Conselheiro do CFM afirma que entidade se mantém contra “Mais Médicos”

O Conselho Federal de Medicina (CFM), está preparando uma denuncia que será encaminhado contra o Ministério da Saúde para os Direitos Humanos em Genebra, sobre as condições de trabalhos dos novos competentes do Programa Mais Médicos. No Estado de Rondônia serão admitidos nove profissionais, sendo oito deles cubanos e um brasileiro, Jean Batista, nascido em Ji-Paraná (RO), que cursou medicina na Argentina. O Conselho determina uma medicina de qualidade para a população que será atendida por esses especialistas.

O diretor-tesoureiro do Conselho Federal de Medicina, Hiran Gallo, explica que a CFM exige explicações acerca da condição dos atendimentos com a população, na maioria carente e necessitada, que por sua vez os especialistas estrangeiros podem não compreender as complicações patológicas da região, como também a linguagem, principalmente da lingüística amazônica.

Entre as preocupações do Conselho, é como poderá ser administrada situações da fiscalização desses novos médicos em casos de infrações, pois os profissionais não poderão receber o registro médico, sendo uma norma interna do Ministério da Saúde. “Existe uma medida provisória, 621/2013, que determina que todos os especialistas do Programa Mais Médicos fiquem a disposição da inspeção do Ministério da Saúde, deixando a população desassistida de cautelas necessárias de inspeção, sendo o Conselho é o órgão fiscalizador responsável pelos profissionais, e no momento encontra-se e impedida de desempenhar seu papel”, explica Hiran Gallo.

O Diretor ainda comenta que o Conselho se posiciona contra o sistema que o Governo Federal adotou no Programas Mais Médicos, considerado a princípio um sistema de trabalho ‘escravo’, sendo que todos os clínicos estrangeiros receberão somente 10% do valor oferecido no Programa, e o restante do valor será destinado para o país de sua origem.

Hiran Gallo lamenta que no Estado de Rondônia o treinamento oferecido para os médicos recém chegados é insuficiente para conhecer as especialidades da saúde pública local e esclarece que, o maior problema da saúde pública não é a falta de atendimento para população carente, caracterizado pela falta de médicos, e sim na deficiência de gerência desses profissionais, e declara que todos os médicos que estão incluídos nos Programa devem fazer a Revalida, comprovando a qualificação técnica.

“O profissional recém chegado não tem capacidade de adquirir conhecimentos sobre da situação do nosso Estado em apenas uma semana e o Conselho Federal de Medicina não pode aceitar esse tipo de procedimento, sendo que é necessária uma administração de qualidade para o atendimento da saúde pública”.

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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