A história contada contra as ONGs por Jair Bolsonaro é uma baita mentira

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Leia a íntegra da coluna de Robson Oliveira

ESTUPIDOS – Embora os seguidores (cegos) do bolsonarismo não vejam os danos causados às exportações brasileiras pelas besteiras e pelos impropérios que o presidente declarou nesse episódio das queimadas na Amazônia, os reflexos comerciais são horríveis e vão pesar negativo em médio prazo na balança comercial. Dizem que estupidez tem limites, mas no caso das brigadas virtuais do bolsonarismo, ao que parece não. Se há algo de semelhança entre petistas e bolsonaristas é a cegueira. E diz o adágio: pior cego é aquele que não quer ver. Os estúpidos!

LOROTA – Desde que o presidente brasileiro acusou as Organizações não Governamentais de serem responsáveis por tocar fogo criminoso na Amazônia, os órgãos estatais de repressão não anunciaram uma evidência mínima de que a acusação fosse verdadeira. Corroborando com o presidente francês Emmanuel Macron,  a história contada contra as ONGs por Jair Bolsonaro é uma baita mentira. Em uma semana de ação contra as queimadas sob a responsabilidade do Exército, os únicos presos foram fazendeiros e garimpeiros. Ambientalista, conforme acusação presidencial, nenhum.

MÍDIA – Por dois dias consecutivos este cabeça chata foi procurado por repórteres estrangeiros (Alemanha e Noruega), que estavam no interior de Rondônia, para fornecer algumas informações sobre a pauta ambiental.  O que mais intrigou os colegas foi uma gravação do governador rondoniense coronel Marcos Rocha avisando aos madeireiros de Espigão do Oeste de uma suposta operação dos órgãos ambientais federais e que a polícia estadual estaria desautorizada a participar.  A fala da autoridade em garantir a lei e a ordem estadual causou perplexidade.

FILIAÇÃO – O jovem advogado Fabrício Jurado, ex-presidente do partido Novo, ingressou ontem no DEM. A filiação foi bem disputada por se tratar de uma pessoa conhecida pela seriedade e pelo idealismo. Mesmo sendo a vedete da noite de filiação, o donatário da legenda, senador Marcos Rogério, quis ofuscar o evento com um discurso cansativo e chato. Aliás, o senador vem se notabilizando mais pelo ego superlativo do que pelos méritos senatoriais, segundo observadores políticos.

POSTURA – A postura assumida pelo senador dos Democratas de Rondônia é de candidato a candidato a governador, embora o pleito esteja bem distante e muita água ainda rolará por debaixo dessa ponte. A continuar com a empáfia, o executivo estadual passará bem longe do senador. O que não é uma má notícia.

SIMPATIA – Quem também pode vir a disputar o Governo de Rondônia é o deputado federal Léo Moraes (PODEMOS), apesar de nunca ter assumido tal postura. É uma pessoa de fino trato e tem talento para alçar vôos maiores, desde que evite a aventura de passar pelo paço municipal da capital, local que tem dado dores de cabeça a quem se aventura a administrar.  Na hipótese de candidatura a prefeito, Léo começa bem na frente dos que hoje almejam o mesmo posto e sabe que o atual alcaide não é páreo para ser subestimado, já que as obras começam a emergir e a tulha da municipalidade anda transbordando abundância. No critério simpatia o deputado é imbatível e é um dos critérios que o eleitor sempre leva em conta ao decidir o voto.

GÁS – O governador coronel Marcos Rocha voltou a anunciar – já havia sido anunciado por dois outros governadores – a possibilidade da construção de um gasoduto para abastecer Rondônia. Um papo de cerca Lourenço que engana tão somente os incautos. Para se ter uma ideia da obra, o gasoduto Urucu-Coari-Manaus – inicialmente para ser entregue em 2006, foi concluído em 2016, com início em 2004. Durante todos os anos de atraso, com a pressão de uma bancada amazonense com senadores nomeados ministro, o gás quase não chega às bombas do Amazonas.

PROMESSA – Há pelo menos quinze anos a bancada federal de Rondônia e os governadores de plantão anunciavam a extensão desse gasoduto até Porto Velho. Várias visitas políticas foram agendadas a Urucu e centenas de releases foram produzidos com promessas da vinda do gás a Rondônia. Desde 2017 ninguém falava mais sobre o assunto, seja pelos problemas ambientais da obra, seja pela falta de recursos para financiar a empreitada. Marcos Rocha decidiu requentar a promessa. Pode ser que haja incauto a acreditar, mas a proposta não passa de mais uma promessa vazia. Quem viver verá.

FINANCIAMENTO – A obra consumiu quatro bilhões e quinhentos milhões, bem acima de um bilhão e três milhões inicialmente orçados para a construção de 661 quilômetros de extensão, com sete ramais.  Os custos para trazer o duto até Porto Velho ainda não foram estimados corretamente, mas quem participou dos estudos preliminares garante da inviabilidade econômica. Além, é claro, da escassez de recursos porque passa a Petrobras depois da farra de malfeitos que fizeram com a nossa maior empresa pública nos governos que passaram. Com nenhuma probabilidade da obra iniciar e o gás abastecer Rondônia, ninguém entende a razão da existência de uma estatal estadual com o objetivo de administrar um gás que sequer existe. Exceto como sinecura para empregar néscios que não distinguem o cheiro do gás butano. 

GALLO –  Iran Gallo decidiu disputar o Conselho Federal de Medicina, onde atualmente exerce o segundo mandato como tesoureiro. O CFM estará em boas mãos, caso o rondoniense vença e passe a cantar naquele terreiro da capital federal. 

RETROCESSO – É triste constatar um país que despreza a pesquisa e a extensão, ao cortar as bolsas do CNPQ o Ministério da Ciência e da Tecnologia perde uma das funções mais proeminentes, que é investir na tecnologia e na inovação. As principais pesquisas da área no Brasil são oriundas das universidades públicas que, este governo, tanto persegue. O Brasil da um grande passo ao retrocesso. Infelizmente, podemos apenas lamentar.

Falas de Bolsonaro liberaram ações predatórias na Amazônia

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Leia a íntegra da coluna de Robson Oliveira

NÉSCIO – Ao propor a extinção do Incra para que o estado avoque as funções fundiárias desenvolvidas pelo órgão federal, Evandro Padovani, Secretário de Estadual de Agricultura, revela que em questão agrária é um néscio. O Incra tem feito ao longo de sua existência um trabalho satisfatório na regularização e pacificação fundiária com o recurso insuficiente que tem. Em relação às ações típicas da Seagri, é possível que Padovani tenha alguma expertise, embora o setor em Rondônia venha se expandindo com resultados exitosos independentemente das ações governamentais.

