Manual de sobrevivência: 10 dicas do que não fazer durante uma viagem de avião

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Folhear as revistas, andar descalço e guardar objetos valiosos no bagageiro; especialista em viagens tem todas as dicas

Na hora de viajar de avião é importante ter algumas dicas para não cair em enrascadas ou ter prejuízos financeiros. E para ajudar nessa missão, o especialista de viagens e passageiro frequente Gilbert Ott, que comanda o blog  God Save The Points , deu 10 alertas para uma viagem de avião tranquila.

Confira abaixo todas as dicas que Ott passou ao jornal Daily Mail e programe-se para uma próxima viagem de avião, sozinho ou com a família.

1. Não coloque objetos de valor no compartimento aéreo

Gilbert afirma que existe um grupo de “sindicatos criminais direcionados para o compartimento aéreo”. Essas pessoas são conhecidas por “furtar” itens pessoais valiosos dos passageiros.
“Esses grupos esperam até que as luzes se apaguem quando os passageiros dormem e fazem avaliações sobre quais malas podem ter um laptop, dinheiro ou algo valioso. Com muita frequência, a pessoa só percebe o que está faltando depois que o avião pousa”, explica o especialista.

2. Não discuta com a tripulação de voo

Algumas pessoas ficam irritadas e estressadas durante uma viagem de avião e acabam descontando na equipe de tripulação, os comissários de bordo. “Mantenha a calma, saiba que, mesmo que eles estejam errados, eles comandam o show. As brigas no ar significam que os aviões são desviados, o que significa que você pode acabar em outra cidade”, comenta Gilbert.

3. Não beba água da torneira

Um comissário de bordo revelou que o sistema de água dos aviões não é nada higiênico e Ott confirma essa teoria. “Os tanques de água são placas de Petri, que contém todas as bactérias e parasitas sob o sol. Não bebo a água da torneira, nem a uso para escovar os dentes e você também não deveria”, explica.
A saída é levar consigo uma garrafa de água reutilizável e enchê-la nos bebedouros do aeroporto.

4. Não leia as revistas

Acho que dá para entender que muitas áreas do avião são cheias de germes. Entre elas, estão as inofensivas revistas que ficam no apoio em frente aos assentos. “Os assentos dos aviões raramente são limpos na medida em que deveriam ser. Então, como você acha que as revistas estão? Pense em centenas de passageiros toda semana colocando as mãos sujas, as vezes oleosas, em todas as páginas”.

5. Não vá descalço

Essa é uma regra básica e muito falada por frequentadores de avião:  não ande descalço no assoalho da aeronave. É comum que pessoas derrubem café, água e etc no chão e, um comissário de bordo revelou que até xixi pode ser encontrado no carpete.

6. Não retire os sapatos antes da decolagem

“Um piloto uma vez me disse que um dos maiores erros que um passageiro pode cometer é tirar os sapatos antes que o avião suba com sucesso ao céu ou toque o solo com segurança. Essas são as duas áreas críticas do voo. Se os sapatos estiverem desabotoados, você pode ser cortado, pisoteado ou imobilizado por causa disso”, conta Ott.
Se você pensa em relaxar e ficar descalço, aguarde o sinal de abrir os cintos para fazer isso.

7. Não fique sentado por muito tempo

Essa é uma dica para os adeptos de voos longos. É importante se movimentar durante uma viagem de avião para evitar problemas de coágulos sanguíneos e trombose venosa profunda. Vá ao banheiro e volte, isso já vai ajudar. Fazer exercícios na poltrona também ameniza os efeitos da compressão.
“Eu estava em um programa uma vez com um cientista líder que estudava o controle de doenças, e ele observou que tampar o ar imediatamente após alguém espirrar pode reduzir bastante o risco de levar os germes às vias aéreas. Desde que soube disso, sempre usei um capuz, um cachecol ou uma camada adicional para colocar no meu nariz, se alguém estiver espirrando”, diz Gilbert.

8. Não confie no entretenimento a bordo

Nem todo o entretenimento de bordo é de qualidade. Segundo Ott, além dos programas serem questionáveis, existe a questão das bactérias na tela touch scream. O ideal é que você baixe algum conteúdo no tablet e celular para se distrair durante o voo, ou invista num livro e revista de casa.

9. Hidrate-se

Beber água é importante em todos os cenários, quando especificamente em viagens de avião, esse cuidado precisa ser redobrado. “As viagens aéreas são desidratantes, o que não faz apenas você se sentir mal, mas também torna suas glândulas mais suscetíveis a pegar germes”.

10. Não toque em nada que não precise

Em todas as dicas do especialista Gilbert Ott é explícito que vários lugares do avião têm germes, por esse motivo, não toque no que você não precisa. “Quanto mais você se auto-ajuda, mais você controla o que toca. Eu nunca chego muito longe na fenda do assento, tento usar uma luva para tocar ou pegar coisas que fazem parte da aeronave. Geralmente, tento manter minhas mãos afastadas de qualquer superfície que possa conter o que me torna o pesadelo de todos os outros passageiros – um humano tossindo e fungando sentado a centímetros”, finaliza. Via IG

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Operadora de turismo britânica Thomas Cook declara falência e afeta 600 mil clientes

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Falência de empresa de 178 anos obrigou as autoridades a iniciar uma operação para repatriar turistas pelo mundo.

A histórica operadora de turismo britânica Thomas Cook declarou falência e o fim de suas operações, o que obrigou as autoridades a iniciar uma operação sem precedentes para repatriar clientes em viagem em vários países.

A empresa confirmou que, somando todos os destinos e nacionalidades, tem atualmente quase 600 mil turistas de férias pelo mundo, sendo 150 mil britânicos.

Com a falência, 22 mil funcionários em todo o mundo estão com os empregos ameaçados, sendo 9 mil deles no Reino Unido. A empresa administra hotéis, resorts, companhias aéreas e cruzeiros em diversos países.

Pioneira das viagens turísticas, com 178 anos, a Thomas Cook negociou intensamente durante todo o fim de semana em busca de uma injeção de capital de 200 milhões de libras (quase US$ 250 milhões) para evitar o colapso. Mas as conversações com credores e acionistas fracassaram, e a operadora encerrou as atividades.

O grupo registrou uma forte queda em seus negócios nos últimos anos, consequência da concorrência intensa dos sites de viagens e das dúvidas dos turistas a viajar ante as incertezas sobre o Brexit, adiado duas vezes este ano.

Megaoperação de repatriação

Na madrugada desta segunda-feira, as autoridades do Reino Unido começaram a organizar o retorno de 150.000 turistas britânicos, na maior operação de repatriação do país em tempos de paz, duas vezes superior à organizada há dois anos, no momento da falência da companhia aérea Monarch.

O governo ativou um plano de emergência que recebeu o nome “Operação Matterhorn”, referência a uma campanha de bombardeios dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial.

As aeronaves mobilizadas pela Autoridade Britânica de Aviação Civil (CAA) começaram a decolar de Palma de Mallorca (Espanha). Muitos turistas britânicos estão em Cuba, Turquia, Grécia e Tunísia. Aviões emprestados por companhias aéreas também serão utilizados.

