterada foram as estatísticas de atendimento do Hospital João Paulo II, que demonstram uma redução no número de acidentes de trânsito desde que a Lei 1.949/90 entrou em vigor.

Antes da promulgação da lei, o índice de acidentes de trânsito no primeiro semestre de 2011, segundo dados do Hospital João Paulo II, foi de 4.182 vítimas. Após a edição da lei, o número de acidentes no primeiro semestre de 2012 caiu para 2.704 vítimas. A tendência de queda nos índices de acidentes de trânsito se confirma nos índices do primeiro semestre de 2013, cujo número de vítimas foi de 2.199.

Câmara aprova projeto que garante voto aberto e vereadores quase saem no tapa

leo brigaO Projeto de Resolução, apresentado pelo vereadores Leó Moraes (PTB), José Wildes (PT) e o presidente, Alan Queiroz (PSDB),  que altera dispositivo do Regimento Interno da Câmara e institui o voto aberto durante decisão de cassação de mandato de vereador foi aprovado por unanimidade, nesta terça-feira, durante sessão da casa.

Porém, antes da aprovação, os ânimos esquentaram entre os vereadores Leo Moraes (PTB) e Edemilson Lemos (PSDB) e a discussão quase termina em briga. 

Leo Moraes disse em seu discurso, minutos antes, que Edemilson Lemos era contrário ao projeto, arrancando aplausos dos estudantes trazidos pelo dirigente do PSTU, professor Jaderson, que superlotaram a plateia da Câmara. Edemilson não gostou de ter o nome citado e se defendeu dizendo que não era contra o projeto, mas sim da forma como ele foi elaborado. 

O vereador Edemilson, no entanto, não se limitou a defender-se e passou também a atacar. Em seu discurso, ele ressaltou que não iria aceitar que “um grupo de quatro ou cinco vereadores se aproveitassem da situação, por serem candidatos na próxima eleição, e usar seu nome para desmerecê-lo”. Nesse instante, o ex-vereador Paulo Moraes, pai de Leo Moraes, levantou da plateia a passou a xingar Edemilson e iniciando o bate-boca.

Edemilson revidou e também disparou: “você me respeite, não devo nada a você”. O vereador interrompeu seu discurso e se dirigiu ao vereador Leo Moraes, chamando-o de moleque. Leo Moraes não se intimidou com a atitude insana do vereador Edimilson e reforçou sua opinião, em favor do voto aberto na CMPV.  Edimilson se descontrolou e o veerador Léo Moraes, apesar da pouca idade mostrou ser mais maduro e com melhor coeficiente emocional que o vereador tucano.

Os vereadores e a segurança na casa interviram na situação e separaram Leo Moraes e Edemilson que já estavam se encarando olho-no-olho, bem próximos de iniciar uma agressão mútua.

O que se tem de concreto era que Edimilson da Dimples realmente tentava articular manobras para atrasar a votação do projeto e retardar a cassação de vereadores envolvidos e denunciados a Justiça durante operação Apocalipse. Com a pressão popular e o chamado “passa cachorro” aplicado pelo vereador Léo Moraes, Edimilson se viu acuado e cessou a manobra que visava beneficiar a banda podre da camara de vereadores de Porto Velho.

Fonte: Rondoniaovivo

EFMM possui esgoto aberto há meses e ainda não foi feito reparos necessários

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Mesmo com eventos realizados com frequência, o local não recebe reparos necessários

As secretarias Municipais de Obras (Semob) e Serviços Básicos (Semusb) realizaram na semana passada uma força tarefa de limpeza e manutenção na Praça Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM) para receber o evento Viradão Cultural que reuniu milhares de pessoas, em 24 horas de evento, nos dias 19 e 20 de outubro. O Viradão contou com a participação de diversas empresas e apoio do poder público.

Nesta segunda-feira (21), a população se deparou com o resultado do trabalho realizado de reparação na EFMM, antes do Viradão Cultural. Durante muitos meses o estacionamento da praça possui um esgoto a céu aberto, podendo contaminar diversas crianças que brincam no local, além do mau cheiro. Ainda na Praça, deparamos com vários locais necessitados de reparos e instalações adequadas para visitação livre da população, inclusive o lugar não possui um banheiro público devidamente instalado, raramente existem alguns banheiros químicos nos finais de semana.

A prefeitura Municipal, responsável através da Semob e Semusb não se pronunciou sobre os casos das valas expostas há meses, e mesmo depois de uma reparação no local realizada para receber um evento de grande porte, a administração municipal não desempenhou nenhuma restauração do ambiente. Os responsáveis por cada secretaria não se encontraram e os demais não podiam se pronunciar.

