Rondônia confirma mais um caso de Covid-19 e Cacoal investiga 27

Painel Político Revista - https://revista.painelpolitico.com

Paciente é uma mulher de 31 anos ‘sem histórico de viagem para outro país com transmissão de Covid-19 nos últimos 15 dias’, diz Sesau

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesau) confirmou mais um caso do novo coronavírus, elevando o total para seis em Rondônia. A revelação foi feita em novo boletim da pasta publicado no início da noite desta quinta-feira (26). No total, há quase 720 notificações para Covid-19 e outros 219 casos descartados.

De acordo com a Sesau, a paciente é uma mulher de 31 anos, moradora de Porto Velho, “sem histórico de viagem para outro país ou estado com transmissão de Covid-19 nos últimos 15 dias”.

As amostras para o exame foram coletadas no dia 20 de março, e analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), que confirmou o diagnóstico de novo coronavírus.

Em Cacoal, município distante cerca de 500km de Porto Velho, 27 casos suspeitos do novo coronavírus estão sendo investigados na cidade. Os pacientes são 8 homens e 19 mulheres.

Até a tarde de quinta-feira (26), apenas 5 casos foram descartados. Com G1

Governador de Rondônia apoia Bolsonaro e diz que vai abrir parte do comércio; veja o que vai funcionar

Político - https://politico.painelpolitico.com

Decreto de calamidade pública terá atualizações, que serão divulgadas na quinta-feira (26); estado tem 5 casos confirmados para Covid-19

Conforme adiantado por PAINEL POLÍTICO, o governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha (PSL), informou na noite desta quarta-feira (25) que parte do comércio será aberto e que apoia o presidente Jair Bolsonaro. O anúncio foi feito após o pronunciamento do presidente sobre o novo coronavírus, que pediu “volta à normalidade”, o fim do “confinamento em massa” e disse que os meios de comunicação espalharam “pavor”.

A maioria dos chefes estaduais do país decidiram manter as regras de isolamento mesmo com as afirmações de Bolsonaro. O governador de Rondônia disse que segue alinhado ao presidente da república, mas não incentiva aglomerações.

“Lembrando que eu sou um apoiador e sou uma pessoa amiga do presidente Bolsonaro”, disse Rocha.

A declaração de Marcos Rocha foi dada durante uma live no Facebook para anunciar atualizações no decreto de calamidade pública, divulgado no dia 21 de março. Os acréscimos serão informados nesta quinta-feira (26).

“Não mudou o decreto, mas estamos acrescentando alguns detalhes que são importantes para a cadeia produtiva. O efeito do decreto termina na quinta que vem. Até lá vamos analisando e vendo se pode mais ajustado em maior ou menor rigor”, disse o governador, reforçando que os trabalhos de combate a pandemia continuarão.

Os serviços que irão funcionar, segundo o governador, são:

  1. Restaurantes da beira da estrada
  2. Borracharias e empresas de serviços de manutenção
  3. Hotéis (desde que o café da manhã seja no quarto)
  4. Construção civil
  5. Funerárias
  6. Escritórios de contabilidade
  7. Lojas de materiais de construção
  8. Lojas de agronegócio

“Lembrando que esses lugares com álcool em gel, máscara disponível aos que chegam”, reforçou Marcos Rocha. O governador informou que os outros serviços já descritos no decreto permanecerão fechados, como as escolas do estado. Alguns estabelecimentos tidos como essenciais, como farmácias e supermercados, seguirão abertos.

“Essas adequações são naturais. Os ajustes são apenas complementações dos elos da cadeia produtiva pensados na primeira edição do decreto sem que a gente desconfigure o que já estava posto como estratégia de enfrentamento”, ressaltou o secretário de Estado de Finanças, Luís Fernando Pereira.

Até o momento, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesau) confirma cinco casos do novo coronavírus em Rondônia.