“Todos os passageiros atualmente no exterior pela Thomas Cook e que tinham reservas para retornar ao Reino Unido nas próximas duas semanas serão transportados para casa em uma data o mais perto possível de suas reservas quanto possível”, afirmou o governo britânico. A ideia é que todos os britânicos consigam retornar ao país até 6 de outubro.

De acordo com a BBC, 14.000 britânicos devem ser repatriados até a noite de segunda-feira. O governo calcula o custo da operação em 100 milhões de libras.

Avião do grupo britânico Thomas Cook em aeroporto de Duesseldorf — Foto: Wolfgang Rattay/Reuters
Avião do grupo britânico Thomas Cook em aeroporto de Duesseldorf — Foto: Wolfgang Rattay/Reuters

A companhia aérea alemã Condor, que pertence ao grupo Thomas Cook, anunciou que mantém seus voos, apesar da falência, e solicitou um empréstimo de emergência ao governo alemão.

“É um momento preocupante para os funcionários e os clientes da Thomas Cook. A maior repatriação em tempos de paz no Reino Unido”, tuitou o ministro britânico das Relações Exteriores, Dominic Raab.

“Apesar dos enormes esforços, as discussões não chegaram a um acordo entre os acionistas e aqueles que ofereciam um novo aporte de dinheiro”, anunciou a empresa no domingo à noite.

“A direção concluiu que não havia outra opção que dar os primeiros passos para iniciar o processo de liquidação com efeito imediato”, completou.

A operadora havia apresentado um plano reestruturação no qual o conglomerado chinês Fosun assumiria o controle de suas atividades, ao mesmo tempo que os credores (que incluem, entre outros, os bancos RBS, Barclays e Lloyds) assumiriam as atividades de sua companhia aérea.

Mas as 900 milhões de libras (US$ 1,12 bilhão) prometidas pelas partes não eram suficientes. A empresa necessitava de mais 200 milhões de libras para continuar com suas atividades.

Operadora de turismo britânica Thomas Cook declara falência e afeta 600 mil clientes  — Foto: Enrique Calvo/Reuters
Operadora de turismo britânica Thomas Cook declara falência e afeta 600 mil clientes — Foto: Enrique Calvo/Reuters

As informações são da AFP

Sem concorrência, companhias aéreas brasileiras cobram preços de voo internacional para destinos domésticos

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Enquanto isso, quem precisa viajar pelo Brasil continua sentindo no bolso os efeitos de um mercado com pouca concorrência

Desde que a Avianca suspendeu seus voos no Brasil, após um pedido de recuperação judicial, os preços dos bilhetes para voos domésticos dispararam, e têm se equiparado aos valores de passagens para o exterior. Às vezes, têm até ultrapassado. Para quem está programando as próximas férias e pretende viajar para outro estado do país, a notícia não é boa: a tendência é que os custos dos bilhetes nacionais não caiam tão cedo.

Atualmente, os voos para destinos brasileiros estão concentrados em apenas três grandes companhias aéreas: Gol, Azul e Latam. Desde 2005, vigora no país a política de liberdade tarifária para os voos domésticos, o que faz com que as empresas possam fixar os preços das passagens sem regulação.

Para o economista Alessandro Oliveira, apesar de a experiência mundial mostrar que o mercado de aviação funciona melhor sem regulação, o fato de haver poucas empresas no Brasil fez com que os custos das passagens nacionais tenham subido significativamente:

— Com a quebra da Avianca, o mercado saiu de um ‘quadripólio’ para um ‘tripólio’. O que significa isso? Que no curto prazo, tem-se o mesmo número de passageiros sendo distribuído para menos empresas. É até meio automático no sistema de reserva os preços começarem a subir. Não é apenas estratégico, é uma questão de racionamento da capacidade — explicou.

Ainda segundo o economista, a tendência é que, no médio ou no longo prazos, o mercado se acomode com três companhias, e os preços caiam. Mas ainda não é possível prever quando isso deverá acontecer.

Enquanto isso, quem precisa viajar pelo Brasil continua sentindo no bolso os efeitos de um mercado com pouca concorrência. É o caso da administradora Danielle Lorenzo Oitaven, de 30 anos, que mora com o namorado no Rio, mas precisa ir a Salvador (BA), sua cidade natal, com frequência para ver a família.

— Este ano, temos três passagens para comprar: temos um evento em outubro, depois o feriado de 15 de novembro, e já estamos olhando bilhetes para o Natal. A viagem de outubro está custando R$ 900 (ida e volta). Para o Natal, a mais barata está na faixa de R$ 1.300. Desde que a Avianca começou a diminuir os voos, passamos a perceber esse aumento nos preços. Antes, uma passagem cara, no Natal, por exemplo, custava R$ 600 — disse.

A reportagem pesquisou os preços dos bilhetes aéreos para Salvador, no feriadão de 15 a 20 de novembro deste ano. O valor do voo mais barato encontrado foi de R$ 1.606 (ida e volta), com as taxas incluídas. Por esse preço, seria possível viajar a diversos países da América Latina, como Chile, Paraguai, Uruguai e Argentina, conforme o quadro abaixo.

Preço da passagem para Salvador no feriadão é mais alto que para destinos na América do Sul
Preço da passagem para Salvador no feriadão é mais alto que para destinos na América do Sul

Concorrência maior em voos para o exterior

Para o coordenador do MBA em Finanças do Ibmec/RJ, Nelson de Sousa, uma possível redução dos preços das passagens domésticas poderia ser acelerada com a entrada das companhias estrangeiras low cost (de baixo custo) no país, que poderiam disputar com as empresas nacionais a concorrência pelos voos dentro do Brasil:

— Isso aconteceu em diversos países. E poderia ser mais incentivado com a permissão para que as companhias cobrem pelo despacho de bagagens.

Desde o ano passado, quatro estrangeiras de baixo custo já receberam autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar no Brasil: a chilena JetSmart e a argentina Flybondi, além da norueguesa Norwegian e da chilena Sky Airline. No entanto, todas vão realizar apenas voos internacionais, o que não impacta na redução dos preços de voos nacionais. Por outro lado, tornam os destinos fora do país mais baratos.

Alta no segundo semestre

A analista de RH Thaisa Casimiro Monteiro, de 34 anos, também sentiu um aumento nos preços das passagens do Rio, onde mora, para Belém (PA), sua cidade natal:

— Da última vez em que voei, em maio deste ano, paguei cerca de R$ 650 pelos bilhetes de ida e volta. Pesquisei há uma semana, e os valores já estavam extremamente altos. Paguei cerca de R$ 1.800, que é o preço de passagens para o exterior. Em vez de diminuírem os valores por causa da cobrança das bagagens, só aumentam.

