Coluna – A injusta Justiça do Trabalho de Rondônia

Preocupação

Tem gente atenta a movimentação na FIERO. O atual presidente, Denis Baú, que não pode mais ser reconduzido ao cargo de deixa a entidade no fim desse ano, anda gastando muito, mas muito dinheiro mesmo em construções de “escolas preparatórias” que não conseguirão ser mantidas por falta de recursos. A previsão é de que se gaste, até dezembro, R$ 25 milhões. O problema é que as escolas não contam com quadro de profissionais para manutenção, tampouco existe qualquer previsão nesse sentido. Baú, que está à frente da FIERO desde 2009, foi afastado do cargo, retornou e tentou diversas manobras para garantir sua permanência. A justiça do Trabalho determinou novas eleições ainda este ano e ele não poderá participar.

Falando em justiça do trabalho

Muita gente anda reclamando da forma que alguns magistrados daquela instância anda tratando alguns processos. De acordo com uma ex-empresária, ela saiu da empresa em 2009, inclusive do contrato social, já que ela não morava mais em Porto Velho. Em 2012 a empresa, que continuou com seu ex-sócio, mas em uma atividade completamente diferente. Um empregado entrou com uma ação trabalhista e o advogado, irresponsavelmente a colocou como parte da ação (segundo ela, ele deve ter procurado no Google e não na junta comercial). Ela teve seus bens bloqueados, inclusive sua conta salário. E sabe o que o juiz falou?

Olha essa

O magistrado mandou que ela localizasse os bens de seu ex-sócio, pessoa com a qual ela não mantém contato há anos, sob pena dela ter que arcar com o débito. Esse tipo de atitude por parte da justiça do trabalho é extremamente irresponsável. Quem tem que procurar bens são os advogados e para isso existe os convênios com Detran e Banco Central. A justiça do trabalho já é extremamente complicada no trato com empresários e lidera a quantidade de reclamações entre eles. Interessante que não se observa esse grau de dureza com as grandes empresas.

Aliás

A justiça do trabalho só pega pesado mesmo com os pequenos e médios empresários. As grandes empresas e bancos entopem as audiências com advogados e recorrem até a última instância. Como essas empresas não tem “donos”, ninguém paga a conta. Passou do hora do Brasil rever essa legislação trabalhista e começar a levar mais a sério o setor produtivo, que é o responsável pela geração de emprego e pagamento de impostos.

3 meses

O jornal Estadão de São Paulo lembrou nesta segunda-feira, em reportagem que o governador Confúcio Moura foi condenado a 3 meses de prisão por descumprir o pagamento de precatório enquanto governador. Evidente que ele está recorrendo e não cumpriu a pena. Segundo o jornal, 63 participantes das corridas eleitorais nos Estados respondem por 327 ocorrências, sendo que 46 já foram condenados – 10 deles em Tribunais de Justiça, por improbidade administrativa e outras irregularidades.

Falando em Confúcio

No último fim de semana ele esteve em uma caminhada na zona sul de Porto Velho e assessores dele distribuíam camisetas com dizeres direcionados ao candidato Expedito Júnior. O governador chegou a tirar fotos exibindo as vestes e isso deverá lhe render uma tremenda dor de cabeça. Isso porque a distribuição de vestuário, como camisetas e bonés, além de quaisquer outros tipos de brindes são proibidas pela lei eleitoral, mesmo que não seja material explícito de pedido de votos, previsto no artigo 41-A que estabelece“para a caracterização da conduta ilícita, é desnecessário o pedido explícito de votos, bastando a evidência do dolo, consistente no especial fim de agir”.

Foram feitas

Gravações e tiradas fotografias de assessores de Confúcio fazendo farta distribuição dessas camisetas. A legislação nesses casos costuma ser batante rígida, vamos aguardar o resultado.

Fogaréu

Porto Velho neste último fim de semana estava com uma extensa camada de fumaça que cobria grande parte da cidade. As fumaças são consequência das queimadas e causam sérios problemas respiratórios, principalmente nas crianças. Não bastasse o calor intenso e a baixa umidade do ar, ainda temos que conviver com essa maluquice de queimar pastos e florestas. Não sei, mas acho que inventaram algo chamado trator que entre outras coisas serve para limpar pastos e afins. Ou estou enganado?