BOQUIRROTO – Durante três colunas este cabeça chata vem alertando para as declarações do presidente Bolsonaro e do seu subalterno na área ambiental, Ricardo Salles, por serem o combustível explosivo que deu visibilidade internacional às labaredas das queimadas na região Norte, em particular Rondônia. No meio de tanta insensatez que causou tanta combustão nessa discussão, as falas do presidente ao criticar as ações de fiscalização na área ambiental, desde o início do ano, foram entendidas como uma senha para liberar geral as ações predatórias contra nossas reservas, seja na extração ilegal da madeira, seja na expansão desordenada das áreas de pasto.

REAÇÃO – Um exemplo de como as falas de nossas autoridades são interpretadas por estes setores do agronegócio de forma tosca e equivocada, basta lembrar a reação que culminou com o incêndio de um caminhão pipa que transportava combustível para o abastecimento dos veículos da fiscalização do Ibama, em Espigão do Oeste. Ora, quando nossas autoridades responsáveis pela ordem incentivam o contrário, emerge o caos.

EXEMPLO – Há uma gravação, por exemplo – esta coluna transcreveu na época-, em que o próprio governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha, avisa aos madeireiros que não iria autorizar a participação das polícias do estado nas ações de repressão contra os eventuais crimes perpetrados em Espigão do Oeste por madeireiros. Nem as suspeitas de que parte dessa madeira seja oriunda das reservas indígenas da região foram suficientes para que o governo abrisse uma investigação. Suspeitas estas que exigiam do poder público ao menos uma investigação preliminar e ações preventivas de repressão para que a ordem fosse restabelecida. A fala do coronel governador Rocha também serviu para que os céus de Rondônia entrassem em chamas.

FOTOGRAFIAS – Enquanto a Amazônia virava cinzas, os grupos políticos que se rivalizam de forma venal nas mídias sociais debatiam sobre fotos supostamente da floresta Amazônica em fogo que personalidades e autoridades internacionais utilizaram como ilustrações das matérias ou denúncias. Uma polêmica inútil e sem sentido, visto que tais fotos apenas ilustram o conteúdo da denúncia. Inequívocos são os dados disponíveis por órgãos científicos de que as queimadas e o desmatamento voltaram a crescer. O que devemos condenar, como também reprovar, são as falas de nossas autoridades políticas que terminaram servindo como incentivos das queimadas. O resto é lorota. O que conta é o essencial: o ar irrespirável, pastos e florestas em chamas e os órgãos de fiscalização sucateados sem condições objetivas para conter a criminalidade ambiental.

GARIMPAGEM – Ao declarar recentemente que o governo tem intenção de encaminhar ao Congresso Nacional uma emenda para regularizar a garimpagem nas reservas indígenas, Bolsonaro termina dando razão aos ambientalistas de que seu governo quer flexibilizar a legislação para que o garimpo seja legalizado em áreas de preservação. Com isto, aumenta este abismo de devastação na Amazônia com reflexos danosos às comunidades indígenas. Não há um local, desde que os portugueses saquearam e levaram o nosso ouro e pedras preciosas para a coroa lisboeta, em que o garimpo foi liberado e que o resultado não tenha sido um desastre. Um exemplo é Serra Pelada. Ao prometer liberar nas terras indígenas, o governo estimula um setor altamente predatório.

PAPO FURADO – Nossas autoridades costumam repetir o bordão de que é preciso regularizar o garimpo de diamante em Espigão do Oeste, localizado da reserva Cinta Larga e Zoros, sob o falso argumento de que as riquezas estão saindo clandestinamente sem que nada fique para o cofre estadual. Onde os garimpos foram regularizados o legado deixado para o poder público local são os problemas sociais na saúde, educação e segurança pública e, lógico, os problemas ambientais. O resto é papo furado!

UFANISMO – Todas as vezes em que a comunidade internacional reage contra a falta de zelo do Brasil com os recursos naturais da Amazônia surgem as reações internas alegando uma suposta conspiração visando a internacionalização de nossa região. Foi assim no governo FHC, Lula e, agora, repetido no de Jair Bolsonaro. O ufanismo exacerbado na verdade é o meio pelo qual o governante de plantão utiliza para desviar o foco da verdade, ou seja, toda vez que nosso sistema de fiscalização e repressão dos crimes ambientais relaxam em suas funções, optamos por um nacionalismo infantil ao invés de reconhecer o erro e investir em alternativas para a região . Não há em marcha nenhuma conspiração com o objetivo de invasão do território nacional, especialmente da Amazônia. O que há é um governo que atenta contra nossos recursos hídricos e vegetais para atender um setor econômico predatório.

Delação – Uma delação feita por um empresário madeireiro vai desencadear ainda uma operação em cadeia de Rondônia ao Pará. O delator fez sua parte e entregou cada um dos parceiros que operavam de forma ilegal a extração vegetal sob os auspícios de outras autoridades administrativas e políticas. A princípio o foco das atenções é a região de Ariquemes.

Políticas de Bolsonaro são porta de entrada para dizimar indígenas

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Leia a coluna de Robson Oliveira

MEIO AMBIENTE – Ao que parece é que o presidente Bolsonaro não percebeu que suas frases provocam mais desgaste para o país do que sua imaginação pode alcançar. A questão ambiental é hoje, aqui e alhures, uma das mais cruciais para a humanidade e não pode ser encarada pelos governantes como uma pauta ideológica, seja de esquerda, seja de direita. É uma pauta que afeta a todos, indistintamente.

APEDEUTA – Todas as declarações presidenciais sobre o assunto deixam claro que os assessores do presidente para a área são ruins e não entendem nada, ou nosso chefe de estado é um apedeuta. Decerto que há exageros em alguns números divulgados quanto ao uso indevido dos biomas. Mas quanto ao desmatamento e às invasões das reservas indígenas, com a tecnologia hoje de monitoramento disponível, os números parecem ser até piores do que os anunciados.

TERROR – Bolsonaro acenou em campanha para o agronegócio e chegou a chamar os movimentos populares pela terra de terroristas numa clara intenção de que na presidência as tensões no campo iam aumentar caso o MST mantivesse a mesma prática de invadir terra produtiva e tocar fogo nos equipamentos das fazendas. Para surpresa, ainda não houve um grande conflito entre MST e governo, e o conflito registrado até agora foi provocado pelo setor madeireiro da região de Espigão do Oeste que, com ato de terror, pôs fogo num caminhão pipa que transportava combustíveis para abastecer os carros dos órgãos de fiscalização naquela região. Ao invés de reprovar o ato, o presidente gravou um vídeo em defesa do agronegócio.

