Resenha – Explicações sobre a vigilância eletrônica nas escolas

Críticas

Na última coluna tecemos críticas acerbas em relação à suspensão do contrato entre o Governo de Rondônia e a empresa de vigilância armada. Alegando economia o governo optou pela vigilância eletrônica das escolas o que gerou as críticas em razão da fragilidade do sistema em conter os furtos. Chegamos a tachar de asneira a ideia da troca.

Explicações

As nossas críticas motivaram uma ligação do Secretário de Estado da Educação, Emerson Castro, a este cabeça chata que detalhou minuciosamente as vantagens da troca da vigilância armada pela eletrônica, assim como desmistificou as constantes reportagens dos prejuízos provocados pela suposta fragilidade do sistema.

Credibilidade

Por se tratar de um gestor que goza de credibilidade junto à coluna e sempre honrou os cargos que exerceu, passamos a relatar e analisar as explicações enviadas pela assessoria de imprensa da Seduc.

Gastos

O contrato com empresas de vigilância representava cerca de R$ 140 mil diários aos cofres do Estado. Já o custo para reposição do material, recuperação de patrimônio nas escolas vítimas de furtos é de R$ 90 mil. Até o final do contrato com as empresas de vigilância, em outubro passado, houve cerca de 40 furtos em escolas.

Economia

Os números acima comparados revelam que os gastos com o sistema de vigilância armada é muito maior do que os eventuais prejuízos com furtos depois que o sistema eletrônico foi adotado. Portanto, por si só o eletrônico é menos oneroso para os cofres públicos.

Figuração

O contrato entre o estado e a empresa de vigilância armada era apenas de guarda patrimonial – o vigilante não tinha entre suas funções, por exemplo, intervir em brigas entre alunos. Também não prestava serviço de segurança pública quando servidores e alunos saíam da escola para ir para suas casas. Sua ação era restrita à guarda patrimonial das escolas.

Ajuste

O contrato sangrava os cofres públicos e comprometia avanços na qualidade do ensino, na qualidade da educação. O ajuste requerido pelo TCE no edital de licitação para a contratação do serviço de monitoramento eletrônico está sendo executado. Isso é fundamental porque também foi motivo de duras críticas na mídia.

Providências

Para coibir novos furtos a Seduc está adotando medidas eficazes para resguardar o patrimônio das escolas como a contratação de seguro, patrulha escolar, entre outras. De acordo com Emerson Castro, a exemplo de Rondônia, vários estados também optaram por trocar a segurança armada por eletrônica que, além da economia, pôs fim a eventuais suspeitas de malfeitos registrados nos estados.

Percepção

Avaliando cuidadosamente as explicações dadas pelo secretário é possível deduzir que o sistema eletrônico adotado não foi uma ideia de jerico como a coluna tascou. Ao contrário, foi vantajoso para o erário. Serve de exemplo também para que o autor da coluna não escreva asneira antes de checar as informações para evitar injustiças. Como diria o mestre Paulo Queiroz: prego batido, ponta virada.

Zona

Um grupo de vereadores anunciou que vai votar contra a malfadada da reintrodução na capital da taxa de estacionamento denominado zona azul. Há quem defenda a excrescência. Nada obsta, mas quem visita os principais centro do país a exemplo do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Fortaleza ou Recife verifica que a zona foi substituída por estacionamentos privados (todos licitados) com instalações adequadas e responsabilidade civil com o patrimônio de outrem. Bem diferente da excrescência que o prefeito Mauro Nazif e auxiliares querem criar.

Ação

A administração de Mauro Nazif é tão medíocre que onze meses depois da posse a única polêmica relacionada a uma ação administrativa é exatamente a criação de um tributo para encher as arcas do município. Não há nada impactante para minimizar o sofrimento dos munícipes.

