Análise & Opinião

COLUNA - Léo Moraes vai para o 'tudo ou nada' ao lançar Flori governador nas eleições deste ano

Prefeito de Vilhena, filiado ao Podemos, terá apoio do prefeito de capital, que vai testar sua capacidade de transferir votos para um candidato sem capilaridade; veja este e outros assuntos

Compartilhar: WhatsApp X LinkedIn

Teste de popularidade

O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos) anunciou que pretende apoiar (e cacifar) a candidatura do também prefeito de Vilhena, Delegado Flori, ao governo nas eleições deste ano. O apoio será um teste inicial (e definitivo) do poder de transferência de votos e prestígio a um candidato sem capilaridade em nível de Estado. Flori, que foi eleito e reeleito, passou os últimos anos na ‘bolha vilhenense', sem se preocupar em abrir frentes políticas e alianças pelo Estado. É uma candidatura, à princípio, insípida, embalada até o momento apenas pelo prestígio que Moraes tem junto à população da capital.

Embalagem complicada

Como prefeito, Flori envolveu-se em uma série de polêmicas. Comprou briga com a área de saúde, com empresários locais, privatizou a saúde municipal, orientado em parte pelo ex-secretário de Saúde de Rondônia e atual deputado federal Fernando Máximo (UB), que resultou em uma série de queixas por parte da população local. O Podemos, partido que Léo comanda no Estado, tem quadros com capilaridade mais ampla, como o também delegado, e deputado estadual Rodrigo Camargo, da região de Ariquemes e possível nome da legenda ao Senado.

Assembléia

Além de testar sua força com Flori, Moraes também quer construir uma nominata forte em âmbito estadual, e trabalha para eleger seu irmão, Paulo Moraes JR, a deputado estadual, o que provocou rompimento com a vice-prefeita de Léo, Magna dos Anjos, ligada ao ex-deputado estadual (a quem tem como mentor) Valter Araújo. Em relação a seu irmão, Léo tem razão, afinal, no campo político é mais fácil trabalhar com alguém próximo, que dificilmente irá contra os interesses do clã em algum momento, a mesma fidelidade não se pode esperar de Magna. Léo teve um primeiro ano de desafios, enfrentou um cenário de falta de liquidez no caixa, correu atrás e conseguiu emplacar a capital em uma série de programas do governo federal, cujos resultados deverão começar a ser vistos com mais clareza a partir deste ano.

Continue lendo

Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Por menos de um café por semana, leia sem limites.

Assinar agora — R$19,90/mêsJá sou assinante — Entrar
💬 Comentários

Carregando comentários…