EQUÍVOCOS – Desde que foi ungido ao cargo de mandatário da nação, Jair Bolsonaro tem voltado as suas mais acerbas críticas à atuação dos órgãos ambientais e sua metralhadora vernacular em direção às organizações não governamentais e ao mundo científico. Não por coincidência os setores que mais cobram do governo políticas restritivas contra a devastação desenfreada.  

RAPA – O governo federal tem feito um “rapa” no arcabouço jurídico construído desde que o Brasil sediou a Eco 92 e passou a adotar políticas em defesa do meio ambiente. Mudou o decreto que flexibiliza o porte de armas, o relaxamento das leis num dos países que mais mata em acidentes de trânsito, os ataques machistas e homofóbicos, a criminalização dos movimentos sociais, abriu precedente para aniquilação da cultura e terras dos índios, a perseguição a professores e estudantes, a defesa explícita do desmatamento, não apenas na Amazônia como nos demais biomas, a condenação sumária dos imigrantes e refugiados, inclusive dos nossos lá fora, enalteceu torturadores, além de estimular todo tipo de preconceito, em particular de gênero.

GRILAGEM – Ontem, no principal telejornal brasileiro, mais uma matéria relacionada à questão ambiental. Desta feita, os índios Uru Eu Wau Wau – conhecidos como Japaú – com reserva a partir de Espigão do Oeste e se alastrando por mais regiões, estão denunciados uma suposta grilagem das suas reservas e que estariam sendo comercializados ilegalmente por grileiros como loteamentos.

DIAMANTE – Na mesma região, os Cintas Largas – etnia reconhecida pelos brancos por ostentarem uma espécie de cinturão, feito de entrecasca de árvores, são alvos da garimpagem de diamantes. Há quem defenda, inclusive o presidente, a legalização desse garimpo sob o falso discurso de que nossas riquezas estão sendo exploradas clandestinamente, sem reconhecer que a ilegalidade é o reconhecimento da incompetência do estado brasileiro em não combater adequadamente o contrabando. A legalização, será o fim da etnia e a abertura total para que a madeira da reserva seja retirada também ilegalmente.

TRATADOS – O Brasil é signatário de vários tratados internacionais na área ambiental, quer queira ou não o agronegócio, vai ser compelido a cumprir as normas ambientais. Do contrário, os produtos agrícolas e a proteína animal brasileira, principais produtos de nossas exportações, vão sofrer boicotes internacionais. Daí a necessidade de o presidente da República diminuir sua metralhadora verborrágica e o setor vegetal e agro se conscientizarem que num mundo globalizado não há espaço para prática criminosas e primitivas que remontam a ocupação de Rondônia há três décadas.

JORNADA – Serventuários da justiça do estado de Rondônia lançaram um movimento denominado “Justiça 12” que visa a adoção da jornada de trabalho de 12 horas, ininterruptas. É um movimento espontâneo, capitalizado pelo jovem servidor Brunno Oliveira, que percebeu a proposta como saída para que os serviços destinados aos advogados e jurisdicionados não sejam suspensos. Atualmente o Poder Judiciário Estadual funciona em dois turnos, das oito horas às treze, depois retoma o atendimento das dezesseis horas às dezoito. Esta jornada tem causado problemas aos jurisdicionados, aos advogados e aos próprios serventuários. Uma simples mudança nesses horários, com duas turmas trabalhando ininterruptamente prestaria um serviço mais digno e melhor. Embora a cúpula do tribunal ainda não perceba. Fica a dica.

ROCHA FILHO – A maioria dos membros da bancada federal de Rondônia compareceu ao ciclo de palestras que o escritório de advocacia Rocha Filho organizou para debater as perspectivas do agronegócio. Diego Vasconcelos, um dos sócios da banca, promete novos painéis de interesse estadual. As questões ambientais e agrárias estão no radar como temas importantes para nossa economia. 

Presidente da ALE-RO quer investigação sobre supostas conversas do Chefe da Casa Civil

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FAKE – Um suposto print do celular do Chefe da Casa Civil, Junior Gonçalves, com frases depreciativas contra deputados estaduais e expondo a disputa de espaço nas entranhas do governo, postado em tudo que é grupo de WhatsApp rondoniense, provocou muito barulho nos meios políticos na semana passada. O suposto diálogo, que a coluna teve acesso, colocou o secretário em situação complicada com os deputados. Imediatamente o Chefe da Casa Civil justificou alegando ser fake, embora nem todos os insultados tenham acreditado nas explicações.

PERÍCIA – O presidente da Assembleia Legislativa, Laerte Gomes, por exemplo, anda desconfiado das explicações dadas pelo secretário e aguarda que Junior submeta o aparelho a uma perícia para comprovar que foi vítima de uma invasão criminosa, visto que não se trata de fake news. Do contrário, as dúvidas de Gomes persistirão já que um dos diálogos aponta em aumentativo os glúteos dos parlamentares.

BLINDAGEM – O secretário conseguiu algo inédito na política local: assim que os diálogos começaram a se multiplicar nas mídias sociais houve uma blindagem quase consensual em torno do fato e sua versão sobre a fake news e terminou sufocando o suposto print do seu aparelho celular.

BOLETIM – Em off uma fonte revelou à coluna que viu o print, sugerindo que os diálogos sejam verdadeiros. Como disse o deputado Laerte Gomes, uma simples perícia esclarece todas as dúvidas e se poderá comprovar que Júnior é vítima de uma invasão criminosa. Não há informação oficial se o chefe da casa civil teria encaminhado o aparelho para ser periciado, mas há uma declaração inicial de que faria um Boletim de Ocorrência. Certamente uma das cautelas que a polícia vai adotar é requisitar uma perícia no celular. É rotina em casos similares.

PRAZOS – No próximo mês termina o prazo para filiação dos pretensos candidatos a vereadores, vice-prefeitos e prefeitos. A legislação eleitoral exige um ano de filiação partidária antes das eleições para quem deseja ser candidato. As conversas estão em andamento e o MDB e PP devem ser as legendas que perderão mais prefeitos e vereadores que concorrem à reeleição. Há quem diga que o prefeito de Ariquemes, Thiago Flores, atualmente do PSL, deva migrar para outra legenda.

QUEIMADAS – Todos os anos durante o mês de agosto o ar de Rondônia fica irrespirável devido à quantidade de fumaça lançada no ar pelas queimadas. Uma prática considerada criminosa e que provoca problemas na saúde da população. O que intriga é o silêncio dos órgãos de fiscalização que não autuam aqueles donos de lotes que insistem em tocar fogo. Imaginem se flexibilizarem a extração de madeira em reservas indígenas, como alguns governistas defendem. A quantidade de lotes que vai expelir cinzas com as labaredas criminosas para dar espaço à expansão do agronegócio, em particular o plantio do soja. Ninguém aguenta tanta fumaça nos céus de Rondônia que afeta, inclusive, a aviação. 