Competência

Cada temporal que cai sobre a cidade o trânsito piora e as ruas alagam. Nadar em Porto Velho pode virar uma necessidade. O prefeito garantiu que o irmão seria o melhor secretário de obras desde a criação do município. Imagino como estaríamos se ele fosse o pior…

Sufoco

A queda nas receitas dos municípios está jogando na lona prefeitos que gozavam de boa reputação na gestão pública. Com poucos recursos falta grana para investimentos, obrigando alguns alcaides recorrer as demissões para evitar atrasos salariais. Há também falta de competência da maioria para administrar a crise e buscar alternativas que visem a melhoria da qualidade de vida da população. Auditar os contratos com fornecedores e terceirizados pode render mais economia. Basta querer.

Campeão

Peço permissão aos leitores sofredores que torcem para um time qualquer e fazer uma corrente positiva para o grande jogo da quarta-feira, onde o Flamengo pode voltar aos dias de glória e ser campeão. Aos que vão à segunda divisão, tchau!

Robson Oliveira

Resenha – Expedito nega pré-candidatura ao governo

Jerico

Era previsível que não daria certo a troca de seguranças armadas por câmeras para guardar os bens da rede escolar estadual. A justificativa de economia para a troca cai por terra depois que algumas escolas foram arrombadas e tiveram equipamentos eletrônicos, entre outros, surrupiados. Quem fica com o prejuízo, além do contribuinte, são os alunos da rede pública que deixam de contar com computadores, televisores e outros equipamentos para o melhor aprendizado. Foi uma ideia de jerico esta troca.

Estupidez

A SEDUC informou que estuda a possibilidade de contratar uma seguradora para garantir uma suposta indenização todas as vezes que as escolas forem afanadas pelos larápios. Outra ideia digna dos asnos, visto que não impede que os alunos sejam prejudicados por um longo tempo até que novos equipamentos sejam repostos. Isto quando são. Anunciaram também que a PM pode intensificar as rondas como se uma passagem eventual da polícia na frente de uma escola inibisse a criminalidade.

Zona

Embora as ruas da capital estejam esburacadas, constantemente alagadas, sem uma boa sinalização e com lixo sobre as calçadas, a prefeitura municipal avisou que pretende reinstituir a cobrança dos estacionamentos na região central criando a malfadada ‘Zona Azul’.

Inoperância

Como a nova taxa de estacionamento atende apenas aos interesses de arrecadação da municipalidade, sem uma contraprestação em serviços públicos dignos, a Câmara dos Vereadores de Porto Velho, depois da pizza que forneceu, deveria tentar se limpar perante a população e rejeitar essa excrecência da administração inoperante do Dr. Mauro. A proposta da nova taxa é uma zona, literalmente!

Leniência

A propósito, qual a razão de o município de Porto Velho deixar de cobrar os impostos devidos dos estacionamentos privados que se multiplicam na área central da cidade? Leniência ou coisa pior?

Anúncio

O presidente do PSDB, Expedito Junior, negou à coluna que tenha antecipado o anúncio de pré-candidatura ao Governo de Rondônia. Ele tem desconversado, mas está ficando cada vez mais difícil para o ex-senador evitar comentar sobre a pré-candidatura especialmente porque as pesquisas divulgadas por aí dão a ele uma ampla vantagem sobre os demais prováveis candidatos.

Palanques

Ademais, o tucanato nacional também vai pressionar para que o ex-senador seja o candidato ao Governo de Rondônia montando, portanto, um palanque rondoniense para a candidatura presidencial de Aécio Neves, haja vista que petistas, peemedebistas e pedetistas estão armando o de Dilma Rousseff para a reeleição.

Recomendação

Em boa hora o MP recomendou que o Estado não repasse recursos públicos para irrigar os bolsos dos organizadores de um evento que ocorre no antigo parque de exposição. Não bastasse o absurdo de financiar um espetáculo de música (de gosto duvidoso) e de rodeio organizado por uma empresa privada para auferir lucro, o Governo de Rondônia cometeria uma ilegalidade abissal num momento de crise quando anuncia corte de gastos para honrar com seus fornecedores. Deveriam ter recomendado a exoneração de quem tentou cometer o absurdo.

