Decisão do Conselho de Ética sobre Cunha pode ser adiada

A votação marcada para esta terça-feira que decidirá se o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), continuará a ser investigado pelo Conselho de Ética da Casa, em um processo que pode terminar com a cassação do seu mandato, deve ser mais uma vez adiada. A decisão que pode levar a esse adiamento foi tomada pelo próprio Cunha, com o aval da oposição, ao marcar para o início da tarde de hoje a instalação da comissão especial que analisará o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Prevista para ocorrer ontem às 18h, a instalação da comissão especial foi remarcada para as 14h, mesmo horário em que a sessão do Conselho de Ética votaria o relatório pela admissibilidade do processo de cassação do mandato de Cunha. Ele, porém, negou que o movimento seja mais uma manobra para impedir o trabalho do colegiado.

 

MANOBRA PODE LEVAR A PUNIÇÃO LEVE

Em outra frente, aliados de Cunha planejam apresentar um novo relatório pedindo que o presidente da Câmara seja investigado apenas por ter omitido à CPI da Petrobras ser dono de “trusts” com milhões de dólares no exterior. Caso esse relatório seja aprovado, em detrimento ao do deputado Fausto Pinato (PRB-SP), Cunha pode receber punição mais leve do que a cassação do mandato, como a suspensão temporária.

Em repúdio à decisão de adiamento anunciada por Cunha, o líder do PT, Sibá Machado (AC) deixou a reunião de líderes. Segundo Sibá, o processo começa contaminado. Indagados se o adiamento da eleição da comissão do impeachment ajudaria Cunha, pois dificultaria a votação no Conselho de Ética, os líderes da oposição negaram.

 

 

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