GUIAS – Um empresário ligou para esta coluna em razão das críticas feitas aqui contra a invasão das terras indígenas em Espigão do Oeste, e relatou o estado de penúria econômica por que passa o município após as suspensões indiscriminadas das guias de autorização para extração da madeira.

PERTINÊNCIA – Quanto a colocar ordem na desordem que acometeu o município de Espigão, depois que colocaram fogo num caminhão pipa destinado a abastecer os veículos da fiscalização, nada a obstar. O problema é suspender indiscriminadamente as autorizações, como ocorreu, nivelando os empresários sérios com aqueles fora da lei. Daí a preocupação do empresário espigãoense com esta injustiça ter absoluta pertinência. E o município, segundo ele, virou um fantasma econômico.

PESTICIDAS – O aumento de liberação de pesticida para uso da lavoura no país tem provocado muita crítica em todo mundo. Em razão da liberação indiscriminada, os produtos agrícolas brasileiros estão sendo boicotados nos principais mercados consumidores e, a médio prazo, vai causar prejuízos incomensuráveis à economia do Brasil. Para piorar, o Governo Brasileiro insiste nas galhofas ambientais o que tende a degringolar de vez as exportações. O agronegócio pressiona para que novos insumos químicos sejam liberados e esquecem que os mercados internacionais estão cada vez mais exigentes e restritivos em relação aos produtos cultivados com este tipo de veneno.

PROVA – Embora o agronegócio jure de pés juntos que utiliza estas pesticidas em níveis compatíveis com a absorção humana, cresce aqui (Brasil) a procura por produtos orgânicos. Isto prova empiricamente que não é balela de ecologista o envenenamento dos produtos cultivados no país. A persistir com a prática, o prejuízo vai ser imenso. Mas parece que nossas autoridades não veem ou vislumbram o problema e continuam com declarações na área que levam a dedução que a ordem é derrubar tudo e tocar veneno na lavoura para aumentar a produção a qualquer custo.

ROCHA FILHO – O escritório de advocacia Rocha Filho, inovando a forma de atuação profissional e dando segmento às palestras que se tornaram uma rotina na qualificação acadêmica, promove, sexta-feira (9), às 13 horas, em auditório próprio, mais um ciclo de painéis. Desta vez os membros da bancada federal da Câmara dos Deputados vão debater sobre agronegócio. Uma boa oportunidade para que sejam dirimidas dúvidas sobre regularização fundiária, escoamento de produção, acesso ao crédito, entre outros.

Milicianos virtuais querem convencer que garimpo é um bom negócio

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A íntegra da coluna Resenha Política, de Robson Oliveira

DESMONTE – Todas as políticas ambientais que o país vinha adotando, em particular as mais restritivas, passaram a ser alvo das milícias virtuais ligadas às redes de defesa do presidente Jair Bolsonaro. O próprio presidente tem fornecido o material bélico ao fazer críticas ácidas contra a atuação preventiva do Ibama e, recentemente, contra a divulgação dos percentuais alarmantes das ações predatórias de desmatamento feita pelo Inpe – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais -, órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação.   

MILÍCIAS – Há poucos dias o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, se reuniu com os madeireiros do município de Espigão do Oeste, localidade onde criminosos ataram fogo num carro tanque que levava combustível para abastecer as viaturas que fiscalizam a área. No local prometeu liberar as autorizações para que as empresas voltem a explorar o vegetal, mas não abriu um minuto em sua agenda para ouvir os povos indígenas, vítimas das ações predatórias dos maus madeireiros e garimpeiros.

GARIMPO – O principal garimpo de diamante na Amazônia está localizado exatamente em Espigão do Oeste, em Rondônia. Há uma campanha em alguns setores da sociedade desinformada exigindo que o Governo Federal libere a lavra de exploração desse garimpo que, por coincidência, está sob a reserva indígena da etnia Cinta Larga. O “clamor” pela liberação da garimpagem não leva em conta os danos causados por outros que fizeram de Rondônia em tempo pretéritos uma terra sem lei e com problemas sociais dela decorrente insolúveis. Poucos enriqueceram com a garimpagem da cassiterita e do ouro. Quem visita aqueles garimpos (Tamborete, Araras, Bom Futuro, entre outros) confirma que essas atividades trazem mais problemas do que riquezas. Embora os milicianos virtuais deturpem a realidade por interesses inconfessáveis.

MADEIRA – O setor vegetal já foi responsável por boa parte das economias municipais. Como são recursos exauríveis, vários municípios devastaram toda a floresta e hoje passaram a utilizar o solo para a pecuária e, mais recentemente, a lavoura da soja. A afirmação de que a fiscalização exercida pelos órgãos ambientais para conter a ação predatória em nossas reservas põe em risco a economia rondoniense é mentira e serve apenas a um pequeno setor aboletado na burocracia das entidades patronais, esperando uma oportunidade para extrair a madeira de forma clandestina.

ERRO – Quem tem plano de manejo e trabalha dentro das normas legais não tem preocupação com as fiscalizações. O erro estatal é colocar eventualmente no mesmo saco de pancadas os que exploram a madeira de forma correta com os criminosos. No entanto, são poucos os casos em que os erros ocorrem e quando acontecem são imediatamente desfeitos.

COLIGAÇÕES – As eleições municipais de 2020 acabam com uma prática nefasta ao sistema eleitoral ao colocar limites aos presidentes de partidos cartoriais que se formavam somente para coligações. Nas eleições passadas, os dirigentes dos partidos denominados nanicos perambulavam nas cercanias dos diretórios de partidos grandes na tentativa de oferecer a legenda para uma coligação. O objetivo era apenas servir de escada eleitoral para os candidatos proporcionais das chapas com nomes aparentemente mais densos eleitoralmente. A farra da “venda” de legenda acabou.

LÁBIA – Quem se filiar numa legenda para disputar as eleições de vereança, por exemplo, vai ter que contar apenas com a soma dos votos dos candidatos da mesma legenda para ser eleito. Antes, os dirigentes desses partidos passavam a lábia nos filiados e vendiam a legenda; a partir das eleições municipais do ano que vem quem quiser ser eleito, sem mais a ajuda dos votos dos outros partidos, vai ter que gastar muita lábia junto à população para conquistar o voto de um eleitor cada vez mais incrédulo.

MALFEITOS – Parece que as ações policiais que expõem as escâncaras das administrações públicas e tem levado ao vinagre vários gestores, não estão servindo de exemplo para conter a sanha de malfeitos de alguns alcaides. A coluna recebeu de uma fonte relatos sobre duas administrações municipais no interior rondoniense que vão sofrer muitos constrangimentos. As investigações estariam em fase de maturação e os alcaides em putrefação.