O primeiro caso confirmado foi registrado em Ji-Paraná, na noite de 19 de março. O paciente é um homem de 29 anos, morador de São Paulo, que esteve na cidade para trabalhar. No sábado (21), Fernando Máximo confirmou em coletiva de imprensa os dois primeiros casos da doença em Porto Velho.

Já na noite de terça-feira (24), a Secretaria de Saúde informou mais dois casos na capital Porto Velho. Trata-se de um casal. O homem tem 39 anos e a mulher, 36 anos. Ambos já estão em isolamento domiciliar. Com G1

Governo de Rondônia confirma 2 novos casos e total vai a 5

Painel Político Revista - https://revista.painelpolitico.com

Segundo Sesau, pacientes estão em isolamento domiciliar. Confirmação foi feita durante de coletiva de imprensa na noite desta terça-feira (24)

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesau) confirmou mais dois casos do novo coronavírus na noite desta terça-feira (24), elevando o total para cinco no estado. O anúncio foi feito pelo chefe da pasta, Fernando Máximo, durante coletiva de imprensa.

Os infectados são um homem, de 39 anos, e uma mulher, de 36 anos, e já estão em isolamento domiciliar.

De acordo com o secretário, os dois são um casal de Porto Velho. A Sesau informou que o marido da paciente foi diagnosticado com a doença após voltar de São Paulo, que ocorreu no início deste mês.

Com o retorno, a esposa do homem apresentou sintomas da Covid-19. Os casos foram notificados no último dia 20 de março.

Agora, são cinco casos confirmados em Rondônia, sendo quatro importados e um por transmissão local.

Menina de 13 anos é assassinada à golpes de machado pelo namorado, em Porto Velho

Painel Político Revista - https://revista.painelpolitico.com

Após o crime, suspeito de 16 anos arrancou o dedo da vítima com um machado e exibiu ao público

Uma adolescente de 13 anos foi morta a golpes de machado pelo namorado, de 16 anos, em uma casa da Vila Marmelo, zona rural de Porto Velho. O boletim de ocorrência do caso foi registrado pela Polícia Militar (PM) na segunda-feira (23), e o suspeito ainda não foi localizado.

Segundo o boletim de ocorrência, quando os policiais foram avisados de um homicídio, encontraram os parentes da vítima e foram à casa onde ocorreu o crime.

Ao chegaram na casa, eles encontraram o corpo da jovem caído ao lado da cama e com sangramentos pelo corpo. Os policiais encontraram um machado sobre a cama, segundo a PM.

Um dos militares constatou que a garota estava morta e a Polícia Técnico-científica (Politec) foi chamada para dar início às investigações.

Segundo testemunhas, o suspeito de matar a adolescente é o companheiro dela, de 16 anos. Antes de fugir, o rapaz teria arrancado o dedo da vítima com o machado e exibido para o público, segundo a PM.

A polícia fez buscas pelo suspeito, mas ele não foi localizado. O caso foi registrado na delegacia de Polícia Civil de Extrema. Via G1

Rondônia tem 163 casos suspeitos de coronavírus em 15 cidades, diz novo boletim da Sesau

Painel Político Revista - https://revista.painelpolitico.com

Dados são da Secretaria Estadual de Saúde e foram divulgados na tarde deste domingo (22). Estado tem 3 casos já confirmados e 30 descartados

O número de casos suspeitos de coronavírus subiu neste domingo (22) em Rondônia. Um novo balanço da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) informa que há 163 casos suspeitos em 15 cidades diferentes. No sábado (21) haviam 137 casos suspeitos em 14 cidades diferentes.

Dos 163 casos que seguem sendo investigados no estado, 89 são apenas em Porto Velho. Abaixo, veja a lista das cidades com casos suspeitos.

