Ex-comandantes e nem o governador também não compareceram a solenidade

Na moita

Pela primeira vez na história de Rondônia o Comando da Polícia Militar foi trocado sem uma solenidade pomposa em frente ao quartel do comando. Uma discreta (bem discreta mesmo) cerimônia aconteceu no gabinete da Casa Civil do governo na manhá desta terça-feira empossando o coronel Nilton Kisner como comandante no lugar do coronel Luiz Prettz. A medida foi para evitar “manifestações desagradáveis” durante a troca de comando que poderiam acontecer.

Para quem não sabe

A troca de comando é feita com todas as honras militares, a avenida é fechada e a corporação saúda o novo comandante, na presença do governador e familiares de oficiais. O que aconteceu nesta terça-feira diminui a Polícia Militar. Não por seus homens, mas pela pequenez de quem teve essa idéia estapafúrdia de trocar o comandante dessa forma rasteira. Se a crise foi evitada com essa medida? Provavelmente não. A segurança pública de Rondônia é um fiasco desde o começo desse governo (se é que podemos classificar essa bagunça dessa forma). E sabe quem não estava na solenidade de posse? Isso mesmo, o governador Confúcio Moura.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Quer relembrar?

Confúcio resolveu “inovar” em sua gestão. Importou do nordeste o recém-nomeado delegado de polícia federal Marcelo Bessa para assumir o comando da segurança pública. Tivemos o secretário em apresentações de rock, muito barulho e pouco resultado. Como saldo, uma operação embananada que até hoje nem o judiciário nem o Ministério Público sabem direito como resolver a apocaliptíca trapalhada. Bessa caiu no golpe do “seja candidato que terá nosso apoio” e naquela outro golpe do “não se preocupe, se você não ganhar, você volta para o cargo” e dançou. Nos dois casos.

A partir disso

A segurança pública, que já estava um balaio de gato só piorou ainda mais. O agora secretário, Antônio Reis que era adjunto de Bessa, não consegue fazer a coisa funcionar. A Polícia Civil está em frangalhos, com gente espalhada por toda a parte, delegacias fechadas, total falta de motivação e pilhas de casos que se acumulam diariamente. Falta até papel higiênico nas poucas unidades que estão em funcionamento. Virou um “cada um por si”, quem tem padrinho, se ajeita em algum lugar, quem não tem, fica à mercê da própria sorte. E agora, para fechar com chave de ouro, essa crise na Polícia Militar, cujo comandante foi exonerado sem nenhuma explicação.

Movimentação

O Ministério Público do Trabalho está investigando algumas movimentações feitas por alguns executivos das empresas que prestam serviço de transporte urbano em Porto Velho e que perderam o contrato de concessão. O problema está no pagamento dos direitos dos trabalhadores. Tem empresa que não recolheu o FGTS por três anos e deve uma pequena fortuna a seus colaboradores, fora a multa. Alguns executivos dessas empresas andaram realizando transferências de bens e outros já estão de malas prontas. Independente do resultado do processo em andamento, essas empresas estão super-endividadas e tem gente que está pensando em não pagar a fatura. Já existe um bloqueio judicial para garantir os pagamentos, mas ele estaria sendo burlado.

Na semana passada

Em coletiva, o prefeito Mauro Nazif (PSB) deu o tom do processo e mostrou-se irredutível em relação ao processo em andamento. Que as atuais empresas estão fora, isso já é um fato, a decisão é irreversível. E Mauro, pelo tom da entrevista, mostrou que vai manter o contrato emergencial. A prefeitura está na expectativa de concluir esse processo até o fim desse mês, mesmo com todos os entraves que estão surgindo, mas que segundo o prefeito, “já eram esperados”.

Queda de braço

Mauro vem enfrentando uma forte oposição dentro da Câmara municipal e os embates estão bem polarizados entre o grupo composto por Eduardo Rodrigues, Everaldo Fogaça e Alan Queiroz. Na defesa do prefeito estão Edwilson Negreiros, Jair Montes e Ellis Regina. O cenário está montado, resta saber como vai ser o final desse enfrentamento. É bom lembrar que o maior juiz dessa história chama-se eleitor, e será dele a palavra final nessa queda de braço.

