Coluna – TRF1 manda seguir processo por improbidade contra Pimentel na Sanguessuga

União havia dado parecer pelo arquivamento, MPF recorreu e justiça mandou seguir com processo

O língua solta

A vaidade costuma ser a maior causadora de dor de cabeça a quem ocupa cargos públicos, principalmente se essas funções são estratégicas. O ministro da Justiça de Michel Temer, indicado pelo PSDB não serve para ocupar a pasta, fala demais, gosta de holofotes e é vaidoso, tudo que um gestor não pode ser. Seu comportamento lembra muito o do ex-secretário de Defesa de Rondônia, Marcelo Bessa, protagonista de uma das maiores lambanças policiais da história, que envolveu em um balaio de gato o governador Confúcio Moura, o Ministério Público e o Tribunal de Justiça em uma apocalíptica operação.

Alexandre Moraes

Ministro de Temer, disse com todas as letras no domingo, que essa semana teria “mais Lava Jato” e ainda acrescentou, “vocês vão lembrar de mim quando virem”. E para o azar dele, todos lembraram mesmo. Sua fala atrapalhada rendeu manchetes em todos os jornais e sites do país. Ele pode até ter uma sobrevida no cargo, tal qual teve Bessa em Rondônia, mas a queda é inevitável. Políticos odeiam quem fala demais.

Falando em falar

O Brasil agora vai aguardar ansioso uma delação por parte de Antônio Palocci, o que dificilmente acontecerá. Preso nesta segunda-feira, o ex-ministro da Casa Civil e da Fazenda deve silenciar por um longo período e “vender caro” sua delação, que pode colocar na cadeia o ex-presidente Lula. Não que a Lava Jato precise disso, mas ajudaria bastante.

Em Rondônia

O clima eleitoral anda tenso, principalmente em Pimenta Bueno, onde o grupo do deputado estadual Cleiton Roque resolveu “partir para a ignorância” e começou a jogar sujo, com ameaças, agressões e provocações públicas contra os adversários. As vítimas tem sido o atual prefeito Jean Mendonça e seus apoiadores e pelo jeito Roque e seu grupo, já bem conhecido na região, está mesmo disposto a engrossar ainda mais. Em 2014, quando foi candidato a deputado estadual, Cleiton Roque adotou as mesmas práticas de intimidação. Este ano a candidata é sua esposa, e ele não está preocupado com a eleição dela, e sim com a reeleição dele.

Explico

Há anos que Cleiton Roque tenta se consolidar como liderança política na região, mas isso não tem funcionado. Em 2014, não fossem os votos conseguidos na região rural de Porto Velho com uma grande “ajuda” do prefeito Mauro Nazif (também do PSB) que apadrinhou Roque, ele não teria sido eleito, já que Pimenta Bueno preferiu eleger o tal de “Só Na Bença” que também anda tendo problemas de popularidade na região. A eleição da dona de casa Juliana Roque é fundamental para a reeleição de Cleiton em 2018. Daí o desespero e descontrole de seus simpatizantes.

Olha essa

O ex-secretário de saúde de Porto Velho e do Estado, Williames Pimentel responde ao processo 888.08.2009.401.4100 na Justiça Federal, 1º Região. Ele foi acusado de irregularidades na compra de ambulâncias da família Vedoin, aquela dos Sanguessugas. A justiça, em primeiro momento rejeitou a denúncia, o Ministério Público Federal recorreu e em 19 de abril de 2011 a Apelação 2009.41.00.000891-1 foi julgada procedente e foi determinado o prosseguimento da ação por improbidade administrativa.

Assim definiu o relator

(…)”Com elementos de justa causa para o seu prosseguimento, consubstanciada em elementos que permitem aferir a tipicidade da conduta e a viabilidade da acusação, não se pode de forma peremptória afastar a prática de ato de improbidade administrativa, rejeitando a inicial (…)” e continuou “(…) Diante disso, sem o devido processamento do feito, com o regular desenvolvimento da fase instrutória, ausentes provas suficientes capazes de afastar de plano as imputações de prática de ato de improbidade administrativa atribuídas aos agentes públicos e aos particulares, e estando presentes indícios de materialidade e autoria, não é cabível o indeferimento da inicial. (…)”, finalizando “(…) Isto posto, por tais razões e fundamentos, dou provimento à apelação para receber a Petição Inicial, e determinar a remessa dos autos ao Juízo de origem para o regular prosseguimento do feito.”  O resumo, para quem gosta que desenhe é o seguinte, contando com a morosidade da justiça Pimentel continua gritando que “é ficha limpa”. Só vai ser quando esse processo finalizar, por enquanto, ele segue sendo processado por improbidade administrativa.

Clínica Mais Saúde informa – Depressão: um simples exame de sangue indica o melhor tratamento

Um simples exame de sangue pode ajudar a identificar quais medicamentos seriam mais efetivos para o tratamento de um paciente com depressão. De acordo com um estudo publicado recentemente no periódico científico International Journal of Neuropsychopharmacology, a análise busca identificar o nível de inflamação nos pacientes, o que, por sua vez, poderia “prever” quais responderiam melhor ao tratamento de primeira linha e quais precisam de remédios mais potentes. De acordo com informações da rede americana CNN, estudos recentes mostraram uma associação entre altos níveis de inflamação em pacientes com depressão e baixo sucesso nas taxas do tratamento de primeira linha, feito com inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS). Segundo o autor, o novo estudo “destaca a importância da saúde física no contexto de depressão” e mostra que “o corpo pode participar na gravidade da depressão e na capacidade de resposta aos antidepressivos”, já que a inflamação pode ser um resultado de vários problemas de saúde, incluindo infecções e doenças como o diabetes.Apesar dos resultados, os autores ressaltam que, antes de tornar esse exame padrão, é preciso realizar mais pesquisas em uma amostra maior de pacientes.

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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