  • Porto Velho – 89
  • Ji-Paraná – 23
  • Cacoal – 14
  • Jaru – 07
  • Ouro Preto do Oeste – 06
  • Vilhena – 06
  • Ariquemes – 04
  • Pimenta Bueno – 04
  • Rolim de Moura – 03
  • Nova Mamoré – 02
  • Alta Floresta do Oeste – 01
  • Espigão do Oeste – 01
  • Governador Jorge Teixeira – 01
  • Nova Brasilândia do Oeste – 01
  • Santa Luzia do Oeste – 01

Ainda conforme a Sesau, 30 casos suspeitos já foram descartados para Covid-19.

3 casos confirmados

Rondônia tem, até este domingo três casos confirmados da Covid-19. O primeiro foi registrado em Ji-Paraná, na noite de quinta-feira (19). O paciente é um homem de 29 anos, morador de São Paulo, que esteve na cidade para trabalhar.

Durante coletiva de imprensa no sábado (21), o secretário de estado de saúde, Fernando Máximo confirmou os dois primeiros casos da doença em Porto Velho.

Neste domingo, Marcelo Thomé, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero) disse que testou positivo para Covid-19. Ele participou da viagem do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos no início do mês. Até o momento 22 pessoas da comitiva testaram positivo para a doença. Com G1

Rondônia tem 163 casos suspeitos de coronavírus em 15 cidades, diz novo boletim da Sesau

Painel Político Revista - https://revista.painelpolitico.com

Dados são da Secretaria Estadual de Saúde e foram divulgados na tarde deste domingo (22). Estado tem 3 casos já confirmados e 30 descartados

O número de casos suspeitos de coronavírus subiu neste domingo (22) em Rondônia. Um novo balanço da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) informa que há 163 casos suspeitos em 15 cidades diferentes. No sábado (21) haviam 137 casos suspeitos em 14 cidades diferentes.

Dos 163 casos que seguem sendo investigados no estado, 89 são apenas em Porto Velho. Abaixo, veja a lista das cidades com casos suspeitos.

  • Porto Velho – 89
  • Ji-Paraná – 23
  • Cacoal – 14
  • Jaru – 07
  • Ouro Preto do Oeste – 06
  • Vilhena – 06
  • Ariquemes – 04
  • Pimenta Bueno – 04
  • Rolim de Moura – 03
  • Nova Mamoré – 02
  • Alta Floresta do Oeste – 01
  • Espigão do Oeste – 01
  • Governador Jorge Teixeira – 01
  • Nova Brasilândia do Oeste – 01
  • Santa Luzia do Oeste – 01

Ainda conforme a Sesau, 30 casos suspeitos já foram descartados para Covid-19.

3 casos confirmados

Rondônia tem, até este domingo três casos confirmados da Covid-19. O primeiro foi registrado em Ji-Paraná, na noite de quinta-feira (19). O paciente é um homem de 29 anos, morador de São Paulo, que esteve na cidade para trabalhar.

Durante coletiva de imprensa no sábado (21), o secretário de estado de saúde, Fernando Máximo confirmou os dois primeiros casos da doença em Porto Velho.

Neste domingo, Marcelo Thomé, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero) disse que testou positivo para Covid-19. Ele participou da viagem do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos no início do mês. Até o momento 22 pessoas da comitiva testaram positivo para a doença. Com G1

Contabilista rondoniense processa presidente da China por coronavírus

Painel Político Revista - https://revista.painelpolitico.com

Advogados ouvidos pelo ‘Estado’ entendem que a o processo é inadmissível, muito menos por meio de ação popular. “Meu, é sem pé nem cabeça, a maior aberração que eu já vi”.

Um contabilista de Rondônia moveu uma ação popular na Justiça Federal em Brasília em que pede a condenação do presidente da China, Xi Jinping, a indenizar o Brasil em R$ 5 milhões, em razão da epidemia do coronavírus.

Documento

Diz ele, por meio de seu advogado, que ‘quem deve arcar com todos os prejuízos causados ao povo brasileiro é a República Popular da China, que, através de seu Presidente, como é público e notório, negligenciou e agiu com omissão quando lhe foi informado de que estava existindo um vírus de auto poder de contágio e poderia causar graves danos à saúde pública’.

