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Crise política e econômica agrava queda de popularidade de Milei: Argentina entra em rota de colisão

Vetos rejeitados, protestos intensificados e sinais de desastre econômico colocam o presidente Javier Milei sob pressão máxima às vésperas das legislativas

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A administração de Javier Milei atravessa uma crise crescente que reúne fatores políticos, sociais e econômicos em uma combinação que pode mudar radicalmente seu destino nas eleições de outubro. A inquietação deriva não apenas de medidas impopulares, mas de derrotas expressivas no Congresso, deslegitimação em debates públicos e impacto real no bolso da população — todos os ingredientes de um abismo que parece cada vez mais perto de engolir o governo.

Desde meados de agosto, Milei acumulou uma série de reveses significativos. Um ponto central foi o veto pelo presidente a leis aprovadas pelo Congresso que aumentavam pensões e benefícios para pessoas com deficiência. O argumento oficial foi o compromisso com o superávit fiscal: Milei afirmou que os projetos não indicavam fontes de financiamento e, segundo o governo, comprometeriam o equilíbrio das contas públicas.

Esses vetos intensificaram protestos em Buenos Aires e outras regiões. Universitários, professores, médicos e trabalhadores da saúde denunciaram o desfinanciamento de hospitais públicos — em especial o Hospital Garrahan — e cortes orçamentários nas universidades, cujos recursos, dizem, foram diluídos pela inflação. O Congresso reagiu: deputados derrotaram vetos presidenciais por votação ampla — por exemplo, 174 votos contra 67 para derrubar vetos relacionados às universidades; no caso do Hospital Garrahan, 181 a 60.

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