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Corpo de modelo brasileira é encontrada em porta-malas na França; namorado é preso

Larissa Brito foi achada durante fiscalização de rotina; Família enfrenta custo de R$ 112 mil para repatriação do corpo

Corpo de modelo brasileira é encontrada em porta-malas na França; namorado é preso
📷 Reprodução
📋 Em resumo
  • O corpo de Larissa Brito dos Santos foi encontrado por agentes da alfândega na rodovia A8, perto de Brignoles, na França.
  • O ex-companheiro de 29 anos foi colocado em prisão preventiva sob a acusação de homicídio por ex-cônjuge, embora negue o crime.
  • A mãe da vítima registrou o desaparecimento em São Paulo após dias sem contato e relatos de comportamento suspeito do suspeito.
  • O custo estimado pelo consulado para o traslado do corpo é de R$ 112 mil, motivando a criação de uma vaquinha online pela família.
  • Por que isso importa: O caso expõe a vulnerabilidade de mulheres brasileiras no exterior e os altos custos burocráticos para famílias em tragédias consulares.
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O corpo da modelo paulista Larissa Brito dos Santos (25 anos) foi encontrado na segunda-feira (21) no porta-malas de um carro na rodovia A8, no sudeste da França. O ex-namorado da jovem foi preso e indiciado por homicídio, enquanto a família no Brasil enfrenta a barreira financeira de R$ 112 mil para repatriar o corpo.

A descoberta macabra e a prisão do suspeito

A rotina de fiscalização alfandegária na rodovia A8, perto de Brignoles, transformou-se em cena de crime quando agentes da alfândega francesa localizaram o corpo da jovem dissimulado sob sacos plásticos no porta-malas do veículo.

Ao volante estava o ex-companheiro de Larissa, um homem de 29 anos com antecedentes por delitos de trânsito e infrações relacionadas a entorpecentes. Ele foi colocado em prisão preventiva pelo Ministério Público de Nice sob a acusação de homicídio por ex-cônjuge, embora negue a autoria do crime.

Indícios preliminares apontam que a vítima sofreu múltiplas lesões traumáticas e ferimentos por arma branca. A autópsia oficial, que deve determinar a causa exata da morte, está agendada para a próxima segunda-feira (28).

Sinais de alerta e a corrida contra o tempo

A mãe da modelo, Liliane Brito Nogueira, rompeu o silêncio após dias de angústia. Habitual a falar com a filha diariamente, ela registrou o desaparecimento em uma delegacia na zona norte de São Paulo na segunda-feira (14).

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"Eu preciso enterrar minha filha. Eu não tenho condições financeiras de ir buscar o corpo da minha filha e trazer os pertences dela", desabafou Liliane Brito Nogueira.

Antes do desfecho trágico, o atual namorado de Larissa, David Amar, havia ido ao apartamento da modelo na rua Lenval, em Nice. Ele relatou à polícia francesa que encontrou o ex-namorado no local, agindo de forma nervosa, e notou que o imóvel havia passado por uma limpeza recente, com móveis molhados e a geladeira vazia.

Ao ser questionado, o suspeito alegou que Larissa havia saído para pagar o aluguel, versão desmentida pelo proprietário do imóvel. Pouco depois, o homem fugiu com uma sacola de objetos, deixando para trás um rastro que culminaria na descoberta na rodovia.

O peso financeiro da repatriação e o papel do Itamaraty

Além do luto, a família enfrenta um obstáculo burocrático e financeiro monumental. Segundo Liliane, uma funcionária do Consulado do Brasil na França estimou o custo do traslado do corpo em R$ 112 mil.

Para custear a viagem, a família foi obrigada a criar uma vaquinha online, evidenciando a desassistência financeira que famílias de baixa renda enfrentam em tragédias no exterior.

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) emitiu nota afirmando que mantém contato com as autoridades locais e presta assistência consular à família, mas ressaltou que não divulga detalhes do atendimento por respeito à privacidade.

O caso de Larissa Brito transcende a tragédia individual e ilumina uma ferida exposta: a vulnerabilidade de mulheres brasileiras no exterior e a brutalidade do feminicídio, que muitas vezes é precedido por histórico de perseguição. A mãe da vítima relatou que o relacionamento durou cerca de cinco meses, terminado há dois anos e meio, mas foi seguido por uma persistente perseguição por parte do suspeito.

Enquanto a justiça francesa avança com a instrução do processo, a família no Brasil aguarda não apenas pela verdade dos fatos, mas por um milagre logístico e financeiro que permita trazer Larissa de volta para casa. Resta saber se o Estado brasileiro possui mecanismos mais ágeis e humanizados para apoiar cidadãos em situações de extrema vulnerabilidade no exterior, ou se o custo da morte longe de casa continuará sendo um fardo insuportável para quem já perdeu tudo.


Versão em áudio disponível no topo do post.

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