Para pagar mais barato, o economista Alessandro Oliveira sugere evitar os períodos com muita procura:

— É mais barato voar quando a grande maioria não quer viajar. O primeiro semestre costuma ter preços melhores, já que no segundo a atividade econômica é maior, e o segmento de negócios viaja mais. Outra opção é pesquisar nas horas em que ninguém está online, de madrugada, quando as companhias podem liberar descontos.

Danielle sentiu o aumento de preços para Salvador
Danielle sentiu o aumento de preços para Salvador Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo

‘Só tem voo direto de uma companhia’

Danielle Lorenzo, administradora, 30 anos

Eu gostaria de ir a Salvador todos os meses, porque eu e meu namorado temos família lá. Mas uma frequência de dois em dois meses já seria ideal. Mas não conseguimos viajar assim porque os horários em que poderíamos ir, por causa do trabalho, são os horários mais caros. Hoje em dia, é impossível. Você paga mil reais pela passagem de ida e volta. Se for em cima da hora, paga mil reais por trecho, ou seja, no fim das contas, as passagens de ida e volta ficam por R$ 2 mil. O passageiro que estar sempre tentando encontrar uma promoção. Além disso, o mercado afunilou muito. Só tem voo direto de uma companhia, desde que a Avianca acabou.

A reportagem é do Extra

5 melhores lugares para viver aposentado com R$ 6 mil por mês

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Se aposentar e levar uma vida tranquila é o sonho de muita gente, ainda mais se o lugar for paradisíaco e seguro para aproveitar os dias com mais calma. De acordo com a publicação norte-americana chamada “International Living”, isso é possível.

Para que esse desejo se torne realidade, o site que aponta anualmente os melhores lugares do mundo para curtir a aposentadoria, listou as melhores cidades para casais que podem gastar de R$ 6 a R$ 10 mil mensais. Os destinos sugeridos pela publicação estão na América Latina, Caribe, Europa e Sudeste Asiático. Oferecem boa qualidade de vida com baixo custo. Confira a lista a seguir:

As informações são do Uol.

Puerto Viejo (Costa Rica)

Foto: Getty
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Na costa do Caribe a cidade de clima quente e ritmo de vida tranquilo proporciona uma vida tranquila, que mais parecem férias contínuas.

O lugar tem alugueis e alimentação barata, mas para ter um orçamento compacto é preciso seguir alguns hábitos como: consumir produtos locais e reduzir a frequência em restaurantes e cafés. A estimativa de gastos fica em US$ 2.025 por mês (US$ 24.300 por ano), mas como a cidade é turística, é preciso ficar atento para não extrapolar os gastos.

Lagos (Portugal)

Foto: Getty
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Na charmosa Lagos, em Portugal, é possível viver perto do mar por US$ 2.080 por mês (US$ 24.960 por ano). A cidade europeia de 22 mil habitantes tem um clima agradável na maior parte do ano e é um convite para passeios a pé.

Suas ruas são planas, os restaurantes normalmente são bons e baratos, mas também conta com um transporte público eficiente.

Akumal (México)

Foto: AP
Foto: AP

O México apresenta inúmeras vantagens aos aposentados, e sua cidade de Akumal oferece ainda um lugar paradisíaco. Areia fofa, um mar azul-turquesa e baixo custo de vida completam os privilégios deste lugar que tem apenas 1.031 moradores. Para morar nesse paraíso, um casal deve gastar em média US$ 2.240 por mês (US$ 26.880 por ano).

Volcán (Panamá)

Foto: Getty
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O Panamá é um lugar onde o dinheiro rende bastante e para os aposentados pode ser ideal. Com um estilo de vida simples, é possível viver com US$ 1.500 por mês (US$ 18 mil por ano).

A cidade de 14 mil habitantes está localizada próxima ao vulcão na província de Chiriquí, e o solo vulcânico faz com que a região seja a mais fértil do Panamá. Mas não precisa de pânico, sua última erupção foi em 1550.

Saiba como viajar de graça nos aviões da Força Aérea Brasileira

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Poucos sabem, mas voar nos aviões da FAB é um direito de qualquer cidadão brasileiro

Muitos sequer imaginam, mas voar nos aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) não é um privilégio exclusivo de militares e políticos. Na realidade, todos os cidadãos brasileiros, residentes em território nacional, têm direito a viajar com a FAB sem gastar um centavo. Mas antes de arrumar as malas, é bom saber que isso só é possível quando há disponibilidade nas chamadas missões de Transporte Aéreo Logístico da entidade. A “carona”, entretanto, não é fácil de conseguir.

Para embarcar em um avião, é preciso se inscrever em um órgão chamado Correio Aéreo Nacional (CAN) da localidade onde se deseja embarcar, informando o seu destino de interesse. Confira aqui quais são as unidades do CAN espalhadas pelo país.

Após demonstrar interesse, o cidadão tem o prazo de até dez dias para ser convocado. O que não significa, necessariamente, que ele terá a oportunidade de voar de graça com a FAB, porque a viagem está condicionada à disponibilidade de vagas das aeronaves. Caso o prazo de dez dias expire e a pessoa ainda tenha interesse de fazer a viagem, é preciso renovar a inscrição por um novo período de dez dias.

No seu site, a FAB esclarece dúvidas e lista algumas recomendações para quem se interessa pela ideia. A entidade indica, por exemplo, que a solicitação seja feita com o máximo de antecedência possível por conta da disponibilidade dos aviões.

Sobre a gratuidade, a FAB afirma: “A viagem ocorre em aproveitamento de alguma missão previamente planejada e o embarque de passageiros não representa custo algum.” Outra questão abordada no site é que “não há limite imposto para o uso de aeronaves da FAB” – notícia boa para os mochileiros de plantão.Caso de sucesso

Quem testou o serviço foi o influenciador carioca Luan Cassadanta. Em sua conta no Instagram, o jovem contou em, um relato detalhado, como foi a experiência de viajar de graça com a FAB. Na ocasião, Cassadanta conseguiu realizar o trajeto Manaus-Brasília sem pagar por nada.

Luan Cassadanta, influenciador carioca que viajou de graça com a FAB (Foto: Reprodução/Instagram)
LUAN CASSADANTA, INFLUENCIADOR CARIOCA QUE VIAJOU DE GRAÇA COM A FAB (FOTO: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM)

Segundo ele, junto com a confirmação da inscrição veio a recomendação de que ficasse “atento”. Três dias depois do início do processo, ficou sabendo que havia um lugar disponível num voo que partiria no dia seguinte, às 6h da manhã. Ele destaca, porém, que o e-mail com a confirmação caiu no lixo eletrônico do seu e-mail. “É importante ficar de olho”, disse.

Mas não foi bem assim. “Fiquei muito empolgado por ter conseguido o voo, pois já tinha tentando algumas vezes saindo do Rio de Janeiro e nunca consegui. Ainda desconfiado, liguei para eles e me decepcionei, porque estava apenas na lista de espera, sem nada confirmado.”

Mesmo assim, recebeu a indicação para ir até a base aérea na hora de partida. Caso alguém desistisse, a lista de espera seria convocada pela ordem de inscrição. “Eu era o 39º na fila. Desanimei, mas não desisti”, afirmou. Quando chegou à base, foi chamado. “Fiquei muito feliz! Conseguir carona de avião é muita ostentação para quem passa tanto tempo na estrada”, disse na publicação.

