O deputado federal Lúcio Mosquini, quando vem para Rondônia de Brasília não desce mais no aeroporto de Porto Velho, e quando o faz, segue pela Avenida Lauro Sodré, e não pela Jorge Teixeira. É que nessa avenida está o símbolo de sua incompetencia e desonestidade, que grita na cara de todos que passam pelo local e dos que utilizam a área para atividades físicas. O que antes era um local agradável, que começava a ficar arborizado, se transformou em um mostrengo cheio de escombros, resultado de uma história que teve como ingredientes a ambição política e a corrupção, típica de um país onde os crimes passam impunes. E esse monumento à impunidade e a corrupção salta aos olhos dos portovelhenses diariamente.

Preso logo após ter sido eleito em uma operação do Ministério Público por suspeita de direcionar licitações e superfaturamento, Mosquini tomou posse como deputado federal e fez questão de esquecer o elefante branco que ele largou no meio da cidade. A chegada em Porto Velho é traumática para quem vem pela primeira vez à capital de Rondônia. Se vier pela BR 364 sentido Candeias, se depara com os escombros dos elevados, a buraqueira e o arremedo de viaduto; se vier pela BR 364 sentido Rio Branco, encontra mais escombros do que deveria ser um viaduto, além de um desvio mal feito, serviço porco mesmo. Se o visitante chegar de barco, encontra o porto do Cai N´água, aquela coisa imunda e fétida e se chegar de avião se depara com a lambança de Mosquini.

O Espaço Alternativo foi uma obra descaradamente eleitoreira, e isso ficou bem esclarecido em uma interceptação telefônica feita pelo Ministério Público com autorização da justiça, quando Mosquini, que estava “no grampo”, conversa com o governador e alerta para a necessidade de acelerar a obra, “é o nosso segundo turno governador”, disse ao telefone todo serelepe.

Devido a uma série de falhas apresentadas no projeto, além do evidente superfaturamento, o Tribunal de Contas determinou a paralisação das obras.

Mosquini era diretor do DER e secretário de Obras do Estado. Ele também é investigado por enriquecimento ilícito. Ele continua impune.

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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