Minirreforma

O Congresso Nacional aprovou a minirreforma válida para as eleições de 2014 com algumas mudanças em relação às eleições passadas. Aprovaram a retomada do limite para contratação de cabo eleitoral, que havia sido excluído na votação da Câmara, sob pressão do PT. O novo texto limita o número de cabos eleitorais de acordo com o número de habitantes de cada município e com o cargo que está sendo disputado. Proporcionalmente, uma disputa presidencial terá direito a mais cabos eleitorais que uma para deputado, por exemplo. Isso significa menos ‘formiguinhas’ sujando a cidade com o material impresso dos candidatos.

Engabelação

O texto prevê ainda um período mínimo de 20 dias das eleições para troca de candidato, um prazo que não existe. Antes, como forma de engabelar o eleitor, um candidato encalacrado com a justiça mantinha a candidatura até a véspera da eleição, renunciava um dia antes, e colocava em seu lugar um laranja qualquer da família. Exemplos em Rondônia abundam.

Prisão

O projeto prevê ainda que haja prisão para quem praticar boca de urna, mas o candidato só será penalizado pelo crime se houver comprovação de seu envolvimento no caso. Nas regras atuais, não há previsão de prisão para a boca de urna. Como é difícil alguém fazer boca de urna sem anuência dos candidatos, que inclusive paga pelo trabalho irregular, neste quesito houve retrocesso.

Vedação

O projeto também limita a fiscalização financeira dos partidos ao decretar o exame formal dos documentos contábeis e fiscais na análise de suas prestações de contas, vedando a “análise das atividades político-partidárias ou qualquer interferência” na autonomia das siglas. Este tópico foi incluído para facilitar a vida dos comitês eleitorais pra que não sejam importunados. Abre espaço para malfeitos.

Internet

Um avanço é a liberação do uso da internet para campanha nas redes sociais, mas proíbe placas, cavaletes e envelopamento de carros, além de fixar teto para gastos com alimentação – 10% do arrecadado pelo candidato – e aluguel de veículos em campanhas, em 20%. De acordo com o projeto, o comício terá que terminar às 2h da madrugada de quinta-feira para a sexta-feira anterior à eleição.

Liberdade

A proposta dá ainda maior liberdade a pré-candidatos em período anterior à campanha eleitoral. O texto diz que não será considerada propaganda antecipada a participação de pré-candidatos em entrevistas, programas, encontros e debates no rádio, na televisão e na internet, “inclusive com a exposição de plataformas e projetos políticos”. Acabando com a hipocrisia hoje existente sobre a questão.

Imagens

O projeto mantém o período das convenções eleitorais de 12 a 30 de junho e estipula o dia 7 de julho como data do início das campanhas. Além disso, reduz para 24 horas o prazo para publicação das atas de convenções — o prazo atual é de 5 dias e muita manipulação eram cometidas em surdina pelos dirigentes dos partidos até o registro das atas. O projeto manteve a proibição ao pagamento de multa usando o Fundo Partidário e liberou o uso de imagens externas nas inserções de TV.

BR

A BR 364 continua perigo e ceifando vidas todos os dias. Não adianta mais ficar remendando uma malha asfáltica projetada trinta anos atrás para uma frota de veículos infinitamente menor que a existente. Não há outra alternativa senão duplicar e reconstruir tudo de novo. Isso na hipótese dos ambientalistas deixarem.

Denúncia

O STF recebeu a denúncia de calúnia ofertada pelo Procurado Federal Reginaldo Trindade contra o senador Ivo K-Sol (PP). Não tem sido favorável para o senador pepista a querela que alimentou nos últimos anos contra Trindade. Tem perdido todas ações e ainda teve o mandato passa na lâmina.

Resenha – Nazif ganha de goleada em todos os quesitos de administração ruim

Suspensão

Preventivamente o Diretório do Partido dos Trabalhadores de Porto Velho suspendeu a filiação do vereador insurreto, Jurandir Bengala, por ter descumprido a determinação partidária para votar pela cassação dos vereadores encalacrados com a ‘Operação Apocalipse’. Bengala votou contra e salvou os colegas da cassação. Se optar pela expulsão, o PT pode reivindicar a vaga e o vereador corre o risco de perder o mandato.