O autor da ação pede, por meio de seu advogado, que a Justiça obrigue a Advocacia-Geral da União a buscar responsabilização civil da China, sob pena de R$ 100 mil em multa caso ele desobedeça uma eventual liminar.

Advogados ouvidos pelo Estado entendem que o processo é inadmissível, muito menos por meio de ação popular. “Meu, é sem pé nem cabeça, a maior aberração que já vi”.

Ministério da Saúde confirma 1º caso de coronavírus em Rondônia

Painel Político Revista - https://revista.painelpolitico.com

O Ministério da Saúde confirmou na tarde desta sexta-feira (20) o primeiro caso positivo para Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. O paciente é um morador de São Paulo, de 29 anos, que esteve em viagem a trabalho em Ji-Paraná (RO), interior do estado. Após sentir os sintomas, o infectado contratou uma equipe médica particular, que fez o exame. 

Até última atualização do boletim do governo do estado, Rondônia contabiliza 114 casos suspeitos do novo coronavírus. De acordo com a Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), o caso é considerado importado, já que o paciente permaneceu na cidade por 48 horas. Não há transmissão comunitária da doença no estado. 

A Agevisa informou que ainda aguarda o pronunciamento do Ministério da Saúde sobre os exames feitos pelo laboratório Hermes Pardini, em Minas Gerais, responsável pelas análises. 

Ainda segundo a agência, equipes de Vigilância Epidemiológica de Ji-Paraná estão estabelecendo contato com as pessoas as quais o paciente manteve contato. Além disso, o Cievs de Rondônia informou o caso ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de São Paulo. 

Até o fim da tarde desta sexta-feira (20), o número de casos confirmados de pessoas infectadas pelo novo coronavírus no Brasil havia passado de 900, com mais de dez mortos.

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleppy
Sleppy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Áudios sobre “fechamento de comércio e mercados” em Porto Velho são falsos

Painel Político Revista - https://revista.painelpolitico.com

Mensagens estão sendo compartilhadas em grupos de Whatsapp

Áudios apócrifos que estão circulando em grupos de Whatsapp em Porto Velho, informam que o governador vai decretar “estado de calamidade” e determinar o fechamento de mercados, supermercados e farmácias.

Os áudios variam as informações, mas mantém o mesmo roteiro. Um deles, obtido por PAINEL POLÍTICO, é um homem que fala para que a população faça compras ˜porque vai faltar comida˜.

O secretário de Defesa de Rondônia, Hélio Pachá, afirmou que a informação não procede, e não passa de pessoas querendo causar pânico junto à população.

Ouça abaixo um dos áudios que estão cirulando:

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleppy
Sleppy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Fazenda de Ivo Cassol está sobre um sítio arqueológico indígena e contratos de compra e venda podem ser cancelados

Político - https://politico.painelpolitico.com

Território reivindicado por indígenas e quilombolas foi comprado pela família Cassol dos Camargo Corrêa em 2005

Agência Pública – No município de Alta Floresta D’Oeste, no distrito de Porto Rolim, região de planície alagável, que se torna uma ilha fluvial na maior parte do ano, a Agência Pública apurou denúncias de irregularidades fundiárias já apontadas pelo Incra no processo de privatização de uma área de 12 mil hectares da fazenda Mequéns, onde a família do ex-governador e ex-senador Ivo Cassol cria gado e tem uma imponente sede com piscina e Jacuzzi.

Foi a partir de 2005, quando Cassol ainda era governador de Rondônia, que os filhos Ivo Junior Cassol, Karine Cassol Raposo e Juliana Mezzomo Cassol adquiriram a fazenda em um trâmite envolvendo o irmão e sobrinhos de Sebastião Ferraz de Camargo, fundador da construtora Camargo Corrêa.

Sob a fazenda Mequéns e em parte da vila de Porto Rolim, os indígenas que reivindicam o território tradicional afirmam existir um sítio arqueológico com suas urnas funerárias – “constantemente destruídas”, como denunciou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em relatório de 2017.