DESBARRANCAMENTO – As obras de revitalização na Estrada de Ferro Madeira Mamoré estão ficando bonitas e o problema de parte da obra que desmoronou rio abaixo, de responsabilidade da Santo Antônio Energia, ao que parece, é um erro de engenharia que deverá ser solucionado pelos próprios técnicos da empreiteira contratada. Ainda bem que a falha aconteceu antes que a obra tivesse sido concluída, senão viraria motivo de chacota e quem a recebesse pagaria mico e um desgaste monumental. Vários prefeitos que passaram pelo paço municipal da capital prometeram revitalizar o local, alguns gastaram fortunas sem que as obras fossem percebidas, com o enrocamento em execução para conter a erosão e a queda do leito do rio, as obras passaram a ser perceptíveis. E vistosas.

CICLOVIA – Não caiu bem reservar a margem direita da pista que passa na frente do aeroporto para uma ciclovia. É a menor ciclovia do mundo e não tem serventia alguma, exceto para corroborar com a exploração de um malfadado estacionamento que atende aos usuários do aeroporto. Aquela ciclovia é coisa combinada e, no mínimo, vergonhosa. Ato de quem confunde os interesses públicos  com os privados. O correto é as autoridades municipais desmarcarem aquele pedaço de asfalto, cessando assim a vergonhosa obra.

Governador de Rondônia antecipou operação contra crimes ambientais

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Apesar da interferência do governador na questão, o ministro do Meio Ambiente confirmou que haverá uma grande operação esta semana em Espigão, Pimenta e Cacoal

RECOMEÇO – Com os direitos políticos suspensos e proibido de disputar por longos anos um cargo eletivo, o ex-governador Ivo Ksol voltou a comandar o parque agropecuário de Rolim de Moura, cargo que ocupou antes de ingressar na vida política partidária com vários mandatos seguidos até ser defenestrado pela lei da ficha limpa. Polêmico e implacável com os desafetos, condutas que têm redundado em inimigos igualmente duros, não há como deixar de reconhecer que pela astúcia e a destreza em organizar eventos, quem ganha é o entretenimento de Rolim de Moura e o agronegócio. Mas vai ser um recomeço penoso para quem é acostumado a dar ordem sem ser questionado. Os tempos são outros, e a forma de tratar hoje as pessoas não é a mesma da época em que Ksol assumiu pela primeira vez o parque de exposição.

HABILITAÇÃO – Ao aprovar na Câmara dos Vereadores, com uma larga vantagem de votos, a autorização para contrair um empréstimo junto à Caixa Federal, vinculado à aquisição de emulsão asfáltica para recapear e asfaltar ruas e avenidas da capital, o prefeito Hildon Chaves dá um passo firme visando às eleições de 2020. Embora as críticas à administração ainda sejam contundentes, na hipótese de conseguir licitar em tempo rápido e iniciar a pavimentação, passa a ser um nome duro a ser batido. Não é à toa que os principais oponentes ao alcaide não tenham ainda saído da toca com posições mais acerbas e anunciado as próprias pré-candidaturas. Há prognóstico para todo gosto sobre a sucessão na capital. O problema é que política muda conforme a nuvem.

LOROTA – Para os servidores públicos a Reforma Previdenciária é uma lástima ao criar travas que impedirão o barnabé calejado de buscar sua aposentadoria mesmo com as forças físicas exauridas. A maioria aplaudiu o projeto sem mesmo avaliar quais direitos foram subtraídos, nem como o novo texto legal recairá sobre suas vidas laborais. O problema para quem avaliou o projeto sem ser ligado às posições antagônicas do “bolsonarismo” ou “petismo”, é que sempre era impingido a balda de ser ligado a um dos grupos. Uma lorota construída pelos detentores do poder para engalobar os incautos.

VAZAÇAO – Uma mensagem de áudio postada domingo (14), num grupo de Espigão do Oeste que consta na lista madeireiros, chama a atenção pela forma incomum de uma autoridade antecipar uma operação contra suposta atividade ilegal de madeireiros na região. Segundo o áudio, de autoria do senhor Governador Marcos Rocha, está tudo preparado para uma grande operação dos fiscais do Ibama na região e que, ao saber da operação, fez contato com o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, para informar que o Ibama age de forma agressiva contra o setor madeireiro. Mas, pelo áudio, o ministro disse que não tinha como impedir as ações do órgão quando se tem algo que é errado. Rocha retrucou que não quer nada errado, mas também não quer que se fechem todas as empresas.

PROMESSA – Apesar da interferência do governador na questão, o ministro do Meio Ambiente confirmou que haverá uma grande operação esta semana em Espigão, Pimenta e Cacoal. Razão pela qual o governador alertou ao grupo da operação através do WhatsApp e prometeu aos madeireiros que não vai autorizar a Polícia Militar no apoio da operação. Aliás, já havia dado a determinação.

MINISTRO – A coluna apurou também que está vindo reforço de fiscais da Superintendência do Ibama paraense e, a princípio, o ministro Ricardo Sales está pretendendo desembarcar amanhã em Rondônia para acompanhar de perto toda a ação.  

PAPO – No final do áudio Marcos Rocha pede que os empresários mantenham a calma, ajam com sabedoria para não perderem a razão e garantiu que vai se deslocar ao município de Espigão do Oeste para conversar com os empresários. Concluiu a fala dizendo que está junto na causa dos madeireiros e que seu assessor Cridão está repassando todas as informações do local.

ESTRANHO – É absolutamente compreensível o governador sair em defesa do setor vegetal que mantém vários postos de trabalho. O que não é correto (muito estranho) é antecipar uma operação montada pelo estado brasileiro destinada a coibir exatamente aqueles empresários que trabalham à margem da lei. Quem trabalha com os planos de manejos e explora madeira fora das reservas não tem o que temer quando o Ibama exerce suas funções fiscalizatórias. Ao usar uma rede social para vazar a operação, o governador abre espaço para também ser questionado ao supostamente privilegiar com a informação quem não explora o setor de forma legal.

RICHELIEU –  Para alguém da política ter acesso ao Secretário Chefe da Casa Civil, Junior Gonçalves, reza a lenda nas coxias governamentais que é preciso passar pelo crivo do deputado estadual Jair Montes. Deputados ouvidos pela coluna demonstraram  inquietação com a ascensão do parlamentar sobre o auxiliar da ante-sala do chefe do Executivo Estadual. Jair virou um espécie de “Richelieu – ex-primeiro ministro do reinado de Luis XIII –  e manda na pasta mais que o titular do cargo. 