A EFMM é um patrimônio histórico da União, sendo de responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) fiscalizar, mas a gestão administrativa é de responsabilidade da Prefeitura Municipal através de uma concessão cedida desde 2007, permitindo que a área pertencesse a Prefeitura por 20 anos. Danilo Curado, superintendente do IPHAN, afirma que o Instituto já notificou a Prefeitura sobre os casos dos reparos no local, principalmente sobre o esgoto a céu aberto.

Veja as demais fotos:

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Quem precisa estacionar o carro na Praça, encontra um esgoto a céu aberto no local

 

 

 

 

 

 

 

 

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O banheiro do local está interditado

 

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Segundo o IPHAN, a Prefeitura já foi notificada sobre o caso

 

 

Osvaldo Cruz realiza mutirão de cirurgias oftalmológicas

A dona Ana Maria, de 63 anos, mora no bairro Embratel, em Porto Velho, é diabética, já perdeu parte da visão e agora vai fazer a cirurgia, “eu já sofro muito por que não enxergo direito, me consultei na Policlínica Osvaldo Cruz e soube que poderia recuperar a minha visa. Deixei meus dados para ser chamada no momento que fossem realizar o procedimento, quando me ligaram eu nem acredite, fiquei tão feliz, eu já vou operar neste final de semana e sem pagar nada por isso”, disse a paciente.

A secretaria estadual de saúde, através da Policlínica Osvaldo Cruz , está realizando nesta sexta-feira, 18, um mutirão de cirurgias oftalmológicas de vitrectomia, cirurgia realizada no tratamento de várias doenças, entre elas o deslocamento de retina simples e complicado, membranas e piretinianas,  entre outras.

De acordo com o diretor geral da POC, Kenner Granado, esta é mais uma etapa do mutirão de cirurgias. São cerca de 250 pacientes que serão submetidos  ao procedimento. “Os pacientes passaram por avaliação, fizeram todos os exames necessários para a cirurgia,  em seguida foi feito o agendamento onde eles aguardaram em suas casas até o momento  de serem chamados”, ressalta o diretor da POC.

Os procedimentos serão realizados a partir deste  sábado no hospital de Base Ary Pinheiro, por uma equipe médica especializada.

Bairro Ulisses Guimarães vai ter feira livre aos domingos

Através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Socioeconômico e Turismo (Semdestur), a população de Porto Velho, a partir do próximo domingo (20), vai contar com a opção de mais uma feira livre. O bairro Ulisses Guimarães é o novo ponto de compra de produtos frescos. A feira será instalada na Rua Blumenau com Estrada dos Periquitos, tendo sua exposição finalizada na Rua Bola Sete.

Inicialmente, cerca de 40 feirantes deverão expor seus produtos. O número deve ser ampliado num segundo momento, quando a feira passar a funcionar também aos sábados. De acordo com Eduardo Rauen, a nova feira atende a uma solicitação dos moradores da região. “Queremos proporcionar um canal de escoamento da agricultura familiar, além de facilitar o acesso a aqueles que preferem os alimentos mais frescos. Ganha quem compra, pela opção de escolha de produtos naturais, na maioria sem agrotóxicos e quem vende, afinal, estaremos contribuindo para a geração de renda dos trabalhadores rurais ”, comentou o  secretário adjunto da Semdestur.

Ainda segundo Rauen, a exemplo das demais que ocorrem em diversos pontos da cidade de terça a domingo, a comercialização será setorizada e com barracas padronizadas. “Iremos manter a qualidade e a garantia de higiene com a utilização de 6 tendas fornecidas pela prefeitura”, concluiu.

Inscrições para casas populares encerram dia 19

A Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas) alerta para o prazo final de  inscrições das 4 mil moradias do Residencial Orgulho do Madeira, que está sendo construído na zona leste da capital.
O atendimento para realizar as inscrições será até o dia 19 (sábado)  na casa de eventos Talismã 21, localizada na avenida Mamoré, no horário das 8h as 17h até sexta-feira e no sábado das 8h as 12h.
O secretário Márcio Félix, da Seas, estará visitando o local das inscrições (Talismã 21), nesta quinta-feira, 17, a partir das 15 horas, quando poderá prestar maiores esclarecimentos à imprensa sobre o programa e as inscrições efetivadas.
(imagem ilustrativa)

Prefeitura realiza estudo sobre mobilidade urbana

A Prefeitura de Porto Velho está realizando um grande estudo sobre mobilidade urbana na cidade, tendo como principais pontos para análise o transporte público, o trânsito, as calçadas e as ciclovias. Cerca de 50 agentes, entre servidores municipais e profissionais da Logitrans, empresa contratada para dar suporte técnico aos trabalhos, estarão envolvidos com levantamentos, entrevistas, pesquisas e análises de dados até o dia 30 de novembro, quando os resultados devem ser encaminhados à Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito (Semtran), órgão responsável pela coordenação geral das atividades.  A Logitrans é uma empresa sediada em Curitiba e desde 1997 tem realizado relevantes estudos sobre transporte e mobilidade urbana em mais de duzentas cidades brasileiras.