Guerrilha

Há um exagero em afirmar que existe um movimento guerrilheiro em Rondônia infiltrado na denominada Liga dos Camponeses Pobres que insufla a luta pela Reforma Agrária de forma violenta.

Despreparo

O problema fundiário nacional decorre da inércia estatal em assentar as famílias sem terra com mais rapidez e a leniência com que trata alguns dos autoproclamados líderes. A instrumentalização política do movimento é que descamba para a violência. Guerrilha, da forma clássica, não há. É uma invenção de um aparelho policial despreparado para lidar com os movimentos populares que todos os dias eclodem no campo e na cidade. Reduzir o problema a uma questão meramente ideológica não é o melhor caminho para nenhum dos lados, visto que só acirra os ânimos.

Desmoralização

A execução de um policial no conflito de Rio Pardo é lamentável e revela o acirramento da questão agrária. O problema fundiário não serve de desculpa para se tirar a vida de ninguém. Os líderes do movimento não vão apontar o executor, mas deveriam. Ao proteger o assassino desmoralizam a luta pela terra, colocam o movimento na marginalidade e alimentam os boatos mais inverossímeis.

Escândalo

Com um gasto exorbitante de mais de 215 mil reais com diárias, a Câmara dos Vereadores de Ji-Paraná está protagonizando um escândalo de desperdício. A justificativa é que estes dispêndios são liberados para que a edilidade possa desempenhar funções fora da sede do município, mas na prática não passa de gastos perdulários sem interesse público. A população está revoltada e quer verificar o resultado prático das viagens dos nobres vereadores custeadas pelos tributos dos eleitores.

Desaparecido

Em visita ao município de Ariquemes a coluna percebeu que o atual prefeito, a exemplo do colega de Porto Velho, não está bem com os munícipes. A cidade está suja, com ruas esburacadas e sem perspectiva de melhora. Lourival Amorim, prefeito, anda sumido e muito criticado.

‘Cooperação’

Próximo do final do ano, os servidores do DETRAN decidiram entrar em greve por melhoria de condições de trabalho. Alegam que até materiais de expediente são adquiridos através de cotas feitas pelos próprios funcionários. Poderia ser interpretada como férias natalinas antecipadas não fosse o caráter das justas reivindicações que motivaram o movimento paredista. É a primeira greve decretada por condições dignas de trabalho. Para uma administração que se auto intitula da “cooperação” é uma boa oportunidade para entrar na cota e rachar o material de expediente com os barnabés.

Calote

Caso se confirme a especulação de que o Governo do Estado pretende dar um calote por três meses nos fornecedores visando priorizar as verbas alimentares dos servidores públicos, vai provocar uma confusão grande e pode refletir em prejuízos para os terceirizados: inclusive com demissões. Entre o calote e o atraso salarial o governo não hesitará em aplicar o primeiro para evitar desgastes políticos com o segundo.

Pesquisa

A coluna teve acesso a mais uma rodada de pesquisa que avaliou o humor dos munícipes com seus prefeitos, feitas em seis municípios. Dr. Mauro Nazif, prefeito da capital, ganha de goleada em todos os quesitos de administração ruim. Seguido pelos alcaides de Jaru, Guajará e Rolim de Moura.

Encontro

Os radialistas de Rondônia realizaram um encontro, no final de semana, em Porto Velho, onde debateram vários temas de interesse da profissão. Organizado pelo radialista Fábio Camilo, o evento contou coma presença de profissionais de vários municípios e surpreendeu pela qualidade dos debates.

Resenha – Se quisesse, PT poderia expulsar Bengala

Adesão

Ao nomear ontem Cleiton Roque para responder pela Secretaria Adjunta de Assuntos Estratégicos, o governador Confúcio Moura começa a dar os primeiros passos para ampliar o leque de partidos na sua recondução ao segundo mandato. O novo auxiliar é membro graduado do PSB e uma das pessoas mais próximas ao prefeito da capital Mauro Nazif. Não teria aceitado a nomeação para o primeiro escalão do governo peemedebista sem uma conversa com os colegas ‘neossocialistas’.

