Colombianos que trabalhavam como agiotas em feiras do DF são alvos de operação da polícia

Grupo cobrava 1% de juros por dia. Associação foi investigada na Colômbia por financiamento de atividades criminosas

A Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu na manhã desta quarta-feira (30) seis mandados de buscas e apreensão de documentos de um grupo de 21 colombianos suspeitos de agiotagem no Distrito Federal. Ninguém foi detido, pois a Justiça recusou o pedido de prisão preventiva.

O grupo é acusado de extorquir pequenos comerciantes em feiras, como as de Ceilândia, de Taguatinga, do Guará, do Núcleo Bandeirante, do Paranoá e do Riacho Fundo.

De acordo com a polícia, a organização é separada em pequenos grupos de três a oito pessoas, com um chefe. O lucro dos empréstimos ficava com ele, e os demais recebiam participação semanal de acordo com os serviços prestados. Uma mulher brasileira também estava no esquema.

Esta é a terceira fase da operação Bacrim. De acordo com a Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor (Corf), responsável pelas investigações, o grupo emprestava dinheiro em um “sistema de vacina” – eram feitos repasses de pequenas quantias, geralmente de R$ 5 mil, para os interessados.

Já a cobrança era feita pelo sistema “gota a gota”, cujos pagamentos eram diários e controlados em tabelas físicas e aplicativos de celular. Os juros cobrados eram de 1% ao dia.

As investigações apuraram também que o grupo já foi alvo da polícia colombiana por financiamento de atividades criminosas e do narcotráfico.

No Brasil, eles foram autuados por associação criminosa e crime contra a economia popular. Como a Justiça indeferiu o pedido de prisão preventiva, todos estão responderão em liberdade.

Fonte: g1/df

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