China critica interferência dos EUA em assuntos internos do Brasil
Trump cita julgamento de Bolsonaro como motivo para tarifas, enquanto China acusa violação de regras da ONU

Na última quarta-feira, 9 de julho de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a imposição de uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil, a partir de 1º de agosto. A medida, que marca uma escalada nas tensões entre os dois países, foi justificada por Trump como uma resposta à suposta "perseguição política" contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, além de alegações de práticas comerciais desleais e ataques à liberdade de expressão.
A decisão gerou reações imediatas, tanto no Brasil quanto internacionalmente, com destaque para a crítica contundente da China, que acusou os EUA de violarem princípios da Organização das Nações Unidas (ONU).
Em uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira, 11 de julho, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, condenou a postura americana, afirmando que o uso de tarifas como ferramenta de coerção contraria normas internacionais. "Igualdade soberana e não interferência em assuntos internos são princípios fundamentais da Carta da ONU e normas básicas das relações internacionais. As tarifas não devem ser usadas como instrumento de coerção, intimidação ou interferência nos assuntos internos de outros países", declarou Mao Ning, conforme reportado pelo portal Global Times.
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