PP, MDB e PSDB vão sofrer as maiores baixas no troca-troca de legendas

Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Leia a coluna Resenha Política, de Robson Oliveira

 MENTIRA

As versões dadas pelo governador coronel Marcos Rocha e pelo seu Secretário de Educação Suamy Vivecananda, em face à censura dos livros clássicos da literatura brasileira, são tão absurdas quanto o ato da violência em mandar recolher as obras. Primeiro alegaram que a notícia era uma Fake News – bordão que os governistas adotaram para se esquivar de explicar fatos -, segundo, desmentidos pela lista de autores censurados que a mídia conseguiu acesso, inventaram a desculpa esfarrapada de uma suposta conspiração de “fogo amigo”. Por último, anunciaram à imprensa que era uma lista prévia e sem assinatura. Lorota. Diz o adágio popular: mentira tem pernas curtas.

OBSCURANTISMO

A lista com as obras censuradas existe, foram listadas como “inadequadas” ao ensino médio, embora façam parte da bibliografia dos exames vestibulares. O coronel, nas redes sociais, na maior desfaçatez, abordou o assunto de forma reflexa e voltou a repetir aquele discurso atrasado dos seus gurus ideológicos sobre leituras impróprias para as crianças com menção a sexo, entre outras.

COGNIÇÃO

Pura desfaçatez do coronel, aliás, aguardou dois dias, escondido e calado, para abordar a crise, porque o ensino fundamental está a cargo municipal. O médio, que é o caso, é de responsabilidade estadual e os adolescentes devem e têm que ler toda a literatura disponível para formação cultural e pessoal. Não há registro de obra, a exemplo de Kama Sutra, na grade curricular estadual que exija uma comissão de “notáveis” para censura prévia. A lista da Seduc revela algo pior: não conhecem as obras, caso conheçam, leram a versão em sânscrito, o que teria complicado o entendimento cognitivo dos censores.

TREVAS

Tão grave quanto a censura em si, é a outra versão de que o titular da pasta, professor Suamy Vivecananda, não sabia quais as obras que constavam da lista a ser indicada como inapropriada para os alunos da rede estadual. Euclides da Cunha – militar, jornalista e engenheiro foi o primeiro a se embrenhar pelos sertões para escrever a memorável reportagem que virou best seller – Os sertões-, Mário de Andrade com nosso herói mau caráter eternizado na obra Macunaíma e o clássico americano escritor Edgar Allan Poe, entre tantos outros. Não há desculpa, perdão ou como minimizar os fatos que ensejaram nessa estúpida lista. Em O Corvo, Allan Poe tasca: ” ‘Tens o aspecto tosquiado’, disse eu, ‘mas de nobre e ousado, Ó velho corvo emigrado lá́ das trevas infernais!’ ” Ao instituir uma comissão censora, Suamy optou por endossar as trevas, negando o seu currículo de professor em tempo de João Bento. Amenizar tal opção é tolerar o intolerável. Pouco importa o autor da famigerada lista, temos que repudiar é sua existência para que nunca mais tamanha calhordice seja aceitável, especialmente por quem se julga educador.

REVOADA

Em trinta dias começam as mudanças dos partidos pelos prováveis candidatos às eleições municipais de outubro. Já há muita gente apalavrada para mudar de partido e, em off, a coluna descobriu que o PP, MDB e PSDB vão ser a legendas que sofrerão as maiores baixas. Prefeitos, vereadores e caciques estão de malas prontas para trocar de partido.

INDECISÃO

Há uma expectativa em relação ao anúncio da eventual confirmação do prefeito da capital na candidatura à reeleição. É verdade que Hildon Chaves ainda resiste em definir a candidatura e prometeu decidir após o carnaval. Acerta no pule de dez que nem no carnaval, nem na quaresma o prefeito da capital anuncia sua decisão. Caso cometa este erro primário, antecipa o processo ou sela o fim da sua administração. A indecisão faz parte do jogo, saber jogá-lo é coisa para profissional. Quem diz que é candidato hoje, não é amanhã. O inverso também é verdadeiro. Na política o imprevisível, às vezes, é de uma previsibilidade atroz.

DESCARTÁVEIS

Já há muitos pré-candidatos a prefeito que exageram com seus embustes nas mídias digitais. No Face, por exemplo, aparece cada figura fazendo todo tipo de bobagem para aparecer. Até as convenções as pré-candidaturas são estimuladas pelos caciques para atender aos interesses inconfessáveis desses dirigentes partidários. Nas convenções, quando os interesses pessoais sobrepõem, alguns desses inocentes úteis (pré-candidatos) são descartados sem muito pejo. Quem é do ramo da política sabe: candidato de verdade é aquele que tem um partido para chamar de seu.

||+destaques

Deputado de Rondônia leva “pito” de Bolsonaro, “convido quem eu quiser”

Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Leia a íntegra da coluna Resenha Política, de Robson Oliveira

REARRUMAÇÃO

O ex-prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires (PSB), em conversa descontraída com este cabeça chata, revelou que pretende observar o desenrolar das eleições municipais sem  apoiar nenhum candidato abertamente. Disse que vem conversando com vários grupos políticos, em particular com Expedito Junior (PSDB), papos visando as eleições de 2022. Não descartou deixar o PSB e, na hipótese de sair, há o convite para ingressar no PSD. Jesualdo foi o prefeito de Ji-Paraná mais bem avaliado e disputou as eleições de 2018 a uma vaga senatorial em que obteve uma boa votação.

TORMENTA

O livro da jornalista Thaís Oyama, Tormenta, lançado recentemente, em que narra crises, intrigas e segredos, em um ano do governo do capitão Jair Bolsonaro, em suas páginas 68 e 69, dedica um chega para lá do capitão ao coronel e deputado federal rondoniense Chrisóstomo (PSL). De acordo com a autora, na primeira reunião com a bancada do PSL o deputado de Rondônia perguntou porque o presidente levava somente o deputado federal Hélio Negão nas viagens presidenciais. Irritado, Bolsonaro respondeu: “Ô deputado, o senhor me desculpe, mas eu convido quem eu quiser”. Quem assistiu à cena percebeu que o coronel ficou atormentado com a resposta ríspida.

ESTRELATO

O deputado federal Léo Moraes conseguiu ser indicado a novo líder do PODEMOS na Câmara Federal, na última segunda-feira, quando o Congresso retornou do recesso. O parlamentar rondoniense, portanto, passa a compor o grupo de parlamentares que compõe o colégio de líderes. Cabe ao seleto grupo de parlamentares definir toda as pautas de votação, além das indicações dos membros das comissões permanentes. Léo deixa o baixo clero para estrear entre os deputados federais do alto clero que conduzem as votações da Câmara Federal. Antes, somente o ex-senador Valdir Raupp conseguiu a proeza de liderar a bancada no Senado Federal.

