Coluna – Rebelião no Urso Branco mostra fragilidade da segurança pública

Presos dominam negociações e colocam em xeque a estrutura prisional ao exigir troca de diretor do presídio que conseguiu reduzir o tráfico e mordomias

Abandono

É dessa forma que podemos classificar a situação que se encontra a RO 473, que liga a BR 364 aos municípios de Urupá, Teixeirópolis e Alvorada do Oeste. A rodovia, que é de responsabilidade do estado, deveria ter sido recuperada em agosto, mas o DER alegou que “estava sem brita”. Estamos em outubro e a buraqueira está tomando conta de toda a estrada, que serve de artéria para escoar a produção de toda a região.

Interessante

Que Urupá e Alvorada ajudaram a eleger dois deputados estaduais, Laerte Gomes e Edson Martins, sendo que o segundo é do partido de Confúcio Moura e mesmo assim ainda não conseguiu resolver o problema da estrada. O segundo tem cobrado, mas nesse caso uma andorinha só não faz verão. Além dos buracos, tem a questão de escoamento da água da chuva e do mato, que já está invadindo a pista. Com a chegada do período chuvoso, a buraqueira vai aumentar e recuperação agora, só ano que vem. E não foi ninguém que me contou, passei por ela hoje pela manhã.

Enquanto isso

O DER continua sem aviões, mas com a coordenadoria de operações aéreas em pleno funcionamento, inclusive com pilotos contratados. Onde vamos parar…

Eles mandam

Uma rebelião que durou quase 24 horas no presídio Urso Branco chegou ao fim na tarde desta segunda-feira após o governo se comprometer que iria demitir o diretor do presídio, Célio Lima, que vinha fazendo um trabalho exemplar. Os presos alegavam que o diretor era “arrogante” e não falava com ele, e ameaçava, em casos de tumulto, colocar a tropa de choque para agir. Papo furado. Célio conseguiu, com medidas duras, reduzir o tráfico dentro do presídio, cortou mordomias de presos e vinha saneando a unidade.

Direitos humanos

Como Rondônia ainda responde pela chacina do Urso Branco ocorrida em 2004 junto a organizações internacionais, está cada vez mais complicado adotar medidas duras contra presos por aqui.

Insegurança

Não dá para entender o que acontece em alguns setores do governo de Rondônia e um deles é a segurança pública. O atual secretário, Antônio Carlos dos Reis não consegue dar uma resposta à altura que a sociedade precisa no que diz respeito à sua pasta. As delegacias do Estado estão sucateadas, entregue às moscas e baratas. No interior a situação é exatamente a mesma da capital, um fiasco. Mesmo assim, Confúcio que parece ter o “dedo podre” em algumas áreas, não consegue fazer uma mudança efetiva. Ao trocar o “ex-xerife” Marcelo Bessa por Reis, ele trocou um tagarela por um mudo. E só. O resultado, em termos de eficiência, são os mesmos, ou seja, zero.

O problema

É que o fim do ano está chegando, e sabemos, a criminalidade dispara nessa época. Com o país em crise, a tendência é que esse final de ano seja um dos mais violentos. O cenário na segurança pública do Estado é o mesmo, falta tudo, inclusive planejamento para tentar garantir o mínimo de segurança para a população.

Assassino por atacado

Pedro Arrigo, irmão do secretário de educação de Vilhena José Carlos Arrigo, é apontado como mandante da chacina ocorrida no último fim de semana em uma fazenda na zona rural de Vilhena que vitimou cinco pessoas e feriu outra. Segundo moradores da região, ele é um homem violento e já tinha condenação, mas conseguiu uma liminar e respondia em liberdade pela invasão da Fazenda Dois Pinguins em Chupinguaia, em 2012. Entre as vítimas da chacina de sábado, está um jovem de 17 anos, que foi baleado nas costas e queimado ainda vivo.