TELEMARKETING – Anúncio feito hoje pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) tranquiliza usuários de telefonia de que não vão mais ser perturbados pelos call centers que fazem chamadas oferecendo serviços digitais, especialmente em horários indesejados. A partir de hoje, qualquer consumidor poderá incluir seus números de telefones no cadastro do site “Não Perturbe”. As operadoras têm até trinta (30) dias para atender às solicitações. Embora seja uma notícia boa, nem todas as ligações indesejadas serão barradas pelo cadastro, mas é um começo do fim da importunação dos vendedores eletrônicos. Conseguem, aliás, ser mais chatos do que vendedor de rede.

Operação Pau Oco vai transformar a reputação de muita gente em cinzas

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Leia a íntegra da coluna Resenha Política, do jornalista Robson Oliveira

REVOADA – O Democratas, partido presidido em Rondônia pelo senador Marcos Rogério, está preparando um evento para filiar vários prefeitos dos mais diferentes partidos. PP e PMDB deverão ser as legendas vítimas dessa revoada. O senador, embora tenha se revelado um político de um ego superlativo e pouco afeito ao companheirismo, articula de forma consistente para sair das eleições municipais com musculatura anabolizada visando o palácio Rio Madeira.

PAU – Nos bastidores é cada vez mais forte o zunzunzum de que aquela operação ‘pau oco” vai transformar a reputação de muita gente do mundo político e empresarial em cinzas. Quando a operação foi desencadeada não faltaram as gritarias de que era um factóide com objetivos meramente políticos, enquanto esta coluna registrava os fatos em sentido contrário. Quem acompanha os bastidores políticos já percebeu que a extensão dessa operação cruzou fronteiras inimagináveis e o pau que era oco vai deixar marcas profundas em muita gente.

DEVASTAÇÃO – Com a posse dos novos governantes (aqui e em Brasília) o agronegócio comemorou efusivamente acreditando que as restrições legais existentes contra a depredação do meio ambiente iriam cair todas. Ledo engano, visto que o país é signatário de vários tratados internacionais que restringem o avanço voraz do agronegócio sobre os mananciais ecológicos. Há setores – em todas as áreas – que equivocadamente bradam violentamente contra a atuação dos órgãos ambientais sem perceber que este setor (agronegócio) cria pouquíssimos postos de trabalho, mas geram problemas sociais incomensuráveis.

AGIOTAGEM – Quando o mundo político não hesita em se misturar com a delinquência da agiotagem, e não consegue separar uma atividade da outra, é sinal de um final tenebroso para quem exerce mandato eletivo. Na boca miúda alguns estertores da política estadual estão atolados em dívidas com agiotas e tentam quitar seus débitos de forma nada convencional. Forma esta que vai provocar ainda muito barulho.

AMISTOSOS – Depois de três anos de animosidade o deputado federal Léo Moraes e o ex-senador Expedito Junior voltaram a se cumprimentar de forma afável. Durante o voo entre Porto Velho e Brasília, segunda-feira (8), os dois, que sentaram em poltronas coladas, conversaram civilizadamente sobre vários temas, em particular as eleições municipais de 2020. Deram boas gargalhadas e relembraram várias passagens pitorescas da política estadual, embora não tenham sinalizado convergência entre os partidos quanto às candidaturas dos respectivos partidos para o próximo ano.

IMPESSOALIDADE – Um dos princípios comezinhos da administração pública é o da impessoalidade que, em sua gênese, estabelece o dever de imparcialidade na defesa do interesse público, impedindo discriminações e privilégios indevidamente dispensados a particulares no exercício da função administrativa. Além do mais, possui outro aspecto importante, a atuação dos agentes públicos é imputada ao Estado, portanto, as realizações não devem ser atribuídas à pessoa física do agente público, mas à pessoa jurídica estatal a que estiver ligado. Tal princípio, ao que parece, não serve para impor limites aos vereadores de Porto velho.

VETO – Os vereadores da capital, na contramão constitucional, acabaram de derrubar um veto do prefeito que suspendia uma lei aprovada pela edilidade que afronta totalmente a impessoalidade. Pela nova lei, em vigência após a derrubada do veto, a prefeitura fica obrigada a colocar os nomes dos vereadores nas inaugurações de obras públicas em que os recursos sejam oriundos de emendas da edilidade.

PREVIDÊNCIA – O resultado da pesquisa apontando pela primeira vez um apoio razoável dos pesquisados à Reforma da Previdência, anunciado hoje (9), pela Folha de S. Paulo, era o empurrão que o Governo Federal esperava para ampliar o número de deputados federais favoráveis ao projeto. Os mais céticos dirão que os dados estão manipulados e foram anunciados exatamente na data mais favorável aos governistas. Os defensores da proposta comemoram os percentuais, haja vista que é um tema impopular e que provoca muita controvérsia junto aos servidores públicos.

PRIVILÉGIOS – Mesmo entre as pessoas pesquisadas e que responderam a favor da reforma, poucas saberão responder com exatidão quais as perdas que sofrerão quando o projeto virar lei. Os que sabem quais mudanças serão aprovadas jamais reconhecerão a importância da reforma previdenciária. O problema é que nem todos os privilégios serão cortados, a exemplo dos membros da segurança pública. A conta recairá novamente nas costas do andar de baixo.

UNICIDADE – Mesmo o estado teoricamente considerado uno, a reforma que tramita na Câmara Federal, ao retirar os estados e municípios, comete uma atrocidade monumental porque empurra com a barriga um problema que termina na conta da União. Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas, todos quebrados financeiramente, são exemplos de que este problema é nacional e exige do parlamento nacional uma definição única.


Nota oficial da Ordem dos Advogados do Brasil foi a mais lúcida sobre caso Moro/Dallagnol

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Notas exclusivas do jornalista Robson Oliveira, em sua Resenha Política

VAZAMENTO – O mundo político está perplexo com os vazamentos de aplicativos que até então todos achavam invioláveis. WhatsApp e Telegram, os dois aplicativos mais usados por quem não quer ser bisbilhotado, em particular conversas com conteúdo nada republicano, agora revelam que são violáveis, em razão do vazamento das conversas entre o ex-juiz Sérgio Moro e membros do MP que investigam os malfeitos da lava-jato. A notícia em si caiu como uma bomba pelos diálogos revelados, mas deixou muita gente do mundo político preocupado.

PAPAGAIO – Uma fonte da coluna com experiência em investigar o mundo político local adiantou que a forma utilizada pelos hackers para clonar os telefones das autoridades da lava-jato, em Rondônia, é indispensável porque os políticos continuam falando abertamente sobre estripulias, despreocupados com eventuais vazamentos. Haveria, inclusive, em andamento, uma investigação com falas desses papagaios de arrepiar as penas das araras azuis, ave em extinção.

