Confúcio Moura pode ter usado ação do Hospital do Câncer para se promover politicamente

Em mais uma ação de investigação judicial eleitoral movida contra o governador reeleito Confúcio Moura (PMDB) e seu vice Daniel Pereira (PSB) – desta vez pelo Ministério Público Eleitoral – o desembargador Roosevelt Queiroz Costa, atuando como magistrado do Tribunal Regional Eleitoral, mandou intimar diversas testemunhas.

Elas deverão responder perguntas que giram em torno da acusação de suposto abuso de poder econômico praticado pelo peemedebista.

Confúcio Moura pode ter utilizado uma ação itinerante do Hospital do Câncer, promovida em parceria com o Governo do Estado, para se promover politicamente. Além disso, o MPE quer saber se Moura distribuiu alimentos e discursou como candidato ao governo durante a convenção do PMDB na casa de eventos Talismã 21. Por fim, os depoimentos deverão esclarecer se foram oferecidos às testemunhas convites para um jantar realizado em benefício da candidatura do governador, ou ainda se foram compelidas a vendê-los. A ação do Ministério Público Eleitoral envolve pedido de cassação do diploma, do registro de candidatura e ainda que seja declarada a inelegibilidade do gestor.

Entre as testemunhas está o secretário de Saúde Williames Pimentel, que continuará no cargo no próximo ano. José Luiz Lenzi, ex-diretor da Ceron, também foi arrolado.

Confira abaixo quais perguntas cada grupo de testemunhas deverá responder

Noêmia Ferreira Cabral e Maria Liduina de Castro Rebouças:

a) se a depoente notou a presença da carreta pertencente ao Hospital do Câncer de Barretos estacionada próximo à Unidade de Saúde Agenor de Carvalho;

b) se o Governador esteve presente quando a unidade móvel fazia atendimentos;

c) se a resposta for positiva, por quantas vezes;

d) se o Governador fez discurso quando esteve presente na unidade móvel;

e) se positiva a resposta, se houve pedido de votos;

f) se a imprensa esteve presente quando o Governador compareceu à unidade;

g) se houve divulgação (imprensa ou qualquer outro meio) da presença do Governador na unidade móvel.

André Roberto de Azevedo e Iêda Soares de Freitas

a) se ao(a) depoente foi oferecido ou vendeu algum convite para um jantar em prol da candidatura do Governador Confúcio Moura;

b) se o(a) depoente exercia, à época, algum cargo ou função comissionada;

c) se existia alguma determinação, ainda que informal, para que o(a) depoente comprasse ou vendesse os convites;

e) se houve alguma pressão para que o(a) depoente comprasse ou vendesse os convites;

f) se o(a) depoente conhece alguém que sofreu coação para comprar ou vender os convites (se souber, quem?).

FATO I

a) Se sabe alguma coisa sobre o projeto de prevenção do câncer realizado mediante convenio entre o Governo do Estado e o Hospital do Câncer de Barretos;

b) se a resposta for positiva, se o Governador esteve presente quando a unidade móvel fazia atendimentos;

c) se a resposta for positiva, por quantas vezes;

d) se o Governador fez discurso quando esteve presente na unidade móvel;

e) se a imprensa esteve presente quando o Governador esteve presente na unidade móvel;

f) se houve ampla divulgação da presença do Governador na unidade móvel.

g) se houve pedido de votos por parte do governador.

FATO II

a) se o depoente esteve presente na convenção estadual do PMDB na casa de shows “Talismã 21” ;

b) caso a resposta seja positiva, se sabe aproximadamente o numero de pessoas presentes;

c) se a entrada era franqueada a qualquer pessoa ou se a apenas aos convencionais ou filiados ao partido;

d) se houve distribuição de alimentos no evento;

e) se tais alimentos eram distribuídos a todos de forma indiscriminada ou apenas aos convencionais ou filiados ao partido;

f) que tipos de alimentos foram distribuídos;

g) em algum momento o Governador fez algum discurso para os presentes;

h) houve pedido de votos durante o evento;

i) houve exaltação do nome do Governador antes, durante ou depois do evento.

FATO III

a) se ao(a) depoente foi oferecido ou vendeu algum convite para um jantar em prol da candidatura do Governador Confucio Moura;

b) se o(a) depoente exercia, à época, algum cargo ou função comissionada;

c) se existia alguma determinação, ainda que informal, para que o(a) depoente comprasse ou vendesse os convites;

e) se houve alguma pressão para que o(a) depoente comprasse ou vendesse os convites;

f) se o(a) depoente conhece alguém que sofreu coação para comprar ou vender os convites (se souber, quem?)

Fonte: rondoniadinamica

 

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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