CASCATA

Partidários do deputado federal Mauro Nazif (PSB) espalham por aí uma suposta pesquisa – suposta porque os números apurados são duvidosos – onde ele desponta como candidato a candidato competitivo a prefeito da capital. Nazif nunca tornou público o desejo de retornar à administração municipal, mas seus partidários forçam a barra espalhando percentuais irreais. Embora atualmente com um desempenho razoável na Câmara Federal, na municipalidade foi o maior desastre. A candidatura é cascata. Aposto!

OPORTUNISTAS

É impressionante como em temporada eleitoral aparecem candidatos enrustidos falando em nome de tudo e todos. Nada do que eleição para os oportunistas aparecerem como salvadores da pátria. Fazem qualquer coisa para aparecer, nem que seja passar por ridículo aos olhos do povo. Há aqueles que continuam com os métodos arcaicos das caneladas, embora o eleitor esteja tão incrédulo que nestas eleições a abstenção e o voto nulo correm o perigo de serem maioria.

AVACALHAÇÃO

As eleições estão tão avacalhadas que um candidato a candidato a prefeito que preside uma associação de chifrudos anunciou a pretensão de administrar Porto Velho. Mesmo sendo pessoalmente um cara de boa verve, Pedro Soares aborda as pessoas com as quais se relaciona em tom folclórico e vai logo avisando que dispõe de vagas para vereadores. Dificilmente ele próprio leve a sério a suposta candidatura até as convenções, mas vai ajudar a avacalhar um processo envolto a muita desconfiança de esculhambação.

CONVITES

Apesar das resistências contrárias dos familiares, o desembargador Walter Waltemberg está avaliando com certo entusiasmo colocar o nome como candidato a candidato a prefeito. Inicialmente chegou a entabular conversas com o MDB, presidido pelo deputado federal Lúcio Mosquini. Mas foi procurado também por emissários do PSD e Aliança para o Brasil. Valter estabeleceu início de abril para anunciar a decisão, visto que sua aposentadoria das funções de desembargador já está encaminhada.

IRRESPONSABILIDADE

Todas as medidas preventivas adotadas pelo Ministério da Saúde e pelas Secretarias estaduais de Saúde no Brasil são essenciais para conter um surto de corona vírus. Todas as coletivas concedidas diariamente pelos órgãos de controle subordinados ao Ministério da Saúde foram em tom ameno para evitar alarme e pânico junto à população. O Governo Federal tem adotado cautela na divulgação de eventuais casos, bem diferente do tom alarmista adotado pelo Secretário de Saúde de Rondônia, Fernando Máximo, ao anunciar as suspeitas de dois casos no estado. Anúncio que sequer entrou nas estatísticas nacionais. A forma como Máximo anunciou solenemente as tais suspeitas beira a irresponsabilidade.  

MARANHÃO

O governador e ex-juiz federal Flávio Dino, do Maranhão, é hoje o principal nome da esquerda para enfrentar as eleições presidenciais contra o capitão Jair Bolsonaro. Mesmo sendo um governador bem avaliado em seu estado e implementando ações concretas que estão ajudando a melhorar os índices de qualidade de vida dos maranhenses, é na área da educação que o governador tem se destacado ao pagar um salário ao professor da rede estadual acima dos seis mil reais. Não será uma tarefa fácil para a esquerda viabilizar nacionalmente o nome de Dino, mas não é impossível em tempos de redes digitais que criam mitos e destroem reputações.

||Participe de nossa enquete

|||+destaques

Vinicius Miguel virou a “noiva preferida” dos partidos para 2020

Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Confira a íntegra da coluna Resenha Política, de Robson Oliveira

ELEIÇÕES

Chegamos, finalmente, a mais um ano eleitoral que deverá renovar os mandatos dos prefeitos e vereadores. As movimentações políticas já estão em curso e nos próximos dias veremos as mudanças de partidos. Os caciques dos partidos, ressabiados com os resultados surpreendentes das eleições estaduais passadas, procuram nomes novos fora do senso comum para evitarem ser atropelados pelas circunstâncias.

SEDUÇÃO

O professor Vinícius Miguel, atualmente no partido Cidadania, é o mais cobiçado pelas legendas tradicionais em razão da expressiva votação que obteve nas eleições estaduais quando disputou a vaga de governador. Por ter sido mais votado em Porto Velho, é natural que apareça como um dos candidatos favoritos a prefeito. O senador Confúcio Moura (MDB) convidou o jovem professor para ingressar no MDB com a promessa de ser alçado o candidato a prefeito. O convite do senador não foi capaz de seduzir Vinícius que, para escapar do assédio senatorial, exigiu a direção Regional do MDB sabendo que Confúcio Moura não é unanimidade dentro do próprio partido.

SEDUÇÃO II

Emissários do Solidariedade, em nome do ex-governador Daniel Pereira, também procuraram Vinícius Miguel. Assim como o tucano prefeito Hildon Chaves e partidários ligados ao deputado federal Léo Moraes, do Podemos. Ao que parece, o professor Vinícius não vai ceder ao assédio dos caciques para formar chapa como coadjuvante (vice-prefeito). Em política nada é impossível, mas Vinicius revelou à coluna que qualquer conversa sobre coligação majoritária será possível desde que ao Cidadania seja reservada a vaga de protagonista.  

PIJAMA

O desembargador Walter Waltenberg Junior, ex-presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, decidiu antecipar o pedido de aposentadoria da magistratura para cuidar dos interesses pessoais, entre eles, uma eventual candidatura a prefeito da capital. A executiva municipal do MDB, na manhã de ontem (20), reuniu-se com o desembargador e o convidou oficialmente para ingressar no partido e ser o candidato a candidato a prefeito. A proposta inicialmente animou Walter que, após a reunião, confirmou à coluna o convite e revelou que vai avaliar até o início de abril para tomar uma decisão. Mas, vestir o pijama e se recolher ao lar para se dedicar exclusivamente à criação das suas “vaquinhas felizes” não estão nos planos do magistrado.

XERIFE

Outro operador do direito que não descarta entrar no páreo e disputar a prefeitura da capital é o ex-Procurador Geral de Justiça de Rondônia, promotor Heverton Aguiar. Não houve nenhum outro procurador que marcou a passagem no cargo como Dr. Heverton. Sob seu comando, sacudiu as estruturas dos poderes e retirou da vida pública mais de duas dezenas de ocupantes de cargos políticos por desvios de condutas. Enfrentou com destemor organizações criminosas antes intocáveis e não deixou de denunciar pessoas que eventualmente conviviam socialmente. Não será surpresa ele antecipar também a aposentadoria para ingressar no campo que tanto combateu. Medo ele já provou que não tem, embora a política ainda não tenha sido totalmente saneada.