ABRANGÊNCIA – Outro dia houve uma operação policial de busca e apreensão numa empresa local e na casa de autoridades sem o mesmo alarde das anteriores ligadas ao ‘Pau oco”. Há informações ainda em apuração que a operação original se multiplicou em outros inquéritos com madeira suficiente para queimar muitas reputações ainda incólumes. Em pouco tempo algo nesse sentido poderá ser revelado com o barulho político que tende a vir pela frente, decerto pela abrangência dos fatos.

JORNALISMO – Li com tristeza alguns profissionais da mídia local tentando desqualificar o furo jornalístico envolvendo os principais personagens da lava-jato dado pelo jornalista Glenn Greenwald – profissional premiadíssimo e que acumula um prêmio Pulitzer, o mais representativo do mundo e, no Brasil, um ESSO.

CAPACHOS – Qualquer profissional sério que tivesse um material jornalístico tão forte nas mãos não temeria em divulgá-lo, em respeito ao acesso da população às entranhas da maior operação policial e judicial já vista por aqui. Tentar desqualificar o autor da matéria e o conteúdo exposto, na boca das pessoas comuns que se rivalizam com acusações mútuas nas redes sociais desde a campanha, não há nada anormal, mas não é comum profissionais da imprensa censurarem o trabalho competente de colegas premiadíssimos sob a justificativa de falta de isenção. Ora, censura a uma reportagem, aqui ou alhures, deve ser repelida por toda a sociedade, principalmente por quem um dia pode sofrer o mesmo mal.

GOTAS – Pelo quem tem sido publicado no noticiário nacional e internacional os diálogos controversos entre o ex-juiz Moro e as partes responsáveis pela investigação não são apenas os que foram tornados públicos, os que hão de vir prometem ser igualmente demolidores. É aguardar para ver a próxima gota desta nitroglicerina jurídica.

PONDERAÇÃO – Entre todas as notas corporativas divulgadas em relação aos vazamentos, a nota oficial da Ordem dos Advogados do Brasil foi a mais lúcida pela ponderação. Num ambiente contaminado pelo viés ideológico e um conteúdo publicado de causar perplexidade a qualquer rábula de porta de cadeia, a nota da OAB põe as coisas nos devidos lugares.

PRIORIDADE – Embora não seja afeto a atuação do Tribunal de Contas a construção de hospitais da rede estadual, a decisão do presidente da corte rondoniense, Edilson de Sousa, ao abrir mão de cinquenta milhões de reais, que seriam destinados às edificações e ampliações dos espaços  do TC, para que sejam destinados a construção de um novo João Paulo II, merece todos os elogios. Os membros do Tribunal de Contas deram um exemplo de que é possível cortar gastos e priorizar ações que sejam capazes de atender com mais dignidade à população carente. Em tempos bicudos, os administradores têm que eleger prioridades e não serem perdulários.

RESPONSABILIDADE – Quem também tem imprimido uma gestão responsável e moderna é o presidente da Assembleia Legislativa, Laerte Gomes. O presidente do Legislativo tem conseguido economizar os recursos públicos e exigido muita seriedade dos seus comandados. Quem não seguir os ditames que regram a administração pública não terá longevidade na política. Os tempos podem ser bicudos, contudo, arejados.

PROJETO – Com a filiação do ex-governador Daniel Pereira ao Solidariedade, partido presidido pelo polêmico e ex-sindicalista Paulinho da Força Sindical, surgiram as especulações de que poderá ser mais um pretendente à sucessão do atual prefeito Hildon Chaves. É verdade, Pereira chegou a sondar o PSD sobre a possibilidade de filiação com a garantia da indicação à prefeitura da Capital. Como não conseguiu tais garantias optou em ingressar ao SD para viabilizar seus projetos pessoais. Por enquanto, pode sonhar com a candidatura. O problema reside na pedra no meio do caminho, já que em política dois mais dois nem sempre são quatro…

Marcos Rogério dá uma banana para servidores e pessoas do campo

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RESENHA POLÍTICA – POR ROBSON OLIVEIRA

REFORÇO

Os partidos já estão trabalhando em surdina para se reforçarem visando as eleições municipais de 2020. O PR, por exemplo, anunciará em breve várias filiações de nomes com apelo eleitoral. Vão ser reforços bem consistentes e que mudam a correlação de forças em Rondônia. O PR é comandado no estado pelo ex-deputado federal Luís Cláudio, atual Secretário de Agricultura da Capital.

FEIRA

A principal feira do agronegócio do Norte que ocorre há oito anos na cidade de Ji-Paraná, organizada pela Seagri, apoiada por instituições públicas e setor privado, ajuda a movimentar o comércio estadual e projeta o estado no calendário regional dos negócios agrícolas. Este ano haverá novamente a participação de delegações estrangeiras.

GASOLINA

Os preços dos combustíveis dispararam em Rondônia. A gasolina ultrapassou os cinco reais, o que reflete nos preços dos alimentos, visto que os transportadores não hesitam em repassar o aumento para o contribuinte. Ainda tem tolo que faz convocação pra rua em defesa dos políticos. A economia não dá sinais de melhora e a crise política instalada na capital federal tende a abrir mais fissuras no tecido social. Estamos em plena recessão. Salve-se quem puder!

RECALL

Nem principais líderes do PSL, partido do presidente Bolsonaro, estão convictos da convocação de um ato público em defesa do mandatário nacional. Preocupada com os desdobramentos do acirramento que pode vir das ruas, a deputada federal Joyce Hasselmann (SP) é contra. O problema é esta convocação virar um recall da eleição do presidente. Ou coisa pior.

SEGURANÇA

É impressionante a inércia do coronel Marcos Rocha, governador de Rondônia, em relação ao sistema prisional. Assim que assumiu, o primeiro ato foi intervir no sistema ao convocar a tropa da polícia militar para manter a ordem. De lá para cá a situação tem piorado e está longe do controle dos órgãos públicos. Não há uma semana que não sejam divulgadas fugas em massa, o que contribui para a escalada da violência, em particular em Porto Velho. O coronel, antes de cair em suas mãos a governadoria, administrou o sistema, o que causa mais críticas em razão da falta de ações concretas para debelar a inércia.

TACAPE

Enquanto a maioria dos membros da bancada federal de Rondônia no Congresso percebeu que é fria defender sem nenhuma modificação a proposta da Reforma da Previdência, o senador Marcos Rogério (DEM) fez questão de ocupar a tribuna do Senado Federal, na semana passada, para baixar o tacape em quem é contra e defendeu a reforma sem nenhum retoque.

