Em SP, vacinação é reforçada após morte de macaco por febre amarela

A campanha emergencial de prevenção à febre amarela, feita pela prefeitura de São Paulo com o governo estadual, no último sábado (21/10), vacinou mais de 4 mil pessoas, em dois postos localizados próximos ao Horto Florestal, na zona norte da cidade, segundo a secretaria municipal de saúde. A vacinação foi adotada após a confirmação de que um macaco do tipo Bugio foi encontrado morto no parque, infectado pela doença.

A imunização intensificada na região foi mantida hoje (23) em alguns postos da cidade: na rua Tomé Afonso de Moura, na unidades do Horto Florestal e do Jardim Peri, e nas vilas Dionísia e Mariquinha Sciascia.

Mulheres grávidas ou amamentando não podem tomar a vacina, segundo a secretaria. O medicamento também não é indicado para crianças com até 6 meses e pessoas imunodeprimidas, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (portadores de Lúpus, por exemplo).

Transmissão
Exames feitos no macaco mostram que o vírus encontrado é do tipo silvestre, transmitido pelo mosquito Haemagogus, comum em regiões rurais e de mata. ”É importante destacar que macacos não transmitem a febre amarela para a população. Os animais são hospedeiros do vírus, transmitido de forma silvestre pelos mosquitos Haemagogus Sabethes”, diz nota da secretaria municipal de saúde.

Neste ano, foram registrados na capital paulista 12 casos de febre amarela silvestre, todos importados. Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942. A transmissão se dá pela picada dos mosquitos infectados e não há transmissão direta de uma pessoa infectada para outra pessoa.

Alerta
A morte de dois macacos da espécie sagui por febre amarela, no município de Campinas, também chamou a atenção para o risco de um surto epidêmico, a exemplo do registrado em cidades vizinhas.

No próximo sábado (28) a secretaria municipal de saúde estará promovendo o “Dia D” de imunização, com a aplicação de vacinas em dose única das 8h às 17h, em 64 centros de saúde. Em nota, a prefeitura de Campinas informa que os que já receberam a dose não precisam ser vacinados.

A prefeitura de Campinas informou que, desde o começo do ano, foram vacinadas cerca de 300 mil pessoas e que após as mortes desses macacos foi ampliado o horário de atendimento nos postos. Além disso, foram providenciados nebulizações, bloqueio e controle de criadouros e monitoramento entomológico para identificar a espécie do mosquito transmissor da doença.

Fonte: metropoles

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