O documento aponta que algumas das urnas funerárias indígenas aparentam ser “usadas como floreiras” – que volta e meia servem de cenário para os vídeos de Juliana Cassol, influenciadora digital fitness.

A cacique Valda, do povo indígena Wajuru, explica que as urnas, onde os indígenas eram enterrados, representam um patrimônio histórico nacional. “Elas estão espalhadas pela vila, pelos sítios, em todos os cantos onde moravam índios”, diz.

Ivo Junior Cassol afirmou à reportagem que nunca viu os artefatos e que os vasos mencionados pelo Iphan no relatório foram dados a uma de suas irmãs. Segundo ele, muitas das acusações contra a família são políticas. “Vão na cabeça desse pessoal que tem menos conhecimento e dizem que os Cassol vão fazer tal e tal coisa, e nós não fazemos nada.”

Por estarem sobre outras áreas sensíveis do sítio arqueológico, o Iphan embargou uma pousada e a construção do posto da Polícia Ambiental de Porto Rolim e da sede da Idaron, a Agência de Defesa Sanitária Agropastoril, voltada para a pecuária do estado de Rondônia. Mas, apesar do embargo, as construções, feitas durante o mandato de Cassol, seguiram normalmente.

Em setembro de 2019, o Ministério Público Federal (MPF) em Ji-Paraná (RO) fez um acordo judicial com o município de Alta Floresta D’Oeste e com o estado de Rondônia, exigindo a execução de um programa de compensação pelos prédios públicos construídos sobre o patrimônio arqueológico.

Não são apenas as denúncias de irregularidades apuradas pela reportagem que pesam sobre a família Cassol. Ivo pai já foi considerado o maior devedor do Ibama entre os senadores, quando ocupou o cargo, entre 2011 e 2018. No período, o político integrou a bancada de congressistas que criticavam a rigidez do atual Código Florestal.

Ele tem três embargos ambientais por destruição da flora registrados no órgão, todos no próprio município de Alta Floresta D’Oeste. Já as multas ambientais em seu nome somam R$ 1,300 milhão. Seus filhos também já foram condenados em primeira instância pelo desmatamento de cerca de 300 hectares na própria fazenda Mequéns, em outubro de 2017. A família entrou com recurso contra todas as multas.

Entre os embargos que Ivo Cassol sofreu pelo Ibama está uma denúncia por construção de uma estrada irregular de terra dentro de uma Área de Preservação Permanente (APP) em 2008. A estrada é o caminho de terra de quase 200 km que liga Alta Floresta D’Oeste a Porto Rolim

Junior Cassol acredita que essa multa, que não foi paga, se tratou de um “problema político”. “Não foi meu pai que abriu a estrada, foi o governo do estado”, argumenta. Na época, o governador era Ivo Cassol, seu próprio pai.

Cassol pai é conhecido como “Maçaranduba”, um tipo de madeira, apelido pelo qual foi delatado por um executivo da Odebrecht à Lava Jato, por corrupção em um processo de licenciamento no início de sua carreira política. De todas as denúncias em relação ao político, essa é a única que de fato gerou punição: Cassol foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quase cinco anos de reclusão, revertidos em serviços à comunidade, em 2013. Até 2018, no entanto, seu mandato ainda não havia sido cassado. Ele está inelegível desde então.

Contratos podem ser cancelados

Há nove anos a irregularidade confirmada pelos documentos obtidos pela reportagem tinha sido apontada pela Procuradoria Federal Especializada do Incra, que enviou provas dela para a então Superintendência Nacional de Regularização Fundiária na Amazônia Legal (Serfal) – à época pertencente ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) –, mas a investigação não avançou.

“Recomenda-se, ainda, que a Serfal (…) observe as informações contidas nos autos administrativos, sobretudo sobre a concentração das terras públicas se darem sobre títulos nulos e inadimplentes, outorgados por esta Autarquia Agrária”, destaca um dos documentos da procuradoria especializada do Incra.