INDECISOS

Os dois últimos candidatos que disputaram o segundo turno das eleições municipais passadas, na capital, Hildon Chaves (PSDB) e Léo Moraes (PTB), ainda não decidiram se vão disputar as eleições deste ano. Os assessores mais afoitos, por razões óbvias, andam se digladiando nas redes sociais como se os dois tivessem definidos. A indecisão de ambos é relacionada a um suposto medo de se enfrentarem; não é esta a questão. O que a coluna apurou é que tanto Léo Moraes (campeão de votos nas eleições de deputado federal) quanto Hildon Chaves (campeão de votos na capital na eleição de 2016), começam a pensar num enfrentamento nas eleições de 2022. Enquanto o calendário político permitir, eles vão procrastinar a decisão, para transtornos dos apaniguados. Quem é do ramo, sabe que a tática é a mais adequada no momento.

SUCATA

Acho a mais absoluta inutilidade as reações agressivas pela indicação do presidente Bolsonaro da atriz Regina Duarte (talentos artísticos incontestáveis) para o cargo de Secretária da Cultura. Não comungo dos preconceitos políticos que a ex-namoradinha do Brasil tem professado, mas compreendo que numa democracia cada um tem o direito de manifestar suas posições políticas livremente, visto que é da essência da democracia posições divergentes. Regina Duarte conhece o ofício artístico como ninguém e terá o desafio de amenizar os impropérios do novo chefe em direção aos colegas artistas. O papel que assumirá é árduo, como rainha da sucata deu show. Corrigir Odorico Paraguaçu das invertidas contra a democracia e os desafetos és o descomunal desafio da talentosa atriz.

FÉRIAS

A coluna retornou das férias ainda em processo de recuperação do escriba cabeça chata, depois de uma queda com luxações no ombro e no cotovelo. A dor ainda é forte e exige muita fisioterapia. Enquanto a dor for suportável, manteremos a atualização todas as terças. A partir de maio, terças e quintas.

+destaques

Novos áudios podem anular operações da Polícia Civil de Rondônia

Político – ::Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Leia a coluna Resenha Política, de Robson Oliveira

UNANIMIDADE

Dificilmente o jornalismo rondoniense registrará em sua história um profissional da comunicação, e ao mesmo tempo patrão, com o perfil do jornalista Euro Tourinho. O falecimento do jornalista abre uma lacuna que deixará muita saudade pela dignidade, integridade e honradez. A vida profissional do seu Euro se confunde com a história de Rondônia. Eis um cidadão que merece todas as homenagens possíveis por ter sido uma unanimidade em vida e uma unanimidade em seu fim.

ESCOLA

Não cheguei a trabalhar no jornal Alto Madeira – veículo de comunicação da família Tourinho –, mas todos os colegas que com ele labutaram repetiam o apreço e respeito ao patrão. Levou uma vida na maior simplicidade com gestos grandiosos. Seu Euro escreveu uma história densa na imprensa rondoniense e manteve até o final da vida a verve alegre e generosa em relação a todas as pessoas com quem conviveu. Morre um grande jornalista e nasce uma grande inspiração para todos aqueles que vão iniciar na profissão. Esta coluna presta homenagem ao grande pequeno homem e uma eterna reverência ao jornalista. Agora ele se junta no plano superior aos colegas Paulo Queiroz, Ivan Marrocos, Nelson Castro, entre outros.

INCONSTITUCIONALIDADE

O Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional a Lei 4.012/17, do Estado de Rondônia, que proibia a cobrança de ICMS sobre as contas de luz, água, telefone e gás de igrejas e templos religiosos. De acordo com o ministro Alexandre de Moraes, relator da matéria, a norma pretendida não estava amparada pela imunidade tributária, sendo necessário o atendimento aos requisitos estabelecidos pela Constituição para a proposição e trâmite legislativo dessa matéria, como a exigência de lei específica e acomodação das consequências orçamentárias geradas.

CRITÉRIOS

O ministro Alexandre de Moraes apontou também que a Constituição Federal exige que as renúncias de receita sejam seriamente analisadas pelas instituições, acolhendo recomendações internacionais que estimulam a criação de instrumentos de conexão dos gastos tributários com a realidade orçamentária dos governos.

DANDO QUE SE RECEBE

Embora o presidente Jair Bolsonaro tenha sido eleito com um discurso de combate aos malfeitos e ao toma-la-dá-cá entre o poder executivo e legislativo – prática conhecida como “é dando que se recebe” -, a Casa Civil da Presidência da República tem negociado em surdina com os membros do Congresso Nacional nomeações de apaniguados para órgão públicos como medida eficaz na aprovação das matérias que tramitam na Câmara Federal e Senado Federal e que são de interesse do presidente.

PERPLEXIDADE

Os novos áudios que expõem uma disputa fratricida no interior de parte da Polícia Civil têm deixado operadores do Direito perplexos. Um magistrado em contato com a coluna, sob o anonimato da fonte, revelou que os fatos noticiados podem contaminar operações em andamento. Além de exigir daqui pra frente dos julgadores uma análise mais rigorosa dos pedidos formulados pelos delegados para quebra de sigilos telefônicos de investigados.

GRAMPO

Na hipótese de uma investigação rigorosíssima para apurar eventuais desvios de agentes públicos em investigações, com perícia da engenhoca denominada de “Guardião”, a conclusão tende a ser um escândalo nacional. Esta informação foi dada à coluna por uma fonte que trabalhou em operações da mesma natureza.

MARMITA

Sempre termina em relações indigestas a mistura entre “badeco” com o mundo político. Quando esses dois mundos sentam na mesma mesa terminam se lambuzando e provocando restrições de ir e vir em decorrência da divisão dos dividendos do que relação com menu servido. De longe já dá para escutar o som do relógio batendo.

ESTUPIDEZ

Não há e nem nunca houve um registro criminal de que nas dependências das Universidades Federais tenha havido cultivo de maconha, conforme declarou o ministro da educação no alto da sua estupidez. Há um movimento concreto de desmoralização das universidades federais visando que sejam privatizadas. A mesma classe média que hoje aplaude esta desmoralização é a mesma que se formou e tem seus filhos cursando em federais pagos pelo contribuinte e ainda não se apercebeu do golpe que está em andamento para acabar com a gratuidade do ensino superior. Droga de verdade é quem se junta a essa casta de estúpidos para aplaudir tamanha insanidade.

POSSE

Os desembargadores Marcos Alaor Grangeia e Alexandre Miguel assumem, nesta sexta-feira, às 17 horas, presidência e vice, respectivamente, do Tribunal Regional Eleitoral. São dois grandes juízes, professores e intelectuais. A coluna agradece o convite recebido.  

LEIA TAMBÉM

Marcos Rogério, o “Rolando Lero” do Senado Federal

Político – ::Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Leia a íntegra da coluna de Robson Oliveira, Resenha Política

VAZA OCO

Continuam a os vazamentos de conversas entre autoridades policiais civis e membros do Ministério Público rondoniense sobre a operação “Pau oco”, envolvendo servidores públicos, políticos e madeireiros em supostos malfeitos. No entanto, os vazamentos revelam o outro lado da moeda, qual seja, a forma ortodoxa (para não dizer algo pior) que agentes públicos eventualmente utilizam para investigar crimes, aparentemente à margem dos dispositivos constitucionais. Nos bastidores há quem diga que novas revelações ainda vão provocar muito furor por aí.