Da Época Negócios

Vai para a Europa? Conheça a Baviera

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A Baviera é o destino turístico mais popular da Alemanha

Além de destaques como o Castelo de Neuschwanstein, a montanha Zugspitze e a capital, Munique, visitantes também valorizam a diversidade e o charme da área rural.

O interior é de tirar o fôlego

A região Tölzer Land, localizada ao sul de Munique e que se estende até a fronteira com a Áustria, encanta com paisagens bucólicas que parecem ter saído de livros de contos de fada. Por isso, o destino é perfeito para uma viagem com duração de um dia.

Uma montanha e dois lagos

A montanha Herzogstand tem mais de 1.700 metros de altitude e oferece uma vista fantástica dos lagos Kochelsee (à esquerda) e Walchensee (à direita). Ela era a montanha favorita do rei bávaro Ludwig 2º. Hoje em dia, o cume pode ser facilmente alcançado por meio de um teleférico, fazendo com que nos dias de verão ele fique cheio de turistas.

“Caribe” bávaro

O lago Walchensee tem até 190 metros de profundidade e é uma das áreas de esportes aquáticos mais belas da Baviera. As águas de cor turquesa e praias de areia branca fazem o lago ser conhecido como “Caribe” bávaro. A área é absolutamente silenciosa: não é permitido andar de barco motorizado no lago.

Lugar ideal para esportes aquáticos

O lago Walchensee é um local ideal para a prática de mergulho, surfe e kitesurf. Se você dirigir pela costa em um dia de verão, poderá ver surfistas se enfileirando nos pontos de entrada do lago. A localização na bacia de um vale com montanhas íngremes garante temperaturas amenas e, ao mesmo tempo, condições térmicas ideais.

De carro pelas montanhas

Para ir do lago Walchensee para o Kochelsee é necessário tomar o caminho sobre as montanhas Kesselberge. Com curvas estreitas, a estrada serpenteia por mais de 9 quilômetros a região. Por isso, os motociclistas adoram viajar por esse trecho. Mas, infelizmente, houve tantos acidentes que as motos foram proibidas de usar a via nos finais de semana, e a ultrapassagem é proibida em todo o trajeto.

Natureza e arte

O lago Kochelsee fica a 600 metros acima do nível do mar – 200 metros a menos que o Walchensee – e está numa vasta região pantanosa. Natureza e arte estão ligadas aqui: no início do século 20, o lago foi ponto de encontro do grupo de artistas expressionistas “Der Blaue Reiter”. Vale a pena visitar o museu Franz Marc, em Kochelsee: ele é dedicado ao trabalho do grande artista e seus contemporâneos.

Verão em Murnau

Durante os meses de verão, Franz Marc e seus amigos artistas se mudavam para a cidade vizinha de Murnau. Os jovens expressionistas se encontravam na residência do casal Wassily Kandinsky e Gabriele Münter. Hoje, a casa é um museu e memorial.

Estâncial termal Bad Tölz

A cidade-spa no rio Isar deu nome à região Tölzer Land. Com pouco menos de 18 mil habitantes, Bad Tölz é uma das maiores cidades da região. De Munique, o trem leva cerca de uma hora para chegar à vila, e daqui segue para as montanhas. O centro histórico e natureza em torno do vilarejo fazem de Bad Tölz um local perfeito para começar ou terminar viagens com duração de um dia.

O caudaloso rio Isar

Uma alternativa refrescante para uma caminhada na montanha é fazer um passeio ao longo do Isar. O rio mostra seu caráter original e caudaloso apenas em alguns trechos. E, para se ter uma pequena ideia da beleza indomável deste rio, pode-se fazer um passeio de bote entre Bad Tölz e Lenggries.

Muitas tradições

Se você tiver a oportunidade de estar na Baviera durante o feriado de Corpus Christi, são grandes as possibilidades de encontrar bávaros usando seus impressionantes trajes festivos. Como em Walchensee, os fiéis marcham em procissões festivas por vilas e cidades em toda a Baviera.

Iguarias alpinas

O que seria um dia nas montanhas sem uma visita a uma taverna? Você não precisa se preocupar com o suprimento básico de delícias alpinas, mesmo estando a uma altitude de 2 mil metros. A comida parece que fica até mais gostosa depois de uma árdua subida. E há ainda um bônus adicional: você pode ignorar a contagem de calorias.

As dicas são do jornal alemão Deutsche Welle 

Pacote turístico de R$ 4,5 mil tem como principal atração nadar com atriz pornô

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No feriado de Páscoa, os hóspedes poderão aproveitar a estadia de um hotel na companhia da jovem Shoka Takahashi, famosa por estrelar filmes eróticos

A operadora de turismo japonesa Sakura Tourist está ganhando clientes por oferecer um pacote de viagem incomum. A empresa está vendendo por 890 libras (em torno de R$ 4,5 mil) um pacote de Páscoa de dois dias e uma noite em que a principal atração é ficar no mesmo hotel que uma atriz pornô e ter a chance de interagir com ela.

Segundo informações do portal britânico “The Sun”, a empresa pretende vender até 40 pacotes de viagem desse tipo e o hotel ainda é desconhecido. Embora os hóspedes possam interagir com a atriz pornô , o sexo não está incluso, pois isso configuraria prostituição. A jovem que está sendo usada literalmente como uma “atração turística” é muito conhecida no Japão.

A jovem Shoka Takahashi tem 25 anos, é cantora, mas ficou conhecida pelos filmes eróticos que protagonizou. Cada pessoa que comprar o pacote de viagem terá direito a tirar uma foto com a atriz na piscina e, aparentemente, essa ideia foi inspirada em um dos seus filmes mais populares.

Além disso, os hóspedes também terão direito a um jantar com Shoka e poderão participar de uma colheita de morango, sendo que durante o passeio a atriz vai dar a fruta para os fãs experimentarem – claro que de uma forma bem sensual.

Atriz pornô não aceitará tudo

A atriz pornô vai nadar, jantar e passear com o hóspede, mas não é tudo o que ela vai aceitar
Reprodução/AsiaWire A atriz pornô vai nadar, jantar e passear com o hóspede, mas não é tudo o que ela vai aceitar

A  operadora de turismo diz que a estrela pornô aceitará presentes, mas, estranhamente, eles pedem para que os hóspedes não deem alimentos perecíveis a ela.

A viagem está programada para acontecer em abril, no final de semana da Páscoa, e o valor do pacote inclui o preço do transporte, do quarto do hotel, das atrações e de todas as refeições. 

Apesar de a atriz pornô  ser famosa no Japão, o pacote de viagem está chamando a atenção de pessoas do mundo todo e, por uma questão de segurança, a Sakura Tourist estabeleceu algumas condições e deu o seguinte aviso: “Por razões operacionais, aqueles que não podem seguir as instruções em japonês não podem ser aceitos para este passeio”.

