Coluna - Assembleia 'aumenta a pressão' e convoca dois secretários para esclarecimentos
A briga dos blogs pela publicidade oficial; Mudanças no TCE começaram bem antes; Detran 'queimou' dinheiro com sistema que nunca foi totalmente utilizado

Justiça seja feita….
Na última coluna falei sobre os avanços que o Tribunal de Contas de Rondônia vem fazendo nos últimos anos, e citei que essas melhorias tiveram início na gestão de Euler Potiguar, mas o processo iniciou antes, sob a gestão do ex-conselheiro Amadeu Guilherme Matzenbacher Machado, que inclusive sofreu retaliações por parte do então presidente da Assembleia legislativa, Natanael Silva. Amadeu havia aberto uma auditoria corriqueira na Sesau, à época comandada por Silva, que pediu exoneração do cargo e deu início a uma série de retaliações, incluindo a abertura de uma CPI que concluiu que o ex-conselheiro não havia feito nada de errado. Como resultado, Natael acabou foragido e preso anos depois, Amadeu se aposentou, mas foi ele quem realizou o primeiro concurso público no TCE (hoje dois conselheiros aprovados à época integram a Corte, Paulo Curi e Valdivino Crispim).

O concurso
Foi alvo de um procedimento por parte do MP, que posteriormente foi arquivado por total falta de materialidade (não houve fraude). Amadeu, em sua trajetória, implantou o setor de tecnologia no TCE, criou e incentivou as oficinas de trabalho no interior do Estado e sempre defendeu que o órgão deveria ser mais educativo que punitivo. Pagou um preço alto por seu pioneirismo, e aposentou-se de cabeça erguida, tendo sido um dos mais competentes e eficientes conselheiros do TCE de Rondônia.
Rasgando dinheiro
O Detran de Rondônia adquiriu há cerca de 3 anos, um software chamado VDI (Virtual Desktop Infrastructure), uma infraestrutura de TI que permite aos utilizadores aceder a sistemas informáticos corporativos remotamente, pela bagatela de R$ 3 milhões. Inicialmente a VDI deveria ser utilizada em 1500 máquinas, porém, o sistema foi implantado em pouco mais de 600, e agora expirou a licença do software, ou seja, o sistema sequer foi usado em sua plenitude, e sem licença, não vai mais funcionar. Na próxima coluna trarei mais detalhes sobre esse descaso.
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