KAMIKAZES

Os áudios da operação Pau Oco que apontam agentes públicos atuando à margem do sistema judicial foram divulgados por um dos seus membros e aparentemente em razão de egos superlativos. Ao que parece, um delegado, membro desse grupo de WhatsApp, onde trocavam informações sobre a operação, decidiu jogar titica no ventilador e expor os métodos ortodoxos que o grupo utilizou para investigar políticos, agentes públicos e madeireiros. Mas, independentemente do resultado final desta autofagia, quem perde são as instituições, visto que nomes de membros do Judiciário, Ministério Público e Polícia Civil aparecem em diálogos nada convencionais.

TRANSPARÊNCIA

Ainda não restou clara a razão pela qual o relator desse processo não determinou a liberação de todo o conteúdo das investigações, haja vista que os métodos utilizados na coleta das provas as tornou contaminadas – pelo menos em parte, conforme áudios vazados. Todos falam e defendem transparência dos atos administrativos e cobram das autoridades a mesma postura, mas nem todos agem com a transparência que as circunstâncias exigem e na hora em que é para que tudo venha à luz, o silêncio e a inércia se impõem. Daí a exposição nas redes sociais contra as instituições públicas que ficam sujeitas à desmoralização. Quando as regras de convivência sucumbem emerge o caos.

FINANÇAS

Embora o coronel governador Marcos Rocha não diga um pio publicamente, mas em particular tem manifestado muita preocupação com o futuro das finanças do estado, os gargalos econômicos herdados com a dívida consolidada consomem um quinhão enorme das finanças rondonienses e o cenário futuro, caso a dívida das estatais não seja renegociada, é tenebroso. Na campanha o tema foi debatido a partir de uma reunião com os candidatos promovida pelo Tribunal de Contas que apontava dias difíceis caso nada fosse feito. E quase nada foi feito até o momento para resolver esta bomba relógio. Aliás, a bomba ainda não estourou em razão das ações políticas feitas pelo governador da época, Daniel Pereira.

SOLUÇÃO

No entanto, a solução depende da vontade política do Governo Federal e da capacidade de articulação do governador rondoniense com as autoridades brasilienses. Na campanha, quando o tema apareceu nos debates, o coronel respondia que já havia conversado com o capitão (Bolsonaro) sobre o assunto e que este (hoje presidente) teria prometido resolver. Chegou a hora do coronel Marcos Rocha cobrar do capitão Jair Bolsonaro o cumprimento da promessa, caso contrário, o tesouro estadual entra 2020 no vermelho. Afinal, a relação de amizade entre os dois, segundo o próprio Marcos Rocha, vem desde academia militar e permite ao que parece uma solução especial do caso por Rondônia.

ESTUPIDEZ

O Ministro da Educação Abraham Weintraub conseguiu nos últimos dias mais visibilidade pelas grosserias do que pela educação ao trocar impropérios pelas redes sociais com súditos comuns da população no último dia 15 novembro, data de aniversário da República. Defensor do retorno à monarquia, o ministro expôs suas opiniões favoráveis à família real e desancou a república. “Uma pessoa que acompanha as postagens do ministro no Twitter respondeu que “se voltarmos à monarquia, certamente você (o ministro Abraham Weintraub) será nomeado o bobo da corte”. O ministro retrucou: “Uma pena. Eu prefiro cuidar dos estábulos. Ficaria mais perto da égua sarnenta e desdentada da sua mãe”.

IDIOTICE

Diante da agressividade da resposta do ministro, outro cidadão, em tom jocoso, disse “ter encontrado o seu bom senso na rua, que mandou-lhe lembranças”. Mais uma vez, o ministro desceu ao rés do chão: “Que bom. Agora continue procurando o seu pai”. Não são palavras que se supõe proferidas por um ministro de Estado, mas por um estupido ou alguém com uma média intelectual abaixo da média mundial; talvez as duas coisas. A ministra Damares (tinder), perto de Weintraub, é uma alteza.

REPRESENTAÇÃO

É impressionante como a representação senatorial de Rondônia caiu e perdeu a força política que um dia conseguiu, até ministro conseguimos emplacar. As principais demandas políticas do estado eram tratadas com mais vigor e mais entusiasmo. Dos três senadores, hoje representando o estado, um passa o tempo viajando pelo mundo em missões oficiais, postando falas sobre suas andanças que em nada contribuem para o desenvolvimento de Rondônia. De tanto fazer pregações vazias ganhou o apelido de “Rolando Lero”. O segundo, ex-governador, vive viajando na maionese: frequenta as mídias sociais com críticas genéricas, especialmente na área de educação, embora, quando administrou, os índices do seu governo na área não tiveram percentuais tão expressivos. O terceiro, devido aos problemas judiciais, optou por concluir o mandato de forma discreta. É a nossa representação no Senado Federal com a menor importância política desde a criação do Estado.

LEIA TAMBÉM

Sistema Guardião pode ter sido usado indevidamente em Rondônia

Político – ::Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Leia a íntegra da coluna Resenha Política, de Robson Oliveira

EXTINÇÃO

A prosperar a proposta do Pacto Federativo enviada pelo Governo Federal ao Congresso Nacional, alguns municípios de Rondônia deixam de existir e retornam à condição de distritos. A proposta de Emenda Constitucional, da iniciativa do Ministério da Economia, sugere que municípios com menos de cinco mil habitantes e arrecadação própria menor do que 10% da receita total sejam incorporados por municípios vizinhos.

INIBINDO

Com a PEC diminuindo municípios brasileiros, conforme os critérios estabelecidos pelo Ministério da Economia, distritos rondonienses, a exemplo de Tarilândia, Extrema e Nova Califórnia, podem esquecer a emancipação política que tanto almejavam pelos próximos longos anos. A PEC inibe as criações de novos municípios. Embora seja um tema que deverá provocar debates acalorados.

BUILT TO SUIT

 A proposta de construção de uma nova unidade de Pronto Socorro para substituir o do João Paulo Segundo, apresentada pela Secretaria de Estado da Saúde, não agrada a princípio a maioria do setor que a coluna assuntou. Segundo Fernando Máximo, secretário da pasta, a nova unidade a ser edificada é através do “built to suit” – termo em língua inglesa, utilizado pelo setor imobiliário para identificar contratos de locação a longo prazo no qual o imóvel é construído para atender aos interesses do locatário, já pré-determinado.

DESVANTAGEM

Quem não concorda com a forma encontrada pela Sesau alega que o método da parceria com a iniciativa privada não é vantajoso para o estado, visto que os gastos com a construção da unidade serão repassados aos cofres do tesouro estadual no decorrer do contrato de locação, mas o imóvel permanecerá incorporado aos bens da construtora.