Vai de carro ao Peru? Não deixe de passar em Puno e conhecer Garden Of San Blas em Cusco

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Um breve roteiro atualizado de uma das viagens mais incríveis que você pode fazer na América Latina

*Transparência – Nenhuma das empresas citadas nesta reportagem ofereceu qualquer tipo de vantagem ou pagou algo. Todas as opiniões foram emitidas com base em hospedagens reais

Por Alan Alex – Quem acompanha PAINEL POLÍTICO há tempos deve ter lido a primeira reportagem que fizemos em 2011 sobre a viagem de carro de Porto Velho (RO) a Cusco (Peru). Se você não leu, CLIQUE AQUI para conferir.

Desde então muita coisa mudou no roteiro, a começar pelas condições das estradas. Caso você esteja pensando em desembarcar em Porto Velho e seguir viagem, tenha em mente algumas questões importantes. Entre os meses de novembro a março chove muito na região, incluindo o Peru, o que causa deslizamentos na estrada impossibilitando totalmente a passagem. Por isso é muito importante se informar sobre as condições antes de embarcar nesta aventura.

A estrada entre Porto Velho e Brasiléia (primeiros 700km) está em péssimas condições, com buracos na pista, e a ponte de Abunã ainda não está concluída, portanto a viagem pode ter um acréscimo de pouco mais de 1 hora em função da balsa.

Embarcação feita de Totora no lago Titicaca (foto Alan Alex)

Outro detalhe importante, tenha sempre dinheiro à mão. Faça um cálculo aproximado de pelo menos U$ 50 por pessoa (R$ 193 em cotação de hoje, 10/03). Esse dinheiro você vai converter em Solis (moeda peruana) e vai servir para compras pequenas, como água, lanches, estacionamento e transporte).

Dito isto, vamos ao roteiro que pode ser encarado de duas formas, se você for do tipo que cansa fácil na estrada e tem um espírito aventureiro que gosta de conforto, divida o trecho da seguinte forma, saia de Porto Velho (RO) e vá para Rio Branco (AC). Isso permite, por exemplo, que você não precise sair da capital de Rondônia às 5 da manhã, tendo tempo para tomar um bom café da manhã (recomendo o hotel Nativo, na rua Marechal Deodoro, 2711) e sair com calma, por volta das 10 horas. A viagem deve durar entre 6 a 7 horas. Em Rio Branco, você pode se hospedar no Ibis (Estrada Dias Martins). Ambos têm preços acessíveis, bom café da manhã e excelente localização para partir.

Caso você esteja com pressa, pode pular Rio Branco, mas aí tem que sair de Porto Velho o quanto antes. O horário ideal para “tocar direto” é 4h30 da manhã, com destino a Puerto Maldonado, no Peru (1.000 km – Porto Velho/Puerto Maldonado), passando por Brasiléia/Epitaciolândia onde você vai parar para almoçar (acredite, pare e almoce).

A fronteira e a burocracia

Tanto “tocando direto” quanto parando em Rio Branco, o destino e caminhos são os mesmos, Puerto Maldonado, onde recomendo que se hospede no Cabaña Quinta, você pode fazer a reserva por aplicativos. O hotel fica ao lado da rodovia, é limpo e organizado. Mas antes, você precisa fazer sua entrada no Peru, e isso acontece em Assis Brasil (AC) e Iñapari (Peru). Ao chegar no posto da Polícia Federal no lado brasileiro, apresente seu passaporte ou identidade (são os únicos documentos aceitos para ingresso no Peru). Caso esteja com passaporte, será dado um carimbo que você precisa apresentar na imigração peruana. Se for identidade, eles lhe darão um formulário que também precisa ser apresentado às autoridades peruanas. Importante, se puder já leve uma xerox do documento de seu veículo (carro ou moto) e do passaporte. Isso vale apenas para os viajantes que estão por conta, quem contrata empresas como a Tagino Adventure não precisa se preocupar, eles resolvem a papelada.

Após passar na imigração peruana, é preciso internalizar seu veículo e logo ao lado tem a Sunat, a receita federal peruana. E essa continua sendo um verdadeiro pé no saco, com o perdão da palavra. Funcionários arrogantes, burocráticos que costumam tratar os turistas com desdém, mas nada que uma boa dose de paciência não resolva. O procedimento é simples e rápido, e quando demora é apenas por culpa deles. Apresente o documento do veículo, junto com as cópias, e as seguintes informações, o valor aproximado de seu veículo em dólar, um endereço de e-mail e as cópias. Com isso, você está autorizado a entrar no Peru. E em Puerto Maldonado você terá que fazer um seguro para terceiros, que é obrigatório e custa 36 solis (42 reais) válido por 30 dias. No hotel eles informam onde pode ser feito seguro (atendimento até às 19 horas e várias agências fazem).

A “carretera”

Como eu disse no início, entre os meses de novembro a março chove muito. Nossa viagem começou no dia 28 de fevereiro e a estrada entre Inambari e Cusco está bloqueada devido a forte deslizamento, forçando a passagem por Juliaca, o que aumenta o percurso em 250km. Caso você esteja lendo esse roteiro em abril, o caminho certamente terá sido liberado. Quando está, são 400 quilômetros e você lê os detalhes AQUI.

Ponte Inambari (foto de Alvaro Postigo Castro)

Mas, dessa vez fomos pela estrada para Juliaca e isso é definido na ponte Inambari. Caminho tradicional, atravesse a ponte e siga em frente. Por Juliaca, siga à estrada à esquerda. Em ambos os caminhos muitas curvas, subidas e um visual incrível, impossível de ser descrito e nenhuma foto consegue passar a grandeza do caminho. Se você é do tipo que enjoa, tome Dramin ou algo similar e muita água.

Chegada e hospedagem em Cusco

Cusco é uma cidade cosmopolita. Gente do mundo inteiro durante todo o ano. Pessoalmente já fiz esse percurso 12 vezes e a cada vez conheço coisas novas na cidade. Desta vez, ficamos em um novo conceito de hospedagem, que chama hotel boutique. E acredite, o Garden of San Blas supera qualquer expectativa. O hotel pertence a um espanhol, Jesus, que vive em Cusco há 4 anos, mas visita a cidade a pelo menos 30. Tem apenas 3 suítes temáticas, indiana, japonesa e inka e elas são incríveis. O hotel fica situado no bairro de San Blas onde também fica a igreja e a praça. Tenha em mente que Cusco é uma cidade com muitas ladeiras e escadas, além é claro da altitude o que deixa muita gente atordoada e cansada. Jesus tem em seu hotel uma garrafada que eu tomei e não senti nenhum efeito da altitude. O preço é um pouco salgado, R$ 35, mas compensa. O hotel de Jesus, fica no meio de uma escadaria que leva a um dos bares mais badalados de Cusco atualmente, o Limbus.

