Na troca de mensagens, homem apontado como laranja do ex-governador afirmou que empresário estava com saudades do peemedebista.

Na denúncia da Operação Eficiência, o Ministério Público Federal (MPF) reproduz um e-mail entre o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e Paulo Fernando Magalhães Pinto, que é apontado como laranja do peemedebista, em que os dois falam sobre o empresário Eike Batista.

A troca de mensagens, cujo assunto é “Eike amigo”, é de julho de 2009. Paulo Fernando escreveu: “Boa noite Gov, o Eike pede para te dizer que, independentemente da parceria de vocês profissional, hoje ele te ve como um verdadeiro amigo, essa viagem os aproximou muito, e ele já está saudades”.

Cabral, por sua vez, respondeu: “E ele é, acima de tudo, bom ser humano”.

Para o MPF, “já em meados do ano de 2009 o governador e o empresário se aproximaram mais intimamente em prol dos seus interesses inconfessáveis, inclusive tendo viajado juntos, parceria esta consolidada no ano seguinte com o pedido de propina” de US$ 18 milhões. Desse valor, foram pagos US$ 16,5 milhões, conforme apontam os procuradores da força-tarefa da Lava-Jato no Rio.

A denúncia oferecida nesta sexta-feira pelo MPF no âmbito da Operação Eficiência, um desdobramento da Lava-Jato no Rio, prevê pena de até 44 anos para o empresário Eike Batista pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Já Cabral foi denunciado duas vezes por corrupção passiva, duas por lavagem de dinheiro e uma por evasão de divisas. Assim, poderia pegar entre 12 e 50 anos de prisão, caso seja condenado por todos os crimes.

– Um dos empresários mais poderosos pagou US$ 16,5 milhões ao governador do estado. Isso é crime de corrupção. O senhor Eike Batista tinha diversos interesses no Rio que dependiam do governador do estado. Ele não poderia dar de presente US$ 16,5 milhões ao governador e nem o governador poderia ter aceitado. O crime de corrupção está configurado – afirmou o procurador Leonardo Freitas.

Paulo Fernando foi preso durante a Operação Calicute, em novembro do ano passado, mas foi para a prisão domiciliar em janeiro deste ano por determinação do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, após pedido da defesa que alegou que, diante das notícias de que o cliente faria delação premiada, ele corria risco ao estar preso com outros envolvidos no susposto esquema.

Fonte: oglobo

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