CRÍTICA

Um conselheiro da Medicina ouvido pela coluna explicou que a construção de uma Unidade Hospitalar na modalidade built to suit é um nicho imobiliário que qualquer construtora com capacidade de bancar a obra vai se interessar porque sabe antecipadamente que o contrato tem tudo para se perpetuar por vários anos, na medida que a estado passa a depender da locação. Razão pela qual critica a opção escolhida inicialmente pela Sesau.

DISPONIBILIDADE

O Tribunal de Contas, que disponibilizou 50 milhões do seu orçamento próprio para o estado iniciar as obras de um novo João Paulo, mesmo não tendo se pronunciado publicamente sobre a proposta da Sesau, aguarda a abertura de uma simples conta bancária para transferir a bagatela. É possível que a Corte de Contas mude de ideia em liberar tais recursos caso a modalidade escolhida pelo governo estadual seja a built to suit.

PERPLEXIDADE

Caiu feito uma bomba nos meios políticos os áudios supostamente atribuídos a um delegado da polícia civil em confidência com outros colegas sugerindo atos ilegítimos na condução da operação “Pau Oco”. A operação foi desencadeada pela GAECO da Polícia Civil a partir de uma investigação que teria em tese desvendado uma organização criminosa atuando no âmbito da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Pelos áudios, parte das investigações estaria contaminada por irregularidades com o condão para anular todo o trabalho, e a extensão dessas irregularidades tem causado perplexidade.

OBSCURANTISMO

Um dos alvos da “Pau Oco”, segundo áudios, era o ex-governador Daniel Pereira. A última operação dessa investigação fez buscas e apreensões dos aparelhos celulares do ex-governador e seu chefe da Casa Civil, nas próprias residências. Segundo o que veio a público pelos vazamentos, a decisão judicial que fundamentou a busca e apreensão teria sido a partir de supostas informações inverídicas. Caso reste comprovada tal manipulação, toda ação revelará a parte mais obscura do estado por transformar alvo uma autoridade de forma covarde e cruel por interesses igualmente até então obscuros.

ALVO

Outro alvo que é possível deduzir com o vazamento é que o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Walter Waltemberg Junior, estaria sendo investigado, embora não restem claros  os motivos pelos quais o delegado dos áudios tenha comemorado a possibilidade de prendê-lo. Aliás, não há, a bem da verdade, nada de concreto que desabone a conduta do magistrado por onde tenha exercido a magistratura nem a docência. Todos têm o direito de não gostar do magistrado e criticar suas decisões, mas o caminho natural para se insurgir contra uma decisão são os recursos judiciais, não o recurso do boato.

REPUTAÇÃO

Quem quer destruir uma reputação espalha uma inverdade que, com as mídias sociais, viraliza em forma de boato. O desgraçado do boato é uma informação falsa que soa como verdade. O pior é que ele (boato) pode surgir ou ganhar forma de alguém próximo, pessoas em quem você convive e, portanto, soa com ares de veracidade. Não são poucas as pessoas que adoram espalhar boatos ou Fake News sem a preocupação com a reputação do semelhante, seja por inveja, seja por desprezo. Daniel Pereira e Walter Waltemberg, desde que apareçam fatos concretos e reais que provem o contrário, foram vítimas da maledicência.

PERÍCIA

Os advogados das autoridades vítimas dos áudios vazados solicitaram perícias nos celulares dos delegados, que, por direito, devem ser deferidas. Deveriam requerer também uma perícia no Guardião – uma engenhoca que bisbilhota o cidadão – já que em tese as investigações não seguiam as normas legais e a engenhoca pode ter sido utilizada supostamente de forma nada convencional para bisbilhotar os alvos.

PRISÃO

A Polícia Federal, que investiga sobre o repasse de R$ 40 milhões para políticos do MDB, requereu hoje a prisão da ex-presidente Dilma Rousseff, e as do ex-ministro Guido Mantega, do ex-presidente do Senado, Eunício Oliveira, do ex-senador Valdir Raupp e do ministro Vital do Rêgo, do TCU. Mas o ministro Edson Fachin não acatou as prisões por não vislumbrar nos fundamentos elencados os pressupostos para decretação de medida extremada. O Ministério Público Federal também não chancelou os pedidos feitos pelos investigadores.

LEIA TAMBÉM

Governo de RO ganhou R$ 50 milhões para o JPII, mas não consegue receber

Político – ::Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Dinheiro foi repassado pelo Tribunal de Contas, mas estado não fez questão de receber até hoje

INCOMPETÊNCIA

Mesmo com o Tribunal de Contas disponibilizando cinquenta milhões de reais do seu orçamento próprio para que sejam investidos na construção de uma nova unidade de saúde na capital, substituindo o atual João Paulo II, o Governo do Estado não consegue abrir uma mísera conta exclusiva para receber os recursos. Por três vezes o Tribunal de Contas do Estado notificou a Sesau para que tomasse as providências necessárias à transferência dos recursos, mas, até agora, nada foi feito.

DESVIOS

Embora a ação do TCE não seja comum aos demais tribunais estaduais, visto que invariavelmente buscam recursos para investir nas suas próprias estruturas, o rondoniense abriu mão de suas receitas para que o estado utilizasse os recursos na melhoria da unidade saúde com a construção de um novo Pronto Socorro, já que o João Paulo virou caso de polícia. É incompreensível a inoperância estadual em não conseguir abrir uma simples conta para que o dinheiro seja depositado. O que o TCE não aceita é repassar a dinheirama para a conta única do estado, em razão de evitar que sejam desviados para outras finalidades.

TÓXICOS

Duas ações policiais feitas na semana passada, apesar de independentes, terminaram se interligando pelo conteúdo das investigações que desvendaram a ação predatória ao meio ambiente de grupos madeireiros e suas extensões com o mundo do tóxico. Avaliando com cuidado tais ações deduzimos que todas as operações foram bem montadas e executadas com um profissionalismo incomum. Sem alardes, as autoridades responsáveis pelas investigações surpreenderam os investigados com resultados exitosos.

PILATOS

Em entrevista a uma emissora de rádio no interior, o coronel governador Marcos Rocha (PSL) lavou as mãos em relação às tarifas exorbitantes que estão sendo aferidas nos relógios que medem o consumo de energia elétrica do rondoniense ao declarar que não tem o que fazer. É absoluta verdade o que disse o senhor governador que não tem como exigir da empresa de energia que baixe suas tarifas. É um setor de responsabilidade do Governo Federal que tem privatizado todas as companhias estaduais sob a falsa alegação ao prometer melhorar os serviços. A Energisa venceu um leilão nacional ao incorporar em seu patrimônio a Centrais Elétricas de Rondônia – incorporou somente a banda boa, haja vista que todo o passivo da Ceron foi consolidado na dívida estadual que sangra o tesouro estadual – e cobra as tarifas conforme as regras de mercado estabelecidas pela ANEEL.