Garden Of San Blas (foto divulgação)

O Garden Of San Blas tem uma das visões mais espetaculares de Cusco. Os apartamentos Índia e Japão tem janelões de vidro, que permitem a visão do amanhecer e entardecer lindos. Sem contar o jardim, que dá o nome ao hotel onde nas manhãs ensolaradas à servido o café.

Café da manhã no jardim (foto Thamires Lima)

Os apartamentos são dotados de hidromassagem para dar aquela relaxada após um dia inteiro de caminhadas pela cidade. Caso você, assim como eu, goste de preparar um jantar, Jesus te acompanha ao mercado de Cusco que é um passeio à parte para quem curte.

Mercado de Cusco (foto Thamires Lima)

Cozinheiro por hobby, ele ainda dá uma força na hora de encarar  fogão. Os apartamentos são limpos, com sais de banho, chuveiro quente, camas confortáveis e o caso você queira ainda “um pouco mais”, opte pela suíte inka. É enorme, com três ambientes (sala, quarto e quarto de banho).

Vista da suíte do Japão (foto divulgação)

Algumas observações. O hotel é recomendado para casais, não que solteiros não possam ficar, mas não é o foco. Jesus é educado, gosta de conversar e conhece muito bem a cidade e entorno. Caso queira ir a montanha de cores, Picchu ou outras dicas, basta perguntar. Em Cusco recomendo o restaurante Le Soleil, de um francês que tem uma carta de vinhos franceses incrível. Peça um Simone (rosé) e não deixe de experimentar a costela de carneiro.

Jesus no carnaval em Cusco (foto Alan Alex)

O Cicciolina continua bom, mas já foi melhor. Visite as igrejas, a Plaza de Armas, o mosteiro e a pedra dos 12 angulos. Tire fotos incríveis e na volta, prepare-se para Puno. A seguir, dicas importantíssimas para quem vai se aventurar no lago Titicaca.

Puno e o Titicaca

Titicaca ou Titiqaqa é um lago nos Andes, na fronteira entre o Peru e a Bolívia. Em volume de água, é o maior lago da América do Sul. Fica a 3.812 metros de altitude em relação ao nível do mar e tem uma área total de 8.372 km².

Lago Titicaca (foto Alan Alex)

Apesar de ser pouca coisa mais alta que Cusco ( 3.399 metros acima do nível do mar), lá você sente como nunca os males da altitude. A viagem entre Cusco e Puno dura cerca de 7 horas. São 386,6km de curvas e subidas. A paisagem é deslumbrante e milhares de fotos podem ser tiradas. Se você sair cedinho de Cusco (levante às 5, tome um café da manhã incrível com Jesus e saia às 6h30) e chegue por volta das 13 horas em Puno. Lembre-se de levar lanches e água em seu carro/moto. Chegando em Puno vá ao porto. Mas, atenção. Antes mesmo de estacionar você vai se ver cercado de “capitães” das embarcações que vão te levar a um passeio nas ilhas flutuantes. Ignore-os. Siga direto ao porto e preste atenção. Se você estiver com tempo, compre uma passagem em uma embarcação compartilhada, custa 10 solis por pessoa (R$ 12), e mais 5 solis (R$ 5,86) para “entrar” nas ilhas. Caso tenha um dinheiro a mais, você pode contratar um barco particular. Eles costumam cobrar 150 solis (R$ 176,65), mas cai para 120 (R$ 140,52).

Os “capitães” vão tentar de tudo para conseguir mais dinheiro, portanto negocie e deixe a transação muito clara, do contrário vão surgir “despesas extras”.

Orlando é o presidente de uma das ilhas de Uros (foto Alan Alex)

A viagem é rápida e você vai desembarcar em uma das ilhotas de Uros construídas com uma vegetação chamada Totora. São várias ilhas e em cada uma tem um “presidente”. Eles vivem da venda de artesanato aos turistas. As ilhas são flutuantes e de acordo com informação de um dos habitantes, a cada semana o piso é preciso ser reforçado. Elas duram em média 20 anos e depois disso precisam ser reconstruídas do zero. As habitações são pequenas e para nós, é difícil acreditar que alguém consiga viver naquelas condições. A alimentação, segundo informou Orlando, “presidente” de uma das ilhas, é composta de peixe, raiz de totoro e patos, que eles caçam no lago. Batatas e outros produtos são comprados em Puno aos sábados.

Habitante da ilha de Uros (foto Alan Alex)

Caso você queira, pode ainda fazer um passeio pelas outras ilhas a bordo de uma embarcação também feita de totoro que vai custar 20 solis por pessoa.

Até esta altura, você vai estar cansado. Muito mesmo devido a altitude. De volta à Puno, almoce no Hotel Libertador que tem um visual incrível do lago, restaurante de primeira e descanse. Caso voce esteja com orçamento apertado, não se hospede no hotel, a diária é bem alta e gira em torno de R$ 600 (casal). A cidade oferece outras opções.

Puno é uma cidade bonita, mas sente-se muito a altitude, talvez em função do lago que exerça uma pressão atmosférica diferente. A sensação é que você está sempre carregando um peso enorme sobre as costas. Recomendo a permanência de apenas um dia, vai ser suficiente para ver tudo.

De Puno à Porto Velho vai ser preciso dormir em Brasiléia ou Rio Branco (ambas no Acre) e dia seguinte tocar para a capital de Rondônia. Caso opte por Brasiléia, é possível dar um pulo em Cobija (Bolívia) para comprar bebidas, perfumes, roupas, etc.

Esta viagem durou 9 dias. Foi feita em quatro pessoas a bordo de uma Toyota SW4 2018/19, a diesel. O combustível similar ao nosso S10 é o BS-50, lá chamado de “biodiesel”. Não use outro, seu motor não vai aguentar.

Importante. Para a estrada, leve lanches, água, frutas e doces. Tenha sempre dinheiro em espécie à mão, em moeda local. Caso tenha problemas de saúde procure seu médico antes de viajar para recomendação sobre medicamentos. Evite levar crianças, não é um roteiro para elas. Em Cusco ande sempre de taxi. Guarde seu carro em uma garagem, quase nenhum hotel oferece estacionamento. Se for para Machu Picchu, prepare o bolso, a viagem custa em média U$ 350 para um casal.

Vai de carro ao Peru? Não deixe de passar em Puno e conhecer Garden Of San Blas em Cusco

Revista :: Tudo sobre tudo - https://revista.painelpolitico.com

Um breve roteiro atualizado de uma das viagens mais incríveis que você pode fazer na América Latina

*Transparência – Nenhuma das empresas citadas nesta reportagem ofereceu qualquer tipo de vantagem ou pagou algo. Todas as opiniões foram emitidas com base em hospedagens reais

Por Alan Alex – Quem acompanha PAINEL POLÍTICO há tempos deve ter lido a primeira reportagem que fizemos em 2011 sobre a viagem de carro de Porto Velho (RO) a Cusco (Peru). Se você não leu, CLIQUE AQUI para conferir.

