Eduardo Azeredo ficará preso em uma sala do comandante da Academia Militar, a 1 km de casa

Sala de 27 m² e sem uniforme

O ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB) ficará preso de forma improvisada dentro da sala do comandante da Academia de Bombeiro Militar (ABM), no bairro Funcionários, região Centro-Sul da capital, a cerca de 1 km do prédio da família do tucano.

A sala de Estado Maior tem 27 metros quadrados, possui uma cama e uma mesa de apoio, além de um banheiro com chuveiro elétrico.

O local está ligado por portas de vidro a outra sala, a do subcomandante da ABM, e a uma copa. O tucano deve ser isolado na sala do comandante tendo acesso somente ao banheiro.

a decisão de manter o tucano detido fora de uma cela comum dentro de uma unidade dos bombeiros teve o aval do atual governador de Minas, o petista Fernando Pimentel, e levou em conta o cargo já ocupado por Azeredo.

O prédio da Academia de Bombeiros Militar funciona na mesma área do 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e teria sido escolhido pela defesa do ex-governador justamente pela proximidade do local com a residência da família, além do fato de não ter característica de uma unidade prisional comum.

Refeições. Como os demais presos da Secretaria de Administração Prisional (Seap), ele terá direito a quatro refeições diárias – cafés da manhã e da tarde, almoço e jantar. O cardápio das refeições é supervisionado por nutricionistas do sistema prisional.

Eduardo Azeredo poderá receber visitas, desde que previamente cadastradas pela Superintendência de Atendimento ao Indivíduo Privado de Liberdade da Seap.

Mudança de planos. Na terça-feira, o comando do Corpo de Bombeiros havia definido que Eduardo Azeredo ficaria em uma cela no 2º Batalhão, em Contagem, visto que a unidade é a única na região metropolitana a possuir esse tipo de estrutura.

Militares do batalhão chegaram a ser informados sobre a ida do ex-governador para o local. Também foram realizadas algumas mudanças na estrutura, como a instalação de tapumes e grades para inviabilizar o acesso de pessoas de fora ao local em que Azeredo permaneceria.

No entanto, com a entrada do governo de Minas na questão, o local foi alterado justamente para fornecer um espaço com maior estrutura para Eduardo Azeredo. Em Contagem, ele ficaria em uma cela acompanhado de um cabo militar preso por dano ao patrimônio público.

No ofício enviado pelo juiz Luiz Carlos Rezende e Santos, na manhã desta quarta-feira (23), foi determinado ainda que Eduardo Azeredo poderia levar suas próprias roupas, vestuário para banho e cama “mínimos para sua dignidade”. O uso de algemas só pode ser feito devidamente justificado em “situações excepcionalíssimas”, informa o despacho do juiz.

Justificativa

Exame. Eduardo Azeredo não se apresentou
antes porque foi fazer um exame médico, segundo Merval Pereira, de “O Globo”. “Apenas não o fiz antes porque fui consultar meu cardiologista”.

Fiemg rescinde contrato de consultoria com ex-governador

Após a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais de negar recurso ao ex-governador Eduardo Azeredo, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) rescindiu na quarta-feira um “contrato com a empresa do consultor e engenheiro Eduardo Azeredo”.

Neste contrato, vigente desde maio de 2015, o tucano exercia o papel de consultor para Assuntos Internacionais da Federação das Indústrias mineira e recebia o salário de R$ 25 mil.

O ex-governador Eduardo Azeredo foi condenado a 20 anos e um mês de prisão em regime fechado pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro por envolvimento no mensalão tucano.

Entrevista

Aflição. Em entrevista à rádio Super Notícia FM, no dia 27 de abril, Eduardo Azeredo disse que não estava preparado para ser preso. “Não vou ser falso de dizer que não fico aflito. Fico, fico aflito, sim. Mas é uma cobrança descabida, é um excesso o que está se fazendo em cima de mim”, disse. Azeredo afirmou que não estava “raciocinando com essa hipótese” (de prisão). “Não tô preparado para essa hipótese”, disse.

O Tempo (MG)

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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