Corpos dos três acreanos ainda permanecem em Cusco

As fotografias do acidente revelam a violência do choque na rocha ao lado da rodovia e que destruiu completamente a frente do veículo.

Os corpos dos três acreanos falecidos no acidente automobilístico na última sexta-feira, 28/11, quando o Volkswagen Voyage, placa NXS-8421 em que viajam bateu violentamente numa rocha na altura do km 115 da na Carretera Interoceânica Sur, nas Cordilheiras dos Andes, ainda permanecem no necrotério de Cusco, Peru.

Morreram no local do acidente o motorista Gamal Hussein Rosas Murad, 48 anos, e as passageiras Antônia Lopes Lodi, 41, e Maria Amélia Pereira da Silva, 54. Um representante do Ministério Público no Peru se fez presente no local do acidente onde fez os procedimentos iniciais da investigação e liberação dos corpos que foram trasladados ao Necrotério Central de Cusco.

Após enfrentar a burocracia peruana e a falta de médico legista de plantão no final de semana no necrotério, agora é a burocracia brasileira que dificulta a repatriação dos corpos. Edson Lodi, viúvo da vítima Antônia e que viajava de moto acompanhando o carro, permanece em Cusco na tentativa de liberar as repatriações sanitárias. A Embaixada do Brasil em Lima exige que os corpos sejam trasladados para aquela capital para que possam ser liberados a partir de laudo de embalsamamento por funerária credenciada, sendo que procedimentos de conservação já foram realizados em Cusco, com atestado pelo médico legista daquela cidade.

Tal exigência teria sido questionada na manhã de hoje, 01/11, por autoridade parlamentar do Acre junto à Casa Civil da Presidência da República do Brasil. Para retardar ainda mais o processo, hoje é feriado nacional no Peru, onde se celebra o Dia de Todos os Santos.

Mobilizado pelo governo do Acre, um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) está de prontidão para decolar ao Peru, com previsão de fazer uma escala técnica em Rio Branco nesta quarta-feira, onde pernoitará, e seguirá a Lima somente na quinta-feira, 3/11, para trazer os corpos.

Os familiares e amigos, com apoio do Governo do Acre, estão solidários na tentativa de agilizar o procedimento de repatriação, não sendo descartada uma alternativa de transporte terrestre pela fronteira de Iñapari/Assis Brasil.

O acidente foi testemunhado pelo motociclista José Roberto da Silva Barbosa que viajava de moto logo atrás do veículo e narrou o drama vivido, onde as duas mulheres morreram na hora e o motorista Gamal Murad chegou a ser retirado com vida do carro, mas não resistiu.

A entidade Centro Espírita Beneficente União do Vegetal, cujas vítimas eram membros integrantes, chegou emitir uma nota nessa segunda-feira, 31/10, onde informou os procedimentos que estavam em curso e a expectativa de que os corpos chegariam a Rio Branco ainda na data de ontem.

 

Fonte: Acreaovivo.com

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