Acomodando

O ex-secretário de Administração, Rui Vieira, a exemplo de outros auxiliares de Confúcio Moura que foram exonerados, também foi acomodado em um cargo com a nomeação para exercer as funções de assessor especial da governadoria. Nesse caso, especialmente, trata-se de um técnico preparado na burocracia pública que acompanhou par e passo todas as negociações sobre a transposição e pode continuar a dar uma boa ajuda ao assessorado. Bem diferente dos outros que, demitidos, logo depois, ganharam apenas uma sinecura.

Pizza

Por falta de um mísero voto a Câmara dos Vereadores de Porto Velho deixou de aprovar o parecer da Comissão Processante favorável a cassação de três dos cinco vereadores encalacrados na famosa operação Apocalipse. Por 13 votos favoráveis, contra 4 contrários, o parecer que pedia a cassação de três e sanções menos pesadas aos outros dois envolvidos deixou de ser aprovado.

Manobra

Para que fossem cassados seriam necessários no mínimo 14 votos favoráveis, mas apenas treze tiveram a coragem de cortar na carne. Jurandir Bengala (PT), Aracy Macário (PSB) e Chico Lata (PP), votaram contra as cassações. Abstiveram-se os vereadores Edmilson Lemos (PSDB), Márcio Sitetuperon (líder do prefeito) e Porfírio Costa, convocado por ser suplente. Este último saiu do anonimato para retornar de onde não deveria ter saído.

Insubordinação

Apesar do partido dos Trabalhadores ter recomendado aos seus representantes da Câmara de Vereadores da capital o voto favorável ao relatório que indicava penalidades aos vereadores julgados, Jurandir Bengala decidiu se insurgir contra a orientação partidária e votou contra. Pelos estatutos partidários pode ser expulso e o fez consciente do que estava fazendo. Ainda é cedo verificar o desdobramento que a conduta do insurreto vai tomar, mas, sendo expulso, é possível perder o mandato porque a legislação na espécie faculta ao partido reivindicar a vaga quando a causa da expulsão é motivada por desobediência a deliberações partidárias do filiado.

Dedução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já decidiu que o mandato não pertence à pessoa que o exerce e sim ao partido. Portanto, é crível deduzir que deliberações de cunho partidário devem ser fielmente seguidas pelos filiados, incluídos nesse rol seus parlamentares. Em tese, ao que parece, amolda-se a conduta do insurreto vereador petista Jurandir Bengala. Resta saber se o PT de Porto Velho vai abrir procedimento interno visando à expulsão do edil e, em seguida, reivindicar a vaga. Possibilidade jurídica existe!

Vexame

O jovem vereador Léo Moraes (PTB) produziu um relatório consistente, com individualização de condutas ligando-as aos preceitos do decoro que norteiam os processos de natureza política. Cumpriu o papel de relator com competência. Embora não tenha logrado êxito, depois que foi rejeitado por apenas um mísero voto, não diminuiu em nada o trabalho realizado pelo jovem parlamentar. Quem se diminuiu foi o próprio legislativo municipal de Porto velho que optou por salvar os encalacrados na operação apocalíptica e condenar a própria instituição ao vexame produzido.

Recall

Houvesse o instituto do recall este cabeça-chata retiraria o voto dado ao vereador Macário Barros nas eleições passadas. Como revelamos o voto pela coluna na época, neste momento, nos penitenciamos.

Avoado

O deputado federal Padre Ton, eleito presidente do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores, de forma avoada, desmentiu qualquer pré-acordo com o PMDB em relação as eleições estaduais ao rebater uma entrevista dada pelo senador Valdir Raupp, presidente nacional do PMDB. O senador esclareceu que a declaração dada se referia a coligação nacional e não sobre eventuais acordos rondonienses.

Comparação

Para contrastar as declarações de Ton, sobre o eventual desgaste do atual governador, o senador peemedebista lembrou que as administrações municipais petistas em Rondônia também não estão sendo bem avaliadas que permitam eles (PT) criticar as demais.

