Poder & Bastidores

Como a Inteligência Artificial molda novos contornos ao cenário criminal

Por Delegada Jacqueline Valadares (Sindpesp)* Mestre Arthur Cassiani (TJ-SP)*

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A Inteligência Artificial (IA) é central nas inovações tecnológicas do século 21 e se faz presente em produtos, serviços e dispositivos do cotidiano. É crucial reconhecer que ela também traz consequências involuntárias, além de seus efeitos positivos. O filósofo e sociólogo Jacques Ellul (1968) já alertava que “toda aplicação técnica, em suas origens, apresenta efeitos (imprevisíveis e secundários) muito mais desastrosos do que a situação anterior.” Assim, a análise da IA deve ser pautada pela prudência, levando-se em consideração não apenas os benefícios, mas, sobretudo, os desafios que podem surgir.

Historicamente, a sociedade rechaçou inovações, sob o temor de que o cotidiano das pessoas fosse ameaçado. No entanto, tal resistência nunca foi o suficiente para impedir avanços. Onde há demanda, a Tecnologia irrompe, ganha força e conquista usuários. A eletricidade substituiu velas, e os smartphones fundiram outros meios de Comunicação. Essa inevitabilidade mostra que, apesar das preocupações, ao longo da história, a adaptação e a busca por eficiência prevalecem.

Neste contexto, a discussão sobre uma IA responsável é vital. Tal abordagem busca garantir que os sistemas de Inteligência Artificial sejam éticos, confiáveis e benéficos, respeitando princípios fundamentais, como justiça, transparência, confiabilidade, privacidade e inclusão.

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