Análise & Opinião

Coluna Painel Político - "Iriam morrer de qualquer forma", disse Fernando Máximo à PF sobre compra de kits Covid

E ainda, MP consegue reabertura de delegacias para registros de ocorrência; Justiça do MT abre caminho para o fim das reservas

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‘Iriam morrer de qualquer forma”

O deputado federal Fernando Máximo, que foi secretário de saúde do Estado durante a pandemia de Covid 19, depôs na Polícia Federal sobre a compra de testes do ‘kit covid’ que demoraram mais de 40 dias para serem entregues. Um vídeo, divulgado pelo blog Entrelinhas de Nilton Salinas, mostra o deputado falando que a demora não impactou nos casos, ‘essas pessoas iriam morrer de qualquer forma’. Veja abaixo o trecho do depoimento:

Chama a atenção

O fato de Máximo alegar que ‘a investigação perdeu o objeto’, pelo fato da empresa ter ‘entregue 100% dos kits’, mas não foi bem assim. A empresa tinha que entrega-los em 10 dias, em Porto Velho. Chegaram após quase 50 dias por que o governo mandou um avião ir buscar em São Paulo e mesmo assim eles não tinham registro na Anvisa. “Tem como questionar isso mais? Na minha opinião perdeu o objeto” – disse o deputado federal Fernando Máximo. Nessa linha de raciocínio, se o ladrão roubar, e gastar o dinheiro antes de ser preso, não existe mais crime, porque ‘perdeu o objeto’

Enfim, o bom senso (mesmo que na marra)

O Ministério Público de Rondônia obteve uma vitória importante para a população, a volta dos registros de ocorrência nas delegacias de Porto Velho, que estavam suspensas desde fevereiro deste ano, pela Delegacia Geral, que passou a concentrar somente na Central de Ocorrências o registro de casos que aportavam nas unidades da Polícia Civil após o horário de expediente e em feriados e finais de semana. O fato por si é uma aberração, já que obrigava a vítima, abalada, a se deslocar até a central para conseguir fazer um registro.

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