Desde então muita coisa mudou no roteiro, a começar pelas condições das estradas. Caso você esteja pensando em desembarcar em Porto Velho e seguir viagem, tenha em mente algumas questões importantes. Entre os meses de novembro a março chove muito na região, incluindo o Peru, o que causa deslizamentos na estrada impossibilitando totalmente a passagem. Por isso é muito importante se informar sobre as condições antes de embarcar nesta aventura.

A estrada entre Porto Velho e Brasiléia (primeiros 700km) está em péssimas condições, com buracos na pista, e a ponte de Abunã ainda não está concluída, portanto a viagem pode ter um acréscimo de pouco mais de 1 hora em função da balsa.

Embarcação feita de Totora no lago Titicaca (foto Alan Alex)

Outro detalhe importante, tenha sempre dinheiro à mão. Faça um cálculo aproximado de pelo menos U$ 50 por pessoa (R$ 193 em cotação de hoje, 10/03). Esse dinheiro você vai converter em Solis (moeda peruana) e vai servir para compras pequenas, como água, lanches, estacionamento e transporte).

Dito isto, vamos ao roteiro que pode ser encarado de duas formas, se você for do tipo que cansa fácil na estrada e tem um espírito aventureiro que gosta de conforto, divida o trecho da seguinte forma, saia de Porto Velho (RO) e vá para Rio Branco (AC). Isso permite, por exemplo, que você não precise sair da capital de Rondônia às 5 da manhã, tendo tempo para tomar um bom café da manhã (recomendo o hotel Nativo, na rua Marechal Deodoro, 2711) e sair com calma, por volta das 10 horas. A viagem deve durar entre 6 a 7 horas. Em Rio Branco, você pode se hospedar no Ibis (Estrada Dias Martins). Ambos têm preços acessíveis, bom café da manhã e excelente localização para partir.

Caso você esteja com pressa, pode pular Rio Branco, mas aí tem que sair de Porto Velho o quanto antes. O horário ideal para “tocar direto” é 4h30 da manhã, com destino a Puerto Maldonado, no Peru (1.000 km – Porto Velho/Puerto Maldonado), passando por Brasiléia/Epitaciolândia onde você vai parar para almoçar (acredite, pare e almoce).

A fronteira e a burocracia

Tanto “tocando direto” quanto parando em Rio Branco, o destino e caminhos são os mesmos, Puerto Maldonado, onde recomendo que se hospede no Cabaña Quinta, você pode fazer a reserva por aplicativos. O hotel fica ao lado da rodovia, é limpo e organizado. Mas antes, você precisa fazer sua entrada no Peru, e isso acontece em Assis Brasil (AC) e Iñapari (Peru). Ao chegar no posto da Polícia Federal no lado brasileiro, apresente seu passaporte ou identidade (são os únicos documentos aceitos para ingresso no Peru). Caso esteja com passaporte, será dado um carimbo que você precisa apresentar na imigração peruana. Se for identidade, eles lhe darão um formulário que também precisa ser apresentado às autoridades peruanas. Importante, se puder já leve uma xerox do documento de seu veículo (carro ou moto) e do passaporte. Isso vale apenas para os viajantes que estão por conta, quem contrata empresas como a Tagino Adventure não precisa se preocupar, eles resolvem a papelada.

Após passar na imigração peruana, é preciso internalizar seu veículo e logo ao lado tem a Sunat, a receita federal peruana. E essa continua sendo um verdadeiro pé no saco, com o perdão da palavra. Funcionários arrogantes, burocráticos que costumam tratar os turistas com desdém, mas nada que uma boa dose de paciência não resolva. O procedimento é simples e rápido, e quando demora é apenas por culpa deles. Apresente o documento do veículo, junto com as cópias, e as seguintes informações, o valor aproximado de seu veículo em dólar, um endereço de e-mail e as cópias. Com isso, você está autorizado a entrar no Peru. E em Puerto Maldonado você terá que fazer um seguro para terceiros, que é obrigatório e custa 36 solis (42 reais) válido por 30 dias. No hotel eles informam onde pode ser feito seguro (atendimento até às 19 horas e várias agências fazem).

A “carretera”

Como eu disse no início, entre os meses de novembro a março chove muito. Nossa viagem começou no dia 28 de fevereiro e a estrada entre Inambari e Cusco está bloqueada devido a forte deslizamento, forçando a passagem por Juliaca, o que aumenta o percurso em 250km. Caso você esteja lendo esse roteiro em abril, o caminho certamente terá sido liberado. Quando está, são 400 quilômetros e você lê os detalhes AQUI.

Ponte Inambari (foto de Alvaro Postigo Castro)

Mas, dessa vez fomos pela estrada para Juliaca e isso é definido na ponte Inambari. Caminho tradicional, atravesse a ponte e siga em frente. Por Juliaca, siga à estrada à esquerda. Em ambos os caminhos muitas curvas, subidas e um visual incrível, impossível de ser descrito e nenhuma foto consegue passar a grandeza do caminho. Se você é do tipo que enjoa, tome Dramin ou algo similar e muita água.

Chegada e hospedagem em Cusco

Cusco é uma cidade cosmopolita. Gente do mundo inteiro durante todo o ano. Pessoalmente já fiz esse percurso 12 vezes e a cada vez conheço coisas novas na cidade. Desta vez, ficamos em um novo conceito de hospedagem, que chama hotel boutique. E acredite, o Garden of San Blas supera qualquer expectativa. O hotel pertence a um espanhol, Jesus, que vive em Cusco há 4 anos, mas visita a cidade a pelo menos 30. Tem apenas 3 suítes temáticas, indiana, japonesa e inka e elas são incríveis. O hotel fica situado no bairro de San Blas onde também fica a igreja e a praça. Tenha em mente que Cusco é uma cidade com muitas ladeiras e escadas, além é claro da altitude o que deixa muita gente atordoada e cansada. Jesus tem em seu hotel uma garrafada que eu tomei e não senti nenhum efeito da altitude. O preço é um pouco salgado, R$ 35, mas compensa. O hotel de Jesus, fica no meio de uma escadaria que leva a um dos bares mais badalados de Cusco atualmente, o Limbus.

Garden Of San Blas (foto divulgação)

O Garden Of San Blas tem uma das visões mais espetaculares de Cusco. Os apartamentos Índia e Japão tem janelões de vidro, que permitem a visão do amanhecer e entardecer lindos. Sem contar o jardim, que dá o nome ao hotel onde nas manhãs ensolaradas à servido o café.

Café da manhã no jardim (foto Thamires Lima)

Os apartamentos são dotados de hidromassagem para dar aquela relaxada após um dia inteiro de caminhadas pela cidade. Caso você, assim como eu, goste de preparar um jantar, Jesus te acompanha ao mercado de Cusco que é um passeio à parte para quem curte.

Mercado de Cusco (foto Thamires Lima)

Cozinheiro por hobby, ele ainda dá uma força na hora de encarar  fogão. Os apartamentos são limpos, com sais de banho, chuveiro quente, camas confortáveis e o caso você queira ainda “um pouco mais”, opte pela suíte inka. É enorme, com três ambientes (sala, quarto e quarto de banho).

