Coluna – Eleições 2016 definem tabuleiro político para 2018; e vem recessão por ai

Hildon Chaves é eleito em Porto Velho pelos motivos certos, mas na hora errada e não vai demorar para a ficha cair

Boa intenção

A população de Porto Velho escolheu Hildon Chaves como novo prefeito em segundo turno em uma votação de praticamente dois votos para um. A idéia que se formou foi que ele, por “não ser político”, tem tudo para fazer uma boa gestão. A intenção é boa, mas tem tudo para dar errado por um simples motivo, chama-se grupo político. Não adianta você que votou em Hildon ficar com raiva, deixa de ser ufanista e preste atenção nas próximas linhas. Huldon Chaves integra o grupo político do ex-senador Expedito Júnior e Mariana Carvalho, que são adversários declarados do PMDB, de Confúcio Moura, Valdir Raupp e Ivo Cassol.

Esses são os três

Maiores e mais fortes grupos que temos no Estado. E não se engane, eles se engalfinham pelo poder. Durante o segundo turno circulou um pequeno texto falando sobre como Hildon ficaria sozinho durante seu mandato. Não sei quem fez, mas ele tem razão. Partimos do fato que o governador já desativou em Porto Velho a usina de asfalto. E por mais que oficialmente Confúcio diga que “vai ajudar”, você pode apostar que não vai. Vide o exemplo de Ariquemes.

Voltando a Hildon

O novo prefeito não tem base política nenhuma. O próprio PSDB vem rachado desde o ano passado, quando Mariana começou a embaçar o processo político atrasando o quanto pode sua decisão de não disputar a prefeitura. O PSDB são dois partidos em Rondônia, e assim deve prosseguir. O novo prefeito só poderá contar com apoio de Mariana e Expedito Netto em Brasília. Raupp, Acir e Cassol vão passar longe, assim como os demais parlamentares. E não adianta ameaçar dizendo que “daremos o troco nas urnas”, não vai funcionar.

E mais

O futuro político de Expedito está diretamente atrelado a performance de Hildon na prefeitura de Porto Velho. Para complicar ainda mais, o novo prefeito não entendeu que existe uma diferença enorme entre o público e o privado e desconhece ainda a realidade dos cofres municipais. Se Hildon propuser uma “tomada de contas especial” como alardeou durante toda a campanha, a coisa vai travar ainda mais. A receita do município é insuficiente para bancar qualquer tipo de investimento e o atual prefeito já acena com a possibilidade de entregar a cidade com salários em atraso. E é uma previsão real.

Nesse cenário

Não adianta ficar falando em parcerias público-privada, principal mote de campanha. A PPP precisa ser licitada e o município tem que dar contrapartida. Porto Velho está com dificuldades até para pagar o transporte escolar, porque está sem as certidões exigidas pelo MEC. Não se trata de uma previsão pessimista voltada para Hildon Chaves, e sim uma constatação que seria enfrentada também por Léo Moraes, mas com uma diferença, Léo tinha o apoio do governo e de 9 membros da bancada federal e Assembleia Legislativa, já o tucano…

Nesta terça

O novo prefeito deve anunciar sua equipe de transição. A partir disso dará para ter uma idéia de como a orquestra vai tocar. O PSDB não tem grandes nomes em seus quadros, e resta saber qual será o papel de Edgar do Boi na nova gestão. A partir da equipe de transição a população vai saber o que vai acontecer nos próximos quatro anos. Mas já dá para adiantar que 2017 será um ano perdido.

Esforços

O momento é de crise, de união e qualquer ajuda é bem-vinda, mas o mundo real está longe do ideal. Exemplo não falta no cenário nacional. Michel Temer vem conseguindo algumas vitórias graças ao momento tumultuado que o país atravessa. Impossível seria aprovar a PEC 241 em 2014, por exemplo. Boa vontade é até elogiável, mas longe do que Porto Velho precisa. Bravatas não funcionam no mundo real, vide o caso de Ivo Cassol, Miguel Sena e outros que “faziam e aconteciam”. Ter esperança de dias melhores é bom, mas ter os pés no chão é melhor ainda. Que venha 2017, que minhas previsões queimem minha língua, mas…

Olho no lance

A partir desta terça-feira passa a vigorar os novos valores de multas de trânsito. Para infração leve, a multa subiu de R$ 53,20 para R$ 88,38; a média foi de R$ 85,13 para R$ 130,16, enquanto a grave aumentou de R$ 127,69 para R$ 195,23; e a gravíssima de R$ 191,54 para R$ 293,47. Porém, algumas infrações aumentam de acordo com a gravidade por valor de multa vinculado a um fator multiplicador, ou seja, pode ficar ainda mais cara para o condutor que desobedecer às regras. Não ser habilitado tem a multa multiplicada por três, isso significa que o valor de R$ 239,47 passará para R$ 718,41. Para infração leve, a multa subiu de R$ 53,20 para R$ 88,38; a média foi de R$ 85,13 para R$ 130,16, enquanto a grave aumentou de R$ 127,69 para R$ 195,23; e a gravíssima de R$ 191,54 para R$ 293,47. Já a embriaguez ao volante tem o fator multiplicador 10. Com a mudança no CTB, a multa para essa infração subirá de R$ 1. 915,40 para R$ 2.934, 70. Em caso de reincidência no intervalo de 12 meses é cobrado o dobro do valor. A Lei torna mais cara para o condutor a multa por manusear telefone celular enquanto dirige, que deixa de ser considerada infração média e passa a ser infração gravíssima.

Clínica Mais Saúde informa – Erro médico mata mais que câncer no Brasil

A cada três minutos, cerca de dois brasileiros morrem em um hospital por consequência de um erro que poderia ser evitado. A conclusão é de um estudo apresentado nesta quarta-feira no Seminário Internacional “Indicadores de qualidade e segurança do paciente na prestação de serviços na saúde”, realizado em São Paulo. Essas falhas, chamadas de “eventos adversos”, representam problemas como que vão desde erro de dosagem ou de aplicação de medicamentos até uso incorreto de equipamentos e infecção hospitalar. A pesquisa, realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess), estima que, em 2015, essas falhas acarretaram em 434.000 óbitos, o equivalente a 1.000 mortes por dia. Isso significa que esses “incidentes” –  erros, negligência ou baixa qualidade do serviço – podem ser uma das principais causas de morte dos brasileiros. De acordo com esse cenário, essas mortes seriam a primeira ou segunda causa de óbitos no país, à frente de doenças cardiovasculares e câncer que em 2013 mataram 339.672 e 196.954 pessoas respectivamente.

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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