ESCUDEIRO

Quem leu o texto do projeto de lei da Reforma da Previdência percebeu que os servidores públicos e trabalhadores rurais são as maiores vítimas do projeto porque vão chegar à velhice exauridos em suas energias e terão problema ao fazer a nova conta pra se aposentar. São grupos sociais rondonienses importantes que o senador tem dado banana. Marcos Rogério virou uma espécie de escudeiro do governo.

DESGASTE

Quem também recebeu várias críticas nas redes sociais foi a deputada federal Mariana Carvalho que, ao lançar loas ao Ministro da Educação no mesmo momento em que as ruas fervilhavam de jovens, familiares e pessoas ligadas ao meio acadêmico protestando em favor da educação e das universidades públicas, arrumou uma briga com esse público. Embora não seja segredo que a parlamentar tem laços firmes com o ensino pago, foi um desgaste desnecessário já que é uma jovem preparada e de fácil acesso. Com esta postura o discurso envelhece e o desgaste reflete no futuro das urnas.

CARRANCUDO

Mesmo não sendo uma liderança que consiga chamar atenção por onde passa, o deputado federal Coronel Chrisóstomo (PSL) é sempre visto de cara fechada destilando mau humor para quem o encara. Na segunda-feira, por exemplo, estava na fila da TAM para embarcar e não cumprimentava ninguém que estava aguardando o embarque. O fato é que o cara é desabonitado, mas não precisa fechar o semblante para quem o cumprimenta. Pense num carrancudo!

PAUTA

Mês de junho devem entrar nas pautas do Supremo Tribunal Federal os processos relativos à Lava Jato dos réus com foro privilegiado. Em tempos bicudos quem estiver nesse radar vai penar para sair dos rolos.

METEOROLOGIA

O SIPAM anuncia que o tempo em Rondônia deverá amanhecer mais fresco, nesta quarta-feira. Nos últimos dias o calor tem dado uma trégua com uma temperatura amena e bem menos hostil. Mas vai esquentar na quinta ou sexta, independentemente dos termômetros.

Ego superlativo de Marcos Rogério pode derruba-lo

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Confira a coluna Resenha Política, de Robson Oliveira

VIOLÊNCIA – Apesar do coronel-governador Marcos Rocha possuir expertise na área de segurança, já que ocupou o cargo de Secretário de Justiça, na chefia do Governo de Rondônia, o desempenho nos primeiros cem dias tem sido desastroso com inúmeras fugas registradas nas unidades prisionais. O coronel chegou a convocar vários oficiais militares para por ordem no sistema, mas os resultados foram horrorosos. Ninguém, exceto os agentes penitenciários, consegue por ordem nos internos. O governador vai ser obrigado a trocar as peças dirigentes da área caso queira restaurar a ordem. A paciência da população com as fugas está se esgotando.

OBSCURIDADE – Uma área adquirida no baixo Madeira para assentar os desabrigados pela enchente do Rio Madeira, em 2016, começa a dar dor de cabeça em muita gente, além dos desabrigados. Eis aí um processo que em situação normal desaguaria para abraço de afogados. Ainda vamos ouvir muito sobre esta desapropriação. Enquanto nada é feito em definitivo, os atingindo pela última maior enchente da capital ficam sem chão para a própria subsistência.

IMPEACHMENT – Embora o pedido de impeachment seja em sua natureza um processo de cunho político, afastando de plano a conotação penal, originado em causas políticas, com objetivos também políticos, bem como é instaurado e julgado segundo critérios igualmente políticos, esse formulado contra o coronel Marcos Rocha é precário. Mas em relação ao vice-governador,  que também teve o pedido requerido por um advogado arguto, caso os deputados estaduais avaliem com isenção os fatos ali descritos, o impeachment é o remédio.

PERSEGUIÇÃO – De acordo com uma denúncia amplamente anunciada na mídia, o vice-governador José Jordan teria dito publicamente que utilizaria o serviço de inteligência estadual para fiscalizar os produtores de café. A princípio não seria nada demais o vice anunciar apertar a fiscalização a supostos sonegadores caso os mesmos não fossem seus concorrentes na mesma atividade econômica e local. A fala foi interpretada pelos cafeicultores como uma perseguição aos concorrentes do vice-governador. Uma perseguição sem pejo, sem meia palavras, um ato ilegal.

BOQUIRROTO – Este escriba não conhece o vice-governador e não tem como avaliar de forma mais apurada o político em si, mas todas as informações colhidas junto aos políticos da zona da mata, região onde o vice-governador José Jordan tem domicílio, revelam que ele (Jordan) é chegado a embustes com falas superlativas nada adequadas ao cargo que enverga. É bem verdade que ele e o titular (Marcos Rocha) foram surpreendidos com o resultado das urnas influenciadas pela onda “Bolsonaro” que assolou o país. Contudo, deveria, em cem dias de governo, compreender que a vice-governadoria exige de quem é investido uma postura mais discreta e menos estridente.

EXAGERO – Mesmo voltando atrás na censura que impôs à Revista Cruzoé e ao site Antagonista, devido a uma reportagem que os dois veículos publicaram relacionando o nome do Ministro Dias Tófolli com a Odebrecht, o desgaste da Corte Suprema foi imenso e expôs a corte a todas as críticas. Não há justificativa em nenhuma hipótese de impedir a circulação de uma matéria jornalística mesmo com supostos fatos que não venham a se confirmar. Quem se sentir violado que utilize as vias normais da justiça para repor a verdade, nunca uma decisão de força impedindo a divulgação do conteúdo da reportagem. Foi um exagero imperdoável porque atenta contra a democracia. Li a matéria censurada e não vi nada concreto que ligue o ministro aos malfeitos da empresa, exceto as ilações.

DURA LEX – Depois do julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que manteve a condenação do ex-presidente Lula, embora com pena diminuída, fica difícil sustentar juridicamente o discurso de preso político. Mantê-lo como posição política já é outro papo. Como diria um velho professor: dura lex sed lex. O que não dá para esconder como querem alguns é a liderança do ex-presidente mesmo atrás das grades e os achincalhes nas mídias sociais lançadas pelos setores mais reacionários da população brasileira.

ESMERO – Após uma votação espetacular para o Senado Federal, o radialista Marcos Rogério (DEM) tem se esmerado para fazer do mandato senatorial uma catapulta ao Palácio Madeira. Parlamentar de um ego superlativo e de pouco trato com os ex-colegas de profissão, o senador não começou o mandato bem e está longe de repetir o desempenho que obteve na Câmara Baixa. A permanecer com a vaidade nas nuvens, o Palácio Madeira ficará também bem distante de onde a própria vista pode alcançar.