Conheça Trocano, a 'mãe de todas as bombas'; Termobárica brasileira só perde para a similar russa
Descubra os bastidores do projeto sigiloso que posiciona o país entre as potências em tecnologia militar, superando até a lendária MOAB americana – um marco na soberania brasileira

Em um cenário de crescente tensão geopolítica global, o Brasil revela camadas de sua capacidade defensiva que vão muito além da imagem pacífica comumente associada ao país. O Projeto Trocano, iniciado em 2004 pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), com financiamento do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER) e da Diretoria de Material Aeronáutico e Bélico (DIRMAB), representa um avanço tecnológico notável na produção de armamentos termobáricos. Essa bomba, batizada de Trocano, é considerada a maior da América Latina e a terceira mais poderosa do mundo em sua categoria, superando a MOAB (Massive Ordnance Air Blast) dos Estados Unidos em poder destrutivo, embora fique atrás da russa FOAB (Father of All Bombs).
A divulgação recente do projeto ganhou tração nas redes sociais e em canais especializados, como o YouTube do “Vamos falar de História”, que detalhou o desenvolvimento e a certificação da arma em um vídeo de 2021, atualizado em discussões de 2025. Segundo o canal, o artefato foi projetado para interdição de grandes áreas, com aplicações como a limpeza de zonas densas de vegetação para facilitar pousos de aeronaves de asa rotativa em operações militares. O lançamento ocorre a partir de um avião Lockheed C-130 Hércules, utilizando um sistema de paraquedas que separa a bomba de seu palete antes da queda livre, garantindo precisão e segurança.
Tecnicamente, a Trocano carrega cerca de 9.000 kg de tritonal – uma mistura de 80% de TNT e 20% de pó de alumínio, que aumenta a capacidade detonante em aproximadamente 18% em comparação ao TNT puro. Esse explosivo gera um raio de destruição total de cerca de 1 km, produzindo uma onda de choque devastadora por meio de uma nuvem de combustível inflamável que consome o oxigênio ambiente. Documentos do Ministério da Defesa, publicados em 2007 e 2010, classificam o armamento como um “artefato de efeito de sopro”, termo que remete à tecnologia termobárica desenvolvida inicialmente na Segunda Guerra Mundial e aprimorada durante a Guerra Fria pelos Estados Unidos e pela União Soviética.
Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Por menos de um café por semana, leia sem limites.