Repercussão

Pouca vezes repercutiu tanto a informação dada pela coluna sobre as probabilidades do ex-senador Expedito Junior (PSDB) retornar a ribalta política depois que teve mandato passado a lâmina por encrencas judiciais. Mais uma pesquisa divulgada esta semana comprova os prognósticos feitos pela coluna sobre a liderança momentânea do ex-parlamentar para o Governo de Rondônia.

Sócia

O STJ acaba de decidir que a indenização trabalhista recebida por um dos cônjuges após o divórcio, seja qual for o regime de bens do casamento, tem que ser partilhada – desde que, claro, seja correspondente a direitos adquiridos durante o casamento.

Ex

De acordo com a sentença, a partilha terá que ser feita mesmo que já tenha ocorrido e homologado o divórcio. Para o STJ, a indenização integra o patrimônio comum do casal e deve ser partilhada em igualdade de condições. A decisão firma jurisprudência e vai ser aplicada em casos semelhantes daqui pra frente. Significa dizer que ex continua a ser um(a) sócio(a) em potencial e uma grande dor de cabeça.

Atrasada

A coluna demorou esta semana ser atualizada porque este cabeça chata foi acometido por uma gripe que doeu até na alma. Quase refeito, estamos aqui de volta.

Robson Oliveira

Resenha – Favoritismo de Expedito gera boatos de inelegibilidade

Resenha política – Robson Oliveira

Inelegível

Uma matéria que foi publicada na semana passada sobre a eventual inelegibilidade do ex-senador Expedito Junior (PSDB) provocou um debate fervoroso nas redes sociais, além de uma reação do próprio ex-senador negando que esteja impossibilitado de disputar as eleições de 2014.

Verdade

A verdade é que há dúvidas entre os concorrentes sobre a situação jurídica do ex-senador Expedito Junior razão pela qual espalham estado afora que o tucano está fora do pleito de 2014. A mentira é afirmar peremptoriamente que Expedito Junior não poderá registrar uma candidatura, caso decida disputar as eleições, pois mesmo com o mandato senatorial passado à lâmina, dias antes das eleições terá as prerrogativas eleitorais restituídas integralmente.

Elegível

Significa dizer que, ainda que não haja mudanças substanciais no atual (des) entendimento jurídico que lhe impõem a pecha de inelegível, Expedito Junior estará apto a disputar as eleições de 2014, mesmo sub-judice. Embora a dúvida reinante anabolize os boatos.

Desafio

Os adversários tentam confundir a opinião do eleitor afirmando que o tucano está fora do pleito devido à lei da ficha limpa porque ele (Junior) aparece em todas as pesquisas realizadas no estado como favorito tanto para Governo de Rondônia quanto para Senado Federal. O próximo passo, assim que Jr assumir a postura de pré-candidato, é espalhar o boato de que sendo eleito não assume.

Lorotas

Residirá nos boatos o grande desafio de Expedito Junior em convencer o eleitor que tudo não passa de lorota dos concorrentes ruins de voto e que vencendo as eleições assume sem qualquer impedimento. Como dito anteriormente, exatos quatro dias antes do pleito estará com todas as prerrogativas eleitorais restauradas.

Superação

Avaliando as possibilidades a coluna aposta que as chances do tucano tanto nas urnas e nas lides eleitorais lhe são amplamente favoráveis. Se quiser entrar na disputa o tucano entra sem maiores problemas. Os boatos de que não assume não passam de lorotas, mas vão proliferar à medida que se aproximar 2014. Eis aí pra ele o desafio a ser superado.

Empulhação

Embora a legislação eleitoral possa criar obstáculos, bastando apenas que outro candidato ou partido questione a elegibilidade do tucano, a mesma lei concede efeito suspensivo ao recurso intentado para permitir ao candidato concorrer normalmente. Sequer precisa ingressar com pedido de liminar. As afirmações em sentido contrário não passam de empulhação.

Engabelação

Se o tucano Expedito Junior ganhará o pleito do ano que entra, ninguém sabe nem há como prever o que acontecerá no futuro. No entanto, apenas com o fato de quererem tirá-lo da disputa, engabelando a opinião do eleitor, deduzimos que as possibilidades são alvissareiras. E as pesquisas disponíveis confirmam as premissas.