Na luta

Nazif, por sua vez vem se movimentando como se estivesse alheio aos embates na câmara. Diariamente despacha em secretarias diferentes e anda satisfeito com o andamento das obras na cidade, que deram uma acelerada em função do verão. Mesmo assim, ainda enfrenta forte rejeição da população, que espera bem mais do prefeito. De qualquer forma, ele já fez as contas e acredita que consegue reverter esse quadro quando conseguir entregar algumas obras, entre elas a dos viadutos, que estão sendo feitas pelo DNIT, além do recapeamento de várias avenidas.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Saneamento

Já a licitação das obras de saneamento do governo do Estado estão sub-júdice. A empresa EMSA entrou na justiça contra a decisão da SUPEL que manteve como vencedora a Gertz e Lobato. A EMSA alega, entre outras, que a primeira colocada não dispõe de acervo técnico exigido pelo edital. Se a coisa emperrar demais, Porto Velho corre o risco de perder o recurso, que ainda está disponível na Caixa Econômica Federal. Ainda, não se sabe até quando.

Zagueiro

E na defesa do prefeito o vereador Edwilson Negreiros vem se destacando. Ele atua em todas as frentes e se movimenta rápido. Ele, que começou na câmara bastante tímido, rapidamente conseguiu se firmar. Segundo Negreiros, ele passou “um tempão lendo o regimento interno e a legislação municipal”. Na maioria das brigas tem levado a melhor. A situação de Mauro junto à Câmara só não está mais complicada devido a presença de Negreiros na Casa.

Lava-Jato

E o bicho pegou nesta terça-feira em Brasília quando a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensões na Casa da Dinda, residência do ex-presidente e senador Fernando Collor de Melo. Foram apreendidos carros avaliados em mais de R$ 5 milhões, além de documentos e computadores. E pelo jeito não vai parar por ai. Uma nova lista com nomes de políticos envolvidos em esquemas de recebimento de propina deverá ser divulgada até agosto, com pedidos de investigação ao Supremo Tribunal Federal. Os nomes saíram dos depoimentos dados em delação premiada ao Ministério Público Federal.

E o depoimento

Mais aguardado está sendo do emrpesário Marcelo Odebrechet. Ele será ouvido nesta quinta-feira, 16, às 9h30. O empreiteiro foi preso preventivamente em 19 de junho na etapa Erga Omnes, da Operação Lava Jato.

Para contatos

Fale conosco pelos telefones (69) 3225-9979 ou 9363-1909. Também estamos no www.painelpolitico.com e www.facebook.com/painel.politico e no Twitter (@painelpolitico). Caso prefira, envie correspondência para Rua da Platina, 4326, Conjunto Marechal Rondon. Whatsapp 9248-8911.

Cigarro pode aumentar risco de esquizofrenia

Um novo estudo sugere que fumar pode aumentar o risco de desenvolver esquizofrenia. A descoberta foi publicada na Lancet Psychiatry, uma das revistas científicas mais prestigiadas do mundo. A ligação entre o cigarro e a esquizofrenia não é nova. Pesquisas anteriores apontavam que o índice de tabagismo entre os esquizofrênicos é maior que entre a população geral. Porém, acreditava-se que os esquizofrênicos simplesmente recorriam mais ao cigarro para tentar lidar com o estresse causado pela doença. Agora, pesquisadores da Kings College London apontam que pode haver uma relação de causalidade entre o cigarro e a esquizofrenia. Após analisarem 61 estudos, com um total de 290 mil participantes, os pesquisadores descobriram que pessoas que fumam diariamente têm o dobro de chance de ter esquizofrenia. Além disso, fumantes tendem a desenvolver a doença um ano antes dos não-fumantes. A explicação mais provável é que a nicotina altera os níveis de dopamina – neurotransmissor associado à sensação de euforia — no cérebro. Nos últimos 50 anos, a explicação mais acolhida pela comunidade científica para a causa da esquizofrenia é a “hipótese da dopamina”. Segundo esta corrente, a esquizofrenia decorre do excesso de dopamina no lobo temporal, região responsável pela percepção e pela memória, e de sua falta no lobo frontal, região ligada ao pensamento. Hoje, mais de 21 milhões de pessoas sofrem de esquizofrenia ao redor do mundo.

Anúncios
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

Participe do debate. Deixe seu comentário