Seus serviços na Colômbia e no México mereceram grande reconhecido e ela também tem atuado em outros dez países. “A empresa, portanto possui grande experiência nesse ramo”, esclareceu Carlos Guimarães, secretário adjunto da Semtran.

Transporte Público

Na sexta-feira (11) encerrou-se o estudo denominado Interesses de Viagem. Esse tipo de pesquisa é realizada por meio de entrevistas diretas aos usuários com a finalidade de se levantar as  principais linhas de deslocamentos da população. “Os dados serão analisados por meio de um software que transforma as informações numa nuvem de pontos e passa a fazer toda a modelagem das linhas. Ele também calcula o tempo de deslocamentos nos trechos mais importantes segundo os interesses da população. A partir dessas informações serão geradas proposições quanto à criação de novas linhas, formação de novos corredores e necessidades de possíveis aumentos de frota para atender a pontos especificados como de maior interesse”, explicou Ricardo Alexandre, engenheiro residente da Logitrans. Ele também ressaltou que uma nova modalidade de pesquisa se inicia na terça-feira (15) para observar se as empresas de ônibus estão cumprindo seus horários e qual o nível de lotação dos ônibus. Será verificado em quais linhas e horários eles estão mais cheios ou mais vazios e se há quantidade suficiente, insuficiente ou além da medida necessária para aquelas linhas e horários.

Calçamento

Segundo Vinícius Albuquerque, arquiteto e técnico do Departamento de Gestão Urbana da Secretaria Municipal de Planejamento (DGU–Sempla), para os estudos sobre as calçadas estão sendo feitos levantamentos topográficos com o intuito de conhecer os principais tipos de obstáculos. O propósito final é um padrão para as calçadas da cidade em conformidade às Leis Nacionais de Transporte. “Estamos utilizando ferramentas de última geração para fazer o mapeamento das calçadas. Num trecho de rua são identificados postes, bocas de lobo, a curvatura do meio fio, as lixeiras, enfim, os diversos tipos de barreiras que existem. Após as análises, vamos apresentar um projeto para um traçado adequado segundo as divisões corretas em área de serviço, passeio e acesso”, informou o arquiteto, que também explicou que área de serviço é onde ficam aparelhos públicos como postes, orelhões e lixeiras e outros, área de passeio são os espaços em que não pode haver nenhum tipo de obstáculo porque servem para a passagem livre das pessoas e área de acesso são os espaços de ligações dos terrenos com o passeio.

Os estudos sobre as calçadas devem promover grandes mudanças na cidade. O município já dispõe de recursos federais para iniciar as obras de calçamento e também poderá contar com a arrecadação de taxas para o provimento financeiro das obras. “Isso ainda será tratado devidamente pelo prefeito no momento oportuno. De nossa parte, queremos concluir tudo até o dia 30 de novembro, a fim de que os projetos básicos sejam encaminhados. Após isso, a Prefeitura deve entrar na fase de licitação para as obras”, destacou Guimarães.

Ciclovias

Na pesquisa sobre ciclovias, observou-se que a única existente num trecho da Rua José Vieira Caúla entre Guaporé e Mamoré, e que segue pela Mamoré até a Rio de Janeiro, não tem sido utilizada pelos ciclistas. Existem também duas ciclofaixas, uma na Rua Raimundo Cantuária e outra num trecho da Estrada de Santo Antônio, entre o Cemitério e o Residencial Tom Jobim. “A única ciclovia da cidade tem sido vista como se fosse uma extensão da calçada. Entre os 9.800 metros de vias para atender ciclistas, muito pouco têm tido uso adequado. Os estudos estão sendo feitos para que se possa propor a ampliação dessa malha”, ressaltou Albuquerque.