No entanto, a investigação não avança desde setembro de 2015, quando a Serfal solicitou documentos — não entregues — ao então superintendente regional do Incra de Rondônia.

O atual superintendente regional do Incra em Rondônia, Ederson Littig Bruscke, confirmou à reportagem que o teor do processo sugere o cancelamento dos contratos pelos quais os agricultores venderam as terras públicas de Porto Rolim à família Camargo Corrêa, o que resultaria na devolução das terras de Cassol para a União. O Incra não confirmou se o processo será retomado.

De acordo com o MPF, em casos que envolvem, por exemplo, desmatamento em terras públicas ou indígenas, ocorreram operações e denúncia dos envolvidos. Um servidor do Incra, que preferiu não se identificar, afirmou que, se a lei que rege as questões agrárias fosse seguida, os atuais proprietários da Mequéns deveriam “pagar pelo tempo que utilizaram as terras”.

Também a Polícia Federal (PF) abriu um inquérito sobre o caso em 2008, depois de posseiros que viviam no território da Mequéns terem denunciado “expulsão com violência das terras, públicas, a mando do Grupo Cassol”. O inquérito foi enviado ao MPF no município de Ji-Paraná em 2011 e encaminhado ao STF devido ao foro privilegiado de Cassol – o inquérito prescreveu e foi arquivado em 2015.

O professor de direito agrário na Universidade Federal de Rondônia (Unir) Afonso das Chagas explica que a decisão da suprema corte não contempla uma das bases do direito agrário. “Tudo aquilo que envolve o bem público e a terra pública não prescreve.” O professor acrescenta que a decisão dos ministros do STF remete os autos novamente para o MPF em Ji-Paraná, para que os demais suspeitos que não tinham direito ao foro privilegiado, como os filhos de Cassol, fossem julgados, o que não ocorreu.

O fio das irregularidades

O histórico da irregularidade começou no final dos anos 1980, quando, mediante Contratos de Promessa de Compra e Venda (CPCV), o Incra vendeu as terras públicas a uma série de lavradores que, em um período de tempo que varia entre uma semana e quatro meses, as revenderam a Thyrso Ferraz de Camargo, irmão do sócio da Camargo Côrrea, e seu filho Renato Ferraz de Camargo, quebrando as cláusulas dos contratos, como a que proíbe a revenda das terras.

As terras foram revendidas para os Ferraz de Camargo pelo mesmo preço pelo qual foram adquiridas pelos supostos lavradores. Segundo a anciã Maura Wajuru, assim que colocaram as mãos no território, “os feitores da fazenda da família trataram de expulsar os indígenas que viviam por lá”, relata.

“Quando a gente comprou, a fazenda não tinha nada”

Ivo Junior Cassol afirmou que desconhecia a situação irregular das terras onde fica a fazenda. Ele alegou que as terras “são deles” e “estão escrituradas”. “Para mim, estava tudo certo.”

Para o professor Afonso das Chagas, o processo questionando a irregularidade da ocupação da fazenda Mequéns não chegaria ao STF sem o conhecimento de seus proprietários. “Não tenho dúvida de que foram avisados”, avalia.

Segundo ele, a situação revelada pela reportagem segue irregular desde quando os lotes foram inicialmente revendidos. “Querem abocanhar um patrimônio público contando com a inoperância e inércia do Incra.”

Junior Cassol alegou que os três lotes da fazenda que ficam próximos à vila de Porto Rolim já são georreferenciados e argumentou que 90% das terras de Rondônia têm alguma pendência quanto à titularização no Incra. “É comum na região.” Bruscke, o superintendente regional do Incra, estima que a porcentagem é menor. “Cerca de 50% das terras estão com pendências no estado”, diz.

O fazendeiro afirmou que a família chegou antes da comunidade indígena e quilombola na região. “O que tem ali é aqueles problemas dos quilombolas, que falam que são… Porque tem alguns ali que caíram de paraquedas… Tem os verdadeiros e os que falam que são. Tudo começou depois que a gente comprou a fazenda, antes não tinha nada disso lá”, argumenta.

