Comissionados denunciam pressão para apoio a candidatos do PMDB

Eles estão sendo obrigados a participar de atos públicos e “simpatizar no Facebook”

Porto Velho e Brasília —  A história das campanhas políticas capitaneadas pelo PMDB em Rondônia se repete. Servidores sem vínculo, comissionados no governo do Estado estão sendo obrigados a participar “voluntariamente” de atos públicos como caminhadas e carreatas para os candidatos do PMDB.

Eles também precisar “curtir e compartilhar” páginas desses candidatos em troca da manutenção do emprego. Em várias cidades, servidores estão denunciando pressões ao Ministério Público Eleitoral, que está com dificuldades, em função de equipes reduzidas, em acompanhar as denúncias, mas as investigações estão em andamento. E isso vem acontecendo até onde o PMDB é vice, como em Pimenta Bueno. Lá o deputado estadual Cleiton Roque chegou a nomear na Assembleia Legislativa pastores e lideranças em troca de “apoio” a candidatura de sua esposa, a dona de casa Juliana Roque. Além disso, ele pressionou para que os comissionados que ocupam cargos no governo na região, saíssem em campanha pelas ruas da cidade, “angariando apoio”.

Em Porto Velho, o candidato do PMDB, Williames Pimentel vem repetindo a cartilha que elegeu e reelegeu Confúcio Moura. O atual chefe da Casa Civil, o untuoso Emerson Castro se encarrega de fazer pressão sobre os servidores públicos para que eles “apóiem” a candidatura de Pimentel.

Nas eleições de 2014, PAINEL POLÍTICO revelou que o PMDB havia inovado na arrecadação de recursos para campanhas eleitorais, pegando dinheiro de sócios de clínicas que prestam serviço para o governo. Naquele ano, as empresas INAO e CMA doaram, através de seus sócios, mais de R$ 200 mil para a campanha. Essa semana, a revista Veja revelou que as mesmas pessoas “doaram” dinheiro para a campanha de Pimentel. As empresas continuam com vultosos contratos com o governo do Estado.

O Ministério Público Eleitoral em Porto Velho informou que vai intensificar a fiscalização nas campanhas, mas admite dificuldades.

Advogados dos candidatos adversários informaram que pretendem protocolar denúncias contra Pimentel por abuso de poder político e econômico para tentar evitar que a história se repita. Diego Vasconcelos, que atuou nas eleições de 2014 representando a candidatura de Expedito Júnior e agora representa o candidato Léo Moraes fez um alerta, “os servidores públicos que tanto apoiaram Confúcio, hoje reclamam junto com a população do abandono de delegacias, postos de saúde e quem sofre com isso é a sociedade. Estamos vendo a história se repetir. No que depender do jurídico estaremos atuante”, finalizou.

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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