MÃOS LIMPAS

Mesmo não podendo interferir diretamente nas tarifas cobradas pela Energisa, o governador, como gestor político e administrativo dos interesses de Rondônia, tem (teria) força política para interferir com cobranças no campo político. Não podemos esquecer que no boleto há vários penduricalhos relativos a taxas e impostos que governo e municipalidade poderiam abrir mão em favor do consumidor mais descapitalizado. Lavar as mãos não é a melhor saída para quem lidera a tropa. Ou tenta.  

VIRALIZOU

No final de semana viralizou nas mídias sociais, em particular nos grupos de WhatsApp, uma coreografia desengonçada feita pelo governador nas escadarias do Palácio Madeira em comemoração ao dia do servidor público. Enquanto o governador, acompanhado por colaboradores fora de ritmo, rebolava nas escadarias palacianas, o servidor não tinha o que comemorar e são compelidos a requebrar para sobreviver com salários aviltados. Não há o que comemorar na data destinada aos barnabés, seja do ponto de vista de carreira e financeiro, seja em relação ao desempenho dos coreógrafos. Mas viralizou o reboleio.   

TUMBA

É sempre assim: em todo período pré-eleitoral começam as especulações sobre eventuais candidaturas que não passam de lorotas para encher linguiça. Já estão ressuscitando das tumbas nomes para disputa de prefeituras que não passam de blefe. Como nestas eleições as coligações estão proibidas, os partidos vão lançar os nomes mais competitivos ao cargo majoritário, caso contrário afundam as nominatas de vereadores. Ademais, as campanhas mudaram e continuam em mutação de um para outra, e ninguém assusta tanto quanto o desconhecido. Já os nomes carimbados dificilmente terão as tumbas abertas. Quem viver verá!

SAÍDA

Sem clima nem espaço para permanecer no PSDB, já que não é ouvido em nada, o deputado estadual Laerte Gomes vai buscar na justiça uma saída jurídica para ingressar em outra legenda sem ferir a regra da fidelidade partidária. O destino deverá ser o PL – antigo Partido da República. Com ele seguem para o Partido Liberal vários vereadores e prefeitos.

ESTABILIDADE

O Governo Federal deverá encaminhar ao Congresso Nacional mais uma reforma que vai suscitar muita polêmica por mexer com direitos já consagrados ao longo da nossa história. A reforma administrativa do funcionalismo público traz em seu bojo novas regras para contratação, ou seja, acaba com a estabilidade e flexibiliza o processo de demissão, fragilizando a carreira no poder público. O presidente Bolsonaro nunca escondeu que é contra a estabilidade e tem como opinião que o servidor público possui muitos direitos que, para ele, atrapalham o estado. O que não vai faltar é barulho.

NITRO

Basta conceder uma entrevista para que o presidente Jair Bolsonaro arrume mais confusão. Segundo pessoas próximas, é o estilo belicoso do nosso mandatário. Ele atira para todos os lados e, a fazê-lo indiscriminadamente, vira alvo fácil para seus opositores. O que não falta na administração do capitão é confusão e quando tudo aparenta se acalmar, os filhos (zero 1, zero 2 e zero 3) colocam fogo.

MERECIMENTO

A Assembleia Legislativa de Rondônia voltou a conceder um título de cidadão rondoniense a mais uma autoridade que tem serviço prestado ao estado. Desta feita a condecoração foi destinada ao Conselheiro do Tribunal de Contas Wilbert Coimbra. A coluna abre espaço para homenagear os senhores parlamentares pela atitude, uma vez que o homenageado passou de forma impecável pelo Poder Legislativo, mas, antes disso, trilhou com galhardia desde o andar de baixo um caminho espinhoso para alcançar ao andar de cima. Wilbert nunca escondeu sua origem humilde desde sua chegada a Rondônia, oriundo do Maranhão, quando iniciou uma meteórica carreira na Polícia Militar, depois deputado estadual, professor universitário, e, finalmente, Conselheiro do Tribunal de Contas. Nunca esqueceu as origens, razão pela qual mantém uma vida tranquila, gestos grandiosos e generosidade imensurável. É aquele cara da melhor qualidade. Tem estatura para a comenda e trabalho pelo estado para a homenagem.  

Jaime Bagattoli deixa o PSL em RO

Político – ::Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Leia a coluna Resenha Política, de Robson Oliveira

RACHA

Desde o segundo turno das eleições estaduais do ano passado que a relação pessoal entre o coronel e governador Marcos Rocha (PSL) e o empresário Jaime Bagattoli, ex-candidato ao Senado Federal, não são boas. Assim que o resultado do segundo turno foi divulgado, passando para a disputa final Marcos Rocha e o tucano Expedito Junior, os dois divergiram publicamente e trocaram farpas na reunião que organizava a coordenação da campanha. Após o entrevero, Bagattoli chegou a se encontrar com o adversário do coronel, confirmou o racha, desabafou que sua candidatura foi prejudicada pelos companheiros e convocou uma coletiva no dia seguinte em Vilhena, cidade onde possui domicílio.

CHORO

Na coletiva o ex-candidato a senador pelo PSL fez declarações duras contra o coronel, avisou que estaria fora do segundo turno e que não apoiaria mais ninguém. As declarações causaram inicialmente abalo na coordenação política do coronel que o obrigou a voar a Vilhena e suplicar que Bagattoli permanecesse na campanha. Marcos Rocha chegou a publicar numa rede social o reencontro e, aos prantos, declarou irmandade com o ex-colega, afirmando que a desavença seria um ardil dos adversários supostamente para impedi-lo de vencer o pleito.

DESFILIAÇÃO

Dez meses após a posse de Marcos Rocha no cargo de governador de Rondônia, sem uma participação do grupo de Jaime Bagattoli em sua administração, o ex-senador anunciou a desfiliação do PSL e, numa carta pública, expôs mais uma vez as desavenças com o chefe do executivo. Embora rompidos, de forma elegante, Jaime conclui sua missiva desejando sucesso ao ex-aliado.

PERDA

O governo federal acaba de extinguir a possibilidade da implantação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE), através do decreto 10.037. O que estranha é o silêncio da bancada federal, do governador e dos setores produtivos com o fim do sonho da ZPE. Exceto o deputado federal Mauro Nazif (PSB), nenhuma outra autoridade criticou a extinção nem tentou a prorrogação do decreto da criação. Nos oito anos de governo, nada foi feito pelo governador emedebista Confúcio Moura não cumprindo com as exigências para a implantação. O atual mandatário sequer utilizou sua relação de amizade com o presidente Bolsonaro para a prorrogação. Na campanha o coronel candidato jactava-se que resolveria os gargalos rondonienses  diretamente com o capitão presidente, haja vista a sua amizade desde a caserna.  

