Essa você não sabia: PCC mantém advogado em RO só para atender ‘associados’

Reportagem da revista Veja afirma que se PCC fosse uma empresa, estaria entre as 20 maiores do país

Brasília – Não é novidade alguma a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa que surgiu após o “massacre do Carandiru” em 1993, nas cadeias de todo o país.

Em Rondônia, assim como em outros estados, o PCC mantém em sua folha de pagamento um pequeno escritório de advocacia que fica à disposição da organização em tempo integral. O escritório recebe ’em contrato’, R$ 10 mil/mês para atender os integrantes e dar apoio a familiares.

Neste fim de semana, a revista Veja trouxe reportagem mostrando a origem da maior organização criminosa no país que fundou, após o assassinato do traficante brasileiro Jorge Raffat, em 15 de junho deste ano em Pedro Juan Caballero, o “Narcossul”, um cartel internacional de tráfico, lavagem de dinheiro e extorsão.

A fortuna que passa pelas mãos dos narcotraficantes do PCC é pulverizada. Ela é usada para pagar propina a policiais, juízes e políticos, patrocinar execuções e remunerar os milhares de “trabalhadores” envolvidos na operação. Parte significativa é despendida nas operações de lavagem de dinheiro, que obrigam os criminosos a corroer seu capital para esconder a origem ilícita dos recursos por meio de empresas de fachada. Os custos podem ser altos, mas a margem de lucro do tráfico é imbatível. A diferença de preço entre 1 quilo de pasta-base na Bolívia e 1 quilo de cocaína no Brasil é de 1 500%.

De acordo com a publicação, “Se fosse uma empresa, o PCC seria hoje a décima sexta maior do país, à frente de gigantes como a montadora Volkswagen. Trata-se de um império corporativo em que os produtos são as drogas ilícitas. Os clientes são dependentes químicos. Os fornecedores são criminosos paraguaios, bolivianos e colombianos. Os métodos são o assassinato, a extorsão, a propina e a lavagem de dinheiro. As áreas de diversificação são os assaltos a banco, o roubo de cargas e o tráfico de armas. A meta, coerente com as exigências da globalização, é internacionalizar-se, e para chegar lá os líderes do PCC estão selando alianças com quadrilhas africanas e terroristas do Oriente Médio”.

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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