Os relatos da anciã Maura Wajuru desafiam a afirmação do empresário. “Eu nasci aqui mesmo. Antes só tinham os indígenas aqui. Depois chegaram os seringueiros. Todo sabedor sabe que quando descobriram o Brasil já encontraram o índio, mas eles não aceitam isso. Eu que não sei de nada entendo, mas eles não. Dizem que a terra é deles. Ambição de terra. Toda a vida quiseram ser dono. Uma hora eles enjoam disso aqui”, diz.

Para a indígena Najela Wajuru, estudante do curso de educação básica intercultural da Universidade Federal de Rondônia (Unir), o posicionamento dos não indígenas em Porto Rolim é parte de uma estratégia mais complexa. “Em uma disputa de território como essa, querem desmerecer nosso histórico para empoderar o deles”, reflete.

Sua avó, Maura Wajuru, é casada com um quilombola, e seus descendentes carregam a dupla ascendência tanto na história quanto no corpo. A característica multicultural é motivo de ainda mais deslegitimação, segundo as indígenas.

Maura Wajuru e seu marido, ex-seringueiro e de ascendência quilombola – Julia Dolce/Agência Pública

“Sobrevivência físico-cultural”

Em novembro de 2019, o MPF auxiliou o povo Wajuru, indígenas de outros povos que têm integrantes que vivem em Porto Rolim e a comunidade quilombola em um Termo de Convivência e em um Protocolo de Consulta.

O primeiro busca a “conciliação de interesses” dos diversos ocupantes de Porto Rolim, proibindo a construção e ampliação de imóveis dos que não pertencem às comunidades tradicionais. Já o segundo demanda a retomada das demarcações e obriga à consulta dos povos originários da região para todo tipo de obra e atividade realizada em Porto Rolim.

Hoje, cerca de 30 indígenas do povo Wajuru e o mesmo número de remanescentes quilombolas aguardam a regularização do território;
no caso dos Wajuru, grande parte da região do distrito de Porto Rolim já foi pré-qualificada pela Fundação Nacional do Índio (Funai) de Rondônia, mas o processo de demarcação continua parado.

Já a comunidade quilombola da região tem reconhecimento da Fundação Palmares desde 2005 e entrou com processo de regularização no Incra no ano passado.

Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a demarcação do território é essencial para a “sobrevivência físico-cultural” dos povos tradicionais. No entanto, em relação às urnas funerárias, o órgão esclareceu que podem não ser dos Wajuru, e sim de povos como Gwarassugwe ou Palmela, ou outros desaparecidos há séculos.

O turismo como ameaça

Além da disputa de terra que opõe a comunidade multicultural formada por indígenas e quilombolas e a família do ex-governador do estado e ex-senador Ivo Cassol, outro fenômeno ameaça o ecossistema do território: o alto número de turistas de pesca. De acordo com o diretor do Departamento de Cadastro da prefeitura de Alta Floresta D’Oeste, boa parte das propriedades da região “nem tem documento”. O turismo é incentivado pelos governos do estado e do município, que, com placas em formato de peixe – avistadas pela estrada para o local –, convidam os motoristas a “visitarem” Porto Rolim.

Para a cacique Valda Wajuru, o incentivo à ocupação turística da ilha é a prova do não reconhecimento de seu povo pelos órgãos públicos. “Eles vêm com duas ou três caixas de isopor dentro dos barcos e a gente não vê fiscalização. O governo está abrindo a nossa casa para invasões.” Os Wajuru denunciam também a ameaça dessa pesca ao ecossistema local. O dono da pousada Porto Rolim Pesca Hotel, embargada pelo Iphan, Marcley Bolsoni, explica que o turismo na região é voltado para a pesca esportiva, o chamado “pesque e solte”. “A gente não apoia nenhum tipo de pesca predatória.”