Clima esquenta entre taxistas e motoristas de Uber na Esplanada; vídeo

O clima é de tensão entre taxistas e motoristas de aplicativos de transporte de passageiros na Esplanada dos Ministérios. A Polícia Militar precisou usar spray de pimenta para evitar que as provocações dos dois lados pudessem virar briga. As categorias aguardam a votação, prevista para esta terça-feira (31/10), do PL 28/2017, que pode deixar mais rígidas as regras para serviços oferecido por meio de apps, como Uber e Cabify.

Dentro do Congresso, taxistas tentaram entrar no Plenário do Senado. Barrados pela segurança, os motoristas de táxi protestam, gritando “Sim, sim, sim”. Eles defendem o projeto de lei aprovado em abril pela Câmara dos Deputados. O texto tramita em regime de urgência e será o primeiro item da pauta do Senado na sessão desta terça.

 

Enquanto isso, no salão azul do Senado, o relator do PL 28 na Câmara dos Deputados, Carlos Zarattini (PT-SP), era interpelado por dois condutores de Uber. Em uma discussão acalorada, eles afirmaram que o projeto foi construído com os taxistas, de maneira unilateral e que prejudicava toda a categoria que atua no transporte individual de passageiros por meio de aplicativos como Uber, Cabify e 99.

Entre outros pontos, o texto prevê vistorias periódicas nos veículos, idade mínima para os condutores, exigência de “ficha limpa” aos motoristas, adesão de placas vermelhas e licença específica para trabalhar.

Taxistas e motoristas de Uber se concentram na Esplanada dos Ministérios desde o início da manhã, como forma de pressionar o Senado.

Felipe Fernando Nascimento, 30 anos, atua no transporte individual de passageiros por meio de aplicativos no Rio de Janeiro. Ele acredita que é necessário ampliar a discussão sobre o tema antes de os senadores votarem. “Esse regime de urgência prejudicada todo mundo.  A placa vermelha é dar poderes ao Estado numa época em que o Estado deveria diminuir.  O controle da licença não favorece ninguém”, disse.

Já o taxista Waldomiro Chaulus, que tem 43 anos de profissão, entregou uma carta em todos os gabinetes de senadores pedindo a aprovação do PLC 28. “Todos precisam seguir as regras.  Esses motoristas são biqueiros, sem regras a cumprir como nós, taxistas, que tivemos que passar por licitação”, afirmou ele, que veio de Curitiba acompanhar a votação do PLC.

Fonte: metropoles

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