Confúcio afirma que não vai mais falar sobre Operação Platéias

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Tentando minimizar os estragos causados a sua imagem pela Operação Platéias, da Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público do Estado e Controladoria Geral da União, o governador Confúcio Moura (PMDB) declarou em seu blog que não vai mais falar sobre o assunto, “encerro aqui esse assunto triste”, declarou em um texto choroso, no qual desabafa, “Mesmo que tenha que sacrificar tudo que fiz com  Alice (esposa) na vida inteira, estou disposto a sacrificar.  Mas, corrupto não. Nem chefe de quadrilha”.

O governador continua a desfiar seu rosário de inocência afirmando ainda que “colocar o chapéu na cabeça de corrupto, isto não. De jeito nenhum”. Mais adiante, ele tenta desmentir as instituições responsáveis pelas investigações, declarando, “quem me conhece não acredita em nada disto que se fala, ouve ou vê em noticiários”, e se coloca como vítima, ao afirmar, “estou entre o lobo e a estepe”. Veja abaixo a íntegra do texto do governador, que foi levado coecitivamente para a superintendência da Polícia Federal na semana passada.

PLATÉIAS: NÃO FALO MAIS

Este assunto é grave. Já falei o que tinha que falar. Mais nada. Se você me perguntar que gostei: – claro que não gostei. Pra mim foi um horror. Mas, agora, no olho do furacão, tenho que deixar o tempo passar. E dissecar os detalhes, microscópicos interesses e jogos no meio de tudo isto. Sei lá a quem se beneficia, na célula,alguém ganha. Sempre falei, por todos os lados, que o meu propósito foi o de sempre promover a imagem positivo do Estado e do seu povo. Como é que ao denunciar, o feitiço virou contra o feiticeiro? Acho isto tudo bem estranho. Mas, o que é que posso fazer agora? Aguardar. Fazer a minha defesa na hora certa.

Muita gente me considera como um boi carreiro. Que se bate o tilintar de argolas na ponta do ferrão, para o boi da guia se enquadrar e receber a ganga. E depois sofrer, puxar cargas, assumir a penitencia de todos os pecados do mundo. Pois não, justamente isto que não vou concordar. Lutarei. Honra é honra. Imagem é imagem. Vida é vida. Sétima de nove campanhas populares ganhas. Seis mandatos exercidos. Tudo limpo. Agora, colocar o chapéu na cabeça de corrupto, isto não. De jeito nenhum. Lutarei com um guerreiro, do começo ao fim. Tenho amigos. Tenho vizinhos. Tenho família. Tenho esposa honrada. Tenho patrimônio limpo. Mesmo que tenha que sacrificar tudo que fiz com Alice na vida inteira, estou disposto a sacrificar. Mas, corrupto não. Nem chefe de quadrilha.

Não desafiarei e nem provocarei a justiça. Porque é justamente a sua função – ser justa. Nem a Polícia Federal que cumpre o seu papel. Nem o MP que trabalha o duro mister investigativo. Irei colaborar sempre. Mas, a mim cabe a boa competente defesa. Não preciso falar nada de mim mesmo. Basta ver a minha vida pregressa. A minha história. E quem me conhece não acredita em nada disto que se fala, ouve ou vê em noticiários. Encerro aqui o que tinha que falar sobre este assunto triste. Fico agora, num dilema, acabei de ganhar uma eleição difícil. Fiquei alegre. A seguir, a minha alegria turvou pelos acontecimentos. Estou entre o lobo e a estepe. Espero que este ditado popular seja verdadeiro: a justiça tarda, mas, não falta. Enquanto isto, vamos ao trabalho.

Confucio

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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