Vista da suíte do Japão (foto divulgação)

Algumas observações. O hotel é recomendado para casais, não que solteiros não possam ficar, mas não é o foco. Jesus é educado, gosta de conversar e conhece muito bem a cidade e entorno. Caso queira ir a montanha de cores, Picchu ou outras dicas, basta perguntar. Em Cusco recomendo o restaurante Le Soleil, de um francês que tem uma carta de vinhos franceses incrível. Peça um Simone (rosé) e não deixe de experimentar a costela de carneiro.

Jesus no carnaval em Cusco (foto Alan Alex)

O Cicciolina continua bom, mas já foi melhor. Visite as igrejas, a Plaza de Armas, o mosteiro e a pedra dos 12 angulos. Tire fotos incríveis e na volta, prepare-se para Puno. A seguir, dicas importantíssimas para quem vai se aventurar no lago Titicaca.

Puno e o Titicaca

Titicaca ou Titiqaqa é um lago nos Andes, na fronteira entre o Peru e a Bolívia. Em volume de água, é o maior lago da América do Sul. Fica a 3.812 metros de altitude em relação ao nível do mar e tem uma área total de 8.372 km².

Lago Titicaca (foto Alan Alex)

Apesar de ser pouca coisa mais alta que Cusco ( 3.399 metros acima do nível do mar), lá você sente como nunca os males da altitude. A viagem entre Cusco e Puno dura cerca de 7 horas. São 386,6km de curvas e subidas. A paisagem é deslumbrante e milhares de fotos podem ser tiradas. Se você sair cedinho de Cusco (levante às 5, tome um café da manhã incrível com Jesus e saia às 6h30) e chegue por volta das 13 horas em Puno. Lembre-se de levar lanches e água em seu carro/moto. Chegando em Puno vá ao porto. Mas, atenção. Antes mesmo de estacionar você vai se ver cercado de “capitães” das embarcações que vão te levar a um passeio nas ilhas flutuantes. Ignore-os. Siga direto ao porto e preste atenção. Se você estiver com tempo, compre uma passagem em uma embarcação compartilhada, custa 10 solis por pessoa (R$ 12), e mais 5 solis (R$ 5,86) para “entrar” nas ilhas. Caso tenha um dinheiro a mais, você pode contratar um barco particular. Eles costumam cobrar 150 solis (R$ 176,65), mas cai para 120 (R$ 140,52).

Os “capitães” vão tentar de tudo para conseguir mais dinheiro, portanto negocie e deixe a transação muito clara, do contrário vão surgir “despesas extras”.

Orlando é o presidente de uma das ilhas de Uros (foto Alan Alex)

A viagem é rápida e você vai desembarcar em uma das ilhotas de Uros construídas com uma vegetação chamada Totora. São várias ilhas e em cada uma tem um “presidente”. Eles vivem da venda de artesanato aos turistas. As ilhas são flutuantes e de acordo com informação de um dos habitantes, a cada semana o piso é preciso ser reforçado. Elas duram em média 20 anos e depois disso precisam ser reconstruídas do zero. As habitações são pequenas e para nós, é difícil acreditar que alguém consiga viver naquelas condições. A alimentação, segundo informou Orlando, “presidente” de uma das ilhas, é composta de peixe, raiz de totoro e patos, que eles caçam no lago. Batatas e outros produtos são comprados em Puno aos sábados.

Habitante da ilha de Uros (foto Alan Alex)

Caso você queira, pode ainda fazer um passeio pelas outras ilhas a bordo de uma embarcação também feita de totoro que vai custar 20 solis por pessoa.

Até esta altura, você vai estar cansado. Muito mesmo devido a altitude. De volta à Puno, almoce no Hotel Libertador que tem um visual incrível do lago, restaurante de primeira e descanse. Caso voce esteja com orçamento apertado, não se hospede no hotel, a diária é bem alta e gira em torno de R$ 600 (casal). A cidade oferece outras opções.

Puno é uma cidade bonita, mas sente-se muito a altitude, talvez em função do lago que exerça uma pressão atmosférica diferente. A sensação é que você está sempre carregando um peso enorme sobre as costas. Recomendo a permanência de apenas um dia, vai ser suficiente para ver tudo.

De Puno à Porto Velho vai ser preciso dormir em Brasiléia ou Rio Branco (ambas no Acre) e dia seguinte tocar para a capital de Rondônia. Caso opte por Brasiléia, é possível dar um pulo em Cobija (Bolívia) para comprar bebidas, perfumes, roupas, etc.

Esta viagem durou 9 dias. Foi feita em quatro pessoas a bordo de uma Toyota SW4 2018/19, a diesel. O combustível similar ao nosso S10 é o BS-50, lá chamado de “biodiesel”. Não use outro, seu motor não vai aguentar.

Importante. Para a estrada, leve lanches, água, frutas e doces. Tenha sempre dinheiro em espécie à mão, em moeda local. Caso tenha problemas de saúde procure seu médico antes de viajar para recomendação sobre medicamentos. Evite levar crianças, não é um roteiro para elas. Em Cusco ande sempre de taxi. Guarde seu carro em uma garagem, quase nenhum hotel oferece estacionamento. Se for para Machu Picchu, prepare o bolso, a viagem custa em média U$ 350 para um casal.

Posso cozinhar com azeite extra virgem?

Revista :: Tudo sobre tudo - https://revista.painelpolitico.com

Cozinhar com azeite extra virgem é saudável. Azeite é fonte de boas gorduras e antioxidantes poderosos, fatores que fazem dele uma ótima escolha para preparar alimentos, mesmo em altas temperaturas.

Óleos, quando expostos ao calor, podem ser danificados e formar diversas substâncias nocivas, como peróxidos lipídicos e aldeídos, os quais são carcinogênicos. Mas isso ocorre apenas se forem ricos em gorduras poli-insaturadas, como é o caso dos óleos vegetais (canola e soja, por exemplo).

O azeite é rico em gordura monoinsaturada, além de ser estável quando aquecido. E quanto mais saturado, mais resistente ao calor.

Escolha um bom azeite. E lembre-se de que, mesmo sendo uma gordura incrivelmente saudável, tudo em excesso traz malefícios

De acordo com o departamento de agricultura dos Estados Unidos (USDA), o azeite é composto de 73% ácidos graxos monoinsaturado, 11% poli-insaturado e 14% saturado. Ou seja, somando a % das gorduras resistentes ao calor — mono + saturada –, temos 87% de compostos resistentes a altas temperaturas no azeite.

O azeite extra virgem é rico em antioxidantes que combatem a oxidação. Por isso, pode ser submetido ao cozimento. Quanto mais antioxidantes, mais resistentes à oxidação.

O ponto de fumaça do azeite extra virgem é em torno de 375 a 420º, outro motivo que o faz ser ótima escolha para cozinhar.

Escolha um bom azeite. E lembre-se de que, mesmo sendo uma gordura incrivelmente saudável, tudo em excesso traz malefícios.

Consulte um nutricionista para ajustes individuais.

Do Metrópoles