O caso

Aconteceu por volta das 17h30 do último sábado. Seis amigos estavam reunidos batendo papo na propriedade rural, quando quatro homens fortemente armados chegaram a pé e começaram a disparar contra as vítimas. Um foi morto na frente da casa, três correram para dentro do imóvel e foram executados, um conseguiu fugir para a mata e outro foi baleado nas costas e se fingiu de morto. Após cometerem os crimes, os homens fugiram tomando rumo ignorado. A vítima que se fingiu de morta, saiu para pedir ajuda aos vizinhos. Porém, por volta das 18h30, os elementos voltaram e atearam fogo na casa que foi totalmente destruída, e com isso, carbonizou os corpos dos três sitiantes que já estavam mortos. Essas informações são do Extra de Rondônia.

Ouro de tolo

Não passou de uma brincadeira uma foto de uma enorme pedra amarela com um copo de cerveja em cima, que ganhou o mundo e atraiu tontos de todos os estados do Brasil para Pontes e Lacerda, no Mato Grosso. Garimpeiros mesmo foram poucos, a maioria é de aventureiros que sonham com dinheiro fácil e deixaram empregos e agora vão ser retirados pela Polícia Federal, por determinação da justiça. Quem gostou muito da piada sem graça foram os comerciantes de Pontes e Lacerda, que zeraram seus estoques. Agora os preços começam a baixar e a vida volta ao normal.

Calça curta

Documentos obtidos pela revista “Época” mostram que a construtora Odebrecht pagou R$ 4 milhões ao ex-presidente Lula para a realização de palestras no Brasil e no exterior. Os documentos foram anexados ao inquérito do Ministério Público Federal (MPF) do Distrito Federal, que investiga possível tráfico de influência do ex-presidente em favor da construtora. A revista teve acesso aos contratos firmados entre a empresa e a L.I.L.S., empresa criada por Lula assim que saiu da Presidência para a realização de palestras. Ao longo dos últimos quatro anos, a L.I.L.S. foi contratada para que Lula desse 47 palestras no exterior muitas a convite de instituições. Sua maior cliente, segundo a revista, é a Odebrecht que teria contratado o petista para fazer dez palestras, cujos valores por contrato variaram entre R$ 158 mil e R$ 900 mil. De acordo com a publicação, além do transporte, o contrato com Lula previa hospedagem em hotéis “cinco estrelas ou superior”. Em uma das viagens de Lula à Venezuela, em 2011, Lula recebeu R$ 359 mil para falar sobre os “Avanços alcançados até agora pelo Brasil”.

Não pode

Kaká Mendonça, ex-deputado estadual, tem circulado por Pimenta Bueno dizendo que vai ser candidato a deputado federal em 2018 e que “precisa de seu irmão, Jean Mendonça, na prefeitura”. Kaká não pode ser candidato, ele tem condenações e está quase para ser preso, só falta a publicação pelo STJ. Portanto, quem achar que vai eleger o pimentense, vai dar com os burros n´água.

Clínica Mais Saúde informa: Gestantes não devem beber uma só gota de álcool

Não há quantidade de álcool segura a ser consumida durante a gravidez. Essa é a nova recomendação da Academia Americana de Pediatria, baseada em estudo publicado no periódico científico Pediatrics. A ingestão de bebidas alcoólicas na gestação tem sido associada a problemas neurocognitivos e comportamentais na criança, assim como a diversas deformidades faciais. O grupo de sintomas é conhecido como ‘espectro de desordens fetais alcoólicas’ (FASD, na sigla em inglês). Ainda de acordo com o estudo, todas as formas de álcool representam risco ao feto. Isso porque o álcool ingerido pela gestante ultrapassa a barreira da placenta e se acumula no líquido amniótico. Cerca de uma hora depois de a gestante ingerir a bebida, o nível de álcool no sangue do feto se iguala ao medido no organismo da mãe. Mas, como o bebê tem massa corporal menor e o fígado imaturo para metabolizar a substância, calcula-se que o efeito tóxico para ele seja até oito vezes maior. As consequências dessa intoxicação permanecem a vida inteira, com intensidade variável. Mas de acordo com os autores do trabalho, o grande problema na medicina é não haver ainda consenso em relação ao assunto. As recomendações entre os médicos variam muito de acordo com a cultura do país de origem. Além disso, alguns estudos afirmam que beber moderadamente e esporadicamente durante a gravidez não causa problemas no feto e não causa atrasos no desenvolvimento da criança.

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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