Estupro

A insatisfação da população com a falta de segurança somente tem aumentado o descrédito nas instituições e seu dirigentes. A divulgação do aumento exponencial dos casos de estupro no país e colocando Rondônia como a segunda unidade da federação com maior registro revela a ausência de políticas públicas mais eficazes para enfrentar o problema e reafirma a descrença da população com os governantes. Importante lembrar que o aumento dos números de estupro pode ser relacionado com a modificação feita no Código Penal que ampliou o entendimento sobre as condutas típicas.

Reprise

Mais um temporal caiu sobre Porto Velho trazendo consigo os mesmos problemas e as mesmas omissões da municipalidade. Quase um ano desde a posse do atual prefeito e os erros dos antecessores se perpetuam no presente. Uma simples limpeza nas ruas, nas bocas de lobos e nos bueiros minimizariam as alagações. Nem isto é feito. O pior é que andam fazendo um asfalto sonrisal – basta entrar em contato com a água pra derreter – que dificilmente resista até o final do inverno.

Inconfessáveis

Não é segredo pra ninguém a numerosa ‘bancada ruralista’ – composta por deputados federais e senadores ligados ao agronegócio – que manobram para impedir a aprovação de leis que vedam o avanço irracional sobre os recursos naturais, em especial mineral e vegetal. Quando essa turma vem a público fazer proselitismo favorável às políticas restritivas do Meio Ambiente, é preciso cuidado porque há por traz manobras inconfessáveis. Igualmente quando miram em pessoas que são declaradamente defensores da sustentabilidade. Se depender dos ruralistas, a Amazônia vira pasto ou imensos campos do soja.

Nada além…

Embora parte da mídia tenha feito prognósticos bombásticos quando o ex-deputado estadual Valter Araújo decidiu se apresentar voluntariamente à Justiça Estadual, nenhum dos depoimentos feitos em juízo até momento trouxeram as supostas revelações especuladas que abalassem os Poderes Executivo e Legislativo de Rondônia. Nada de novo, além do revelado nas operações policiais, veio à tona!

Cerco

A situação jurídica de Valter Araújo ficou ainda mais complicada depois que foi indiciado nesta quarta-feira por supostamente ter ordenado a execução de um ex-sócio. Sendo pronunciado por ser mandante de um homicídio qualificado é possível que permaneça recolhido por um longo tempo. O ex-deputado federal acreano Hidelbrando Pascoal, recolhido a uma unidade prisional de segurança máxima, guarda alguma semelhança com a situação do ex-deputado estadual rondoniense. Em ambos os casos, o número expressivo de acusações indica o tamanho do problema que hão de enfrentar daqui pra frente. É o cerco fechando.

STJ

Uma movimentação processual no Superior Tribunal de Justiça (STJ) tende a respingar na esfera política rondoniense e causar infortúnios para algumas figuras carimbadas por aí. Aguardemos, pois!

Agradecimento

O ex-vereador de Porto Velho, Mário Jorge, leitor assíduo desta coluna, encaminhou correspondência agradecendo a solidariedade e as orações que foram prestadas durante a internação do seu filho, vítima da violência que assola o país. Com o filho em plena recuperação, mesmo merecendo cuidados especiais, Mário diz que agradece todos os dias a Deus e a corrente anômima positiva que se formou em favor da saúde do menino. Nem nos momentos mais difícieis, inclusive por diagnósticos equivocados, a família e os amigos desanimaram. Uma vitória e tanto diante da gravidade que acometeu o filho do ex-vereador.

Reciclagem

Depois de amargar anos na berlinda política com sucessivas derrotas nas urnas, o deputado federal Amir Lando (PMDB) mudou o comportamento equidistante que sempre manteve do eleitor rondoniense e da mídia local e começa a apertar a mão das pessoas, além de priorizar a informação dos seus atos políticos nos veículos provincianos. É possível que tenha aprendido com as derrotas e reciclado a forma de se relacionar com os mortais. A coluna desconfia que o parlamentar desceu do pedestal. A conferir!