ANOMALIA

Não há aparentemente ilegalidade no convênio entre a Energisa e a Polícia Civil visando a reforma de órgãos públicos e ampliação de espaços. É absolutamente normal que as grandes companhias que exploram nossas riquezas devolvam como contrapartida parte dos lucros amealhados com nossas riquezas naturais. O que não é normal, ao que parece ser a crítica dos membros das Comissão Parlamentar de Inquérito, é a delegacia especializada priorizar suas ações em favor da empresa como retribuição das contrapartidas. Não está claro que tal privilégio esteja ocorrendo e a nota da Polícia Civil é explicativa. No entanto, a hipótese sendo verdadeira, a anomalia ultrapassaria o limite da legalidade.

ARDILOSO

Depois de ajudar a destruir politicamente seu companheiro de partido no MDB, Valdir Raupp, o senador Confúcio Moura assumiu a primeira vice-presidência nacional do partido, por coincidência o mesmo cargo que o ex-senador exerceu. Moura, que é implacável e predador com os desafetos, não medirá esforços para retirar da influência do ex-senador o comando regional do MDB e escalou o deputado federal Lúcio Mosquini para a missão. O deputado, não é segredo para ninguém, odeia o casal Raupp. Uma questão de tempo.

SERPENTÁRIO

As críticas tornadas públicas pelo presidente Jair Bolsonaro ao presidente do PSL, deputado federal Luciano Bivar, revelam que o partido entrou em crise antes do primeiro ano no governo. O PSL é um partido de proveta, ou seja, não tem capilaridade eleitoral nem um contingente expressivo de militantes, cresceu nas eleições passadas em função do personagem denominado “mito”, Bolsonaro. A confirmar a saída do presidente da legenda, o PSL estará fadado a perder espaço político e voltar ao anonimato nas eleições municipais. O PSL existe em função da figura de Bolsonaro, Bivar e companhia não representam nada. Nem nos colégios onde foram eleitos na onda do capitão.

QUEIMADAS

Ninguém falou nada, nem nada foi feito pelas autoridades ambientais, mas o Parque Estadual de Corumbiara queimou por vários dias consecutivos com um prejuízo sem precedentes. Distante das áreas urbanas e compondo o paradisíaco Vale do Guaporé, onde o incêndio destruiu quilômetros de floresta, as labaredas eram vistas de longe. O fogaréu minimizou nos últimos dias em razão das chuvas que caíram na região. É lamentável o descaso das autoridades com o meio ambiente.

O choro de Bagattoli e a apatia de Rocha – Robson Oliveira

Político – ::Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

RACHA

Desde o segundo turno das eleições estaduais do ano passado que a relação pessoal entre o coronel e governador Marcos Rocha (PSL) e o empresário Jaime Bagattoli, ex-candidato ao Senado Federal, não são boas. Assim que o resultado do segundo turno foi divulgado, passando para a disputa final Marcos Rocha e o tucano Expedito Junior, os dois divergiram publicamente e trocaram farpas na reunião que organizava a coordenação da campanha. Após o entrevero, Bagattoli chegou a se encontrar com o adversário do coronel, confirmou o racha, desabafou que sua candidatura foi prejudicada pelos companheiros e convocou uma coletiva no dia seguinte em Vilhena, cidade onde possui domicílio.

CHORO

Na coletiva o ex-candidato a senador pelo PSL fez declarações duras contra o coronel, avisou que estaria fora do segundo turno e que não apoiaria mais ninguém. As declarações causaram inicialmente abalo na coordenação política do coronel que o obrigou a voar a Vilhena e suplicar que Bagattoli permanecesse na campanha. Marcos Rocha chegou a publicar numa rede social o reencontro e, aos prantos, declarou irmandade com o ex-colega, afirmando que a desavença seria um ardil dos adversários supostamente para impedi-lo de vencer o pleito.

DESFILIAÇÃO

Dez meses após a posse de Marcos Rocha no cargo de governador de Rondônia, sem uma participação do grupo de Jaime Bagattoli em sua administração, o ex-senador anunciou a desfiliação do PSL e, numa carta pública, expôs mais uma vez as desavenças com o chefe do executivo. Embora rompidos, de forma elegante, Jaime conclui sua missiva desejando sucesso ao ex-aliado.

PERDA

O governo federal acaba de extinguir a possibilidade da implantação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE), através do decreto 10.037. O que estranha é o silêncio da bancada federal, do governador e dos setores produtivos com o fim do sonho da ZPE. Exceto o deputado federal Mauro Nazif (PSB), nenhuma outra autoridade criticou a extinção nem tentou a prorrogação do decreto da criação. Nos oito anos de governo, nada foi feito pelo governador emedebista Confúcio Moura não cumprindo com as exigências para a implantação. O atual mandatário sequer utilizou sua relação de amizade com o presidente Bolsonaro para a prorrogação. Na campanha o coronel candidato jactava-se que resolveria os gargalos rondonienses diretamente com o capitão presidente, haja vista a sua amizade desde a caserna.

ANOMALIA

Não há aparentemente ilegalidade no convênio entre a Energisa e a Polícia Civil visando a reforma de órgãos públicos e ampliação de espaços. É absolutamente normal que as grandes companhias que exploram nossas riquezas devolvam como contrapartida parte dos lucros amealhados com nossas riquezas naturais. O que não é normal, ao que parece ser a crítica dos membros das Comissão Parlamentar de Inquérito, é a delegacia especializada priorizar suas ações em favor da empresa como retribuição das contrapartidas. Não está claro que tal privilégio esteja ocorrendo e a nota da Polícia Civil é explicativa. No entanto, a hipótese sendo verdadeira, a anomalia ultrapassaria o limite da legalidade.

ARDILOSO

Depois de ajudar a destruir politicamente seu companheiro de partido no MDB, Valdir Raupp, o senador Confúcio Moura assumiu a primeira vice-presidência nacional do partido, por coincidência o mesmo cargo que o ex-senador exerceu. Moura, que é implacável e predador com os desafetos, não medirá esforços para retirar da influência do ex-senador o comando regional do MDB e escalou o deputado federal Lúcio Mosquini para a missão. O deputado, não é segredo para ninguém, odeia o casal Raupp. Uma questão de tempo.

SERPENTÁRIO

As críticas tornadas públicas pelo presidente Jair Bolsonaro ao presidente do PSL, deputado federal Luciano Bivar, revelam que o partido entrou em crise antes do primeiro ano no governo. O PSL é um partido de proveta, ou seja, não tem capilaridade eleitoral nem um contingente expressivo de militantes, cresceu nas eleições passadas em função do personagem denominado “mito”, Bolsonaro. A confirmar a saída do presidente da legenda, o PSL estará fadado a perder espaço político e voltar ao anonimato nas eleições municipais. O PSL existe em função da figura de Bolsonaro, Bivar e companhia não representam nada. Nem nos colégios onde foram eleitos na onda do capitão.

