Discussão causada por funk acaba com PM assassinando mulher no RJ

Uma jovem de 21 anos foi morta por um policial militar em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, na madrugada de sexta-feira (8/12). Hayssa Alves de Souza Andrade, estudante de Administração, estava em uma festa na qual o agente, Jorge Luis da Silva, 39, também havia sido convidado. No local, a jovem teria plugado o celular em uma caixa de som, deixando que um funk tocasse. O policial desaprovou a música, se irritou e atirou em Hayssa.

Jorge Luiz não conhecia a jovem até então e, de acordo com testemunhas, agiu com truculência durante todo o evento. Ele já havia tentando se aproximar da vítima antes, sendo rechaçado. Durante a briga por causa da música (que, para o agente, era uma apologia ao Comando Vermelho), o policial teria tentado ameaçar o grupo da jovem com a pistola.

Hayssa teria perguntado: “Você vai me matar?”. Foi nesse momento, de acordo com pessoas que estavam no local da festa, que Jorge sacou a arma e abriu fogo contra ela. “Ele chutou o copo dela e perguntou por que Hayssa estava rindo. Depois, ameaçou-a de morte e atirou 26 vezes”, contou uma prima da universitária, que também participou do evento.

O PM Jorge Luiz Aguiar, de 39 anos, foi preso em flagrante (reprodução)

A arma usada para o homicídio, uma pistola calibre .380, tem capacidade para 19 munições e uma na câmara, de modo que o agente podo ter feito até 20 disparos contra a mulher. O corpo dela apresentou 36 perfurações, segundo o delegado Fábio Cardoso, titular da Divisão de Homicídios (DH), que investiga o caso. O laudo cadavérico apontou a existência de 22 ferimentos de entrada e outros 14 de saída, indicando que Hayssa tentou se defender.

Sobre as 36 lesões, o laudo de necropsia aponta: “Isso não quer dizer que ela foi baleada 36 vezes. A vítima teve várias lesões nas mãos e nos braços — tipico de defesa. Essas balas entraram pelos braços, saíram e atravessaram outros órgãos. Por isso, esse número alto de perfurações”. Segundo parentes, a jovem era a mais nova de duas irmãs e costumava frequentar festas.

O cabo Jorge foi preso em flagrante por homicídio qualificado. Ele parecia estar embriagado e tentava se livrar da arma, afirmando aos agentes “ter feito uma besteira”. Nesta segunda-feira (11) ele será encaminhado para uma audiência de custódia; a DH pediu à Justiça que a prisão em flagrante seja convertida em preventiva, e que o acusado fique detido até que o caso seja julgado.

Fonte: metropoles

 

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