Dentista morre no México e é enterrado em Alta Floresta; família nega que ele fosse imigrante ilegal

O dentista Kenedy Max Velho, natural de Cuiabá (MT), cuja família vive em Alta Floresta (RO) foi morto em uma casa situada na fronteira do México com os Estados Unidos, onde estava desde o dia 20 de janeiro. Ele teria levado dois tiros no dia 3 de fevereiro. Ele chegou a ser socorrido em um hospital local, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. O corpo será trasladado para Alta Floresta do Oeste, onde a família de Max reside.

Especula-se que Kennedy tentava entrar clandestinamente nos EUA e que a residência em que ele se encontrava seria usada por “coiotes” (traficantes de pessoas) para acolher imigrantes indocumentados durante a travessia.

O local teria sido alvo de uma batida policial e, como os ocupantes reagiram, os agentes atiraram e o dentista foi uma das duas pessoas fatalmente atingidas. Seus famíliares negaram a versão de que ele estivesse tentando entrar clandestinamente nos EUA, pois era graduado em Odontologia e possuía um consultório operante em Cuiabá. Ainda segundo seus parentes, Kenedy viajou ao México em 20 de janeiro e teria comprado a passagem de volta ao Brasil para 10 de fevereiro.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Eles alegaram que o brasileiro estava na casa de amigos no México, quando foi baleado durante uma tentativa de assalto.

Morte de frentista

Em 21 de junho de 2015, o dentista foi acusado de ter atropelado fatalmente a frentista Janaína Almeida Rodrigues, de 26 anos, na Avenida General Melo, também em Cuiabá. O incidente ocorreu às 6 horas da manhã, quando a jovem trafegava de moto a caminho do trabalho e o carro onde se encontrava o dentista e um amigo seguiu pela contra-mão e chocou-se de frente com a motocicleta. Com o impacto, Janaína morreu na hora. Pessoas que estavam no local se revoltaram e tentaram linchar o dentista e seu amigo, mas foram impedidas pela polícia.

A princípio, Kennedy foi acusado de ter atropelado a frentista, mas investigações apontaram que o amigo, Alysson Guedes Zoli Delazari, estaria atrás do volante no momento do acidente. Na ocasião, o teste do “bafômetro” revelou, respectivamente, as dosagens 0,30 mgL e 0,11 mgL de álcool no sangue dos envolvidos, entretanto, foi realizado 5 horas depois do incidente. Durante o julgamento, Kennedy teria pago R$ 1,5 mil de fiança para responder o processo em liberdade. O caso gerou polêmica e agitou a opinião pública.

Através do Advogado Rafael Panzarini, a família de Kennedy negou, numa nota divulgada à imprensa, que ele estivesse tentando entrar clandestinamente nos Estados Unidos.

“A família de Kennedy Max Velho, por meio de seu advogado, vem a público, via esta nota, esclarecer a real situação das noticias vinculados na mídia nesta data, onde informações inverídicas e infundas circulam pela rede.

Primeiramente esclarecemos que o Sr. Kennedy Max Velho não estava ao volante no acidente que terminou com a morte da frentista Janaina Almeida Rodrigues, 26 anos. O acidente ocorreu no dia 21 de Junho de 2015, onde foi esclarecido no Inquérito Policial instaurado pela Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito de Cuiabá (Deletran) que ele não era o motorista na hora do acidente. Noticiado já pela imprensa.

Com relação a noticia de que Kennedy Max Velho estaria tentando entrar no Estados Unidos por meio da fronteira do México é inverídica, diferentemente do que foi dito na reportagem, ele estaria a passeio com um casal de amigos, saindo de Cuiabá/MT dia 20/01/2016, com passagem comprada de retorno para Cuiabá/MT no dia 10/02/2016, sendo que em nenhum momento estaria pretendendo entrar clandestinamente nos EUA.

Segundo informações que a família obteve, a casa de amigos onde ele estava hospedado foi invadida na tentativa de algum roubo por mexicanos, Kennedy levou 2 tiros e esta internado em estado grave, um amigo veio a falecer no local.
Kennedy Max Velho é um profissional da área da saúde, dentista formado, possui uma Clinica Odontológica, não tendo motivos para uma entrada clandestina nos Estados Unidos.

Rafael Panzarini: OAB/MT 10.426.

As informações são do Brazilian Voice

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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