Em Vilhena

Foram registrados ventos de aproximadamente 80 quilômetros por hora nesta segunda-feira. Em Campo Novo, uma forte chuva de granizo abateu sobre a cidade. Pelo visto, este ano teremos várias anomalias meteorológicas.

Debate

A TV Allamanda abriu nesta segunda-feira a temporada de debates entre os candidatos ao governo do Estado. O formato foi ruim, tempo curto e a iluminação do estúdio não ajudou em nada. Uma falha primária a questão de iluminação que não poderia ocorrer. Atrapalha os candidatos, sem contar que o sinal da emissora, mesmo em HD não ajuda. Jaqueline Cassol, que estava usando uma camisa rosa, só aparecia um borrão pink, e o Pimenta de Rondônia, um tomate, devido ao terno vermelho. Pior que nem o áudio ajudou.

Nesta terça

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rondônia (OAB/RO) realiza por meio da Escola Superior de Advocacia de Rondônia (ESA/RO), o ato cívico pela “Ética na Política e contra a Corrupção Eleitoral”. Todos os candidatos já confirmaram participação no evento que acontece na sede da Ordem a partir das 19h. O formato do ato foi aprovado pelos coordenadores de campanha durante reunião coordenada pelo diretor geral da ESA, Rochilmer Mello da Rocha Filho, o diretor executivo da ESA, Eduardo Abílio Diniz e o presidente da Comissão Especial Eleitoral Juacy dos Santos Loura Júnior, ocorrida na última quarta-feira (20).

Todos contra um

Pimenta de Rondônia disse que “vai mandar os policiais para a Inglaterra fazer treinamento” e “vai pagar melhores salários”. Jaqueline, segura, partiu para cima de Confúcio e criticou a tal “Secretaria da Paz”, que segundo Confúcio atende jovens em situação de risco. O governador estava visivelmente nervoso e se atrapalhou com as respostas, como os números da segurança pública. Confúcio, como era esperado, foi criticado por todos os candidatos. E deverá continuar sendo, por toda a campanha. No segundo bloco, a artilharia voltou pesada contra Confúcio, que bem que tentou, mas não convenceu. Principalmente quando o assunto é saúde e educação.

Educação integral

Jaqueline Cassol criticou duramente o programa de escola em tempo integral adotado pelo governo. Segundo ela, as escolas não funcionam como deveriam “faltam professores e condições de trabalho para os atuais”. O tema pautou o segundo bloco, todos os candidatos criticaram o atual modelo implantado pelo governo. Na próxima coluna falaremos sobre o debate.

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Cientistas criam órgão em laboratório a partir de células geneticamente modificadas

Uma boa notícia pode ajudar pacientes que estão à espera em filas intermináveis por transplante de órgãos ligados ao sistema imunológico. Pela primeira vez, cientistas conseguiram construir um timo completo com células reprogramadas, criadas em laboratório. A técnica, até agora só testada em ratos, poderia fornecer órgãos de reposição para as pessoas com imunidade baixa. O estudo em questão reconstruiu um timo, um “centro nervoso” localizado perto do coração. Em vez de seguir o caminho usual de células-tronco, os pesquisadores utilizaram células do tecido conjuntivo de um embrião de rato, que foram convertidas diretamente em uma cepa de células através de uma alteração genética em seu DNA. Se o sistema de imunidade fosse comparado a um exército, o timo atuaria como a sua base de operações. Aqui, as células T produzidas na medula óssea são prontas para atacar os invasores estrangeiros, assim como os soldados estão armados e informados antes de ir para a batalha. Uma vez implantadas por timo, as células T protegem o corpo de invasores infecciosos, tais como bactérias e vírus, ou células anormais como tumores. Pessoas com um timos defeituosos carecem de células T, ficando altamente vulneráveis a infecções. Isto é especialmente perigoso para pacientes que receberam transplantes de medula óssea, que precisam de um timo trabalho para reconstruir seus sistemas imunológicos após a cirurgia.

 

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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