Desengessar o orçamento por um Brasil mais eficiente
Por Carlos Rodolfo Schneider*

Parte preponderante da equipe do atual governo federal vem defendendo a ideia de que a responsabilidade social deve prevalecer sobre a responsabilidade fiscal. Mas a questão é escolher uma solução talvez um pouco mais lenta, mas consistente e duradoura.
O caminho escolhido de forte aumento de gastos traz desafios relevantes para o crescimento sustentado da nossa economia. A começar pela necessidade de aumento da arrecadação para cobrir o incremento de despesas, o que aliás, passou a ser a principal atribuição do atual Ministro da Fazenda, transformando-o na prática em um Secretário da Receita Federal com status de Ministro.
Com isso estamos extraindo mais recursos da sociedade para cobrir gastos públicos, que notoriamente são menos eficientes. Como a taxa de poupança no Brasil já é relativamente baixa, e em transferindo recursos de quem aplica melhor para quem aplica menos bem, estamos automaticamente comprometendo ainda mais a já insuficiente produtividade da economia, reconhecidamente uma das causas do baixo crescimento do país.
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