Crise faz aumentar a procura por curso de formação de Papai Noel no RJ

A crise financeira pela qual passa o Brasil e que deixa o Rio na liderança do ranking de desemprego no país fez aumentar em 20% a busca por curso de formação de Papai Noel na cidade. O crescimento foi constatado pelo fundador e diretor da Escola de Papai Noel do Brasil, Limachem Cherem.

“A procura pelo curso foi bem superior aos outros anos, pelo menos 20% maior. Sem dúvida, este aumento foi por conta da crise”, afirmou Cherem.

A escola foi criada em 1993. “Começou com dois alunos, na minha casa em Vila Isabel. Nestes 24 anos já formamos mais de 500 Papais Noéis”, orgulha-se Cherem.

Neste ano, a Escola de Papai Noel viu surgir interessados pelo curso cujo perfil em nada se assemelha ao ‘Bom Velinho’.

“Teve gente muito magra, com barba falhada ou toda preta, e teve até mesmo mulheres que reclamaram não poder encarnar Papai Noel”, revelou o criador do curso.

Ele destacou ainda que, com a crise, “o perfil de quem procura o curso é de quem precisa de renda extra e que realmente vem interessada em trabalhar”. Antes, segundo Cherem, havia interessados em, simplesmente, se entrosar com outras pessoas, ou mesmo animar a noite de Natal em família.

Cherem explicou que o curso é eliminatório. Ao abrir as inscrições, a escola cobra o envio de fotos para poder selecionar o perfil dos alunos. “Na primeira aula a gente já elimina cerca de 10% dos alunos. Alguns mandam fotos antigas e chegam lá sem barba ou até mesmo de cavanhaque”, contou.

Neste ano, ao todo 61 alunos concluíram o curso de Papai Noel. A formatura foi realizada na última terça-feira (31).

Na década de 90, destacou Cherem, o comércio de modo geral aceitava que os Papais Noéis usassem barba postiça. Hoje, não dispensam barba natural, farta e grisalha. Os cabelos também precisam ser grisalhos.

“Hoje é uma exigência de quem contrata de que o Papai Noel esteja o mais próximo possível do perfil do personagem”, destacou.

O comércio carioca, principal contratante de Papais Noéis, remunera, em média, entre R$ 5 mil e R$ 15 mil por 40 dias de trabalho, segundo Cherem. Questionado se a crise impactou no valor pago pela encenação, ele disse que a escola não percebeu queda no rendimento, mas que as lojas aumentaram a negociação.

“Os contratantes estão cortando várias coisas [para economizar custos], mas eu acho que o último item a ser cortado no Natal é o bom velhinho, porque ele é o garoto propaganda deste período. Se com ele está ruim [as vendas no comércio], sem ele seria pior”, afirmou.

Cherem destacou que além do trabalho em lojas e shoppings, os Papais Noéis têm diversas oportunidades de trabalho nesta época do ano, como participação em eventos corporativos ou, até mesmo, visitas em domicílios na noite de Natal – cada visita entre os dias 24 e 25 de dezembro rende, em média, R$ 500.

Para 2018, a Escola de Papai Noel deve abrir inscrições para o curso de formação em agosto. A dica de Cherem para quem se interessar é objetiva: deixar a barba crescer. “Precisa de uns seis meses para chegar ao ponto ideal”, destacou.

Fonte: g1

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