“A observação do perfil de uso é um tipo de levantamento pelo qual se pode perceber como as pessoas utilizam as bicicletas como meio de transporte. Pelo que se percebeu, quase sempre o uso é localizado nas áreas próximas às residências. Não se tem observado muito a utilização delas para idas à área central da cidade. O estudo leva em consideração questões como o clima, a proximidade dos locais de trabalho e das escolas e ainda outros fatores importantes para se pensar numa malha viária apropriada aos padrões de Porto Velho. Tradicionalmente, o trânsito não tem acolhido bem ao ciclista, por isso é preciso pensar também numa educação apropriada para o acolhimento desse público”, frisou o engenheiro da Logitrans.

Trânsito

Nos estudos gerais sobre as condições do trânsito estão sendo levantados os pontos críticos da cidade, os cruzamentos com maior incidência de acidentes e a contagem volumétrica de veículos. Simulações sobre como poderiam ser mudados o sistema semafórico, aplicados sistemas rotatórios ou sobre outras medidas que poderiam ser adotadas são realizadas por meio dos programas disponibilizados no estudo, que também apontam as melhores alternativas.

“Segundo as observações realizadas até este ponto, os maiores entraves para a mobilidade urbana podem ser apontados com a precariedade do transporte público, a obstrução de calçadas e a deficiência de educação no transito. A questão da educação envolve desobediência às leis, comportamento inadequados como parar em filas duplas, fazer ultrapassagens arriscadas enfim, muito dessas atitudes  precisariam ser modificadas para a melhoria geral do trânsito em Porto Velho”, observou Éverton Kemp, coordenador de Trânsito, da Semtran.

Ainda de acordo com as previsões dos técnicos, os estudos devem levantar algumas resistências por envolverem interesses muito diversificados, mas acredita-se que a população deverá apoiar as mudanças assim que começarem a perceber melhoras no conjunto da mobilidade urbana. O prazo de entrega das análises, relatórios, orçamentos parciais e proposições de mudanças é no dia 30 de novembro, quando tudo será  encaminhado definitivamente à Semtran.

Murilo Braga muda novamente de prédio

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Atualmente a estrutura da escola está sendo totalmente refeita

Foi dado inicio nesta segunda-feira (14) a mudança novamente da E.E.E.F.M. Murilo Braga para um novo local temporário. Com paralisações desde o dia primeiro de outubro, devido uma reforma no sistema de segurança contra incêndio no prédio do Iesb, onde a escola estava instalada desde 2011, a Escola Estadual Murilo Braga vai funcionar no prédio do Colégio Estadual Padre Moretti, recentemente reformado.

Desde que o prédio do Murilo Braga, localizado na esquina da Avenida Sete de Setembro com Brasília, foi desativado para reconstrução, em 2011, as aulas do Ensino de Jovens e Adultos (EJA), foram suspensas devido a falta de horário disponível, pois o Iesb,  possui aulas noturnas de ensino técnico.

A falta de um local específico para a continuidade das aulas gera um atraso no ano letivo dos alunos.  Os pais costumam reclamar a falta das aulas e a direção admite que essa mudança ocasionam  atrasos de  pelo menos dez dias letivos, sendo obrigados a repor em horários extras. O encerramento das aulas está previsto para o dia 18 de dezembro. Entre as preocupações no atraso das aulas, está nas conseqüências do descontinuo do ensino-aprendizado dos alunos e os projetos escolares. “A falta de aulas quebra o ritmo do trabalho, frusta os alunos e prejudica a aprendizagem”, afirma a diretora, Josenice Johnson.

Estrutura

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O Governo possui um projeto arrojado para o novo prédio da escola

A Escola Murilo Braga, uma das escolas mais antigas de Porto Velho, possui 575 alunos do Ensino Fundamental I e II e o primeiro ano do Ensino Médio. Com as mudanças de prédio, as aulas do EJA foram comprometidas, obrigando os alunos mudarem de escola, ou simples mente desistirem. Além disso, há muitas reclamações da demora da conclusão do prédio da escola, que já dura dois anos. “Temos alunos do EJA que estão esperando a reativação do antigo endereço para voltar aos estudos”, diz a diretora. Mas apesar do desconforto, o projeto arrojado da escola em construção, cria uma expectativa positiva para a comunidade escolar. De acordo com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), o novo prédio do Murilo Braga será concluído apenas ano que vem.

Investimentos

O Governo do Estado de Rondônia, através de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), está investindo aproximadamente R$ Oito Milhões e Quatrocentos Mil na construção do novo prédio, estando previsto para inauguração em novembro de 2014. A nova escola terá capacidade para 1200 alunos.

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Apesar de todos os problemas de ensino-apredizado com a interrupção das aulas, a entrega da escola sé será feita em 2014