QUEIMADAS

Ninguém falou nada, nem nada foi feito pelas autoridades ambientais, mas o Parque Estadual de Corumbiara queimou por vários dias consecutivos com um prejuízo sem precedentes. Distante das áreas urbanas e compondo o paradisíaco Vale do Guaporé, onde o incêndio destruiu quilômetros de floresta, as labaredas eram vistas de longe. O fogaréu minimizou nos últimos dias em razão das chuvas que caíram na região. É lamentável o descaso das autoridades com o meio ambiente.

Secretário de Saúde não soube explicar qual cálculo utilizou para aumentar os números de plantões

Político – ::Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Confira a íntegra da Resenha Política

PLANTÕES – Os protestos que os trabalhadores estaduais da saúde fizeram na semana passada e que conseguiram assustar a Sesau, além de chamar a atenção de parlamentares, não ocorreram em razão da instalação de um simples ponto eletrônico. O aumento de plantões para profissionais da enfermagem e medicina foi o motivo que reuniu estes servidores públicos depois que a Secretaria Estadual da Saúde decidiu exigir o cumprimento de um Termo de Ajuste de Gestão (TAG), que assinou com o PM e PMTC, mudando as escalas de quem trabalha nos plantões.

INTERPRETAÇÃO – Na verdade é que a Sesau interpretou de forma diversa a exigência da carga horária de quarenta horas semanais, que os Ministérios Públicos exigem no ajustamento, e modificou as escalas de médicos e enfermeiros ao aumentar os números de plantões sem observar as especificidades de cada profissão. Ao modificar os plantões atuais, a Sesau sequer percebeu que com a nova escala nem os horários obrigatórios para as refeições dos servidores foram observados.  Razão pela qual quase que provocava um movimento paredista no estado.

PERDIDO – Não passou despercebido na reunião o pito que a representante do Ministério Público de Contas passou no secretário Fernando Máximo (SESAU), ao alertá-lo que as recomendações feitas estavam circunscritas ao cumprimento da carga horária, nada a ver com número de plantões. Restou perceptível que o secretário não sabia explicar qual cálculo utilizou para aumentar os números de plantões.

MEDIAÇÃO – Coube ao presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Edilson Silva, mediar o impasse e evitar uma greve ao convocar uma reunião entre o Conselho Regional de Enfermagem, de Medicina, sindicatos, o Secretário de Saúde, MP e MPTC para esclarecer os pontos obscuros contidos no termo de ajuste de gestão que geraram toda a confusão. Ficou acertado que as escalas ficam como estavam até que a Secretaria de Estado da Saúde faça seus estudos, num período de sessenta dias, para regulamentar a carga horária a ser cumprida nos plantões. A mediação feita pelo TCE revelou um órgão equilibrado e bem diferente do que tempos remoto.

HONRARIA – Embora seja um espaço que trata em geral de política, a coluna faz questão de registrar dois fatos que merecem menções: primeiro é a forma diligente que Edilson Silva imprimiu na condução do TC; segundo, resultado do primeiro, a comenda que o Poder Legislativo outorga nesta quarta-feira de Cidadão Honorário do Estado de Rondônia, ao lado do meu queridíssimo confrade desembargador Renato Mimesse. Edilson alcançou a glória profissional, apesar dos obstáculos que a vida impõe a quem não nasceu em berço esplêndido.

INCAUTOS – Sempre é bom que nossos políticos, os pretensos candidatos a políticos e as entidades que se arvoram na defesa dos interesses da população lutem com denodo contra a exploração dos liderados. O problema é quando utilizam o infortúnio do semelhante na exploração exclusivamente eleitoreira. Um caso crasso é a manipulação que andam fazendo com a promessa de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar eventuais abusos nas tarifas cobradas pela companhia que comercializa a energia elétrica no estado. Nossas queridas autoridades estão jogando para a plateia para justificar aos incautos que lutam contra tarifas tão exorbitantes porque esta suposta CPI estará fadada ao esquecimento. Na privatização da CERON, por exemplo, muitos que hoje gritam, ficaram em silêncio enquanto o patrimônio estadual era entregue a uma empresa privada com a liberalidade das tarifas atualmente cobradas.

SUSTENTABILIDADE – Todas as atenções desta terça-feira (24) estavam voltadas para o discurso do presidente Jair Messias Bolsonaro na abertura dos trabalhos da ONU. Ao invés de sinalizar para com uma fala responsável de como compatibilizar o desenvolvimento com a sustentabilidade, Bolsonaro optou por anunciar que salvou o país de um suposto socialismo. Não bastasse a aberração intelectual num mundo globalizado, insistiu em observações belicistas num mundo onde ecoa o pacifismo. Bolsonaro, com seu discurso, confirmou as principais críticas de que dá de ombros ao meio ambiente e quando abre a boca solta fogo pelas ventas.

REPERCUSSÃO – O país anda numa cólera coletiva tão avassaladora que grosseria passou a ser sinônimo de autonomia patriótica e os impropérios ditos pelo presidente na ONU receberam aplausos de setores isolados do país, mas a repercussão pelo mundo afora foi um vexame.

ASSASSINATO – É abjeto ouvir de autoridades que a morte da criança no Rio de Janeiro é algo quase normal em nome de uma política de segurança pública altamente repressiva. O que ocorreu na capital carioca foi assassinato, visto que não havia nenhuma operação policial naquele local que justificasse uma bala perdida. O resto é lorota de canalha que sequer se compadece com a dor da família.

STF – O Plenário do Supremo Tribunal Federal julga nesta quarta-feira (25) o primeiro recurso contra a sentença oriunda da 13ª Vara Federal de Curitiba, da época de Sérgio Moura, que condenou o ex-presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, condenado a 11 anos prisão. Na segunda turma do STF, Bendine conseguiu o feito inédito de anular a sentença por suposto erro processual. O resultado do julgamento pode influenciar em outras condenações da Lava Jato.

VENEZUELANAS – Em Porto Velho diariamente convivemos com um cenário ainda mais desolador nas ruas, nos sinais de trânsito: as venezuelanas e seus bebês pedindo para sobreviver. Muitas ainda amamentando. A população tem sido solidária, mas é preciso mais. E a pergunta que fica no ar: onde estão nossas instituições, secretarias de ação social, igrejas, pastorais, enfim, aqueles que têm a missão humanitária de prestar socorro nas situações mais extremas?

REFUGIADOS – Os refugiados no mundo passam de 70 milhões. É resultado de uma crise mundial grave mas que tem guarida no direito internacional. Os países devem cuidar de duas fronteiras, estabelecer suas regras, mas têm a obrigação de respeitar o direito internacional, o direito dos refugiados e o direito humanitário. É o princípio da solidariedade. E o que faz nossa capital? Só vemos aumentar o problema.  

ARTICULAÇÃO – Algumas capitais já se articulam em projetos sociais, como o “Empoderando Refugiadas”, que tem apoio da ONU, com ensino da língua, capacitação profissional, integração cultural etc. Em Rondônia não vemos ainda um trabalho sistematizado, uma atenção séria. São inúmeros os problemas sociais, mas todos devem receber a devida consideração.