Coluna Painel Político -União Brasil quer Mariana à prefeita e nos bastidores grupo governista tenta tirar Fernando Máximo da disputa
Sem cargo na executiva do partido, Marcos Rocha deve definir rumos da legenda. E ainda, o escândalo da Unir e a polícia que 'nem descobriu quem tocou fogo na estátua da Havan'

Abrindo
A situação envolvendo a candidatura do deputado federal Fernando Máximo à prefeitura de Porto Velho nas eleições deste ano é delicada e promete muitos debates ainda nas próximas semanas. E talvez até o surgimento de um novo grupo político no Estado.
Explico…
Máximo é filiado ao União Brasil, legenda pela qual foi eleito em 2022 e seria o candidato natural para disputar a prefeitura. Porém, compromisso assumido pelo grupo político do governador Marcos Rocha durante sua reeleição com o grupo do prefeito Hildon Chaves, garantiria apoio à candidatura de Mariana Carvalho, atualmente no Republicanos. Por conta desse compromisso, Rocha tenta inviabilizar a candidatura de Máximo pela legenda, favorecendo Mariana. Já foi oferecido à Máximo, por exemplo, a vaga de vice-governador na chapa de Sérgio Gonçalves, vice de Rocha e que vai buscar a reeleição em 2026.
Força da caneta
Marcos Rocha não integra a executiva do União Brasil em Rondônia, mas detém a força da caneta, portanto é quem decide para onde vai a legenda.
Amigo, pero no mucho
O governador rompeu com Fernando, e por onde passa, quando questionado sobre seu ex-secretário de Saúde, ele não economiza críticas, o mesmo comportamento tem o Chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves, irmão do vice-governador.
E nas pesquisas
Sondagem divulgada pelo blog Poder360 ainda em 2023*, da Paraná; Pesquisas, apontou Máximo em primeiro lugar com 18,2% dos. votos, seguido pelo ex-deputado federal e atual diretor do Detran, Léo Moraes, com 16,1% e Mariana Carvalho em terceiro, com 15,3%. Vamos aguardar o desfecho dessas articulações.
Conversando
O ex-deputado federal Léo Moraes, um dos favoritos à disputa pela prefeitura de Porto Velho tem mantido a ‘mente aberta’ e está conversando com vários grupos políticos para avaliar se entra ou não na disputa. Léo, sem dúvida alguma, é um dos nomes mais influentes no cenário político atualmente e sua participação no processo é uma das mais aguardadas.
Aposentado, mas não muito
O ex-presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, Maurão de Carvalho que disputou o governo em 2018havia anunciado que d eixaria a vida pública. Mas o ‘comichão’ da política não tem lhe dado sossego. Apesar de afastado, ele segue acompanhando de perto os bastidores e avalia a possibilidade de retornar à vida pública em 2026, “mas isso ainda é uma coisa que preciso pensar bem”, disse Maurão à PAINEL POLÍTICO.
Sem pistas
A Polícia Civil segue sem pistas sobre o atentado à bala no escritório do advogado Bruno Valverde, no início desta semana em Porto Velho. A piada que circula nos grupos é que “a polícia nem descobriu até hoje quem tocou fogo na estátua da Havan, imagina achar quem atirou num escritório”. O empresário Luciano Hang ofereceu uma recompensa de R$ 100 mil, que até hoje ninguém recebeu…
Coisas de Rondônia
A Universidade Federal de Rondônia virou palco de um escândalo de proporções épicas. A vice-reitora eleita teria apresentado um falso diploma de doutorado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 2010. Com isso, ela passou a receber uma gratificação que gira em torno de R$ 4 mil/mês. Além disso, por lei, apenas professores doutores podem ocupar o cargo de reitor e vice. A Unir, após ser alertada por uma denúncia anônima, checou junto à UFRGS se, de fato, a vice reitora não havia feito doutorado. A resposta da instituição gaúcha pegou todos de surpresa, além de não ter o diploma, ela também não fez nenhum curso por lá.
Com isso
A vice-reitora renunciou, mas o processo criminal seguirá. Em uma “conta de padaria”, ela terá que devolver mais de R$ 600 mil (valor sem correções), pode perder a função pública e aposentadoria e ainda cumprir tempo de prisão. Nos bastidores a informação que corre é que ela teria apresentado os documentos falsos para garantir a gratificação. Com o passar dos anos, ela deixou a ‘coisa quieta’, e veio à tona quando resolveu entrar numa disputa eleitoral.
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*A pesquisa entrevistou 714 eleitores no município de Porto Velho entre 5 e 8 de abril. Tem margem de erro de 3,7 p.p. em um intervalo de confiança de 95%. Não está registrada no TRE-RO (Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia) e, portanto, não tem código.
